terça-feira, 29 de novembro de 2005

Cruci-ficção ou realidade?

Confesso que a notícia me apanhou desprevenido. Ao que parecia, o Ministério da Educação tinha enviado uma circular às escolas para serem retirados os símbolos religiosos que estivessem presentes nas salas de aula. O quê? Mas esses símbolos não foram retirados na altura em que os retratos do Tomás e do Caetano foram para a arrecadação? Parece que não… e parece incrível como 30 anos depois do estabelecimento da democracia ainda se esbarram nestes restos do antigo regime!
O Estado é laico, as escolas são laicas e não devem conter símbolos que não os nacionais. Quem tem religião são as pessoas (se quiserem) e não as instituições!
Colocar numa sala de aula um símbolo de qualquer religião é flirtar com uma situação que tão maus resultados já deu no passado – mais recente e mais longínquo – um casamento que só produziu aberrações, privilégios, injustiças e crimes.
Se se critica a promiscuidade entre religião e estado na esmagadora maioria dos países muçulmanos, com que direito se vem protestar contra a retirada de símbolos religiosos nas nossas escolas, como fez a igreja católica sem perder tempo?
Quem quer usar véu vai a uma mesquita, quem quer rezar o terço vai a uma igreja. E quem quer estudar vai para uma escola.
Não sou anti-religioso (isso é do foro íntimo de cada um) mas sou anti-clerical! A padralhada, com algumas honrosas excepções, não passa de uma cambada que ao longo dos séculos se habituou a mamar nas tetas do poder ou se tornou nele mesmo. Essa foi uma situação que no nosso país a igreja perdeu há 30 anos, mas de que ainda restaram uns quantos anacronismos, como os crucifixos na sala de aula e alguns padres caciques no interior mais esquecido. Ah! E o cónego Melo, que ao que parece ainda não pagou pelo que fez neste mundo mas, se acreditar realmente na sua religião, pagará no próximo durante muito tempo…
As saudades que muitos têm do tempo em que o povo era simples (leia-se iletrado, ignorante, pobre de espírito, manipulável), já não fazem sentido porque, por muito que lhes custe, esse tempo acabou. É certo que o analfabetismo, oficial e funcional, ainda é elevado mas, nem que seja por conta das telenovelas brasileiras, as pessoas não se deixam levar tão facilmente.
O Portugal bucólico do Botas, das paredes caiadas e do cheirinho a alecrim já não existe. Apesar de tudo e felizmente.

tuguinho, cínico crucificado (pela ignorância)

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

O julgamento da praxe

Finalmente houve alguém que teve coragem para levar a tribunal os calões que andam a arrastar o cu pelas universidades anos a fio para infligir práticas de autêntica tortura nos caloiros. Depois da bronca de há uns anos em Mirandela, agora esta em Santarém. As notícias que aparecem acerca destas praxes violentas e degradantes são sempre reveladoras duma mentalidade imbecilóide por parte dos seus autores. Imagine-se que até há uma “comissão da praxe”!
Estes “veteranos”, que na maior parte dos casos não são mais que preguiçosos repetentes, divertem-se a enfiar a cara dos caloiros em bosta de vaca, pergunto eu, para quê? É uma necessidade? É uma forma de integração dos novos? Ou é apenas uma alarvidade reveladora da estupidez dos seus autores?
Segundo a notícia, os autores da brincadeira acabaram por chumbar o ano, o que é muito bem feito. Assim tornam-se ainda mais veteranos e têm mais um ano para praxar outros. Agora arriscam-se a uma pena que pode ir até aos quatro anos de prisão. Mas antes disso deviam ser expulsos da universidade. Vão praxar pró raio que os parta!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

domingo, 27 de novembro de 2005

Crucifixos?

O Ministério da Educação mandou retirar os crucifixos das escolas, o que já está a gerar polémica junto da Igreja.
Eu acho que a questão está posta ao contrário: a ideia é de tal forma absurda que eu não fazia ideia é que as escolas tinham crucifixos!

blogoberto, chico-esperto

O milagre da Ota

Ora aqui está uma notícia curiosa:
“Um dos grandes beneficiados com a escolha da Ota para o novo aeroporto é o santuário de Fátima, um dos principais destinos turísticos do País. Já em 1999, o então reitor do santuário, Monsenhor Luciano Guerra, enviou uma carta ao então ministro das Obras Públicas, o socialista João Cravinho, manifestando o apoio da Igreja Católica à construção de um novo aeroporto na Ota.
No documento enviado ao Governo, salientava-se a proximidade do Santuário face à nova infra-estrutura e o facto de Fátima receber, por ano, mais de cem mil peregrinos que se deslocam de avião. A missiva dava como exemplo o santuário de Lourdes, em França, próximo de um aeroporto.”

