segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Serviço de vinhos

No próximo fim-de-semana as Krónikas Tugas vão deslocar-se, pelo 3º ano consecutivo, ao “Encontro com o vinho e sabores”, na Feira das Indústrias (antiga FIL), que decorre durante os dias 5 e 6 de Novembro.
É organizado pela Revista de Vinhos e é uma grande oportunidade para os enófilos provarem vinhos de todo o país e alguns do estrangeiro, conversar com os representantes das empresas produtoras e às vezes até com os próprios enólogos. Lá podemos descobrir algumas pomadas que não se vêem por aí todos os dias.
Dou dois exemplos.
Há 2 anos provámos lá, ainda sem rótulo, uma recente produção da Casa Ferrerinha (Sogrape) de nome Quinta da Leda. O meu comentário, que costumo dizer “ainda não bebi um vinho da Sogrape que não fosse bom”, foi este: “foi o melhor vinho da Sogrape que já provei”. Depois disto, vimo-nos compelidos a abrir os cordões à bolsa e comprar uma garrafa do dito Quinta da Leda assim que o vimos no mercado. Este ano duplicámos a dose: comprámos 2 garrafas na Feira de Vinhos da Makro, que decorre ainda até 15 de Novembro. É caro (17 €) mas é um néctar dos deuses.
O ano passado provámos o Dão Quinta dos Carvalhais, Touriga Nacional, também da Sogrape (para variar), e lá tivemos de acrescentar mais um vinho excepcional à nossa lista.
Para os apreciadores de vinho e para os que não são mas querem ser, é um evento a não perder sob pretexto nenhum. Até há uns petiscos para atenuar o efeito da bebida...

Kroniketas, enófilo amador

PS: entretanto convém lembrar que ainda decorre, até domingo, o Festival de Gastronomia de Santarém.

Homenagem singela



As Krónikas Tugas têm o prazer de comunicar ao mundo que o actor José Pedro Gomes foi nomeado Tuga Honorário por este blog.
Bem haja!

Idálio Saroto, provedor deste blog

Serviço cultural

Este domingo as Krónikas Tugas deslocaram-se à Casa do Artista para assistir à peça “Coçar onde é preciso”, interpretada por José Pedro Gomes.
Com a acutilância e o espírito aguçado que o caracteriza e que sempre apreciamos nos Cromos TSF, às 4ªs feiras, José Pedro Gomes faz um retrato cru (ou se calhar cruel) do pior do portuga. Atrevo-me mesmo a dizer que é uma verdadeira krónika tuga.
Recomenda-se vivamente a quem tiver possibilidade de assistir à peça, em Lisboa ou no resto do país quando entrar em digressão. Aprende-se alguma coisa.
Ah, e não tirem fotografias durante o espectáculo. O actor não gosta e acha uma falta de respeito... e com razão.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

PS: Segue-se “O Chato”, no teatro Villaret. Pelo elenco deve valer bem a pena.

A música é sempre um Novo Mundo

A música popular funciona por ciclos, como sabem. Mais do que modas, vagas de fundo que acabam por influenciar todos os tipos de música que se produzem, mesmo a má.
Tive a sorte de já ter assistido ou participado (como ouvinte e nas atitudes) em duas delas (também não sou assim tão velho!):
- a vaga de rock progressivo dos anos 70, que apanhei já em fase descendente - mas como tudo chegava cá sempre atrasado, deu para apanhar o que de melhor se fez nessa altura;
- a revolução punk e as suas reverberações, da qual a primeira foi a New Wave, e que continua a influenciar tudo o que se fez desde 1977 na música popular;
Depois de cada revolução, segue-se a normalização e depois a modorra - quer-me parecer que esta última já durava há anos demais...
Acontece que nos últimos anos, primeiro de forma quase anónima e agora a tomar conta das correntes alternativas, se têm evidenciado um conjunto de grupos, dos dois lados do Atlântico (EUA e Inglaterra, do que é que estavam à espera?), que denotam um manifesto conjunto de características comuns, que não sei explicar por palavras.
É evidente que vão beber as suas influências ao que antes se fez, mas sempre foi assim. Digamos que são bem bebidas.
Se querem encontrar os nomes e conhecer as canções, nada como ir ao Sound+Vision e usarem a informação.
Podia dizer mais coisas, mas estou ocupado a ouvi-los...

tuguinho, cínico auditor

Boca certeira II

Era tão benfiquista, mas tão benfiquista, que só tomava banho no mar... Vermelho!

blogoberto, chico-esperto

Boca fatela I

Era um castelão tão, mas tão melómano, que em vez de um fosso normal o seu castelo tinha um fosso de orquestra...

blogoberto, chico-esperto

domingo, 30 de outubro de 2005

Deve ser das lentes



Anda a parecer-me que a lei que corta a direito nas mordomias da politicada só vai ter efeitos práticos em relação aos netos dos actuais dinossauros...
Nestas alturas lembro-me sempre de Sir Humphrey e da forma como ele solucionava os pequenos problemas da governação do seu ministro. Por que será?

