domingo, 31 de dezembro de 2006

Mais um virar de página...




As Krónikas Tugas desejam a todos os seus clientes, fornecedores e amigos umas boas entradas no ano (sai daqui, gralha!) de 2007, entradas essas onde mais vos aprouver e se sentirem felizes (entrada num apartamento, entrada numa discoteca, entrada por saída, entrada triunfante, entrada a medo, entrada pelas traseiras, entrada pífia, entrada em cena, entrada quente, entrada a toda a brida, entrada solene, entrada...).

tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos, mai-la cambada toda

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Constatação

Depois de ver o teledisco “Sunrise” dos Simply Red percebe-se facilmente porque é que as mulheres são a melhor coisa do mundo :P

Valter Rego, observador desassombrado

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

A boa acção do dia

Um dia destes pratiquei a minha boa acção, a justificar o espírito natalício.
Estava a comer um hamburger no McDonald’s do Colombo quando duas jovens com ar de liceais (uma pretinha e uma lourinha) se dirigiram a mim e a pretinha perguntou-me: “pode-me arranjar um euro para ir ao Mac?”. Embrenhado como estava no ketchup e nas batatas fritas, limitei-me a abanar a cabeça numa reacção automática de negação. Ela limitou-se a dizer “obrigado” e vi-as afastarem-se para outra zona.
Mas 30 segundos depois caí em mim e percebi que não tinha tido espírito de Natal. Pior, que tinha ido fazer compras, já tinha ido à Fnac gastar dinheiro em bilhetes para espectáculos e ainda ia comprar prendas, que estava a comer furiosamente e não tinha um simples euro para ajudar a matar a fome a duas miúdas que provavelmente não têm quem lhes dê dinheiro para comerem à vontade. Ainda as vi passar novamente para um lado e para outro, com ar de quem anda à procura de alguma coisa, e tentei acabar rapidamente o meu hamburger e o meu gelado para ir procurá-las.
Dei a volta ao local e encontrei-as em frente ao balcão, a olhar para os menus, mas de longe. Reconheci a pretinha que me tinha interpelado e perguntei-lhe “Foi você que me pediu um euro?”. Ela respondeu “sim, estamos aqui a contar as moedas mas não temos dinheiro que chegue”. Ao que retorqui “então vocês querem comer e não têm dinheiro? Então peçam o que quiserem que eu pago-vos”. Parecia que lhes tinha saído a sorte grande, tal o ar de felicidade que fizeram. Ainda as vi cochichar qualquer coisa, como quem não acredita no que está a acontecer. A pretinha ainda me quis dar as moedas que tinha na mão, mas eu disse-lhe “guarde isso que faz-lhe mais falta do que a mim”.
Elas pediram o hamburger que quiseram, uma bebida e um gelado. Custou-me 10,35 €. Disse-lhes para comerem bem e desejei-lhes bom Natal. Afastei-me com a consciência mais tranquila do que se lhes tivesse negado um euro e deixado ficar com fome. A seguir fui para o Continente comprar champanhe e brinquedos e paguei 10 vezes mais. E pensei para comigo: “que bom que era que tivéssemos um pouco de espírito de Natal mais vezes e não apenas nesta quadra. E que imoral é andarmos num consumismo desenfreado enquanto há pessoas que não têm moedas que cheguem para comprar um hamburger”.
Afinal, se o Natal é quando um homem quiser, porque é que não ajudamos mais vezes aqueles que precisam? Não é bom ajudarmos alguém a ficar um pouco mais feliz, mesmo que seja só com um euro, em vez de nos fecharmos no nosso próprio egoísmo?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Um blog em defesa da língua

Uma amiga professora criou recentemente um blog onde, segundo a própria, pretende-se defender a língua portuguesa. Como nós aqui somos acérrimos defensores do bem escrever e bem falar (ou não fosse esse o nosso lema), recomenda-se vivamente aos interessados (e aos outros também) a leitura do blog OlindaGil - Diário de uma professora.

Kroniketas

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

A Rapariga do Copo de Água




Pierre-August Renoir - "Le déjeuner des canotiers" (obra completa e pormenor)

Por vezes caem-nos pérolas no regaço. Estamos tão formatados na matriz anglo-saxónica que nos esquecemos que existe mais mundo. E, depois, é a surpresa que se abate sobre nós.
Nos últimos anos tenho apanhado algumas dessas pérolas extra-“mundo que nos enfiam sempre pelos olhos dentro”: uma delas chamava-se “Cinema Paraíso”. Só nessas alturas nos lembramos que há mesmo muito mais para além de tiros e perseguições.
Há algumas semanas levei com outra: “Rapariga com Brinco de Pérola”.
Hoje vi pela primeira vez uma outra: “O Fabuloso Destino de Amélie”.
Tal como quem só tivesse visto “reality shows” durante toda a vida pensaria que esses seriam os melhores programas de televisão, também quem só vê filmes americanos ou que sigam a sua matriz irá pensar que são os melhores do mundo. E alguns até são, mas não são todos!
É bom descobrir outras formas de fazer as coisas e ver outros caminhos para contar uma história.
Moral da história: não temos de ser iguais aos outros. Devemos ser mais vezes como a rapariga do copo de água: estar lá, mas estar para além de…

tuguinho, cínico filmado

P.S.: nos canais generalistas a escolha era entre Scoobi-do 2, O Dia depois de Amanhã, O Homem-Aranha e A Máscara (pela enésima vez...) - só tenho um comentário: no comments!

domingo, 24 de dezembro de 2006

É Natal, é Natal...



Em vez de estarmos aqui a escrever algumas banalidades sobre o Natal e assim, resolvemos pedir uma coisita à Esfinge e avançarmos pela poesia (mas dentro dos limites de velocidade!)

tuguinho, cínico natalício

Redenção

Há lugares
Que me fazem renascer.
Mais do que existir, ser,
e me redimem de tudo
o que fiz de mal ou bem.
Há pessoas
Que me tornam brilhante.
Mais do que amar, resplandecer,
e me sonham tão alto
e me tornam tão deus
que me redimem por todos.
Não é o mundo os lugares
e a santidade dos outros,
quem amamos ou odiamos,
os miradouros da vida e as vielas
em que nos movemos com cuidado?
A matéria é só suporte débil
das emoções que nos suportam,
da visão dos visionários
da paisagem que não vemos.
Há pessoas
Há lugares
e pessoas em lugares
em que nos vamos
que amamos sem rédea ou concessão
e nos concedem sempre a nossa mísera
Redenção!
Já tentámos tanta guerra, tanto sangue,
abandonámo-nos à fome e à morte,
porque não tentar gostar, tentar amar
para alcançar nem céu nem paraísos
mas tão só viver eternamente
com tanto amor, com tanta gente.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Bons escritos

Você sabia que já Á Natal À muito tempo?

(Obrigado a todos aqueles que contribuem com estas pérolas da língua portuguesa para a consolidação da iliteracia em Portugal...)

Demérito Matos, sábio com eles

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

O país dos jeitosos


Um livro interessante, com textos de José Pedro Gomes sobre o que é ser “tuga”. A maioria dos textos é retirada do espectáculo escrito interpretado pelo próprio, “Coçar onde é preciso”, sendo que alguns deles já vinham da rubrica “Cromos TSF”, que José Pedro Gomes interpreta às 4ªs feiras.
Aqui estão realmente denunciados alguns dos piores predicados do verdadeiro portuga, desde os mirones nos acidentes rodiviários aos funcionários incompetentes das repartições, passando por aspectos mais comezinhos e incompreensíveis como o constante desalinhamento dessa coisa tão simples como as tampas de esgoto, que quando são retiradas nunca mais ficam na posição inicial de modo a que o risco que têm pintado fique coincidente com o resto.
Este é mesmo aquilo que se pode verdadeiramente chamar um livro de crónicas tugas.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

domingo, 17 de dezembro de 2006

Silogismos absurdos II


Durante a segunda parte do Benfica-V. Setúbal:

O Simão está em todo o lado. Deus está em todo o lado. Logo, o Simão é Deus. Mas se Stevie Wonder é Deus, o Simão é Stevie Wonder. Bolas, o Simão é cego!

Se eu sou Stevie Wonder, eu sou Simão Sabrosa!

Rogério Profundo, cidadão do mundo

Silogismos absurdos...


Deus é amor. O amor é cego. Stevie Wonder é cego. Logo, Stevie Wonder é Deus.

Disseram-me que eu sou ninguém. Ninguém é perfeito. Logo, eu sou perfeito. Mas só Deus é perfeito. Logo, eu sou Deus. Mas se Stevie Wonder é Deus, eu sou Stevie Wonder. Meu Deus, sou cego!