Realmente, era só o que nos faltava: a Igreja Católica a meter o bedelho na questão do aeroporto. É mesmo do que o país precisa é dum aeroporto ao pé dum santuário por causa dos peregrinos. Então eles não vão a pé, de rastos, de joelhos ou de marcha-atrás? Para que precisam dum aeroporto?
E a que propósito é que o monsenhor não-sei-quantos tem que dar palpites sobre a construção do aeroporto? Apoia? E o que é que o apoio da Igreja Católica é para aqui chamado? Num Estado dito laico, a Igreja não tem que se meter no que não lhe diz respeito, mas infelizmente em Portugal não há assunto nenhum em que não se meta e o poder político fica todo acagaçado. Já opina sobre o preservativo, o aborto e a contracepção, que tanto quanto sei são questões vedadas ao clero, agora ainda vem opinar sobre um aeroporto? Porque é que não se limitam a rezar missas e dar a hóstia às beatas?

Kroniketas, ateu convicto

sábado, 26 de novembro de 2005

Provérbios para gente culta

Não deixem de ler esta lista de provérbios no Pólis&etc. Está genial!

blogoberto, chico-esperto

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

O aviltamento da língua portuguesa (II)

Carácter, s. m. – marca; sinal gravado ou escrito; impressão; tipo de imprensa; sinal distintivo; aspecto; sinal indelével impresso na alma pelos sacramentos do baptismo, confirmação e ordem, devido ao qual não podem ser recebidos senão uma vez; psicol: maneira habitual e constante de reagir, própria de cada indivíduo; expressão; índole; génio; energia; firmeza; força de ânimo; a carácter: com propriedade.

Caracteres, s. m. (plural de carácter) – letras escritas; tipos de imprensa.

(Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, por J. Almeida Costa e A. Sampaio e Melo, 5ª edição, 1979)

Ainda na passada semana (16 de Novembro) o nosso muito estimado José Pedro Gomes, na sua rubrica “Cromos TSF”, se insurgia contra os atropelos à língua praticados diariamente, quer nas conversas quer nos órgãos de comunicação social. Nos anúncios de rádio, então, é um fartote. Isto vinha a propósito do uso e abuso de estrangeirismos injustificados, quando há palavras em português para dizer exactamente o mesmo. Dava como exemplo o “now” da Vodafone, o “wireless” dos computadores (quando há muitos anos já existe a expressão “sem fios”, por exemplo a TSF é “Telefonia sem fios”), a “ladies night” e a “happy hour”, entre outros, e as deturpações irritantes como o “númaro”, o “treuze”, a “runião”, o “pugrama”, etc. E eu acrescento: o “hades” ou “hadem”, o “vistes”, “fostes”, “fizestes” e “dissestes”, o “póssamos”, “tênhamos” e “supônhamos”. Será que estas expressões se podem considerar consagradas pelo uso? E as pronúncias regionais? Será que a frase “tou a ber uma baca”, dita com pronúncia do norte, pode ser consagrada pelo uso, como o “lête” e o “caféi” ditos com pronúncia do Alentejo?
O caso mais flagrante de deturpação é o famigerado “carácter”. Não por causa do “carácter” em si, mas por causa duma mutação (assim como as mutações dos vírus) surgida do desconhecimento da língua, para “caractér”. No início dos anos 90, quando a utilização dos computadores começou a vulgarizar-se, comecei a ouvir aqui e ali o “caractér” para cá e “caractér” para lá, e aquilo não me soava bem. Falava-se nos caracteres e quando se ia para o singular lá vinha o “caractér”. Nada como consultar um dicionário, pensei na altura, vindo a confirmar as minhas suspeitas: estávamos perante uma deturpação injustificável duma expressão devidamente consagrada na língua portuguesa, “carácter”, cujo plural, “caracteres”, fez (e continua a fazer) muita gente pensar que a pronúncia do singular é igual.