blogoberto, chico-esperto

sábado, 29 de outubro de 2005

A palhaçada da justiça à portuguesa

Esta semana a minha indignação com este triste país em que vivemos atingiu um novo patamar com a ocorrência de dois factos sobrepostos: a greve dos juízes e a anulação das provas contra Fátima Felgueiras pelo Tribunal da Relação de Guimarães. Nada poria mais a ridículo as razões espúrias duma greve injustificável do que, ao mesmo tempo que esta decorria, saber-se que todo o processo do “saco azul” de Felgueiras voltou à estaca zero, por douta decisão dos doutos juízes que em dois dias consecutivos se entretiveram a fazer greve por acharem que ter um mês de férias em vez de dois e um sistema de saúde que todos os funcionários públicos têm lhes tira a independência! Ridículo!
Foram estes mesmos juízes que, do alto da sua independência, da sua inimputabilidade (porque não respondem perante ninguém pelas constantes machadadas que a justiça leva em Portugal, nem pelo atrasos intermináveis na resolução dos processos) e da sua douta sapiência mandaram às malvas todo o trabalho de obtenção de provas que levou Fátima Felgueiras a fugir para o Brasil. Mais uma vez, em lugar de se preocuparem em apurar a verdade dos factos, os juízes deram prevalência às questões processuais que, bem vistas as coisas, servem para anular tudo. Mais importante do que apanhar um criminoso, o que vale é saber como é que ele foi apanhado. Ah, roubou? Matou? Bom, as provas não foram validadas em tempo útil, por isso vai em paz, meu filho. O mesmo tempo útil que eles não usam para resolver os processos, que se arrastam até à prescrição.
De repente lembrei-me do despacho dum juiz que considerou que a ponte de Entre-os-Rios tinha caído por causas naturais! Como se fosse natural uma ponte cair e a sua função não fosse estar lá para se poder atravessar o rio sem cair nele!
Com esta decisão, os senhores juízes mataram, se calhar, a pouca credibilidade que restava à justiça portuguesa e deram uma grande força à actividade dos vigaristas, dos gatunos, de todos os pulhas e chicos-espertos que enxameiam as instituições deste país, de que o mais recente exemplo é o caso das nomeações cruzadas CP-Refer. Como diz Miguel Sousa Tavares no seu artigo do Público desta sexta-feira, “a lição foi esta: o único crime que não se perdoa é a falta de esperteza”.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

O que os outros disseram (VII)

“A convicção mítica de que em campanha Soares arranca e ninguém o agarra tem um desmentido óbvio: quanto mais aparece mais perde votos nas sondagens (quatro pontos percentuais de Setembro para cá). Soares faz um percurso ao contrário. Cada aparição em público confirma o que já se sabia. O que leva muita gente, incluindo altos responsáveis do PS, a colocarem a questão: não seria melhor desistir? Todos aqueles que admiram a personalidade de Soares e que querem o melhor resultado para a esquerda e o PS dirão que sim. Mesmo que alguns ainda não tenham a coragem de dizer o que já começaram a pensar.”

(Eduardo Prado Coelho, “Público”, 28-10-2005)

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

A paciência democrática

Sui generis a declaração de José Sócrates a explicar que o PS vai esperar um ano para propor um novo referendo para a despenalização do aborto, com uma justificação original: devemos ter “paciência democrática”.
Eu acho é que eles têm “cobardia democrática” por não quererem resolver o problema no parlamento. Todo este processo foi uma monumental trapalhada porque:
1 - O PS, em vez de esperar pela melhor altura para propor o referendo (que seria precisamente agora), quis entalá-lo à força no calendário, antes das férias de verão, o que levou o Presidente da República a considerar, e com alguma razão, que não havia tempo nem condições para debater o assunto serena e seriamente. Tivesse sido realizado nessa altura e se calhar voltaríamos a ter os 30% de votantes que houve há 7 anos;
2 - Aquando da realização do anterior referendo, António Guterres e seus pares entregaram-se nas mãos do PSD, a bem dos cozinhados e trocas de favores entre os partidos do bloco central. Quando podia ter mudado a lei logo naquela altura, o PS não quis assumir a responsabilidade de tomar a decisão a seu cargo (se calhar com medo da igreja católica) e conduziu o processo ao desastre.
Agora está na mesma. Mais uma vez parece que quer mas tem medo de enfrentar a situação de frente, por isso refugia-se no referendo e entretanto vai somando revezes que, no fim de contas, só contribuem para uma coisa: a manutenção desta ignomínia que é pôr as mulheres em tribunal depois de passarem pela provação de abortar...

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Na minha caixa do correio



Ontem encontrei este papel, sem identificação da origem. Reparem no pormenor.
Pude-se? Que verbo será este? Procurei, procurei, e não encontrei em lado nenhum.
Que bem se escreve na minha terra!

Kroniketas, sempre defensor da língua portuguesa

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Decisão



Hoje não me apetece postar! "Prontos"!*

tuguinho, cínico encartado

* Sim, eu sei que isto nada tem de original, mas por que raio havia de o ser? Ora vão lá prá caminha e bico calado!

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Mais escutas que vão ser dispensadas



tuguinho, cínico complicado

Extractos relevantes das escutas à dona Fátima...

"...oh si! oh si! mi cariño! damelo..."

"...e mais 2 dúzias de carcaças...
...mando-as num saco?
...sim, pode ser daqueles azuis que aí tem."

"Magali, não me faças isso!
...cê num mi cónhéci! éspéra só prá verrr..."

"...cavalo branco para C-5..."

"...e então Jesus disse para Lázaro: Lázaro, levanta-te e anda! E Lázaro levantou-se e..."

"...boa noite, estou a falar da TV Cabo. Queria saber se não estaria interessado...
...aarrrrrrghhhhhh!!!!"

...tudo isto vai para o lixo por decisão do tribunal!
Assim se vê o estado da justica em Portugal!

tuguinho, cínico indignado

domingo, 23 de outubro de 2005

E se isto continua assim...

...ainda vamos ter um tuguinhicídio neste blog!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Por falar em repastos...

Está a decorrer o 25º Festival de Gastronomia em Santarém, na Casa do Campino. Acaba a 6 de Novembro. É uma excelente oportunidade para provar iguarias de todas as regiões do país.
Quem quiser saber mais detalhes pode consultar o endereço http://www.cm-santarem.pt/santarem/NoticiasEventos/Eventos/Gastronomia.htm

Kroniketas, já com água na boca

Declaração

Como o Kroniketas me está a cascar por causa destes posts deprimentes, aqui vai outro do Munch ligado a melhores coisas. Chama-se "The Morning After"...


tuguinho, cínico ameaçado

Bzzzzz....



