quinta-feira, 8 de julho de 2004

Chora no meu blogombro Especial: Exclusivo Krónikas - A Tomada de Posse vista por Mónica Galho

Foi o má-xi-mo! Olá ricas! Olá quiduxos! Desculpem-me a excitação (eu ouvi, malandreco, não estou a falar dessa excitação!) mas ainda nem estou em mim. Não é que fui convidada para a posse do novo governo? Eu ainda acho que foi um erro na meilingue liste da discoteca onde o acto decorreu. Ou então foi o Kokas, meu antigo namorado, e que trabalha há dez anos a lavar copos nessa mesma discoteca, que meteu alguma cunha por mim. Ainda bem que não acreditei quando ele me disse que o futuro dele ia ser luminoso – só se for do brilho do superpop limão nos copitos… Mas adiante.
A decoração estava des-lum-bro-sa! Era toda à base de bandeirinhas recicladas dos países que vieram ao Europeu, à mistura com restos de cartazes que anunciavam obras que nunca foram feitas na cidade de Lisboa. No centro estava um grupo de músicos que executava afanosamente os concertos de Chopin para violino. Tenho de dizer ao Adolfito para comprar o CD!
E quem foi que a rica lá viu, quem foi? Além dos habituais que estamos fartas de ver nas revistas e dos políticos que se pelam por uísque de graça e são iguais aos outros que vêm nas revistas, fiquei admiradérrima com a quantidade e-nor-me de representantes de casas reais que lá estava: ele era o Rei dos Frangos, a tentar cobrar uma dívida do tempo da Figueira, ele era o Rei das Farturas, curioso por saber onde vai ficar a feira popular, ele era o Princípe das Bolas de Berlim que por uma vez deixou as areias da Caparica. Só não vi por lá o Rei dos Amendoins – disseram-me depois que ficara arruinado porque lhe tinham roubado a alcofa com a mercadoria. A vida é assim, num minuto somos reis, no outro não somos nada…
Os ministros foram empossados (é assim ou com ç?) ao som do uí ar da champions, dos Cuím. A Cinha, ao tomar posse (é assim ou com ç?), escreveu mal o nome por 3 vezes e se não era o Portas ter uma borracha de tinta com ele, não sei se o governo tinha entrado em funções! Por falar em Portas, ia muito elegante no vestido de lantejoulas mas as argolas à cigana não lhe ficavam bem. Mas antes assim do que gramar com os tálhoures da Ferreira Leite! E o Paulo sempre tem melhor cara.
De quem não gostei nada foi do ministro do desporto, o Pinto da Costa – não achei nada bem que os secretários de estado dele lhe tivessem de beijar a mão. Só tinha visto fazerem isso ao Papa e àquele artista que morreu agora, o Marlon Brando, e não consigo perceber porquê!
Depois da estopada das assinaturas acabar é que foi giro, com o Pedrito a dançar breicdance e o governo todo à volta a aplaudi-lo. É escusado será dizer que acabou tudo bêbado e que a noite terminou por volta das 8 da manhã no Cacau da Ribeira.
Querem saber, minhas queridas? Gostei! E até já consegui arranjar um convite para o próximo conselho de ministros! Desta vez vou levar o Adolfo – pode ser que singre na política já que não lhe vejo jeitinho para fazer mais nada.

Mónica Galho – cronista da sóçaite e consultora sentimental