Daí para cá tem sido uma cruzada que eu e o Tuguinho (que éramos colegas de trabalho na altura) temos levado a cabo para esclarecer as pessoas de que se está a praticar um atentado à língua. O problema, muitas vezes, não é só o desconhecimento, é sobretudo a ausência de critério e de sentido crítico na escolha das palavras: as pessoas ouvem um disparate e tomam-no como bom. Uma vez houve até quem me tentasse demonstrar a existência do “caractér” por causa de no plural se pronunciar “caractéres”: se no plural se acentua a letra “E”, então no singular é igual. Como se o singular se formasse a partir do plural e não o contrário!
Será este um caso de consagração pelo uso? De modo nenhum, nem o facto de muita gente o dizer (erradamente) pode servir como argumento. O carácter já existia muito antes dos computadores e já tinha esse significado, desde os caracteres de imprensa inventados pelo Guttenberg. Logo, não há qualquer justificação para, a pretexto de o distinguir do carácter das pessoas, se inventar outra palavra e tentar metê-la a martelo no vocabulário. Se vamos incorporar na língua oficial todas as burrices consagradas pelo uso, qualquer dia deixamos de ter uma língua e passamos a ter um dialecto em que ninguém se entende.
No que respeita aos estrangeirismos a situação já é diferente, porque muitas palavras entraram realmente na linguagem comum e justifica-se o aportuguesamento da grafia, como é o caso do ecrã, derivado do “écran” francês. Embora com inicial relutância, porque existem significados em português como tela ou monitor, acabei por me render à nova grafia porque esta é, de facto, a palavra mais usada para designar tanto os ecrãs de computador como os de cinema ou televisão. Já não concordo que se tente aportuguesar o “croissant”, porque aí teríamos que mudar toda a palavra. Escrever “croissã” não faz sentido, e mudar para “cruassã” seria ridículo, portanto este é daqueles estrangeirismos que mais valia ficarem como estão. O mesmo se passa com o “software” e o “hardware”. Se toda a gente percebe o que querem dizer mais vale não lhes mexer, senão teríamos que inventar um “sofetuére” e um “arduére”, o que seria uma anedota!
Por outro lado, não me choca absolutamente nada chamar “browser” ao programa de navegação na “Web” (não soa muito bem chamar-lhe “teia”) porque “pesquisador”, “varredor” ou “vasculhador” não melhorava nada, nem mandar um “e-mail” em vez de “uma mensagem de correio electrónico” (aqui é evidente a simplificação da linguagem se usarmos a expressão inglesa). Mas já me chateia ouvir chamar “headphones” a uns vulgares... auscultadores.
Também me aborrece ouvir as invenções de palavras caras, saídas sabe-se lá de onde: “contraditar” para “contradizer”, “recepcionar” para “receber”, “percepcionar” para “perceber”, “contratualizar” para “contratar”... Sem esquecer o detestável “enfoque”, outro brasileirismo que pode ser substituído com vantagem (e correcção) por “ênfase”.
Portanto, tudo na sua conta e em função do contexto, mas usar como único critério a consagração pelo uso é que não. Não contem connosco para assimilações forçadas e, nalguns casos, aberrantes. Sim, meu caro Pólis, acho o “bué” aberrante. Por muito que o Prof. Malaca Casteleiro ache o contrário.