Estou um bocado afónico da alma. Alguém tem Mebocaína transcendental à mão?

tuguinho, cínico lixado

O que os outros disseram (VI)

“Ninguém quer o aeroporto na Ota: é longe, é caro, é acanhado, tem problemas enormes de construção, não há nada que justifique a sua localização naquele sítio. DESISTAM!!!”

(Francisco Van Zeller, presidente da CIP, “TSF”, 21-10-2005)

A brigada do reumático

Foi o que pareceu o grupo de apoiantes de Mário Soares aquando da apresentação da comissão de candidatura.

blogoberto, chico-esperto

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

...é assim mais como eu me sinto...


...como se estivesse por baixo do rolo compressor...

tuguinho, cínico espalmado

A reserva




Tenho-me mantido um pouco à margem das discussões ocorridas neste blog, constituindo uma espécie de reserva moral da nação. E isto porque nos últimos tempos, ele é borregos, ele é cabritos, ele é lagartos, ele é águias... eu sei lá! Kroniketas, isto está a parecer um jardim zoológico!
Vamos fazer reset e arranjar temas novos como, atrevo-me a sugerir, as gralhas do Código Da Vinci ou a problemática do plantio do ananás, temas aliás bem mais interessantes.
Espero também que a fotografia que utilizei para ilustração deste post não cause qualquer confusão sobre a natureza dos animais representados...

tuguinho, cínico meio afastado

O direito ao contraditório

O Polis&Etc voltou à liça acerca da questão dos caprinos e ovinos, que nos últimos dias tem provocado uma troca de galhardetes entre estes dois blogs, com comentários sucessivos num e noutro.
Ao contrário do que o meu amigo Politiko afirma, o facto de nós benfiquistas termos uma roda de bicicleta no emblema do nosso clube não significa que queiramos ficar sempre com o velocípede. Aliás, já tive oportunidade de, altruisticamente, oferecer desde logo a roda, o quadro e a campainha ao Pólis&etc, para que fique a constar do seu espólio. Simplesmente, quando não estou convencido dos argumentos contrários não abdico dos meus, porque não gosto de passar por parvo, de cair no ridículo nem dar razão a quem não a tem. Não quero ter razão contra as evidências, mas exijo que me mostrem as evidências. Muitas vezes já abdiquei da oportunidade de ganhar apostas quando o meu interlocutor disse “aposto contigo o que tu quiseres”, sabendo eu que ele estava completamente errado. Uma vez até me dei ao trabalho de andar de fita métrica na mão a medir duas salas, para ficar com a certeza de que, ao contrário do que o outro queria apostar, uma não tinha o dobro da área da outra. Quando eu sei que tenho razão, não abro mão dela de forma nenhuma e dá-me, até, um certo gozo ver o engasgo de quem antes teimava no erro, quando este lhe é colocado à frente do nariz.
O que me levou a afirmar “fim de conversa” num dos últimos comentários foi o facto de não estarmos a ter uma conversa, mas uma desconversa, porque o Politiko não retorquiu ao que eu afirmei quando disse ter obtido a informação de que o animal da foto era, efectivamente, um borrego. O Politiko, em vez de ter feito o que fez agora, com um post com princípio, meio e fim e com argumentos fundamentados, enveredou pelo caminho do absurdo, rebatendo o que eu disse duma forma que não cheguei a perceber se pretendia ser irónica, brincar com as palavras, confundir-me ou pôr a ridículo o que eu escrevi, trazendo para a discussão questões completamente descabidas e que nada tinham a ver com o que estava em causa, com comparações despropositadas e insinuações pouco simpáticas em relação às minhas fontes. Dispenso-me de citá-las porque estão nos comentários dos últimos artigos.
No meio de tudo isto, nunca vislumbrei da parte do Pólis&etc a tentativa de demonstrar como e porquê as Krónikas Tugas estavam erradas ao dizerem, após um período de dúvida razoável, que aquela imagem representa um borrego: limitou-se a repetir (e fê-lo mais de uma vez) que nós tínhamos feito o milagre de transformar um cabrito num borrego. Como muito bem refere, a questão suscitou-nos dúvidas. Quer que eu o reconheça? Pronto, está reconhecido (já está, também já tem os pedais do velocípede...). Se há coisa que não tenho é a mania de que sou omnisciente (nem ninguém o faz neste blog). Quando não estou seguro das minhas afirmações tento confirmá-las ou corrigi-las, e quando meto água acho que não me fica mal assumi-lo. Como disse num comentário a um artigo no Polis&Etc, grave não é errar mas persistir no erro, e assumo este princípio como válido para mim próprio (a este propósito, aproveito para lhe oferecer o guiador da bicicleta porque meti água com o “lamb”, e só me apercebi disso tarde demais: de facto “lamb” é para o cordeiro, e a minha confusão veio de associar “sheep” ao carneiro; sim, porque as Krónikas também viram o “Silence of the lambs”, também usam o IMDB como fonte de informação e têm o “The lamb lies down on Broadway”). Daí a minha preocupação – por acaso o blogoberto, autor do post “Borregada”, não está nem para aí virado, deixando para mim as despesas da polémica – em assegurar-me que tipo de animal era aquele, o que motivou sempre a mesma reacção: o ripostar pelo absurdo.
A última resposta mereceu da minha parte um pouco simpático “fim de conversa” porque achei-a tão absurda e sem sentido que cheguei ao limite da paciência para continuar este tipo de desconversa. Quando não encontramos do outro lado argumentos para rebater, não vale a pena continuar. Devo dizer que esperava outro tipo de argumentação da parte do Pólis&etc., porque neste registo eu recuso-me a participar.
Para esclarecer a questão duma vez por todas, ainda fui repescar a fotografia do animal e colocar no post a informação que pude recolher das minhas “fontes” (cujos conhecimentos o Politiko tanto questionou). Não sei se foi este último post ou o “fim de conversa” que motivaram a reacção que eu esperava que tivesse tido 3 dias antes, mas parece que finalmente caiu em si e também foi investigar. Saúdo o facto de ter admitido que a lã que tem nas camisolas é de ovelha (ou borrego, ou cordeiro). Aceito que neste caso até pode haver lugar à “dúvida razoável” mas não aceito que, sem demonstrar o contrário, afirme repetidamente que o erro é nosso. Não se trata, da nossa parte, duma questão de teimosia, mas de rigor: todos os dados apontam para que nós tenhamos razão. Sendo assim, ou deixávamos passar a questão em claro e ficava a pairar a sensação de que somos uns ignorantes, que nem sabemos o que estamos a pôr no blog; ou optávamos pela solução mais trabalhosa, que era demonstrar pelos meios possíveis que a foto correspondia àquilo que pretendia ilustrar. Porque, ao contrário do anunciado-possível-futuro-presidente-da-república, também nós temos dúvidas e nos enganamos, mas gostamos de fazer jus ao nosso lema: “blog de bem saber e mal dizer”.
Dito isto, pela minha parte encerro as “hostilidades” acerca do gado ovino e caprino, fazendo votos para que da próxima vez que falarmos num destes animais seja mais no ambiente ilustrado na 2ª foto do postCaprinos no forno”.