Rogério Profundo, cidadão do mundo

Os mistérios da humanidade

Diálogo nas Krónikas Tugas durante a segunda parte do Benfica-V. Setúbal, quando o Benfica asfixiava o adversário no seu meio-campo:

- Mas porque é que eles não jogam sempre assim?
- Esse é um dos grandes mistérios da humanidade...

tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos

sábado, 16 de dezembro de 2006

O aviltamento da língua portuguesa (VI)


Esta só vista. Na nova colecção de DVD’s dos filmes de 007, recentemente reeditada na totalidade, surgiu esta pérola na capa de um deles: “Ao serviço de Sua Magestade”. Leram bem MAGESTADE com G. A burrice é tal que nem sequer souberam olhar para o original, podia ser que “Majesty” lhes desse alguma ideia de como é que a palavra se escreve. E pelos vistos também não conhecem os correctores ortográficos.
Se ver erros de palmatória nas legendas já era mau, é bem pior quando eles passam para o próprio título do filme. Onde é que isto irá parar? E já agora: quem é que deixa estas coisas virem cá para fora assim?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Uma aberração chamada TLEBS

Por causa da pesquisa das “prendas” e dos “presentes”, fiz uma pergunta ao Ciberdúvidas e entretive-me por lá a ver outras coisas. De repente dei por mim numa página com dezenas de artigos acerca duma nova terminologia linguística que se pretende implantar no ensino básico e secundário. Já tinha ouvido e lido uns comentários soltos acerca disto, mas ainda não lhe tinha dado muita atenção.
Só posso dizer, perante as primeiras informações que recolhi, que esta tal TLEBS (Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário) é apenas uma aberração saída das cabeças duns génios que certamente gostam de se adorar a si próprios mas que não têm qualquer noção do que deve ser o ensino do já tão maltratado português. Eles certamente julgam-se génios; para mim não passam de lunáticos convencidos da sua omnisciência.
Só para dar uma ideia do que por lá li, sugiro este artigo e este outro, com opiniões acerca da dita TLEBS. Mas há lá muitos mais, alguns com explicações sobre as supostas vantagens do TLEBS.
Pobres crianças!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Prendas não, presentes sim?

Não consigo deixar de me surpreender com certas coisas que vou ouvindo por aí, e na rádio também. Na 3ª feira de manhã, ao ouvir o animador de serviço na Rádio Comercial (creio que era o Diogo Beja), ouvi referir qualquer coisa acerca de prendas de Natal, que logo foi corrigida com esta frase, perante a minha estupefacção:

“não, não se diz prendas; presentes.”

Daí em diante só se falou em presentes. A minha dúvida é só uma: qual é a regra linguística que determina que não se diz prendas? Ou foi o locutor que inventou essa? Ou será uma daquelas parvoíces, tão em voga na sociedade portuguesa, que alguns supostamente bem postos e muito socialmente correctos, tipo Paula Bobone, de vez em quando resolvem lançar como moda para toda a gente ir atrás, como um rebanho, sem sequer saber porque o fazem?

É que, consultando o dicionário online da Priberam, “prenda” significa:

- objecto com que se brinda alguém;
- presente;
- dádiva;
- predicado;
- aptidão;
- habilidade

No Ciberdúvidas da língua portuguesa nem sequer existe qualquer referência a uma distinção entre “prendas” e “presentes”.

Importam-se de explicar, ou simplesmente não há explicação possível?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

O aviltamento da língua portuguesa (V)


Ao entrarmos no 4º ano de vida, continuamos na nossa cruzada pela reabilitação da língua portuguesa. De facto, são tantos e de tal monta os atentados cometidos que nesta altura já não basta preservar a língua, é necessário reabilitá-la.
Tenho andado a recolher algumas pérolas que atentam contra a língua portuguesa, e que não era habitual ver-se por aí. O novo fenómeno é o das legendas dos filmes. Durante mais de 30 anos, desde miúdo, vi cinema com legendas e nunca me passou pela cabeça que houvesse erros nas legendas. Mas agora, com o fenómeno do DVD, é um manancial de disparates. Não sei que qualificações têm os autores das traduções e legendagens nos filmes e nas séries, mas... especialistas em língua portuguesa não devem ser.
No mais recente filme do 007, já perto do final aparece esta: “quando arranjar-mos (arranjarmos) outro trabalho”. Na série “O sexo e a cidade”, da SIC Mulher, a ama foi pôr o bebé a dormir a “cesta” (sesta)! Também na SIC Mulher, uma juíza dizia qualquer coisa apresentada como “interveniu” (interveio)...
Gostava de saber o que é que esta gente andou a fazer na escola. Para compor o ramalhete, este fim-de-semana desloquei-me ao Museu da Electricidade para ver a exposição “Star Wars” e num dos muitos cartazes acerca do filme, em que são feitas explicações sobre as técnicas de filmagem, falava-se numa cópia “carácter a carácter”. Pois algum instruído tinha riscado os acentos do “carácter”, certamente no convencimento, infelizmente comum a muita gente, de que o “carácter” é um “caracter”. Pois é: a ignorância, onde está, aparece.
Aconselhava-se que todos vissem o programa das 6ª feiras na RTP 1, “Cuidado com a língua”, onde são mostrados muitos dos atropelos que por aí se cometem sem dó nem piedade. Podia ser que aprendessem alguma coisa.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Foi há três anos


Foi há três anos que nos lançámos nesta “aventura” de fazer um blog, sem fazer ideia de onde isso nos levaria (até agora não levou a lado nenhum...), e sem fazer ideia de quanto nos iríamos envolver nele nem o trabalho que nos iria dar. Começou por ser apenas um espaço onde se pretendia desabafar, mas depois foi crescendo e pareceu ganhar vida própria, à medida que as ideias brotavam e os diversos colaboradores iam aparecendo e com isso novas rubricas se iam criando.
As Krónikas Tugas foram crescendo lentamente mas a certa altura pareceram ser demasiado pequenas para tanta gente e tantos temas. Daí surgiu a necessidade de criar um blog temático, dedicado aos vinhos e comidas, e assim nasceram as Krónikas Vinícolas, como se fosse um filho do blog principal. Ou então um irmão mais novo, a quem se dá tanta ou mais atenção do que ao mais velho. Para assinalar a efeméride, as Krónikas Vinícolas foram para o ar no dia do 2º aniversário das Krónikas Tugas, pelo que também hoje passam um aniversário, o primeiro.
Durante este tempo vimos blogs surgirem e desaparecerem, mesmo alguns que pareciam sólidos. Talvez por não termos vindo para aqui com pretensões de representar coisa nenhuma a não ser nós próprios, quase sem darmos por isso chegamos aos 3 anos com dois blogs entre mãos, e não há fim à vista. Também não há planos, apenas pretendemos manter a escrita viva enquanto nos sentirmos motivados e disponíveis para tal. E enquanto assim for, cá estaremos uma vez por ano a assinalar, não um, mas dois aniversários.

tuguinho, Kroniketas, Idálio Saroto e os outros todos

domingo, 10 de dezembro de 2006

De férias no Inverno

Os jogadores do Benfica deram (mais uma vez) 45 minutos de avanço no jogo deste fim-de-semana. Nunca mais aprendem que os jogos têm que começar a ser ganhos após o seu começo e não apenas na segunda parte. E é assim que se vão somando fracassos e desilusões.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

PS: Como é que querem que o Fonseca renda alguma coisa se passa meses sem sair do banco de suplentes? É num jogo que vai fazer tudo?

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Para indigentes


Porque será que os anúncios da TMN estão cada vez mais imbecis? É duma estupidez atroz o que aqueles tipos andam a fazer. Então na rádio, agora, está a passar um que supostamente decorre num cinema, que é de completa indigência. Cada vez que ouço aquilo dá-me vontade de deitar o telemóvel fora. Os publicitários que fazem isto mereciam ser esbofeteados em praça pública!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

O verme em cima da terra


Parece que não querem deixar morrer Augusto Pinochet. Depois duma operação ao coração, ainda pensaram em fazer-lhe uma segunda.
Deviam deixá-lo ir para debaixo da terra, para junto dos da mesma espécie. Mas parece que os vermes não o querem junto a eles.
Lá como cá, os imbecis proliferam. Segundo o Portugal Diário, «Se pudesse, dava um pouco da minha vida ao general», confessou aos jornalistas uma mulher que chorava em frente ao Hospital Militar, na capital chilena. Pois então que dê, e que vá junto com ele. Ontem, a propósito dum acidente na ponte 25 de Abril, logo veio um atrasado reclamar por terem mudado o nome à ponte, pois foi o Salazar que a mandou construir!
Não há paciência para tanta estupidez.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Com tranquilidade...

...no passado fim-de-semana a águia foi ao covil do leão e deu-lhe duas bicadas.