Kroniketas, defensor da língua portuguesa

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

O que os outros disseram (XI)

“...E eu desminto o líder.”
(Manuel Alegre, candidato á Presidência de República, acerca do desmentido de José Sócrates, 22-11-2005)

terça-feira, 22 de novembro de 2005

O aviltamento da língua portuguesa (I)

“A nossa pátria é a língua portuguesa”
(Fernando Pessoa)


Ponto prévio: as Krónikas Tugas não são contra a evolução da língua portuguesa. São contra a sua deturpação, o que é uma coisa bem diferente.
Dito isto, passemos à história da “estória”, que tem merecido algumas considerações do Pólis&etc depois do meu post inicial sobre o tema.
Não está em causa a introdução de novos termos quando isso é pertinente, muito menos a assimilação de estrangeirismos, em que aliás a nossa língua é fértil. Se assim não fosse não teríamos o restaurante nem o futebol, o basquetebol e o andebol, entre outros, e se calhar diríamos como os espanhóis “balompié”, “baloncesto” e “balonmano”. O que não concordamos é com a tentativa de introdução à pressão ou a martelo de expressões que, longe de enriquecerem a língua, antes a deturpam, e isso é um fenómeno a que se tem assistido ultimamente com frequência inusitada.
A utilização do termo “estória”, que como já foi demonstrado é um arcaísmo há muito arrumado no fundo do baú e reimportado do Brasil, não constitui uma evolução mas, pelo contrário, uma involução. Nada justifica a reintrodução duma expressão caída em desuso, quando a que está em uso serve para todas as situações, como foi referido no Ciberdúvidas. Eu, na escola, aprendi que na língua portuguesa havia palavras homónimas, homógrafas e homófonas, exactamente para os diversos casos em que o som e/ou a grafia iguais podiam ter mais de um significado. Assim se compreende que se use a mesma palavra para dizer que tenho uma mesa ao “canto” da parede, que gosto de ouvir o “canto” dos pássaros ou que “canto” até que a voz me doa. São sentidos diferentes e creio que ninguém os confunde. O mesmo se passa com a história. Aliás, a introdução de “estória” para certas situações, longe de facilitar, só complica, porque gera uma tremenda confusão acerca dos casos em que deve ser usada. Por exemplo, existe um livro chamado “Estórias de Alvalade”, acerca do antigo estádio do Sporting. Mas afinal, que “estórias” são essas? São “estórias” de ficção ou verdadeiras? São relatos de factos ali ocorridos; sendo assim a palavra está ou não mal usada? Porque não chamar-lhe “Histórias de Alvalade”?
Acresce a isto que, pessoalmente, me recuso a ser colonizado linguisticamente por quem não tem língua. No Brasil não há uma língua mas uma amálgama de vocábulos misturados, sem nexo nem critério, a partir de todas as expressões estrangeiras que vão aparecendo. Por isso acho de todo despropositado que se tentem introduzir à força expressões usadas naquele país, quando temos cá outras bem mais apropriadas para o mesmo efeito.
O mesmo se passa com o “bué”, que o Pólis&etc justifica como assimilado pelo português a partir do crioulo porque provém das inúmeras comunidades africanas residentes em Portugal. Acontece que durante os séculos em estivemos em África essas expressões nunca entraram na nossa língua corrente. Então porquê agora? A bem da interacção entre culturas temos que começar a aprender crioulo? E se, antes, fossem eles a aprender a falar português? É que, segundo reza a tradição, “em Roma sê romano”. Se temos que assimilar o “bué”, então deveremos também assimilar o “ya man”, o “bué da people” e o “ganda nice”?
Para mim isto é brincar com a língua portuguesa. Há expressões usadas na gíria e no calão das conversas de café, mas que não devem ser confundidas com o português correctamente falado ou escrito, por isso as pessoas não andam por aí a dizer “merda” e “porra” a torto e a direito; por isso se diz “tás a ver?” ou “tás a morder?” mas não se escreve.

(continua)

Kroniketas, defensor da língua portuguesa

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Barrela na SIC

Na sequência das últimas mudanças na SIC, Francisco Penim, novo director do canal, tem vindo a levar a cabo uma autêntica barrela na programação. Depois de ter acabado com o “Senhora Dona Lady” e ter posto na rua os mariconços que enxameavam os programas de entretenimento da estação no “SIC 10 horas” e no “Às 2 por 3”, agora chegou (finalmente!) a vez do Herman Sic, que era, desde há muito tempo, a imagem acabada da degradação e do mau gosto. Ora vejam:
Francisco Penim, director de programas da SIC, resolveu baixar a bola ao ‘Herman SIC’, retirando, do canto superior direito do ecrã, a bolinha vermelha que indica conteúdos menos apropriados para crianças. O objectivo, diz Herman José, é ter um programa no qual “pai algum tenha a necessidade de tirar os seus filhos da frente do ecrã a partir das 23 horas”.
Depois de ter sido o responsável pelo lançamento do “Gato fedorento” na SIC Radical (honra lhe seja), espero que Francisco Penim consiga devolver à SIC a dignidade que há muito tinha desaparecido dos programas do canal. Mas parece-me que para limpar tanta porcaria que por lá anda vai precisar duma grande dose de lixívia...
Só uma pergunta: se Herman partilha das ideias do director, porque é que ele próprio não tomou antes a iniciativa e levou o programa aos limites do asqueroso e insuportável?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