Kroniketas, sempre kontra as tretas e a favor dos caprinos e ovinos no forno

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

Alê Cavaco, alê?

Está uma pessoa a assistir ao momento que mantinha todo o país em suspenso (pronto, o homem já falou, já está toda a gente satisfeita), à espera que aquilo acabe depressa para ir jantar, quando o homem desce as escadas em direcção à rua com os jornalistas a rodeá-lo e de repente, lá no alto, levanta-se um par de mãos e sai o grito fulminante: “Alê Cavaco, alê”!
Não acredito! Será que os imbecis das claques já chegaram às candidaturas presidenciais? Por este andar, durante a campanha ainda vamos ouvir cânticos como “Ninguém pára o Cavaco, olé ó”, “Força Cavaco, alê, lá lá lá lá lá”, “Glorioso, Cavaco Silva” ou “Só eu sei porque não fico em casa”.
Por favor, tirem-me deste filme!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

PS: Mas por que raio é que os jornalistas insistiram tanto nas perguntas sobre a dissolução da Assembleia da República? Não há nada mais interessante para perguntar a quem ainda nem sequer foi eleito?

O que os outros não disseram

No Sporting não há eleições: há cooptações.
De facto é um clube diferente.

blogoberto, chico-esperto

Demissões no Sporting

Para fazer a vontade ao Pólis&etc., que pelos vistos já não pode passar sem as nossas reflexões sobre a atribulada existência do leão, queremos dizer aqui que sobre as demissões do treinador, do administrador da SAD e do presidente da leonina agremiação... não temos nada a dizer!!!
Reservamo-nos, contudo, o direito de continuar a observar de fora e de longe (e de cadeirão) os desenvolvimentos que se seguirão, sempre com o sentido crítico aguçado e incisivo que é apanágio das Krónikas Tugas.

Idálio Saroto, provedor do blog

O que os outros disseram (V)

“Qualquer um dos defesas-centrais do Benfica (Luisão, Anderson e Ricardo Rocha) jogava de caras na equipa do Porto.”

(João Ricardo Pateiro, “TSF”, 15-10-2005, após o relato do jogo FC Porto-Benfica)

Seis mil no hospital

Segundo esta notícia, “os abortos realizados em condições de risco são uma das principais causas de morte materna no Mundo. Nos casos não mortais, as consequências são quase sempre danos físicos e psicológicos de extrema gravidade. A conclusão é do relatório anual do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), segundo o qual cerca de 500 mil mulheres perdem anualmente a vida por problemas relacionados com a saúde reprodutiva.”
“Duarte Vilar, director executivo da Associação para o Planeamento da Família (APF), cita os números mais recentes do Ministério da Saúde para dizer que seis mil mulheres são atendidas anualmente nos serviços de saúde pública por complicações com abortos mal realizados. Cerca de mil são consequência de intervenções ilegais.”
Um caso a apreciar pelos auto-denominados “defensores da vida”, que continuam a obstruir a alteração da lei do aborto. Certamente estes casos não os impressionam. Bom, mas mesmo bom, é que depois deste petisco as mulheres vão parar ao tribunal.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Para acabar de vez com a teimosia...



Isto é um borrego da raça Suffolk, originária de Inglaterra. Uma das suas características distintivas são as patas pretas. Quem não estiver de acordo que demonstre o contrário... se conseguir.

Kroniketas

Caprinos no forno





Uma questão suscitada por um dos nossos posts acerca do aspecto destes animais, tão saborosos quando assados no forno (guisados com batatas também vão bem, ou mesmo em costeletas grelhadas), obrigou-nos, aqui nas Krónikas, a uma aturada pesquisa de imagens sobre cabras, bodes, carneiros, ovelhas e respectivas crias.
No meio de tanto animal para abrir o apetite a esta hora da manhã, já estávamos a ficar confusos, mas lá acabámos (pensamos nós) por encontrar um representante daquela que é geralmente a mais apreciada variedade de gado caprino: o cabrito.
Assim, e se as nossas fontes (e os motores de busca) não nos enganaram, eis aqui um apetitoso par de exemplares de cabritos da beira.
E para tornar a coisa mais apetitosa, ainda vos deixamos uma travessa do petisco, com uma garrafa de Dão Grão Vasco no fundo a acompanhar.