Gabriel Alves dos Santos, tanto comenta livres como cantos

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Bola à velocidade do som

O blog Ain’t life a beach, recentemente criado por um amigo de longa data, refere-se às contas apresentadas esta semana em dois jornais desportivos de referência acerca da velocidade atingida pela bola no golo do sportinguista Ronny contra a Naval. Parece que as contas do Record dão uma velocidade de... 222 km/h! Ora parece que isto é uma impossibilidade aerodinâmica, porque a bola não pode atingir tal velocidade. Se calhar ficará pelos mais singelos 120 km/h indicados por “A Bola”.
Pergunta o autor, perante a discrepância: “porque será que eu duvido do Record?...”
Como diria o Raul Solnado: pois!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Série Lopes da Silva


Mantendo a tradição dos dois últimos anos, no dia 30, dia do aderente Fnac, vai ser apresentado na Fnac do Colombo o dvd do Gato Fedorento, série Lopes da Silva.
Para quem já tem os dois primeiros dvd’s autografados pelos próprios, obviamente é um momento a não perder.

Kroniketas, de unhas afiadas

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Uma questão de roupa


A cantora Nelly Furtado recusou meio milhão de dólares (!!!) para aparecer na capa da Playboy... vestida!
Eu estou de acordo. Afinal, aparecer na Playboy vestida... para quê???

Valter Rego, observador desassombrado (deste circo que é a vida)

domingo, 26 de novembro de 2006

A nova praga dos estádios

Esta noite fui ver o Benfica-Marítimo (mais uma sessão de suspense no Estádio da Luz...) e felizmente cheguei quase em cima do início do jogo, o que me permitiu livrar-me do massacre duma autêntica melga que inferniza a vida dos espectadores: o chamado “speaker”, que passa intermináveis minutos antes do jogo, e durante o intervalo, a falar para o público tentando pôr as bancadas a gritar “SLB! SLB! SLB!”. A princípio ainda se pode achar alguma piada, mas depois de muitos jogos já não se aguenta.
O sujeitinho é insuportável, dá saltinhos junto ao relvado e gesticula para as bancadas, como se toda a gente estivesse muito interessada naquilo que ele está a fazer. Quando se quer estar a falar com alguém, somos bombardeados pelos altifalantes com aquela melga a berrar-nos aos ouvidos!
Como se não bastasse, há algumas semanas fui ao pavilhão ver um jogo de voleibol, e lá estava o idiota do “speaker” dentro duma cabine de vidro a berrar para o pavilhão. De cada vez que havia uma paragem de jogo, o imbecil recomeçava aos berros e a gesticular lá por detrás do vidro, ao mesmo tempo que punha a tocar aquelas músicas de batuque que eram supostas animarem o ambiente. Às vezes apetecia-me pegar numa cadeira e atirar com ela à cabeça do sujeito!
Gostava de saber quanto é que os clubes gastam com estes anormais que ali estão a fazer coisa nenhuma a não ser chatear os espectadores. Bem podiam poupar esse dinheiro e usá-lo em algo mais útil.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

“Ele” está de volta



Aí está o novo filme do James Bond, o 21º da saga e o primeiro com o 6º protagonista do agente secreto 007, Daniel Craig, depois do escocês Sean Connery, do canastrão australiano George Lazenby (um verdadeiro erro de casting), do inglês Roger Moore, do galês Timothy Dalton e do irlandês Pierce Brosnan.
Um acontecimento para os fãs indefectíveis de “double-o-seven”, como é o caso deste vosso criado. Já marcado na agenda para o fim-de-semana: ver “Casino Royale”.

Kroniketas, bondmaníaco

terça-feira, 21 de novembro de 2006

A ditadura



Pois. Estou limitado a um ghetto…
Os hip-hops, dos originais aos falsificados, a pop da treta que se alimenta de si própria e outros nefandos ritmos mais ou menos teen empurraram-me para um quase limbo. A verdade é que tenho acesso a 3-canais-3 de música popular e me vejo limitado a um espaçozito de meia-hora no VH1 (Flipside) e a alguns acessos de lucidez que por vezes acontecem no Music Non-Stop da MTV.
Eu sei que isto é tudo um negócio, mas mesmo no mais desconsiderado dos negócios pode haver lugar para o bom gosto. Eu sei que o pessoal gosta é da Shakira (não lhes levo a mal, também gosto… mas não estou a falar necessariamente da música), dos D’ZRT e de outros produtos fabricados para lhes agradar (amigo, se ficaste admirado por ver escrito “lhes agradar” em vez do macarrónico e cada vez mais (mal) utilizado “agradar a eles”, podes sair por essa porta à tua esquerda), mas que diabo, pelo menos uma horita de boa música por dia não ia fazer mal a ninguém!

tuguinho, cínico melodioso

domingo, 19 de novembro de 2006

O golo anedótico do ano


Os jogadores do Benfica não gostaram de ver as opiniões do presidente expressas publicamente, e eu, como sócio há 29 anos do Sport Lisboa e Benfica e accionista da SAD, não gostei de ver publicamente o Benfica ser quase humilhado com golos verdadeiramente inconcebíveis em alta competição, ainda mais numa equipa profissional com aspirações ao título e na Liga dos Campeões. Isso foi visto (infelizmente) publicamente, pelo que podem ser censurados publicamente. E não me venham dizer que são assuntos a tratar internamente: o primeiro golo pode entrar para anedota (futebolística) do ano, nunca vi uma coisa assim. O que é que passa pela cabeça daquela gente para deixar o guarda-redes ir marcar um livre cerca de 30 metros fora da baliza, deixando-a desguarnecida? Não havia mais ninguém para marcar o livre? E os outros 10, em que é que estavam a pensar? Ninguém teve um momento de lucidez para perceber que a baliza não podia ficar sem ninguém? São todos idiotas? Deixaram o cérebro em casa? E o treinador, estaria a dormir? O que é que Fernando Santos tem a dizer sobre aquele golo caricato? Ou não terá nada a dizer?
Não me venham com a tanga de que são assuntos para tratar internamente: há 29 anos que ando a pagar quotas e nos últimos 2 anos lugar cativo, pelo que eu, e todos os outros otários que andamos a sustentar estes calões, temos todo o direito de expressar publicamente a nossa indignação. O presidente não fez mais que expressar o sentimento que, certamente, é comum à generalidade dos benfiquistas que gastam dinheiro do seu bolso para pagar os ordenados principescos desta cambada. Por isso não se admirem que alguém lhes chame “chulos”, porque o que estão a fazer com o nosso dinheiro, com exibições como a de ontem, é o adjectivo que merece.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

PS: Os outros dois golos também nasceram de erros primários da defesa do Benfica. No segundo, Miguelito deixou-se ultrapassar em velocidade sem oposição e Ricardo Rocha, em vez de pressionar imediatamente o adversário, deixou-o correr à vontade e rematar ainda mais à vontade. No terceiro (na foto), o mesmo Ricardo Rocha deixou-se bater em antecipação por um defesa adversário que correu ao encontro da bola, enquanto ele saltou mal, fora de tempo e completamente desenquadrado da bola. É para isto que treinam todos os dias?

A num 8



© 2005 LJ Lindhurst

Tive o desprazer, num destes dias, de usar a autoestrada A8 em toda a sua extensão e o pensamento que me dançava na cabeça depois de o fazer era: ainda por cima temos de pagar por isto?!
A A8 é assim uma espécie de “compagnon de route” (espero que apreciem o chiste subtil) da CREL, e como ela está feita em cimento às escadinhas pelas máquinas em fim de vida compradas no estrangeiro por tuta e meia e deitadas para o lixo no fim da obra. Muito ganham os nossos empreiteiros com a conivência dos (ir)responsáveis pelas obras!
O único troço que se safa é o mais recente, junto do seu término em Leiria. Para baixo vem sempre a piorar. E já foi pior! Quando foi construída tinha umas magníficas lombas que garantiam aparatosos despistes e que entretanto foram disfarçadas (as maiores) com tapetes de betão.
Quando um serviço é pago deve exigir-se uma qualidade mínima. Quando o serviço ainda por cima é caro, mais qualidade devia ser exigida. Mas parece que as concessões contratadas pelos nossos governos não obrigam as concessionárias a nada e nós, que precisamos das autoestradas, fazemos como sempre: amochamos e pagamos…