domingo, 20 de novembro de 2005

BatOTA



Sob esta sugestiva manchete, o semanário “O Independente” apresenta esta 6ª feira uma revelação deveras interessante acerca dos estudos sobre o aeroporto da Ota, estudos esses que o governo não divulgou porque são arrasadores para as suas pretensões.
Segundo a consultora Roland Berger & Partners, a que o governo pagou 400.000 euros, mudar o aeroporto para a Ota e encerrar o da Portela “terá consequências desastrosas para o turismo de Lisboa”.
“No documento, entregue em 2000 e cujas conclusões o governo nunca divulgou, a empresa estima uma perda de 16% do total de turistas na região de Lisboa. E um prejuízo directo superior a 96 milhões de euros por ano só no sector hoteleiro. O efeito negativo multiplica-se nos sectores das viagens aéreas, restauração, comércio em geral e, entre outros, agências de viagens”.
Ainda segundo o mesmo estudo, “as estimativas apontam para uma perda de 50% dos turistas estrangeiros do segmento de ‘estadas curtas’, conhecidas por ‘short-breaks’ e ‘city-breaks’.” Segundo a Roland Berger & Partners, “metade desses turistas deixariam de visitar Lisboa.” Esse mercado, que representa cerca de 60% na economia do turismo lisboeta, sofrerá graves perdas devido à “perda de proximidade do aeroporto em relação à cidade”.
Segundo um relatório de 2004 da Direcção-Geral do Turismo, “Lisboa constitui hoje um dos principais destinos para o ‘turismo de negócios’, que representa cerca de 20% do total de dormidas em estabelecimentos hoteleiros, aldeamentos e apartamentos turísticos. É a cidade dos congressos. Além disso, a Região de Turismo de Lisboa ultrapassou no ano passado a Região de Turismo do Algarve quando contabilizado o seu peso sectorial no produto interno bruto”, e recebe o maior número de navios de cruzeiro.
O estudo revelado pelo Independente refere ainda o efeito de “dupla periferia” provocado pela mudança do aeroporto da Portela para a Ota: este resulta da “distância que separa Lisboa do ‘centro de marcado’ definido pelo cruzamento dos eixos de Barcelona, Madrid, Paris, Londres, Amesterdão, Roma, Milão, Munique e Berlim”, cujo ponto central está a 2h32 de voo; e da distância do novo aeroporto à cidade, que será de 53 quilómetros. Apenas uma capital europeia, Dublin, tem um aeroporto mais longe (56 quilómetros). Acresce ainda que a Ota fica fora da área metropolitana de Lisboa, o que tornará a capital um caso único na Europa ao não ter um aeroporto na sua área metropolitana.

Perante estes dados arrasadores, impõe-se a pergunta: a quem interessa, afinal, a construção do aeroporto na Ota, contra tudo e contra todos?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

De volta à base




Uivo pelo teletransporte! Scotty, please beam us up and down and everywhere!!
Depois de passar mais de 24 horas enjaulado dentro de aviões em menos de 5 dias, anseio pelo dia em que a ciência finalmente nos apresente uma solução de teletransporte. Era mesmo capaz de fundar uma fundação (olha, um pleonasmo!*) para auxiliar na pesquisa, se fosse rico. Não estou a falar de viajar na 1ª classe, com direito a caminha e espaço para pestanejar, estou a falar da classe "normal" onde vamos entalados numa espécie de cadeira de tortura que se inclina aí uns 5 cm, só para ficarmos cientes da diferença entre o nosso ser e os indivíduos da primeira classe que se podem estirar na horizontal mais legítima.
Já imaginaram ter uma reunião na Austrália e poder vir almoçar a casa? Melhor ainda, já imaginaram ter uma reunião na Inglaterra e poder vir almoçar a casa?
Mas teria de ser um serviço fiável, porque pior do que nos perderem as malas seria perderem-nos os átomos - ou baralharem-nos, o que seria pelo menos tão mau! Imaginem a cena: em vez de um gabinete para reclamação de bagagem transviada haveria uma sala em que faríamos queixa das perdas ou das trocas. "Do que é que se queixa", perguntaria a diligente funcionária; ao que retorquiríamos "dão é ebidante? berderam-be o dariz!", ou "acha que se este par de pernas fosse meu continuaria como caixeiro-viajante?". E a resposta seria invariável: "Deixe-nos os seus dados e assim que os seus orgãos genitais forem encontrados nós levamos a casa. Se não aparecerem, pagaremos o prejuízo em função do peso do que perdeu..." - quantos John Holmes ocultos se revelariam nestas circunstâncias, ahn?
Todos os inconvenientes das actuais viagens seriam eliminados - só os casais em lua de mel, ainda em estupor pós-amarração, e uns quantos saudosistas encarquilhados usariam os antigos transportes. Uma nova era se iniciaria!
É certo que haveria tumultos no início por parte de quem perdesse os empregos e quiçá algumas sabotagens avulsas que fariam alguns globos oculares sairem da órbita e entrarem em órbita**, mas onde estaríamos se se tivesse dado voz aos trabalhadores têxteis quando apareceram os teares mecânicos durante a primeira revolução industrial? (fim do parágrafo de análise sociológica, no seguinte continua a bandalheira)
Acreditem que seria um salto tão grande como passar da carne crua ao tornedó, com a vantagem de não engordar. Em breve as agências de viagem proporiam promoções do estilo: "Volta ao mundo em sete saltos com oferta de lipoaspiração às coxas no 6º salto" ou "Ir e vir às praias do nordeste em menos tempo do que a sua esposa se veste!"; o resto deixo-o à vossa imaginação (sim, eu sei que é limitada, mas que raio, alguma coisa há-de sair!).
Se o leitor nunca sofreu com viagens de avião, que me atire a primeira pedra - mas de bem longe, para não correr o risco de me acertar...

tuguinho, cínico visionário

* Se o leitor olhou para o lado ou para cima e exclamou "onde? onde?", por favor, deixe de ler os meus posts. Assim evitaremos males maiores para qualquer dos lados.