Idálio Saroto, provedor do blog

O que os outros disseram (IV)

“O momento do Sporting é muito fomentado pela comunicação social. Não tem nada a ver com as pessoas que fazem a cobertura do trabalho diário do Sporting, mas parte dos resultados são consequência da comunicação social que temos.”

(Dias da Cunha, presidente do Sporting, 17-10-2005)

terça-feira, 18 de outubro de 2005

O que os outros disseram (III)

“O grau zero do futebol foi atingido ontem em Alvalade num jogo entre um Sporting morto e uma Académica a dominar do cadeirão.”

“O Sporting que se viu ontem em Alvalade ultrapassou os limites do admissível. Os jogadores de Peseiro não ganharam uma bola dividida, um pique, não acertaram mais de dois passes seguidos, não se apoiaram... Perante tamanho escândalo, Dias da Cunha só pode fazer uma de três coisas: ou os jogadores estão mesmo de gatas e despede o treinador; ou fizeram greve de zelo para forçar a chicotada e deviam ser eles os despedidos; ou demite-se ele mesmo por ser incapaz de resolver o problema.”

(António Tadeia, “Correio da manhã”, 17-10-2005)

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

O que os outros disseram (II)

“O problema do Sporting não é falta de sorte: é falta de engenho”
“Ao Sporting falta quase tudo”

(Rui Santos, “Tempo extra – SIC Notícias”, 17-10-2005)

Frase do dia:
“Quem é o Adriaanse? Dizem-me: é o treinador que conseguiu ser eliminado pelo Peseiro nas meias-finais da Taça UEFA do ano passado!”

(Leonor Pinhão, “Correio da manhã”, 16-10-2005)

Imbecilidade do dia:
“Neste momento a minha perplexidade é que o jogo já acabou há 20 minutos, ainda não pensei noutra coisa e não consigo arranjar uma boa desculpa. Uma boa desculpa podia ser estar convencido de que o Benfica era uma boa equipa. Não estou. O Benfica é uma equipa vulgar.”

(Manuel Serrão, “Correio da manhã”, 16-10-2005)

PS: se o Benfica é vulgar, o Porto é o quê?

Borregada...




Este fim de semana mataram-se vários borregos, já de idade avançada mas de carne assaz tenrita: um de 14 anos, no Dragon, com o qual se refastelaram as hostes vermelhas; outro de 40 anos, no Alvalade XXI, que está a custar bastante a engolir à lagartagem...

blogoberto, chico-esperto

PS: A pedido de várias famílias mudámos a imagem do animal e pusemos um mais crescidote que o outro. Com o nosso pedido de desculpas. Visto daqui não parece nada ser uma cabra... :-)

Kroniketas

domingo, 16 de outubro de 2005

Para um leão politiko

Porquê esta resposta? Não ficou convencido? Ou será que alguns copos dum bom Porto Vintage não lhe deixaram ver o jogo em condições? Desde há muitos anos que o Benfica não se apresentava no campo do F. C. Porto tão personalizado, tão autoritário, tão seguro e impenetrável na defesa e tão eficaz no ataque, sem medo do clima de guerrilha e de terror que é criado sempre que o Benfica lá vai jogar. Antes era no estádio e nos balneários; agora já alastrou para o hotel, com o rebentamento de petardos e ameaças de bomba. Parece que estamos a jogar na faixa de Gaza, mas desta vez nada disso amedrontou a equipa. Por isso a águia voltou a voar alto e provou que todos os ataques que nos lançam não nos conseguem derrubar.
Já nos puseram a fazer peditórios, já exibiram jogadores “tirados” ao Benfica em apoteose como se fossem troféus de caça, já nos fizeram vários funerais e gozaram connosco por termos menos pontos que o Tiago Monteiro e estarmos no 15º lugar há um mês atrás, já nos mandaram desenhos de ecopontos vermelhos e águias depenadas e engripadas. Mas a verdade é que neste momento somos a equipa que melhor joga, temos o melhor marcador do campeonato, temos o melhor quarteto defensivo do campeonato e ainda estamos a integrar jogadores que estão em crescimento, como o Karagounis e o Karyaka, que foi um maestro naquele meio-campo. Se o Benfica jogar sempre assim o campeonato é nosso nas calmas. Tem alguma dúvida? Além disso desde Maio de 2004 ganhámos uma Taça de Portugal (ao fim de 8 anos), um Campeonato Nacional (ao fim de 11) e uma Supertaça (ao fim de 16). Voltámos à Liga dos Campeões (ao fim de 7 anos) e ganhámos no estádio do FCP (ao fim de 14). Em Alvalade não é preciso esperar tanto, porque lá é habitual ganhar. Estamos a quebrar todos os enguiços desta década de crise e estamos na luta. Eu sei que isto desagrada a muita gente que gostava de nos ver desaparecer, mas a águia renasce sempre das cinzas, como Fénix.
Agora eu é que vou ficar à espera (sentado) que a equipa que o ano passado praticava o melhor futebol faça uma exibição como esta. Viu por aí alguma? Se vir avise-me.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

PS: Estou a escrever isto antes do Sporting-Académica, para não ser influenciado pelo resultado desse jogo. Quem sabe que comentários poderão ser acrescentados depois...

Grande vitória do Glorioso

Valeu a pena esperar 14 anos para voltar a vencer no campo do Porto com a autoridade e a superioridade que toda a gente viu. Sem espinhas. O gigante está a acordar outra vez.
Como diria o Morcego Vermelho: bandidos, tremei!

Kroniketas, benfiquista eufórico

sábado, 15 de outubro de 2005

O que os outros disseram (I)

“Não é preciso ter assistido ao discurso miserável de Fátima Felgueiras ou àqueles urros quase desumanos de Valentim Loureiro para perceber que a governabilidade do país e a própria democracia estão ameaçadas pelo mais terrível dos vírus, que é o da demagogia populista”.