tuguinho, cínico rodoviário

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Distorções da realidade



Dizia-se em tempos mais revolucionários que o futebol era para alienar o povo, para o distrair de coisas mais sérias. É verdade que tanto nessas alturas como há dois milénios, pão e circo sempre serviram para distrair os menos avisados (ou os mais broncos, se quisermos chamar os bois pelos nomes). Mas alguém com dois dedinhos de testa (mais um maravilhoso cliché linguístico neste singelo texto) não se deixa levar por essas coisas. Pode até gostar muito do pontapé na bola, mas isso não o faz esquecer as outras situações da vida, bem mais sérias do que um jogo.
Vem todo este arrazoado a propósito das pessoas que se deixam envolver por determinadas situações e que acabam por distorcer a realidade devido à assumpção desses esquemas, mentais, sociais ou religiosos, como a verdade. Já vimos isso acontecer com diferentes seitas pseudo-religiosas, em que o seguidismo em relação a um líder ou a uma ideia geralmente acaba em suicídio. É também o caso do psicopata que cria um mundo próprio em que de forma nenhuma se vê como o mau da fita. Mas estas são aquelas situações mais pesadas. E quando, devido à pressão do meio ou do próprio, o problema se situa na visão distorcida do próprio corpo? As coisas são mais subtis, não há rituais estranhos nem corpos pelo caminho, mas muitas vezes o resultado é o mesmo: a morte.
Foi hoje noticiado o caso de uma modelo brasileira que faleceu aos 21 anos devido à anorexia. Tinha 1,76m e quarenta e poucos quilos de peso. O que está à volta deste caso, o mundo da moda, pode ter mais atracção e glamour, mas resultou à mesma na morte de uma pessoa que praticamente deixou de comer porque se julgava com excesso de peso, o que, julgava ela, seria fatal para a continuação do exercício da sua profissão. Sendo essencialmente um distúrbio psíquico, neste caso porém foi a pressão do meio profissional que espoletou a situação, e não venham dizer as pessoas do mundo da moda que se está a tentar ligá-la à anorexia – como foi recordado num telejornal quando da recolha de declarações na Moda Lisboa, e que tiveram como pretexto a adopção de uma norma anti-modelos anoréxicos num desfile de moda em Madrid – porque ela já está ligada: basta ver a quantidade de cabides com pernas que se vêem a desfilar pelas passerelles.
Transformou-se elegância em magreza extrema e, com isso, potenciou-se o problema junto das camadas mais jovens, permeáveis a estes maus exemplos que lhes chegam. Legisla-se sobre tanta coisa inútil, tanto cá como por essa UE fora, porque raio não se decreta alguma coisa para acabar com manequins esqueléticos que têm tanto de belo como um desgraçado vítima de uma qualquer fome africana? Eu sei que uma opinião não é mais do que uma opinião e que até posso estar errado, mas eu não consigo ver beleza nenhuma em corpos andróginos, que perderam as formas e, mais tarde ou mais cedo, a saúde também.

tuguinho, cínico roliço

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Dor de corno


Algumas reacções mais ou menos histéricas à entrada do Benfica para o Guinness que temos visto por aí, na televisão (a começar pelo Dias “cão raivoso” Ferreira), nos sites dos jornais e até neste blog, mostram uma coisa muito simples: uma grandessíssima dor de corno!

blogoberto, chico-esperto

terça-feira, 14 de novembro de 2006

E de repente tudo se acaba...

Há dias vinha a sair do Estádio da Luz depois dum jogo vitorioso contra o Celtic, bem-disposto como era natural naquela situação, quando uma amiga que mora no Algarve me telefonou. Estranhei a ocorrência àquela hora, porque não pensei que fosse para me dar os parabéns pela vitória, embora há cerca de um ano o marido o tenha feito quando o Benfica ganhou ao Manchester United. E de facto não era. Disse-me que era porque precisava de desabafar, porque um amigo dela e do irmão, colega do tempo da Universidade em Coimbra, tinha sido internado na véspera no hospital e tinha-lhe sido diagnosticado um tumor no cérebro, e o diagnóstico era “não operável”.
Ao receber uma notícia daquelas, é como se o mundo nos caísse em cima. Eu não sou propriamente íntimo dele, mas conheço-o há muitos anos e temos estado juntos com os nossos amigos comuns muitas vezes, principalmente nas férias de Verão. Tem 40 e poucos anos, mulher e dois filhos. E agora, que deveria ter outro tanto de vida à sua frente, acontece-lhe isto! Que vida é que vai ter, se é que vai?
As últimas notícias são um pouco mais animadoras, e parece que afinal vai ser operado por um reputado cirurgião de Lisboa.
LUTA, QUIM! LUTA pela vida, pela TUA vida, LUTA para vencer este inimigo cobarde e cruel, que ataca em silêncio e à traição, e contra o qual não nos podemos defender. LUTA pelos teus filhos, pela tua mulher, pela tua família, pelos teus amigos. Por todos aqueles que gostam de ti e te querem bem. Porque não é justo que tudo tenha de acabar assim, sem ao menos te ser dada a hipótese de te defenderes perante a condenação impiedosa que a senhora de capuz e capa negra te quer impor. Não a deixes levar-te já! Tens de enfrentá-la e combatê-la com todas as tuas forças. Vais passar tempos difíceis e dolorosos, mas está muita gente a dar-te força e a torcer por ti. Mesmo de longe, como eu.
Ainda havemos de nos encontrar mais vezes na casa do Zé e beber uns copos à volta do grelhador enquanto esperamos por umas febras. Até um dia destes!

Kroniketas, amargurado

sábado, 11 de novembro de 2006

A compreensão lenta

Os democratas ganharam o Congresso e o Senado nos Estados Unidos, o que levou um eleitor democrata a dizer que os americanos abriram os olhos e mostraram que são capazes de mudar de rumo a meio do caminho (ou algo parecido com isto).
Safa! Demoraram seis anos a perceber o que já toda a gente tinha percebido, excepto alguns patetas cá do burgo, muito senhores do seu nariz e pretensos representantes da “direita moderna” (seja lá isso o que for, se é que isso existe...).

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Agora é oficial

O Benfica entrou no Guinness como maior clube desportivo do mundo em número de sócios. Foi manchete n’A Bola e notícia no Telejornal da RTP. A seguir deram a notícia de que um treinador prolongou até 2008 o contrato com um clube qualquer ranhoso.

blogoberto, chico-esperto

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Descubra as diferenças

Saddam Hussein foi julgado no Iraque e condenado à morte, o que tem provocado reacções de desagrado no Ocidente por parte daqueles que são contra a pena de morte.
Enquanto isso, Israel continua a condenar à morte todos os dias cidadãos inocentes, com a sua política terrorista e de genocídio na Palestina. Mas aí ninguém se incomoda e os Estados Unidos, grandes amigos de Israel, assobiam para o lado.
Ao mesmo tempo, o vice-primeiro-ministro Shimon Perez vem chorar lágrimas de crocodilo e dizer que ninguém lamenta mais do que eles e que certamente não foi de propósito. Dá-me vontade de dizer: Ó Shimon, vai mas é levar no cu!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Ideia original

Esta ideia de taxar os deficientes com uma espécie de “imposto de doença” é daquelas coisas que não lembraria ao diabo. Só a um governo da república portuguesa...

blogoberto, chico-esperto

terça-feira, 7 de novembro de 2006

O pior português de sempre

Paralelamente à iniciativa da RTP para a eleição do melhor português de sempre (falaremos dela um dia destes), o programa “O eixo do mal”, da Sic Notícias, em conjunto com o “Inimigo público”, do jornal Público, avançaram para a eleição do... pior português de sempre.
No blog do programa estão as sugestões que os espectadores vão enviando para lá através de correio electrónico, e as Krónikas Tugas associam-se à iniciativa e deixam aqui uma lista de 3 nomeados:

- Em primeiríssimo lugar, o inefável Salazar, essa figura sinistra que nos assombra até hoje. Quase 30 anos depois de morto, ainda há quem chame por ele e tenha saudades. É o exemplo acabado do português pequenino, mesquinho, tacanho, medíocre, ignorante, e que se sente bem assim. Foi ele que inculcou na mentalidade dos portugueses o triste orgulho do “pobrezinho mas honrado”, que é responsável por meio século de atraso cultural, social, industrial e económico.
- Pinto da Costa, porque representa o malfeitor em cima dum pedestal, com pose de intocável e acima da lei. Uma verdadeira encarnação do "padrinho", com os seus capangas e homens de mão, sempre a disparar sobre inimigos reais ou imaginários, insolente até ao insulto com ares de "fina ironia", capaz de atirar a pedra e esconder a mão e depois fazer um ar angelical e recitar José Régio. O pior retrato do mafioso saído de boas famílias e com ar respeitável, sempre acompanhado da sua guarda pretoriana à boa maneira dos famosos “cappos”.
- Alberto João Jardim, o retrato do burgesso, mal-educado, desbocado, o labrego de fato e gravata que nunca deixou de ser labrego, que não respeita ninguém e insulta todos, o exemplo acabado do portuguezinho rasca.

Venha o diabo e escolha.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sábado, 4 de novembro de 2006

O que os outros disseram (XXVII)

“O Benfica não tem um plantel tão vasto em qualidade que possa dispensar um jogador com a qualidade do Karyaka”
(Rui Santos, na análise ao Benfica, 3 - Celtic, 0, Sic Notícias, 1-11-2006)

Assino por baixo. E acrescento: nem do Karagounis.

blogoberto, chico-esperto

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Exemplo de desportivismo


Os adeptos do Celtic que vieram a Lisboa ver a sua equipa jogar mostraram como deve (ou deveria) ser a postura de quem vai ao futebol. Um ambiente de festa do princípio ao fim do jogo, que nem o resultado desfavorável e a fraca exibição da equipa fizeram esmorecer.
A poucos minutos do fim, já com o resultado em 3-0, entoaram alto e bom som o hino do clube e no final aplaudiram as duas equipas. Pelo meio ainda desfraldaram várias vezes uma camisola com o nome do malogrado Miki Fehér e os dizeres “Nunca caminharás sozinho”, que correspondem ao hino do clube, “You’ll never walk alone”.
Antes do jogo, ainda fora do estádio, quando se cruzavam com os adeptos do Benfica saudavam-nos e às vezes abraçavam-nos, revelando um “fair play” e um espírito de convívio de realçar. E durante o jogo nunca se ouviu chamar “son of a bitch” ao guarda-redes adversário quando este batia os pontapés de baliza nem se ouviram gritos a imitar macacos quando um jogador negro tocava na bola.
Que diferença para as claques cá do burgo...