** Se percebeu esta, por favor, peço-lhe, continue a ler os meus posts, e se as suas medidas forem 90-60-90 num corpo do sexo certo (feminino) - assim descartam-se tentativas de travestis brasileiros - pode, além de os ler, enviar o número do telemóvel; fomos feitos um para o outro...

Campanha anti-Ota

As Krónikas Tugas lançam aqui um repto ao país: desencadear uma campanha nacional contra o aeroporto da Ota.
Quem estiver em desacordo com este aeroporto, escreva no seu blog, manifeste-se onde e quando puder contra aquilo que cada vez mais se afigura ser mais um atentado contra o país, sabe-se lá a soldo de que inconfessáveis interesses.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sábado, 19 de novembro de 2005

Notícias do dia (II)

1 – Há hospitais com mais médicos do que camas para doentes.
Positivo.

2 – Ontem houve greve (mais uma) dos professores. O meu filho teve 1 das 5 aulas que deveria ter tido.
Positivo.

3 – Segundo o Instituto Nacional de Estatística, no último ano as graves dos professores resultaram num total de 9000 horas de aulas a menos, o que equivale a cada aluno ter, em média, 3 furos por semana!
Positivo.

Estas sucessivas greves dos professores já me começam a fazer lembrar os protestos dos estudantes por causa das propinas: protestam constantemente sem ter razão nenhuma. Fico à espera que um dos meus amigos professores me explique as razões de ser desta. Estejam à vontade.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Nova entrada no dicionário de Língua Portuguesa

Otário - indivíduo que defende com ardor, mas sem argumentos, a construção do Aeroporto da Ota.

blogoberto, chico-esperto

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Notícias do dia

1 - Hoje é “Dia do não-fumador”. O realizador Fernando Lopes disse na rádio que era uma chatice e não percebe porque é que o hão-de proibir de fumar onde quer que seja.
Se não percebe é porque é estúpido como um penedo (o que até não admira, tendo em conta que conseguiu desvirtuar um excelente livro como a “Crónica dos bons malandros” e fazer dele um filme de merda).

2 - As câmaras de Sesimbra e Palmela vão impugnar o plano de ordenamento do parque natural da Arrábida.
Se a impugnação vem de câmaras municipais, é porque o plano deve ser bom. Quando estas contestações partem das estruturas que representam os maiores atentados que Portugal sofreu à sua paisagem, é de ficar sempre de pé atrás.

3 - Na auto-estrada A1, acidente com 80 carros de manhã, donde resultaram 3 mortos. O trânsito esteve cortado até às 2 da tarde.
Claro que a culpa, como sempre, foi do nevoeiro. Se não fosse do nevoeiro, era da chuva, do piso ou de outra coisa qualquer.
Eu nunca vi um bloco de nevoeiro chocar contra um camião. Os imbecis do volante que pululam pelas estradas de Portugal armados em Schumacher’s são burros demais para aprender com os erros dos outros. Faça chuva, nevoeiro, neve ou granizo, os anormais que andam nas suas pseudo-bombas como se estas fossem carros de corrida e a estrada uma pista de Fórmula 1 conduzem à mesma velocidade, colados ao carro da frente, tentando ultrapassar tudo o que lhes aparecer à frente. Depois dá nisto. Mas não aprendem. Apesar de terem passado no exame de código, não conseguiram aprender que quando a visibilidade é reduzida a velocidade também deve ser, porque se tem que conseguir parar o carro dentro do espaço visível. Com nevoeiro, não é certamente a 140 km/h que o conseguem. Mas como há muitas cabeças de abóbora por aí, é impossível meter-lhes algum juízo lá dentro.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

O que os outros disseram (X)

“Beijar uma mulher que fuma é como lamber um cinzeiro”
(Macário Correia, uma frase recordada a propósito do dia do não-fumador)

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Um urso ao sol




Que querem que vos diga? O tempo está bom, tanto que os ursos ainda andam pela praia a apanhar banhos de sol em vez de estarem a dormir numa caverna escurinha.
O pessoal anda eufórico porque viram o sol durante dias seguidos. Uma aberração, ao que parece...
Eu tenho sono às dez da noite e acordo às seis da manhã. Não deviam ter inventado esta coisa dos fusos horários. Aliás, a própria palavra "confuso" deve ter origem na expressão "estar com fuso", ou seja, não saber muito bem o que se está a fazer. Como este post, aliás! Já tinha dito aliás atrás, não tinha?
Enfim... os ursos... espera, já tinha falado dos ursos! E do sol? Também já!?
.................
Amanhã vamos às docas aqui do sítio, parece. Espero que haja Alaskan Amber.
É uma cerveja. Daqui. Só daqui. Aí não há. Microbrew, ao que parece. Não tem a ver com método de fabrico, é mesmo com a quantidade.
Acho que vou procurar uma cavernita dos ursos que esteja vaga. Estou a ficar com sono.

