quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Prendas não, presentes sim?

Não consigo deixar de me surpreender com certas coisas que vou ouvindo por aí, e na rádio também. Na 3ª feira de manhã, ao ouvir o animador de serviço na Rádio Comercial (creio que era o Diogo Beja), ouvi referir qualquer coisa acerca de prendas de Natal, que logo foi corrigida com esta frase, perante a minha estupefacção:

“não, não se diz prendas; presentes.”

Daí em diante só se falou em presentes. A minha dúvida é só uma: qual é a regra linguística que determina que não se diz prendas? Ou foi o locutor que inventou essa? Ou será uma daquelas parvoíces, tão em voga na sociedade portuguesa, que alguns supostamente bem postos e muito socialmente correctos, tipo Paula Bobone, de vez em quando resolvem lançar como moda para toda a gente ir atrás, como um rebanho, sem sequer saber porque o fazem?

É que, consultando o dicionário online da Priberam, “prenda” significa:

- objecto com que se brinda alguém;
- presente;
- dádiva;
- predicado;
- aptidão;
- habilidade

No Ciberdúvidas da língua portuguesa nem sequer existe qualquer referência a uma distinção entre “prendas” e “presentes”.

Importam-se de explicar, ou simplesmente não há explicação possível?

Kroniketas, sempre kontra as tretas