Kroniketas, sempre kontra as tretas

PS: Nem sempre a sorte é madrasta e ontem o Benfica teve duma só vez a dose de sorte que lhe faltou nos jogos anteriores com o Celtic e o Porto. Aos 22 minutos já ganhava por 2-0, com dois golos caídos do céu sem ter feito muito por isso. Também não se pode ter sempre azar...

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Carta aberta a Miguel Sousa Tavares


Na edição do Expresso deste sábado Miguel Sousa Tavares manifesta a sua indignação pela acusação de plágio de que foi alvo na blogosfera, e insurge-se contra a cobardia da acusação a coberto da capa anonimato que a Internet permite, desvalorizando a utilidade deste meio. Da minha parte, o que tenho a dizer sobre o assunto é o que segue.

Meu caro Miguel Sousa Tavares:

Compreendo a sua indignação com a acusação de plágio de que foi alvo e a sua desconfiança acerca da utilização destas tecnologias. Sou seu leitor e ouvinte há muitos, muitos anos, quer na televisão quer nos jornais. Desde o tempo em que era jornalista na RTP ou na SIC, até às suas primeiras colaborações com a TVI, passando pela longa permanência no Público e também n’A Bola, apesar de não gostar do seu tendenciosismo enquanto portista.
Mas neste caso acho que não tem razão, por vários motivos:

1) O problema não são os blogues, muito menos é a Internet. Esta é um meio de democratizar o acesso à informação e a liberdade de que se desfruta é simultaneamente a sua grande força e a sua grande fraqueza, porque, tal como na democracia, o problema não está no regime, está na utilização que dele é feito. Tal como na democracia, há quem confunda liberdade com irresponsabilidade, e isso também é válido para este espaço. Se o acusador de plágio é alguém cobarde porque o faz a coberto do anonimato (e esse é um mau exemplo de utilização da liberdade), por tal motivo não merece qualquer credibilidade. Mas neste caso os seus colegas jornalistas são mais responsáveis e a sua actuação é mais grave porque dão cobertura ao boato sem verificarem a veracidade da acusação. E como sabe, pessoas altamente credenciadas na sociedade portuguesa também escrevem em blogues, como o Pacheco Pereira ou o Vital Moreira.

2) Ao contrário do Miguel, eu e muitas outras pessoas não temos espaços privilegiados para fazer opinião. Não temos à nossa disposição as páginas dos jornais e os horários nobres da televisão, nem somos convidados para fazer comentários na rádio. E no entanto temos opinião sobre as coisas, mas não temos onde fazê-lo. Agora temos: os blogues. Saiba que a maioria dos blogues que há por aí são feitos com boas intenções, e muitos deles até fornecem informações interessantes sobre diversos assuntos.
Só um exemplo: há imensos blogues sobre vinhos, onde os autores exprimem as suas opiniões sobre os vinhos que vão provando, divulgam as suas características e os seus preços, criando um manancial de informação para os outros leitores, e acabando por cruzar muitas informações entre si. Inclusivamente, esses blogues têm feito uma intensa divulgação dum evento que se vai realizar no próximo fim-de-semana, o “Encontro com o vinho e encontro com os sabores”, organizado pela Revista de Vinhos. E para lá ir tem de se pagar, portanto estão a fazer publicidade gratuita a um evento onde terceiros vão ganhar dinheiro. E sabe que mais? Nos blogues damos a nossa opinião, com ou sem pseudónimo, gratuitamente. Tudo é feito por carolice e não somos pagos para dar a nossa opinião, ao contrário do Miguel Sousa Tavares.

3) Este meio que o Miguel desvaloriza que é a Internet também o favorece, e sabe porquê? Por sua causa eu subscrevi (a pagar) a edição on-line do Público quando o Miguel lá escrevia, só para poder ler os seus artigos. Quando passou para o Expresso, eu subscrevi (a pagar) a edição on-line do Expresso para poder ler os seus artigos. E isso dá-me a possibilidade de ler só aquilo que me interessa e permite-me fazê-lo sem ter que me deslocar à banca para trazer o jornal para casa.

Portanto, agora como sempre, é preciso separar o trigo do joio e não confundir o meio com a boa ou má utilização que dele é feita.

Kroniketas

É preciso ter lata

Já depois do post abaixo, tive conhecimento do artigo publicado no site do FC Porto, e não assinado. Agora vêm queixar-se da lesão do Anderson provocada pela entrada do Katsouranis. O clube do Celso, do Rodolfo, do André, do Paulinho Santos, do Costinha, do João Pinto, do Jorge Costa...
É preciso descaramento. Já se esqueceram dos narizes e maxilares que o Paulinho Santos partiu? E já se esqueceram que o Figo foi para o Mundial-2002 lesionado por causa duma entrada do Deco num Real Madrid-Porto? Há gente com uma lata!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

domingo, 29 de outubro de 2006

Mais sorte do que mérito

Jesualdo Ferreira tinha pedido toda a sorte do mundo para a sua equipa e para a equipa de arbitragem. E teve-a. Ganhou o Porto-Benfica com mais sorte do que mérito. Nos últimos três jogos, o Porto marcou 3 golos de ressalto, 2 com brindes da defesa, 1 em fora-de-jogo, um num rasgo individual do Quaresma e só um numa jogada construída colectivamente.
Nos jogos com Benfica e Sporting, 3 dos 4 golos do Porto surgiram de ressaltos da bola. Ontem, o primeiro e o terceiro golos do Porto foram autênticos bambúrrios, obtidos sem que nada o justificasse. Ainda por cima, o Porto acabou o jogo encostado às cordas e só aquela pontinha de sorte que, nestas ocasiões, tem estado sempre do outro lado, impediu que o Benfica atirasse o adversário ao tapete. Após os golos do Benfica, que viraram o resultado de 2-0 para 2-2, o Dragão silenciou e o ar de pânico que se via nas bancadas demonstra que se alguma equipa estava à beira do KO era o Porto. E acabou por ganhar sem saber ler nem escrever. Entretanto, as declarações de Jesualdo no final do jogo mostram que já sofreu a habitual lavagem ao cérebro, que o fez ver um jogo diferente do que existiu. Já está contaminado pelo vírus, já manda tacadas ao Benfica, onde trabalhou várias vezes, e um dia destes vai dizer que é portista desde pequenino e entrar no discurso do regionalismo bacoco. Esperava melhor dele, pensei que era mais resistente.
Ao mesmo tempo, não compreendo as mudanças efectuadas na equipa por Fernando Santos. A entrada de Paulo Jorge em vez de Nuno Assis deixou um deserto no meio-campo, que deu a primeira parte ao Porto. As entradas em campo de Mantorras e Nuno Assis mudaram a feição da equipa e a feição do próprio jogo, porque até lá o meio-campo não defendia e não tinha quem levasse a bola para a frente. Assim demos dois golos de avanço, mas a segunda parte mostrou que, jogando assim desde o princípio, o Benfica podia ter saído tranquilamente do Dragão com a vitória no bolso.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Um raio de lua que passou

Curioso, eu que não costumava vir a este blog (nem sabia que a Luar tinha um blog, porque nunca vi essa informação aqui nos comentários das Krónikas Tugas), agora que comecei a ler e a comentar sou surpreendido pelo fim do dito. Mais surpreendido ainda pelo trespasse para o Politikos. Isto é novo, que alguém tome conta do blog de outrem.
Percorrendo os arquivos, a surpresa aumenta por verificar que este blog teve vida curta. Os mais antigos que encontro são de Março, pelo que cumpriu pouco mais de meio ano. Nós, aqui nas KT, estamos a caminho do 3º aniversário e as Krónikas Vinícolas completarão nessa altura o primeiro ano de vida, e estamos para lavar e durar (enquanto outros que se auto-elogiam e elogiam entre os seus membros e fazem-se passar por representantes da “direita moderna”, como o Acidental, não aguentaram mais de dois anos apesar de tantas cabeças bem-pensantes, e fizeram o favor de ir pregar para outra freguesia...).
Um blog tem de ser alimentado e acarinhado para crescer. Como se fosse um filho. Claro que havendo mais que uma pessoa a escrever é mais fácil, assim é necessário algum esforço adicional, mas custa-me a entender que se acabe com esse esforço tão depressa. Assim estamos a ceifá-lo à nascença. E é pena, porque gostei daquilo que agora começava a ler. Faço votos para que volte.

