terça-feira, 7 de novembro de 2006

O pior português de sempre

Paralelamente à iniciativa da RTP para a eleição do melhor português de sempre (falaremos dela um dia destes), o programa “O eixo do mal”, da Sic Notícias, em conjunto com o “Inimigo público”, do jornal Público, avançaram para a eleição do... pior português de sempre.
No blog do programa estão as sugestões que os espectadores vão enviando para lá através de correio electrónico, e as Krónikas Tugas associam-se à iniciativa e deixam aqui uma lista de 3 nomeados:

- Em primeiríssimo lugar, o inefável Salazar, essa figura sinistra que nos assombra até hoje. Quase 30 anos depois de morto, ainda há quem chame por ele e tenha saudades. É o exemplo acabado do português pequenino, mesquinho, tacanho, medíocre, ignorante, e que se sente bem assim. Foi ele que inculcou na mentalidade dos portugueses o triste orgulho do “pobrezinho mas honrado”, que é responsável por meio século de atraso cultural, social, industrial e económico.
- Pinto da Costa, porque representa o malfeitor em cima dum pedestal, com pose de intocável e acima da lei. Uma verdadeira encarnação do "padrinho", com os seus capangas e homens de mão, sempre a disparar sobre inimigos reais ou imaginários, insolente até ao insulto com ares de "fina ironia", capaz de atirar a pedra e esconder a mão e depois fazer um ar angelical e recitar José Régio. O pior retrato do mafioso saído de boas famílias e com ar respeitável, sempre acompanhado da sua guarda pretoriana à boa maneira dos famosos “cappos”.
- Alberto João Jardim, o retrato do burgesso, mal-educado, desbocado, o labrego de fato e gravata que nunca deixou de ser labrego, que não respeita ninguém e insulta todos, o exemplo acabado do portuguezinho rasca.

Venha o diabo e escolha.

Kroniketas, sempre kontra as tretas