(Miguel Sousa Tavares, “Público”, 14-10-2005)

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Pronto, já está

Pauleta finalmente ultrapassou o número de golos de Eusébio e tornou-se o melhor marcador de sempre da selecção nacional, com 42 golos. Como andava toda a comunicação social preocupada com isso, agora já podem estar descansados.
A imagem de felicidade do açoriano após o seu segundo golo foi quase comovente, espelhando a felicidade que lhe ia na alma. Não é todos os dias que alguém se torna o melhor goleador da selecção do seu país. Por isso, aqui as Krónikas dão os parabéns a um jogador que só se tornou conhecido depois de ir jogar para o estrangeiro.
Esperamos agora que a obtenção deste recorde o ajude a ser mais produtivo nos jogos importantes do que tem sido no último ano, principalmente no Mundial que vem aí.

tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos

terça-feira, 11 de outubro de 2005

O erro crasso de Mário Soares

Para que a noite eleitoral fosse pior para o PS, uma sondagem da TVI apresentou Manuel Alegre à frente de Mário Soares nas intenções de voto para as presidenciais. Tanto na primeira como na 2ª volta, Manuel Alegre apresenta melhores resultados que Soares.
Comentando este estudo, Miguel Sousa Tavares (que prevê o descalabro de Soares nas presidenciais) disse que a continuar assim só restará uma saída airosa para Mário Soares: a desistência.
Não deixa de ser curiosa esta espécie de aversão a Soares que se nota em vários sectores da população. Muitas pessoas com quem tenho falado e que votam à esquerda manifestam a firme intenção de não votar em Mário Soares. Mais interessante ainda é verificar que os vários estudos até agora apresentados indicam que Cavaco vai buscar votos ao PCP e ao BE!!! Estando aqui em equação dar ou não a vitória ao putativo candidato Cavaco Silva, como se explica que o eleitorado de esquerda não queira Mário Soares e prefira Cavaco?
Quando Manuel Alegre anunciou a sua candidatura escrevi aqui um post a dizer que já tinha candidato. Também eu estava indeciso na escolha, partindo do princípio que não voto em Cavaco. Mas também não estava convencido com Soares. Porque acredito que Alegre luta por princípios e convicções, ao passo que Soares luta mais por cargos e pela carreira. Não quero saber se dificulta a vida a Soares ou a Cavaco: apenas o prefiro ao outro.
Acho que a esquerda pura e dura nunca perdoou a Mário Soares os combates de 74/75. Todos se lembram da 2ª volta das presidenciais de 86, em que o PCP disse aos seus eleitores para engolirem um sapo e taparem a cara de Mário Soares ao porem lá a cruzinha para derrotar Freitas do Amaral. Esse foi, claramente, um confronto esquerda-direita. Mas agora as coisas já não são assim, já não está em causa um tipo de regime, já se percebeu que o presidente não é assim tão decisivo no rumo do país e Cavaco aparece num papel um pouco supra-partidário. Por isso, porque não Cavaco?
Ora depois de termos tido Mário Soares durante 10 anos, parece-me que esta reaparição tardia surge como uma espécie de oportunidade de desforra para toda a esquerda que carregou os anticorpos contra Mário Soares durante 30 anos. Por isso, nada como varrê-lo de cena da forma mais radical: pela porta pequena e votando no candidato do centro-direita. Nesta altura dou comigo a pensar no que sentirão os simpatizantes do PCP, que devem ter um ódio de estimação a Soares: “O quê? Aquele outra vez? Não, duas vezes é demais! Antes o Cavaco!”. Se não for isto, é capaz de não andar longe.
Talvez tenha sido esta avaliação que faltou a Mário Soares. O erro crasso que ele próprio tinha dito que seria a sua candidatura resulta de pensar, erradamente, que poderia novamente reunir o pleno da esquerda. Só que o passado não se repete, e como se vê há quem não queira saber mais de Mário Soares. Pelo que se perspectiva, este poderá ser um fim da linha sem honra nem glória para um homem que, pelo seu longo trajecto, devia sair de forma honrosa. Ao sujeitar-se ao risco de ser humilhado por Cavaco e ultrapassado por Alegre, pode ter cometido, realmente, o último e maior erro da sua vida política. Mas a ambição desmedida por vezes paga-se cara.

Kroniketas, a fazer de analista político

domingo, 9 de outubro de 2005

As bolas à trave

Pois é – pela segunda vez consecutiva o PS deu a Câmara de Lisboa aos adversários.
Para não estar a usar a metáfora violenta do tiro no pé, direi que foi a segunda bola à trave.
Não basta ter uma pose arrogante, dizer-se inteligente e ter uma mulher atraente para se ganharem eleições. É preciso ter ideias para contrapor e não ficar pelos generalismos do tipo “um jardim em cada bairro” (como? Demolindo um quarteirão qualquer para fazer o jardim?).
Era difícil perder depois da herança que Santana Lopes deixou, mas Carrilho conseguiu! Depois da pessegada do vídeo com a família apresentado no CCB nada de bom se augurava. E geralmente o que parece, é. E foi.
Foi uma campanha sempre em frente. E para baixo. Dos cartazes horríveis à utilização despudorada de um corpo para tapar os buracos das ideias, foi sempre para pior que se caminhou.
Confesso que houve um momento, na altura em que se escolhia o candidato do PS a Lisboa, em que ele me conseguiu enganar. Pelos vistos também conseguiu enganar o Coelho e o Sócrates…
Apetece-me dizer: é bem feito! Não o digo porque quem vai sofrer com estes erros de casting é Lisboa. Ou será que Carmona, sem a assombração Lopes, conseguirá redimir-se da cumplicidade no desastre dos últimos quatro anos? Diria que estou, no mínimo, céptico.
Devo dizer também que achei a Bárbara muito magrinha. Se o que ele mostrou na campanha é uma amostra do que é em casa, percebo a pose anoréxica…
Enfim, o que se pode dizer… estamos na tugalândia.

tuguinho, cínico desarmado (porque votou e o voto é a arma do povo!)

