terça-feira, 2 de novembro de 2004

E que tal um teste ao Q. I.?

A saga continua. Este fim-de-semana tivemos mais um balanço trágico nas estradas portuguesas. Dezenas de pessoas não chegaram a casa, e algumas nunca mais chegarão.
É triste continuar a verificar que, após qualquer fim-de-semana prolongado ou qualquer época festiva, os telejornais abrem invariavelmente a dar-nos conta do resultado da selvajaria que vai por essas estradas. E somos sempre confrontados com as imagens arrepiantes captadas pelas câmaras da Brigada de Trânsito, que mostram alguns kamikazes do asfalto em verdadeiras corridas para a morte (sua ou dos outros). E por muitas notícias destas que nos sejam mostradas, por muitos trágicos balanços que se façam, por muitas campanhas de sensibilização, o resultado é sempre o mesmo: nada muda no comportamento destes asnos que se julgam os maiores.
Aquilo que se vê por aí (um deles até estava a ler um papel ao volante!) merecia que estes indivíduos estivessem presos.
Eu sugeria que, daqui em diante, a seguir ao exame de código e ao de condução, houvesse outro: um teste ao Q. I. dos futuros condutores. Talvez assim se conseguisse determinar se cada indivíduo está apto a conduzir um automóvel sem se tornar um assassino na estrada. É que perante tamanha falta de capacidade para se comportarem de forma normal quando conduzem, só mesmo um teste ao Q. I. poderia aferir se aquilo que se aprendeu nas lições de condução foi mesmo apreendido ou se existe uma incapacidade inata nesta gente para seguir algumas regras básicas quando conduz, como por exemplo não ultrapassar em traços contínuos ou pela direita nas auto-estradas, ou não se colar ao carro da frente. Se o Q. I. mostrasse que a carta de condução era uma licença para matar, o carro do condutor em vez de uma matrícula deveria ter um dístico bem grande a dizer: “Perigo: assassino ao volante”! Ao menos assim os outros podiam desviar-se quando encontrassem um destes perigos à solta.

Kroniketas, sempre kontra as tretas