quinta-feira, 16 de março de 2006

A farsa

Aquilo a que assisti ontem no estádio da Luz foi das maiores farsas desde que vejo futebol, e já lá vão mais de 30 anos. Para além de o Benfica ter sido eliminado por um golo irregular e de, como vem sendo habitual, os nossos jogadores resolverem dar 45 minutos de avanço e termos algumas nulidades em campo, o que mais me indignou foi o descarado anti-jogo que o Vitória de Guimarães praticou durante 90 minutos.
As perdas de tempo provocadas em cada livre, cada reposição de bola, com mudanças sucessivas do jogador que ia executar o lançamento ou o pontapé, com alterações sucessivas do local da bola, obrigando umas vezes os adversários a protestar e outras os árbitros a mandar recuar a bola, foram dos maiores escândalos a que alguma vez assisti. Há seguramente 20 anos que não via uma vergonha destas num campo de futebol. O guarda-redes devia ter visto, não um, mas 4 ou 5 cartões amarelos. Até para ajeitar as meias ele perdeu tempo. Já perto do fim, num livre a favor do Vitória, o jogador que ia marcar esperou um 30 segundos a olhar para os outros, como se não soubesse a quem passar a bola, e depois acabou por rematar à baliza. Outro, numa falta junto à linha lateral da grande área, avançou a bola uns 10 metros, o que motivou que o fiscal-de-linha fizesse sinal ao árbitro, que mandou a bola recuar. Outra vez num lançamento lateral o jogador deixou a bola cair de propósito, o que irritou o próprio Koeman.
Tudo isto perante a complacência do árbitro. Com uma arbitragem normal, um escândalo destes teria varrido a equipa do Vitória com sucessivos cartões amarelos, o que acabaria por conduzir à expulsão de 3 ou 4 jogadores. De facto, assim só conseguimos ganhar lá fora, a equipas que jogam à bola e não fazem anti-jogo.
Parece que caiu definitivamente por terra a teoria do “colo”.

Kroniketas, sempre kontra as tretas