domingo, 19 de novembro de 2006

O golo anedótico do ano


Os jogadores do Benfica não gostaram de ver as opiniões do presidente expressas publicamente, e eu, como sócio há 29 anos do Sport Lisboa e Benfica e accionista da SAD, não gostei de ver publicamente o Benfica ser quase humilhado com golos verdadeiramente inconcebíveis em alta competição, ainda mais numa equipa profissional com aspirações ao título e na Liga dos Campeões. Isso foi visto (infelizmente) publicamente, pelo que podem ser censurados publicamente. E não me venham dizer que são assuntos a tratar internamente: o primeiro golo pode entrar para anedota (futebolística) do ano, nunca vi uma coisa assim. O que é que passa pela cabeça daquela gente para deixar o guarda-redes ir marcar um livre cerca de 30 metros fora da baliza, deixando-a desguarnecida? Não havia mais ninguém para marcar o livre? E os outros 10, em que é que estavam a pensar? Ninguém teve um momento de lucidez para perceber que a baliza não podia ficar sem ninguém? São todos idiotas? Deixaram o cérebro em casa? E o treinador, estaria a dormir? O que é que Fernando Santos tem a dizer sobre aquele golo caricato? Ou não terá nada a dizer?
Não me venham com a tanga de que são assuntos para tratar internamente: há 29 anos que ando a pagar quotas e nos últimos 2 anos lugar cativo, pelo que eu, e todos os outros otários que andamos a sustentar estes calões, temos todo o direito de expressar publicamente a nossa indignação. O presidente não fez mais que expressar o sentimento que, certamente, é comum à generalidade dos benfiquistas que gastam dinheiro do seu bolso para pagar os ordenados principescos desta cambada. Por isso não se admirem que alguém lhes chame “chulos”, porque o que estão a fazer com o nosso dinheiro, com exibições como a de ontem, é o adjectivo que merece.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

PS: Os outros dois golos também nasceram de erros primários da defesa do Benfica. No segundo, Miguelito deixou-se ultrapassar em velocidade sem oposição e Ricardo Rocha, em vez de pressionar imediatamente o adversário, deixou-o correr à vontade e rematar ainda mais à vontade. No terceiro (na foto), o mesmo Ricardo Rocha deixou-se bater em antecipação por um defesa adversário que correu ao encontro da bola, enquanto ele saltou mal, fora de tempo e completamente desenquadrado da bola. É para isto que treinam todos os dias?