tuguinho, cínico deslocado

Jet Lag

Bolas do carcanhol, anda um homem nos lampos a precar calofas para depois se ver subido à malhatofa! Assim não se consegue culanhar a sitra nem se vê como eliminar a narecada… Porca de vida!

taraguinho, séneca empalhado

terça-feira, 15 de novembro de 2005

A pílula

Parece que a pílula do dia seguinte vai começar a ser distribuída gratuitamente a partir de Dezembro. A “Associação Portuguesa de Famílias Numerosas” acha que é um completo disparate.
Eu acho que a existência da “Associação Portuguesa de Famílias Numerosas” é que é um completo disparate.

blogoberto, chico-esperto

domingo, 13 de novembro de 2005

Estória? Qual história!

A propósito duma forma de escrita que tem começado a ver-se por aí, com a palavra “estória” em substituição de “história”, fui ao Ciberdúvidas da Língua Portuguesa procurar o que eles lá dizem a este respeito. Há variadas perguntas e respostas sobre o tema, mas a primeira pesquisa que fiz remeteu-me para um resultado veio ao encontro do que eu pensava. Ora vejamos:

“Não são sinónimos. É a mesma palavra com dupla grafia, e derivada do latim «historia(m)». No português medieval, escrevia-se historia, estoria, istoria, assim como homem, omé, omee (com til no 1.º e), ome. Compreende-se, porque a ortografia ainda não estava fixada.
No Brasil, talvez por influência do inglês «story» (conto, novela, lenda, fábula, anedota, etc.) e «history» (narração metódica dos factos notáveis ocorridos na vida dos povos), começaram a empregar o português antigo estória para significar o mesmo que o inglês «story». É uma palermice, porque, até agora, nunca confundimos os vários significados de história. O contexto e a situação têm sido mais que suficientes para distinguirmos os vários significados. A estória só vem confundir as pessoas.
Seria ridículo começarmos, por exemplo, a empregar homem para indicar o ser humano em geral, isto é, a espécie humana, a humanidade; e omem, para designar qualquer ser humano do sexo masculino, como por exemplo em «aquele omem que está ali», «o omem (= marido) da Joana», «sanitários para omens», etc.
Alguém teria cara para abraçar esta ridicularia? Mas têm-na para escrever história e estória.
Sigamos o nosso Camões, que escreveu histórias na estância 39 do Canto VI de Os Lusíadas:
«Remédios contra o sono buscar querem,
Histórias contam casos mil referem».”


Perante isto, estou esclarecido: já suspeitava que a sua utilização actual é uma “brasileirice” que, como quase todas as que importamos para a nossa língua (porque os brasileiros não têm língua), não passa de disparate. Portanto, vou continuar a usar a “história” como sempre usei e continuar a recusar-me a escrever “estória”, como sempre recusei.
Só me resta dizer, portanto: deixem-se de histórias!

Kroniketas, defensor acérrimo da língua portuguesa... de Portugal

Ninguém é responsável

O Estado português vai deitar 15 milhões de euros pelo cano por causa duma indemnização à construtora Teixeira Duarte, devido ao abandono dum projecto de construção da nova sede da Polícia Judiciária em Caxias.
À boa maneira portuguesa, a ex-ministra da justiça Celeste Cardona lançou o projecto de construção duma cidade judiciária, os cidadãos do concelho de Oeiras interpuseram uma providência cautelar contra a obra por violação do PDM e o actual governo vai indemnizar a Teixeira Duarte por não concluir o projecto.
À boa maneira portuguesa, nem este governo nem o anterior são responsáveis por mais esta barraca. Ninguém vai responder pelo esbanjamento do dinheiro dos contribuintes. Ninguém vai querer saber porque foi escolhido o local em causa com as consequências que agora vêm a público. Ninguém vai chamar Celeste Cardona à pedra para justificar tamanho atentado aos dinheiros públicos, deixando-a viver refastelada a fazer não se sabe o quê na Caixa Geral de Depósitos como prémio pelo seu brilhante desempenho.
À boa maneira portuguesa, os chulos que nos (des)governam vão continuar a receber as suas reformas douradas com os tachos arranjados pelos amigos para lugares onde são incompetentes, e ninguém vai pagar do seu próprio bolso todas as tropelias cometidas sabe-se lá com que obscuras intenções.
À boa maneira portuguesa, vamos continuar a ser comidos por uma classe política indecente e sem vergonha, enquanto somos perseguidos se não pagarmos meia-dúzia de cêntimos ao Estado dentro do prazo.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sábado, 12 de novembro de 2005

