segunda-feira, 31 de outubro de 2005

A música é sempre um Novo Mundo

A música popular funciona por ciclos, como sabem. Mais do que modas, vagas de fundo que acabam por influenciar todos os tipos de música que se produzem, mesmo a má.
Tive a sorte de já ter assistido ou participado (como ouvinte e nas atitudes) em duas delas (também não sou assim tão velho!):
- a vaga de rock progressivo dos anos 70, que apanhei já em fase descendente - mas como tudo chegava cá sempre atrasado, deu para apanhar o que de melhor se fez nessa altura;
- a revolução punk e as suas reverberações, da qual a primeira foi a New Wave, e que continua a influenciar tudo o que se fez desde 1977 na música popular;
Depois de cada revolução, segue-se a normalização e depois a modorra - quer-me parecer que esta última já durava há anos demais...
Acontece que nos últimos anos, primeiro de forma quase anónima e agora a tomar conta das correntes alternativas, se têm evidenciado um conjunto de grupos, dos dois lados do Atlântico (EUA e Inglaterra, do que é que estavam à espera?), que denotam um manifesto conjunto de características comuns, que não sei explicar por palavras.
É evidente que vão beber as suas influências ao que antes se fez, mas sempre foi assim. Digamos que são bem bebidas.
Se querem encontrar os nomes e conhecer as canções, nada como ir ao Sound+Vision e usarem a informação.
Podia dizer mais coisas, mas estou ocupado a ouvi-los...

tuguinho, cínico auditor