segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Donos de cães, esses animais



Acho que vou comprar uma carabina de pressão de ar, daquelas que disparam chumbinhos - já vos explico porquê.
Um dos grandes segredos do mundo tuga urbano é como é possível existirem tantos canídeos de "estimação" por metro quadrado de apartamento! É claro que os bichinhos têm de comer - além de largarem pêlo por tudo quanto é canto e de ferrarem os dentes nos incautos - e, consequentemente, de evacuar. E é aí que os problemas particulares de uns começam a ser também de outros que nada deviam ter com o problema... Todos nós, pobres transeuntes, sofremos na pele (irra, tanto também não, é mais nas solas!) por causa dos magníficos presentes (ou deverei dizer prendas, Kroniketas?) deixados pelos bichinhos e seus donos na via pública. Depois há os outros, que têm vergonha de ver os tais presentes dos seus cães na alvura (bem, mais ou menos...) do calcário dos passeios e os levam para qualquer canteiro relvado, de preferência um em que também brinquem crianças e tenha um sinal de proibição de cães bem à vista. Foi uma situação destas que se me deparou hoje, embora não seja inédita exactamente no mesmo local: uma "senhora" com o seu lindo cão pela trela a "arrear o calhau" mesmo ao pé da tabuleta que proibia esse acto naquele sítio.
Como as palavras nada adiantam, pois assobiam para o lado quando se lhes diz alguma coisa (os donos, não os cães), acho que vou comprar a tal "pressão-de-ar" para os alvejar - mas aos donos, não aos bichos! Sempre é mais simples do que pedir-lhes a morada para lhes fazer o mesmo à porta...

tuguinho, cínico encartado