domingo, 19 de novembro de 2006

A num 8



© 2005 LJ Lindhurst

Tive o desprazer, num destes dias, de usar a autoestrada A8 em toda a sua extensão e o pensamento que me dançava na cabeça depois de o fazer era: ainda por cima temos de pagar por isto?!
A A8 é assim uma espécie de “compagnon de route” (espero que apreciem o chiste subtil) da CREL, e como ela está feita em cimento às escadinhas pelas máquinas em fim de vida compradas no estrangeiro por tuta e meia e deitadas para o lixo no fim da obra. Muito ganham os nossos empreiteiros com a conivência dos (ir)responsáveis pelas obras!
O único troço que se safa é o mais recente, junto do seu término em Leiria. Para baixo vem sempre a piorar. E já foi pior! Quando foi construída tinha umas magníficas lombas que garantiam aparatosos despistes e que entretanto foram disfarçadas (as maiores) com tapetes de betão.
Quando um serviço é pago deve exigir-se uma qualidade mínima. Quando o serviço ainda por cima é caro, mais qualidade devia ser exigida. Mas parece que as concessões contratadas pelos nossos governos não obrigam as concessionárias a nada e nós, que precisamos das autoestradas, fazemos como sempre: amochamos e pagamos…

tuguinho, cínico rodoviário