sábado, 13 de janeiro de 2007

A “adoração incondicional” a RAP e a “isenção jornalística” de Judite de Sousa

O post anterior mereceu dum/a leitor/a identificado/a como Bundle um comentário que justifica uma resposta cuja extensão não permite que seja publicada na caixa de comentários, pelo que vai em forma de post.
Caro/cara bundle, este blog tem o humor que lhe quiserem achar, nós temos algum sentido de humor e gostamos de brincar com coisas sérias, embora às vezes falemos a sério... mas não nos levamos demasiado a sério.
Já agora, para sua informação e como parece estar a leste do conteúdo deste blog, a “nossa postura perante a vida” se calhar é semelhante à do Gato Fedorento - achamos que tudo pode ser gozado. Eles fazem-no com acutilância, como os Monty Python faziam, como o Herman José já fez, e até acho que estes conseguem levar mais longe a sátira do que o Herman alguma vez conseguiu, porque não estão preocupados em agradar a nenhum dos poderes instituídos. E isso é que lhes dá todo o valor.
Já agora, para sua tranquilidade, fique a saber que na “nossa postura perante a vida” não entra a adoração incondicional seja a quem for. Se não tivesse “aterrado aqui por acaso” já teria percebido isso há muito tempo.
Gostamos do que gostamos e expomos aqui as nossas opiniões, agradem ou não a quem nos lê, seja ou não por acaso. Tal como ninguém é obrigado a ver o Ricardo Araújo Pereira (RAP) ou a gostar do Gato Fedorento, ninguém é obrigado a gostar do que nós escrevemos. Mas parece que, tal como “o autor do texto perdeu tempo a enviar a sua mensagem para a RTP”, também o autor do comentário perdeu tempo a ler o artigo e a escrever um comentário acerca do mesmo. Se calhar porque lhe fez alguma mossa... Não deve ser por acaso que faz uma referência ao LFV do SLB. Se calhar tem alguma “adoração incondicional” pelo PC do FCP... Pela minha parte, pouco me importa se a Judite de Sousa se importa ou não, até porque não tenho paciência para a ouvir. Nem sei o que é que a distingue como “boa jornalista”, mas a isenção e independência não é de certeza, e isto não e só por esta entrevista. Infelizmente, alguns excelentes convidados que lá vão obrigam-me a ouvi-la entrevistá-los para ouvir o que eles dizem...
Quanto a acicatar o RAP, não creio que seja essa a função de um bom jornalista. Certamente se ele fosse portista ela não o faria, e acho que a provocação é simplesmente deselegante, para ser suave. Ao chamar-lhe benfiquista doentio está a fazer um juízo de valor que, longe de o catalogar a ele, só a cataloga a ela. Se o entrevistado fosse Pinto da Costa certamente seriam só salamaleques e reverências, e não lhe chamaria “Papa”. Toda a gente sabe que 3 dos 4 Gato Fedorento são benfiquistas, como tal ninguém tem de lhes exigir que gozem com o clube de que gostam. Nem sei onde é que está escrito que um humorista tem de ser imparcial, quem tem de ser é o entrevistador e não o entrevistado. E quem não gostar assim, que mude de canal. E também não creio que eles se importem muito com isso. Quando o Herman José fazia sketches sobre a Expo-97 com sotaque do Porto, estaria a gozar com quem? E alguém o acusou de não estar a ser imparcial?
Quanto às suposições que faz acerca das nossas preferências jornalísticas, isso é lá consigo. Fique com elas e se quiser tente descobri-las, pode ser que tenha alguma surpresa. A classificação que faz dos 4 portistas citados é sua, mas sempre lhe digo que nunca ouvi o Carlos Magno criticar o seu clube, antes assumir que em matéria de futebol não é isento.
E já agora: onde é que leu neste blog que nós rejubilámos com a entrevista, ou qualquer apreciação ao desempenho do RAP na mesma? É que eu não me lembro de o ter escrito. Quando diz “há muita mais gente como vocês do que como eu nesta avaliação do RAP ontem na Grande Entrevista”, está a falar de algo que só existe na sua imaginação, tal como a “adoração incondicional”. Não passa dum processo de intenções da sua parte, daí perceber-se a sua sintonia com a “grande jornalista” Judite de Sousa. São, certamente, isentos/as na mesma medida.

Kroniketas, sempre kontra as tretas