Atentamente seu,

Kroniketas

Insinuação ou conhecimento de causa?

As afirmações do treinador Fernando Santos por causa da expulsão do jogador Miccoli no último domingo deixaram o comentador José Guilherme Aguiar (“O dia seguinte”, na SIC Notícias) irritado, fazendo-o perder o verniz e o seu habitual “low profile”. Guilherme Aguiar, conhecido portista, indignou-se com aquilo que considerou “insinuações” do treinador do Benfica acerca dum clube (FC Porto) onde prestou serviços remunerados.
Eu sei onde lhe dói: é que o Fernando Santos esteve lá 3 anos, portanto sabe bem do que a casa gasta. Isso é que custa.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

O que os outros disseram (XXVI)

“O que querem que eu responda a essa figurinha? Cada vez que fala lembra-me o Pinóquio”.
(José Veiga, director-geral da Benfica SAD, sobre Pinto da Costa, Presidente do FC Porto)

He! He! He! Desta ainda ninguém se tinha lembrado!

blogoberto, chico-esperto

sábado, 21 de outubro de 2006

Banco Besta

Continuando na senda das parvoíces radiofónicas, ontem deparei-me com um anúncio do Banco Best onde é dito, com pompa e circunstância, que quem contactar o Banco Best terá um “personal financial adviser”. Leram bem, “personal financial adviser”. Não é um conselheiro financeiro personalizado, nada disso, estes tipos são muito importantes para falarem uma linguagem simples e acessível, tem de ser “personal financial adviser”.
Será que eles lá no banco sabem falar português? O Banco Best é mais um Banco Besta! Devem ser todos uns cagões!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Hamburgos ou francesinhas?

Um brinde da defesa, um penalty infantil e um golo em fora-de-jogo.
Ao Hamburgo só faltou meter a bola na própria baliza...

Krónika Desportiva por Gabriel Alves dos Santos, tanto comenta livres como cantos

terça-feira, 17 de outubro de 2006

A tecnologia ao serviço da administração pública!

O orçamento de Estado para 2007 foi entregue ao Presidente da Assembleia da República numa “pen drive”. Ainda não há muito tempo eram resmas de papel.
Afinal os governantes também se modernizam. Sinais dos tempos...

Kroniketas, com tecnologia de ponta

domingo, 15 de outubro de 2006

O que os outros disseram (XXV)

“A asneira tem rosto”
(Alberto João Jardim, presidente do governo regional da Madeira)

Ele deve ter descoberto isso quando se viu ao espelho.

blogoberto, chico-esperto

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

O que os outros disseram (XXIV)

“Costinha só ainda é titular da selecção por casmurrice de Scolari.”
(Rui Santos, comentador na Sic Notícias, após o jogo Polónia, 2 – Portugal, 1, que marcou a primeira derrota da selecção portuguesa em fases de qualificação desde 1998, 11-10-2006)

E quando se joga para o empate, normalmente perde-se...

blogoberto, chico-esperto

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Sem medo


O jumento da Madeira voltou a zurrar e a dar uns coices contra os cubanos do Continente. Agora o alvo é o sr. Sócrates (actual Primeiro-Ministro), por causa da lei das finanças regionais, como antes tinha sido o sr. Silva (actual Presidente da República). Mas desta vez parece que encontrou alguém que lhe faz face. Na sua deslocação à Madeira, José Sócrates não se encolheu e respondeu à letra ao boçal do Jardim. Não se intimidou com as ameaças nem com os apelos à queda do governo.
Parece que finalmente há alguém que governa sem medo de enfrentar os lobbies e os interesses instalados. Por isso há tantas manifestações de rua, porque ninguém quer que lhe mexam no que considera direitos adquiridos, eternos e imutáveis. Sócrates tem tido essa coragem e esse mérito. Consegue não agradar a uma série de gente, o que é um sinal positivo, ao contrário do Guterres que tentou agradar a todos e teve que fugir do pântano em que ele próprio se estava a atolar.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

O que os outros disseram (XXIII)

“Até podia ser campeão três anos seguidos, mas isso provavelmente seria prestar um mau serviço ao Benfica, pois nos anos seguintes íamos sofrer as consequências.”
(Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, no jantar de lançamento da candidatura à reeleição, 29-09-2006)

Consequências? Claro: aumento das receitas dos jogos e da publicidade, aumento do número de sócios, aumento das receitas da Liga dos Campeões e das transmissões televisivas, tudo isso seriam as consequências previsíveis de ser campeão 3 anos seguidos. Veja-se o Porto, que sendo campeão europeu arrecadou mais de 20 milhões de contos só em vendas de jogadores.
Mas é claro, um bom serviço é estar 10 anos sem ser campeão. Principalmente num clube cujo objectivo é ser campeão em todas as provas em que compete. Como é que ainda ninguém se tinha lembrado disso? Ou, citando Luís Óscar no jornal Record de 1 de Outubro, “como pode um clube que existe para ser campeão fazer do cumprimento do seu ideal um mau negócio?”

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Pensamento do dia

A nova direcção da Liga de Clubes tomou posse e logo o Porto perdeu. Algo está a melhorar no futebol português...

blogoberto, chico-esperto

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Retrato de família



Gosto muito deste tempo de início de Outono... É o tempo da marmelada (não é dessa! Essa faz-se todo o ano e não é preciso nenhuma panela nem açúcar!... bem... ele há ideias malucas, é melhor ficar por aqui...), das castanhas e... das feiras de vinhos!
Nos próximos dias daremos algumas sugestões de compra num blog aqui ao lado.
Entretanto divirtam-se, vão comendo castanhas e fazendo marmelada.

tuguinho, cínico avinhado

P.S. - a foto deste post não pretende promover o consumo de vinho, até porque do bom há pouco; pretende apenas ilustrar uma parte das aquisições vínicas destas Krónikas (e das outras, aqui ao lado). "Prontos"! 'Tá esclarecido.

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Gato Fedorento de novo ao ataque

Depois de alguns meses de ausência quase absoluta, provavelmente devido aos compromissos televisivos e apresentações ao vivo, o blog do Gato Fedorento tem tido uns artigos nos últimos tempos.
Claro que os rapazes agora são conhecidos e dispersam a atenção por outros afazeres, mas vale sempre a pena apreciar os sarcasmos daquela malta.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Os parceiros da Alexandra


Alexandra Lencastre aparece aí num anúncio de rádio a dizer que tem desconto em mais de 3000 parceiros.
E você, amigo leitor, gostaria de ser um dos parceiros da Alexandra com desconto?

blogoberto, chico-esperto

sábado, 23 de setembro de 2006

Idiota de merda!


Um idiota de nome Léo, jogador de futebol, fez-se expulsar estupidamente por protestos injustificados numa jogada em que cometeu falta. Não contente com os protestos que lhe valeram um cartão amarelo, ainda aplaudiu o árbitro, o que lhe valeu o segundo amarelo e a consequente expulsão. A partir daí a equipa nunca mais se encontrou, ficando a jogar mais de meia-hora com 10 jogadores e acabando por ceder o empate já no período de descontos de forma incompreensível. Deviam tirar-lhe o ordenado deste mês, podia ser que assim aprendesse. Estes senhores deviam perceber que quem lhes paga as fortunas que recebem são os tansos dos adeptos como eu, que assinam a Sportv e adquirem lugares cativos para ver a bola. E que eles defraudam com estes comportamentos.
Depois de 3 expulsões no primeiro jogo do campeonato contra o Boavista (4 expulsões em 3 jogos é capaz de ser “record” mundial), os jogadores do Benfica conseguiram voltar a dar tiros nos pés e derrotar-se a si próprios, esbanjando uma vitória que estava mais do que garantida se tivessem cabeça. Já depois de estar a jogar 10 contra 10, o Benfica podia ter resolvido a questão por várias vezes mas, em situações de contra-ataque em superioridade numérica, os jogadores, em vez de tentarem levar a bola para a baliza ou trocá-la entre si, fizeram passes à toa ou preocuparam-se em dar toquezinhos de calcanhar, como aconteceu com Paulo Jorge, já no fim, em que perdeu a bola e ainda fez falta para cartão amarelo, em vez de dominá-la e passá-la a um companheiro. Como se não bastasse, ainda deixaram um jogador adversário receber a bola completamente à vontade e ter todo o tempo do mundo para cruzar para o golo do empate...
Como diz o tuguinho, se os futebolistas fossem inteligentes não ganhavam a vida com os pés. E o maior problema do Benfica é que não é possível ganhar jogos e campeonatos com um bando de idiotas em campo!
Pelo meio disto, espanta-me como é que uma equipa como o Paços de Ferreira foi ganhar ao Sporting e, sobretudo, espanta-me o discurso do seu treinador. Simplesmente porque o Paços de Ferreira foi completamente inofensivo e não praticou futebol. Mas ele, se calhar, viu outro jogo.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Vinhos virtuais no Douro?