Vigaristas, 3 - Lúcidos, 1

Uma tristeza os resultados em 4 concelhos do país em que candidatos a contas com a justiça venceram de forma esmagadora. Salvou-se Amarante. Honra lhes seja feita.

blogoberto, chico-esperto

A teimosia de Scolari

Portugal cumpriu os mínimos num triste jogo com o Liechtenstein que valeu o apuramento para o Campeonato do Mundo de 2006. Para além duma série de erros individuais calamitosos que tornaram tormentoso um jogo que deveria ser fácil, não posso deixar de destacar algumas opções do seleccionador que resultam apenas da sua casmurrice.
A insistência no guarda-redes Ricardo podia ter saído muito cara a Portugal, e só não saiu porque uma bola mal socada por ele e que depois lhe passou por baixo das pernas a caminho da baliza... encontrou um jogador adversário deitado no chão. A presença de Ricardo na baliza é um autêntico calafrio e pode tornar-se trágica se Scolari teimar em pô-lo a jogar. De cada vez que interveio, a acção de Ricardo foi pouco menos que desastrosa. Não foi por ele que Portugal ganhou este jogo.
A outra teimosia incompreensível é a insistência em Pauleta. É verdade que o açoriano marca muitos golos em França, mas desde o Europeu de 2004 que a sua eficácia ao serviço da selecção tem sido quase nula. A obsessão doentia, veiculada pelos media, em ultrapassar o recorde de golos de Eusébio pela selecção transformou este jogo quase numa formalidade de importância secundária, parecendo que a única coisa que interessava eram os golos do Pauleta. A verdade é que, mais uma vez, a sua prestação deixou muito a desejar, o que o golo marcado não disfarça. Era mais que evidente a necessidade de entrar Nuno Gomes, que só entrou a 8 minutos do fim e três minutos depois de estar em campo marcou o golo da vitória, o que Pauleta falhou repetidas vezes.
As opções para a equipa que joga devem ter em conta a eficácia e não as teimosias do seleccionador. E nos lugares mais importantes da equipa (o jogador que deve evitar os golos e aquele que deve marcá-los) as teimosias só podem dar mau resultado.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sábado, 8 de outubro de 2005

A época dos incêndios - 3ª parte

Existe a época balnear, de Junho a Setembro, a época de caça, a época das vindimas, a época dos morangos, a época das castanhas, e em Portugal temos também a originalidade da época dos incêndios. Que não sei quais são as datas para que está definida, mas que pode ser, grosso modo, sempre que a temperatura em qualquer ponto do país ultrapassar os 25º C. Como começa na Primavera e já estamos no Outono, esta deve ser a 3ª parte da época. Com temperaturas de Agosto em pleno mês de Outubro, passámos a semana a ouvir a ladainha que atravessou todo o verão: 10 incêndios por controlar, casas em perigo, populações ameaçadas... Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.
Enquanto compramos submarinos não se sabe para quê e usamos aviões alugados para “apagar” fogos, o país não urbanizado vai desaparecendo. Esta semana foram 80% da mancha florestal do concelho de Carregal do Sal. Enquanto isso os governantes prometem soluções que nunca mais chegam.
O jornalista da SIC, José Gomes Ferreira, escreveu em Agosto um artigo intitulado “A indústria dos incêndios”, que andou a circular pela Net, onde fez o diagnóstico de muitas das causas do estado calamitoso a que se chegou e que faz Portugal ter 57% dos incêndios florestais de toda a Europa mediterrânica. Uma coisa já ficámos a saber: já há áreas ardidas a ser urbanizadas antes do prazo legalmente estipulado para tal. E se começassem a investigar os interesses desses construtores? Talvez chegassem a conclusões interessantes, como por exemplo descobrir porque é que há incêndios que deflagram depois da passagem de certos aviões por cima desses locais...
Mas o que mais me espanta é um aspecto que ainda ninguém focou: então não é que os aparelhos alugados para combater os incêndios são pagos... à hora??? Em Agosto chegou-se ao absurdo de uma determinada companhia ter esgotado o número de horas estipulado no contrato. Os tipos que fizeram o contrato são espertos: marca-se um determinado número de horas (previsto com base em quê?) e a partir daí já não há mais voos para ninguém?
Será que esta gente não percebe a perversão da situação? Então se os homens são pagos à hora, quanto mais incêndios houver, quanto maiores eles forem, quanto mais tempo demorarem a combater, mais eles recebem! Não há uma cabeça que tenha pensado nisto? Ninguém se lembrou de fazer um contrato por época, em que pagavam para eles combaterem os incêndios, qualquer que fosse o seu número? Isso até seria um incentivo para que as companhias fizessem, elas próprias, alguma vigilância, pois quanto menos incêndios houvesse menos trabalho tinham. Assim, não custa muito acreditar que as próprias empresas têm todo o interesse em que haja o maior número de incêndios possível.
Tantas cabeças pensantes e nenhuma se lembrou disto? Não haverá nenhuma relação entre este facto e os recordes sucessivos de área ardida que vão sendo batidos todos os anos?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

Era uma vez um país...

Esta chegou-me por mail.

