quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Felgueiras - grunhos, estúpidos e atrasados mentais

Já não há paciência para a estupidez endémica de grande parte deste povo. O espectáculo indecoroso a que me foi dado assistir há pouco pela televisão a propósito da chegada da foragida Fátima Felgueiras (não, não me estava a referir à Sra. D. Lady nem à 1ª Companhia, porque com esses nem vale a pena perder tempo) foi mais um momento degradante que retrata cruamente o atraso no desenvolvimento mental deste país.
No meio dos aplausos e das palavras-de-ordem (“Fátima amiga, o povo está contigo”), para além das fotografias agitadas por crianças que não sabiam o que estariam ali a fazer ou por mulherzinhas com ar de vendedoras de peixe analfabetas, ouvi algumas declarações sacadas pelos repórteres à turba ululante das quais retive estas preciosidades:
- Faltei ao trabalho para vir vê-la (provavelmente algum “trabalhador” que passa o dia a roçar o cu pelas paredes…)
- É tudo mentira
- Esta mulher para mim é tudo
- Ela é Deus na terra (!!!)

Perante estas pérolas, o que é que se pode pensar dos habitantes deste pobre país? Aliás, o que se pode chamar a um país que tem tais habitantes, senão “pobre”? Pobre de espírito, pobre de discernimento, pobre de raciocínio, pobre de percepção sobre o que nos rodeia.
Uma sujeita é acusada de 23 crimes de peculato e corrupção, foge para o Brasil para escapar à justiça e depois de 2 anos a preparar um golpe legal para aparecer novamente como candidata, é recebida em triunfo pelos que é acusada de ter roubado! E os grunhos querem mais!
Com todo o desplante a “senhora” anunciou em conferência de imprensa as 17 razões que a fizeram regressar para voltar a devotar-se à sua querida Felgueiras! E os atrasados mentais que lá estavam a aplaudir e vão, certamente, elegê-la, acham a senhora o máximo!
É este o tipo de gente que, passadas 3 décadas sobre o derrube do regime opressor e obscurantista que sufocou o pais durante meio século, de vez em quando ainda repete aquela frase execrável, que me deixa com todos os pêlos eriçados, de que “isto precisava era de outro Salazar”. Grandes estúpidos! A burrice é tanta que nem são capazes de entender que com “outro Salazar” eles nem teriam direito de ir para a rua manifestar-se à porta dum tribunal!
Eu já estou como o Miguel Sousa Tavares: o grande problema de Portugal são os portugueses. Porque com gente desta nunca se vai evoluir em direcção alguma.
Termino com uma dúvida inquietante: como é possível que alguém que vai ser julgado possa ser candidato seja a que for? A partir do momento em que está sob a alçada da justiça, não deveria automaticamente ficar impedida de exercer este tipo de cargos? O próprio tribunal não deveria rejeitar a candidatura? Esta justiça é uma piada!

Kroniketas, sempre kontra as tretas