A opinião de quem sabe, para ler nas Krónikas Vinícolas.

Kroniketas, enófilo atento

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Toma... e embrulha

Um post já antigo acerca do comentador Rui Santos, com o título “Cuspir no prato em que se come”, mereceu um comentário tardio, hoje mesmo, que pode ser lido no respectivo “link”. Esse comentário (anónimo) merece da nossa parte outro comentário que, por se tornar longo, passou a justificar um post autónomo.
O leitor, identificado como “embrulha”, chama-nos “pseudo-blog” e diz que acerca do assunto não acrescentamos nada de jeito. E duques. Ele também não acrescenta nada ao que foi escrito, limitando-se a dizer mal deste pseudo-blog com um pseudo-comentário, porque de comentário não tem nada. Nem uma palavra acerca do assunto em causa, não se percebendo se concorda, ou se discorda, ou se antes pelo contrário...
Assim como não apresenta um único argumento (unzinho só, como exemplo) para justificar a pseudo-qualificação que faz deste pseudo-blog. É que nós, aqui, neste pseudo-blog, fazemos pseudo-krónikas (ou pseudo-kroniketas) apenas por desporto e porque nos apetece e não somos pagos para isso, e só cá vem quem quer. Quem não gosta é sempre livre de não voltar. E não nos levamos muito a sério e até somos capazes de nos rir de nós próprios.
Quanto ao comentador que motivou o artigo em causa, é pago para aparecer na televisão a debitar opiniões sobre tudo e todos com o ar doutoral de quem sabe mais sobre todos os assuntos do que toda a gente. Quem não percebe a diferença, como é o caso do “embrulha”, só pode ser um pseudo-leitor que confunde a obra-prima do mestre com a prima do mestre-de-obras...
Quanto ao nosso lema, “Blog de bem saber e mal dizer”, conhecem aquela frase que diz que “presunção e água benta, cada um toma a que quer”? Pois é, é outro pormenor que o nosso pseudo-leitor não percebeu: cada um também tem a sua verdade, não é? O que nós escrevemos são as nossas verdades. Nunca, em post nenhum, pretendemos que as nossas verdades fossem absolutas. Dá para perceber?
Volta sempre, pá. De preferência para acrescentar alguma coisa de útil, já que nós não somos capazes.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Até o Papa?


E agora, o que têm os católicos a dizer desta polémica com os muçulmanos (mais uma vez esta praga...) por causa das declarações do Papa? Será que faria melhor em ter estado calado?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Pensamento futebolístico da semana

Ver os jogos do Benfica é como ver os filmes do Hitchcock: é suspense até ao fim e nunca se sabe como é que vão acabar...

blogoberto, chico-esperto

domingo, 17 de setembro de 2006

Natascha, a manipuladora


Esta é a manchete da revista Sábado desta semana, já nas bancas. Em subtítulo refere-se que a forma como ela ficou traumatizada por oito anos de cativeiro é querer controlar os pais, os jornais e o dinheiro.
Se isto não fosse nojento dava vontade de rir. Então estes senhores, que vivem da exploração ignóbil e imoral da desgraça alheia, usando de todos os meios para trazer à praça pública qualquer vício privado das figuras conhecidas, imiscuindo-se vergonhosamente na vida íntima das pessoas, fazendo pseudo-reportagens sobre o que fazem nas noites de férias ou comem ao pequeno-almoço, têm agora o desplante de vir chamar manipuladora a uma pessoa que esteve encarcerada oito anos e a quem foi roubada a juventude? Com que direito vêm criticá-la depois daquilo por que ela passou?
Se ela não lhes desse bola lá se iam as reportagens bombásticas para os tansos comprarem e darem largas aos seus instintos voyeuristas. Agora queixam-se de que ela quer controlar o dinheiro e os jornais? Se querem explorar o infeliz destino da rapariga, acho bem que paguem isso bem caro. Se não gostam, calem-se e deixem-na tentar viver a vida que lhe resta em paz, ou com a paz que for possível. Será que gostariam de ter estado no lugar dela, estes hipócritas?
Ainda hoje o meu filho (12 anos) me dava conta da sua surpresa com as notícias acerca da Natascha. Dizia ele que “sabem todos os passos que ela dá”, porque ouviu na televisão que “Natascha foi esquiar”. E perguntava ele: “mas o que é que isso interessa a alguém?”
No final de Agosto vieram mais uma vez trazer novas revelações sobre a Lady Diana. Claro, não podia faltar. Não sabem fazer mais nada e vivem disso. Deviam ter vergonha.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Feiras de vinhos em destaque nas Krónikas Vinícolas

Já começaram as feiras de vinhos nos hipermercados e as Krónikas Vinícolas vão estar em cima do acontecimento, com comparações de preços e sugestões de compra. À atenção dos enófilos nas próximas semanas.

tuguinho e Kroniketas, os diletantes halterocopistas

O Estio



Agora que se aproxima a passos largos o tempo das castanhas e da chuva, é altura de nos começar a roer aquela nostalgiazita do Verão.
Podem falar-me de praias longínquas, irreais, de águas azuis e transparentes, de palmeiras ao vento e assim. Podem descrever-me as mais belas encostas ou os mais serenos e sombreados sítios, mas nada se compara à luz de Lisboa!
Desterrado aqui a 20 quilómetros da velha senhora, a luz pode ser também branca e quente, mas o que faz da luz de Lisboa o que é não é só a luz, são os sítios onde ela pára.
Experimentem deambular pelas partes antigas da capital num domingo pachorrento de Agosto e vão perceber o que eu estou a dizer. Nenhuma imagem mental me traz maior sensação de conforto e paz do que pensar na luz de um dia de Verão pendurada nas paredes dos prédios antigos, a dançar nas vidraças de uma janela que se abre ao longe, entornada sobre as telhas vermelho-velho dos telhados da cidade.
Allain Tanner percebeu-o quando lhe chamou cidade branca e Edward Hoper, sem a conhecer, afirmou que a sua ambição como pintor era conseguir representar a luz vertida sobre uma parede. Acho que o conseguiu. Mas Lisboa fê-lo muito antes.
(A Esfinge fez-nos o favor de postar sobre o mesmo tema aqui)

tuguinho, cínico e alfacinha encartado

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Reivindicação



Hoje foi Dia Mundial da Enxaqueca. Para quando um Dia Mundial da Queca (sem Enxa)?
Sim, pergunto eu, para quando?

blogoberto, chico-esperto

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

5 x 9/11



Não quero saber das razões de quem fez aquilo.
Nem que me digam que os americanos até mereciam, por causa de todo o mal que têm causado.
Estou farto das tentativas de desculpabilização de uns tiranos com as atrocidades de outros: o Hitler não tem menos culpa por o Estaline ter sido outro carniceiro, nem as atrocidades de Pol Pot minimizam as de Mao Tsé Tung.
Por isso, o que quer que os EUA tenham realizado não relativiza o que foi feito naquele dia 11 de Setembro de 2001. Quem despreza a vida daquela forma não é humano, nem sequer um animal. É uma coisa! Uma coisa que deve ser varrida deste mundo.
Não me venham cá com as diferenças culturais e civilizacionais e mais não sei o quê.
Quem dinamita Budas de pedra está a dinamitar a civilização, não a nossa, mas a de todos. E isso não é um choque civilizacional, porque para isso era preciso que existissem duas civilizações, e eu só vejo uma. Do outro lado só vejo barbárie…

tuguinho, cínico encartado (mas hoje de folga)