Existe um país onde um cidadão de 81 anos depois de ter cumprido 10 anos de mandato como Presidente da República e de ter estado 10 anos de molho decide candidatar-se novamente para salvar o país de um fantasma, passando por cima dum amigo de longa data.
Existe um país onde três candidatos autárquicos com fortes probabilidades de vencer estão indiciados por processos fraudulentos e uma outra candidata a candidata com mandato de prisão emitido e foragida no Brasil, tem toda a cidade a aguardá-la tal qual D. Sebastião.
Existe um país onde o único escritor galardoado com o prémio Nobel da Literatura vive no país vizinho.
Existe um país de onde é oriundo aquele que é considerado o melhor treinador de futebol da actualidade, cujo seleccionador nacional é estrangeiro.
Existe um país onde o maior sucesso nacional do ano é um disco de originais de um músico que morreu há quinze anos.
Existe um país onde os dois guarda-redes da selecção nacional são suplentes de dois guarda-redes da mesma nacionalidade nos respectivos clubes.
Existe um país onde o nome da mascote do principal evento desportivo alguma vez organizado começa por uma letra (k) que não faz parte do seu alfabeto.
Esse país estranho é o meu país.
Esse país só gosta dele próprio e da sua bandeira quando vem alguém de fora jurar a pés juntos que somos bons.

Kroniketas

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Maria José Morgado na Sic Notícias

“As pessoas não têm vergonha de se candidatar”
“O caso de Fátima Felgueiras ultrapassa todos os limites do admissível”
“Vai acabar por ser julgada quando quiser e como quiser (…) e absolvida com prejuízo para todos nós”

Ex-directora da Polícia Judiciária e actual Procuradora Adjunta, aqui está uma pessoa que não se deixou corromper pela podridão que assola o nosso sistema político. É uma voz incómoda, não tem papas na língua nem medo de enfrentar os poderes instalados, os corruptos e os vigaristas que campeiam por aí.
Oxalá tenha forças para continuar, doa a quem doer.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

A vida é um rollercoaster



Como é que se faz um post que não tresande a depressão quando estamos deprimidos? Não, não precisam de me oferecer anti-depressivos ou quaisquer outros prozacs desta vida – as minhas depressões são lite, nem esse nome merecem. Digamos que fico melancólico, a pensar na vida, e que deixo de contar anedotas.
Falta sempre qualquer coisa, não é? Nunca temos tudo o que nos poderia fazer felizes. É claro que se formos ricos podemos sempre afogar essas faltas no luxo e noutras coisas que os ricos podem fazer. Não sou rico.
Também não esperem que diga o que me entristece, porque isto não é nenhum confessionário, não é nenhum consultório de psicólogo e não queremos voyeurs por aqui. Quem tem de saber, sabe. Que merda, parece a publicidade do BES! Adiante.
Pronto, já desabafei. Ó Kroniketas, vem um bocado aqui para o leme que tenho de ir olhar o horizonte e fazer um ar triste.

tuguinho, cínico assim como que entristecido

Post scriptum (por extenso para evitar confusões neste período de campanha eleitoral) - Este post é também um contrapeso à futebolite que tem grassado nos últimos publicados aqui neste blog. Viv’ó Benfica!

O triplo candidato no país dos blogobertos

Esta ainda ninguém tinha imaginado: um candidato do PS (o partido a quem ninguém leva a palma em termos de compadrios e “boys”) aparece nas listas para a Câmara e para a Assembleia Municipal em Paredes de Coura e ainda na lista para uma Junta de Freguesia no concelho de Valença.
Já não há paciência para tanta falta de vergonha, tanto despudor, tanto descaramento destes chicos-espertos que enxameiam a política. Este tipo deveria ser preso! O anormal acha que não está a cometer nenhuma ilegalidade e que se for eleito escolhe um dos cargos (talvez aquele onde o tacho for melhor), apesar da Comissão Nacional de Eleições informar que é ilegal.
Não há ninguém que o impeça de pura e simplesmente ser eleito em cargo algum? Estes carreiristas metem-me nojo. Estamos entregues a uma corja de pulhas!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 4 de outubro de 2005

A frase da campanha

Parece que Carmona Rodrigues disse que gosta mais de Lisboa que dele próprio.
Comentário: tá bem, abelha!

blogoberto, chico-esperto

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Juro que não fui eu que pus o anúncio!



...presumo que fossem para enxugar as lágrimas...

blogoberto, chico-esperto

domingo, 2 de outubro de 2005

Apit'ó combóio!...

Ao chegar ao rectângulo tuga no dia de ontem, fui confrontado com a notícia da iminente demissão de administradores da Refer, diz-se que por causa de má gestão, com contornos de dolo. Qual é a admiração? Quando os critérios para nomeação de gestores de empresas públicas e afins são os do compadrio e do amigalhismo (puro ou político), o que causa admiração é que nem todos acabem assim, demitidos.
Estes parasitas que saltitam de empresa para empresa, à nossa custa e sem controlo, têm geralmente competência para esfregar escadas ou entregar pizzas, sem ofensa para os profissionais da área, mas como têm os amigos certos ou estão no partido adequado, lá continuam alegremente a passear a sua incompetência sem serem minimamente responsabilizados.
Também li que o Jorge Coelho é de opinião que deviam acabar as candidaturas independentes às autarquias, porque elas eram usadas pelos desalinhados dos partidos para se candidatarem contra eles. Ó amigo Coelho, eu até julgava que os partidos eram organizações que partiam da necessidade do povo ser representado, visto que não existem edifícios que comportem 10 milhões numa assembleia! Agora fiquei a saber que existem porque sim e que as pessoas devem ficar quietinhas e obedecer-lhes.
Lá porque a lei foi usada por meia dúzia de sacanas oportunistas que não querem largar os tachos, não se deve tomar a parte pelo todo! Mas isto não é mais do que outra manifestação da aparelhística usada por todos os partidos, que se transformaram há muito em agências de emprego e de distribuição de benesses. E mais do que nos atarem as mãos a eles, devemos cada vez mais poder sair desse espartilho e poder fazer ouvir a nossa voz fora dos esquemas estabelecidos.
E é assim que vamos sobrevivendo, numa espécie de ópera bufa em que é o próprio rei que grita que vai nu, mas nada faz para se cobrir...

tuguinho, cínico encartado