sábado, 7 de janeiro de 2006

Este novo ano igual aos outros

Eu ainda não percebi bem porque se comemora a entrada num novo ano. Afinal de contas, que diferença há entre 31 de Dezembro e 1 de Janeiro? E comemora-se o quê? Os aumentos que surgem sempre em Janeiro? Os 365 (ou 366) dias que se passaram e se gastaram e não voltam mais? A esperança de que será no novo ano que ganhamos o euromilhões?
Não gosto de me divertir com data marcada. Tenho uma proposta melhor: vamos divertir-nos e andar na borga durante todo o ano e no último dia, em vez de champanhe e lambança, vamos fazer uma espécie de penitência e descansar, beber muita água e ler livros daqueles que têm histórias muito bonitas com frases muito profundas e capas azuis com pássaros de asas abertas. Faríamos sexo tântrico (o tântrico é opcional) e ficaríamos todos muito limpos e sem pecados e capazes de aturar todos os(as) sacanas, os(as) traidores(as) e os(as) calaceiros(as) que nos irão surgir de certeza ao longo do ano.
Ok, acabou o momento Zen. Venha o ruído. Pode ser de qualquer cor.

tuguinho, cínico encartado