terça-feira, 8 de novembro de 2005

Foi no sábado

Dado a descrição anterior ter ficado incompleta, aqui vão mais umas achegas para o rol.
Destaco o Redoma, da Niepoort, o Quinta do Poço do Lobo Cabernet Sauvignon, o Borba Tinta Caiada & Pinot Noir (uma surpresa) e, principalmente, a desconhecida Quinta de Alcube, situada em Azeitão, em cujo stand parámos quase por acaso, que apresentou três vinhos bastante promissores (um Reserva, um Castelão e um Trincadeira) que ameaçam fazer concorrência aos gigantes da zona, a José Maria da Fonseca e a J.P. Vinhos, agora rebaptizada Bacalhôa Vinhos. Da José Maria da Fonseca também apreciei um espumante Lancers Bruto, bastante agradável, e um Domini Plus.
Não me convenceram os 3 vinhos que provámos da recém lançada Unicer, que pretende estender-se das cervejas para o vinho mas tem muito que andar. O Planura (Reserva e Syrah) não acrescenta nada de especial às centenas de vinhos alentejanos que já existem, enquanto o Vinha de Mazouco, do Douro, peca pela falta de corpo e estrutura na boca. Um vinho demasiado delgado para encantar. Também o Borba.pt, que pretende ser um DOC superior, ficou aquém das expectativas, muito longe do seu parente do rótulo de cortiça e mesmo do referido Tinta Caiada & Pinot Noir.
Como sempre, e como não podia deixar de ser, o grande destaque vai para a Sogrape (isto porque passámos ao lado da Herdade do Esporão e deixámos para os outros convivas deliciarem-se com o Quatro Castas, porque nas Krónikas Tugas a gama já é conhecida de ponta a ponta), que maravilhou os passantes com os fabulosos Quinta da Leda e Herdade do Peso, já para não falar no Callabriga e no Casa Ferreirinha Colheita, que apesar da excelência acabam por ficar quase na sombra daqueles seus congéneres de excepção. Estes são realmente os vinhos que nos fazem perder o apego a 20 euros, porque um néctar dos deuses (como lhes chamou o Politiko) quase não tem preço!

Kroniketas, já recomposto das investidas no reino de Baco