quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Living in the fast lane - 2



A minha primeira máquina fotográfica foi-me oferecida nos idos de (censurado) pela minha avó. Era de uma marca japonesa desconhecida, de funcionamento básico e, obviamente, manual. Como o avanço do filme era manual, não foram poucas as vezes em que duas exposições ficaram sobrepostas, criando assim uma espécie de surrealismo fotográfico. Cada foto era largamente ponderada, porque os rolos eram caros e tinham no máximo as 36 exposições da praxe, o que tornava cada uma preciosa. E depois havia a revelação e a impressão. E embora estes processos tenham embaratecido com o tempo, a limitação dos rolos continuava.
Há alguns anos surgiram as primeiras máquinas digitais. Primeiro caras e com qualidade duvidosa, hoje vendidas em massa e adoptadas mesmo pelos fotógrafos profissionais mais renitentes. E imaginem, o que dantes estava limitado aos 36 fotogramas, agora está limitado ao tamanho do cartão de memória usado... Que chatice!
Agora é disparar, vilanagem! Qualquer coisa que remotamente possa ser assunto para uma foto não escapa da fúria da objectiva. Mas é assim que se pode aprender... sem limitações ou gastos adicionais.
Acelera que eu gosto!

tuguinho, cínico em pose