domingo, 10 de setembro de 2006

Palhaçada tuga


O chamado “caso Mateus” já enjoa. Neste futebol feito de analfabetos, vigaristas, arguidos, corruptos e corruptores, só podia acabar assim. Em Julho, num jantar entre amigos, eu já tinha dito que o novo campeonato havia de começar e a questão não estaria resolvida. Não era difícil adivinhar.
Em todas as instâncias desportivas, o Gil Vicente perdeu. Porque as regras definidas para a competição assim o determinam. Vendo que não tinha hipótese nenhuma, virou-se para os tribunais civis com recursos e providências cautelares, pondo em causa todo o funcionamento do futebol português. Não percebo a indignação de alguns comentadores acerca da despromoção do Gil Vicente, porque se ganhou o direito a participar no campeonato da 1ª Liga no campo, e isso é verdade, também é verdade que o fez com batota, porque inscreveu um jogador que não podia. E a batota começou precisamente por ir fazendo uma série de requerimentos a um tribunal, viciando as regras do jogo que aceitou jogar.
Mas o mais caricato nisto tudo é vermos uma figura patética, no papel de presidente do clube, um tal António Fiúza, cujo discurso é de gargalhada. Primeiro houve aquela cena da vinda a Lisboa para não jogar e anunciar que ia ao Jardim Zoológico. Ainda há dias, durante uma ridícula entrevista na RTP1, durante a qual alguém estava a seu lado a sussurrar-lhe o que havia de dizer e onde interrompia constantemente o entrevistador quando este o interpelava, o meu comparsa de blog me enviou uma mensagem a perguntar “estás a ver o palhaço do Gil?”. O homenzinho é ridículo e faz-me lembrar aquela cena dos Monty Python no filme “O cálice sagrado” em que o cavaleiro negro tem os braços e as pernas decepadas por Sir Lancelot e no fim, quando este abandona o local do combate, ainda fica a vociferar a dizer que lhe dá uma dentada numa perna. Pois o sr. Fiúza, de derrota em derrota, vai dizendo mais alarvidades, ao ponto de acusar um juiz de ter garantido ao presidente do Belenenses que “isto estava no papo”, o que para já lhe valeu o anúncio desse juiz de que o vai processar!
Como se não bastasse, depois de derrotada uma última providência cautelar e colocado sem apelo na 2ª divisão, anuncia que não vai comparecer ao jogo. O que lhe garante desde logo a derrota e a perda de mais 3 pontos pela falta de comparência. Ou seja, vão caminhando alegremente para o abismo. Agora só falta dar o tal passo em frente. Claro que nisto não poderia faltar um advogado oportunista, que está a ajudar o clube a dar o passo em frente e certamente a engordar uma choruda conta bancária, e no fim poderá passar umas ricas férias com os proventos deste processo ruinoso para o clube.
Já toda a gente que liga ao fenómeno futebolístico percebeu que a causa do Gil Vicente está há muito perdida, menos o atrasado do presidente, que continua a bradar que os portugueses querem conhecer a verdade. Eu acho que já conhecemos. A cereja no topo do bolo, que também não poderia faltar, é o ataque habitual aos “gajos do sul”. Mas para esse peditório já demos.
Eduardo Prado Coelho chamou-lhe, na sua crónica do Público, mentecapto, o que deixou António Pedro Vasconcelos muito indignado. Eu acho bem. Não havia nenhuma necessidade de lhe chamar mentecapto. Imbecil chegava.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Regresso em grande


O regresso de férias ficou marcado, há precisamente uma semana, pela presença no Coliseu dos Recreios num concerto de Roger Hodgson, ex-vocalista/guitarrista/teclista/compositor dos Supertramp e a voz inconfundível de “Breakfast in America”, “Logical song”, “School”, “Dreamer”, “Give a little bit”, entre outros.

Afastado dos Supertramp desde 1983, Roger Hodgson tem capitalizado ao longo da carreira a fama granjeada enquanto esteve no grupo, à semelhança de muitos músicos que construíram a carreira e a fama em grupos de que mais tarde se afastaram – e estou a lembrar-me, na linha dos meus preferidos, de Roger Waters em relação aos Pink Floyd e de Mark Knopfler em relação aos Dire Straits, cujos temas constituem sempre a fatia principal dos respectivos concertos, e em menor escala de Sting e Bryan Ferry em relação aos Police e aos Roxy Music, tanto assim que ambos têm colectâneas mistas, com os seus êxitos a solo e com o grupo.

Depois de estar afastado dos palcos durante 15 anos por causa duma queda em que partiu os dois pulsos, com o prognóstico de que não poderia voltar a tocar qualquer instrumento, neste regresso a Portugal depois do concerto de Cascais em 1979 Roger Hodgson fez-se deslocar bem acompanhado: uma orquestra com 36 elementos além dos habituais músicos de banda, com a curiosidade de haver apenas dois instrumentos eléctricos, o baixo e um piano/sintetizador. Não faltou o inevitável piano de cauda para os clássicos, mas abdicou da guitarra eléctrica, substituída por uma acústica de 12 cordas com um som magnífico.

Passados todos estes anos, a voz de Roger Hodgson continua em grande, clara e cristalina como sempre (infelizmente os Supertramp não arranjaram um vocalista à altura para cantar os seus temas). No registo predominantemente acústico que deu ao concerto a voz acaba sempre por sobressair, pois alguns dos temas até foram cantados apenas com o piano ou a viola de 12 cordas (que quanto a mim teve o expoente máximo em “Even in the quietest moments”). Claro que este era mais um concerto para os saudosistas dos êxitos dos anos 70, agora cantados pelo seu criador, e ele não se fez rogado: ao longo de 2 horas percorreu a esmagadora maioria das canções que interpretava nos 4 álbuns históricos (4 de “Crime of the century”, 3 de “Crisis? What crisis?”, 3 de “Even in the quietest moments” e 4 de “Breakfast in America”), mais algumas dos seus álbuns a solo, de que se destaca o primeiro, “In the eye of the storm” (1984), que proporcionou momentos sublimes ao piano com “Lovers in the wind” e “Only because of you”. Obviamente não faltou nenhuma das canções já citadas, mais o “Take the long way home” a abrir o concerto com a orquestra a dar o mote e o “Fool’s overture” a fechar (que mereceu a explicação de que tinha sido escrito para orquestra), antes da reprise de “Give a little bit” para a despedida.

Para além duma actuação empolgante que terminou com toda a gente no Coliseu a cantar de pé, destaca-se ainda a simpatia e a comunicabilidade do músico, sempre em diálogo com o público e dando algumas explicações (sempre em inglês) acerca das canções que ia cantando, com rasgados elogios pelo meio à orquestra que o acompanhava.

Agora fica o anúncio do lançamento do DVD de um concerto no Canadá. Fico ansiosamente à espera.
Mais pormenores em http://www.rogerhodgson.com

Kroniketas, melómano saudoso

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Assim sim!



Ah! Finalmente este país começa outra vez a entrar nos eixos: o Major Valentim continua à frente da Liga apesar de já ter sido eleito o sucessor, e foi arquivado mais um processo de corrupção contra o Pinto da Costa!
Bem diz o povo: a verdade é como o azeite. E eu acrescento: por ser escorregadia...

blogoberto, chico-esperto

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Fundações, associações, ramificações e outras coisas acabadas em “ões”

Não sou propriamente um insensível. Há muitas causas e propósitos que despertam a minha atenção e que acho válidas e, numa primeira análise, bem intencionadas. Mas confesso aqui perante vós, leitores (o que no nosso caso é mais ou menos como uma espécie de confessionário laico), que começo (isto é um eufemismo) a estar farto de ser interpelado a torto e a direito de cada vez que vou a algum sítio público (como centros comerciais e hipermercados) por representantes das mais diversas iniciativas de auxílio ao próximo e mesmo ao longínquo! Irra! Tal como o Kroniketas com a canção da Shakira, começa a ser demais! Às vezes quase parecem aqueles imbecis das vendas agressivas a tentarem impingir qualquer coisa. Eu gosto de ajudar, mas o que é demais é demais! Será que para qualquer coisa tem de haver um peditório? E que toda e qualquer iniciativa para auxiliar alguém ou realizar alguma coisa tenha de ter uma estrutura permanente por trás, seja fundação, ou associação, ou etc.?
É que tanto pedido acaba por ser contraproducente. Gosto de dar, não gosto de quase ser obrigado a dar. Chateia-me, o que é que querem? E às vezes leva-me a usar o tradicional “já dei”. Enfim, tudo o que é demais cansa.

tuguinho, cínico atordoado

domingo, 3 de setembro de 2006

Até à náusea!


Já não suporto ouvir a toda a hora e em todo o lugar a canção da Shakira em que ela se farta de abanar as ancas. A rapariga até não canta mal e tem algumas canções animadas, mas também não passa muito disso. O que não se aguenta é estar a levar sempre com a mesma, que por acaso até não tem piada nenhuma. Não há posto de rádio onde não se leve com a maldita canção. No canal de televisão MCM, em qualquer dia e a qualquer hora lá aparece o vídeo da canção. De manhã, de tarde e de noite.
Até numa estação de serviço da auto-estrada A2, às 2 da manhã, onde entrei para comprar uma garrafa de água, lá estava a dar a maldita canção das ancas. Como se não bastasse, entra-se numa loja de artigos de casa de banho a meio da tarde, e na instalação sonora o que é que passa? A Shakira e o malfadado “My hips don’t lie”.
Arre! Já não há pachorra! Será que os idiotas dos radialistas não sabem pôr mais nada?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sábado, 2 de setembro de 2006

Eu hoje acordei assim...


imagem de Doctor Jivago (1965) de David Lean
(ideia roubada descaradamente à snob da Bomba Inteligente)

tuguinho, cínico encalacrado

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Back in town



Durante as férias tive a mente demasiado ocupada a não pensar em nada...

Kroniketas, de volta das águas a 23º C

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep.1- 2ª Série

O Regresso II - A Sequela


(clique na imagem, por obséquio e também para ver melhor)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

domingo, 27 de agosto de 2006

Silly Season 4 - O esférico que rola na grama




"Até podem vir as duas equipas porque fomos previdentes e temos quatro balneários" -Luis Filipe Vieira, por causa do imbróglio causado pelo caso Mateus

(...que por acaso vão ficar às moscas, porque neste país de opereta ninguém respeita ninguém...)

blogoberto, chico-esperto