Notícia de abertura

No Telejornal das 13 h na RTP 1: a imagem de Nossa Senhora de Fátima vai sair da capelinha das aparições e desfilar por Lisboa esta tarde, com direito a transmissão em directo.
Mas a quem é que isso interessa? Uma transmissão televisiva para mostrar uma estátua a andar pela rua?
ARRE! Que estupidez de país!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Peseiro treinador do ano?

Só pode ser a piada do ano. É o que se chama premiar o fracasso.

blogoberto, chico-esperto

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

Esta vida de marinheiro



Que me desculpem os excelsos leitores esta nefasta ausência, mas a culpa foi do trabalho... É que enquanto não me sair o euromilhões o sustento continua a sair do meu bestunto. É a vida!, diria o outro.
Agora que já marquei o ponto posso dormir descansado.
Para a semana o Kroniketas continuará galhardamente a defender o forte durante a minha ausência por terras do american idiot. Se der, de lá postarei o que for na mona e outras considerações pertinentes.
Então até já.

tuguinho, cínico exaurido

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

E agora os doces

Continuando num registo gastro-etílico, depois dos comes no Festival de Gastronomia de Santarém (onde fui no dia 1, mais de 10 anos depois da última vez) e dos bebes no Encontro com o Vinho, falta agora a sobremesa. Para isso nada melhor que o Festival do Chocolate que já está a decorrer em Óbidos até ao próximo domingo. É o tal onde parece que vai tanta gente que chegam a cortar o trânsito na auto-estrada e nos acessos a Óbidos.
Não sei se será desta que as Krónikas Tugas (ou parte delas) lá irão, mas fica desde já a promessa de manter essa possibilidade em aberto... mais ano ou menos ano. Ainda por cima cá em casa o pai e os filhos são doidos por chocolate...

Kroniketas, já com água na boca

terça-feira, 8 de novembro de 2005

Foi no sábado

Dado a descrição anterior ter ficado incompleta, aqui vão mais umas achegas para o rol.
Destaco o Redoma, da Niepoort, o Quinta do Poço do Lobo Cabernet Sauvignon, o Borba Tinta Caiada & Pinot Noir (uma surpresa) e, principalmente, a desconhecida Quinta de Alcube, situada em Azeitão, em cujo stand parámos quase por acaso, que apresentou três vinhos bastante promissores (um Reserva, um Castelão e um Trincadeira) que ameaçam fazer concorrência aos gigantes da zona, a José Maria da Fonseca e a J.P. Vinhos, agora rebaptizada Bacalhôa Vinhos. Da José Maria da Fonseca também apreciei um espumante Lancers Bruto, bastante agradável, e um Domini Plus.
Não me convenceram os 3 vinhos que provámos da recém lançada Unicer, que pretende estender-se das cervejas para o vinho mas tem muito que andar. O Planura (Reserva e Syrah) não acrescenta nada de especial às centenas de vinhos alentejanos que já existem, enquanto o Vinha de Mazouco, do Douro, peca pela falta de corpo e estrutura na boca. Um vinho demasiado delgado para encantar. Também o Borba.pt, que pretende ser um DOC superior, ficou aquém das expectativas, muito longe do seu parente do rótulo de cortiça e mesmo do referido Tinta Caiada & Pinot Noir.
Como sempre, e como não podia deixar de ser, o grande destaque vai para a Sogrape (isto porque passámos ao lado da Herdade do Esporão e deixámos para os outros convivas deliciarem-se com o Quatro Castas, porque nas Krónikas Tugas a gama já é conhecida de ponta a ponta), que maravilhou os passantes com os fabulosos Quinta da Leda e Herdade do Peso, já para não falar no Callabriga e no Casa Ferreirinha Colheita, que apesar da excelência acabam por ficar quase na sombra daqueles seus congéneres de excepção. Estes são realmente os vinhos que nos fazem perder o apego a 20 euros, porque um néctar dos deuses (como lhes chamou o Politiko) quase não tem preço!

Kroniketas, já recomposto das investidas no reino de Baco

domingo, 6 de novembro de 2005

Foi hoje...

Mantendo uma notável compostura na presença de tantos excelsos néctares, as Krónikas Tugas e convidados mantiveram-se estoicamente de pé até ao fim das provas no Encontro com o Vinho e Sabores.
Ainda nos estão entranhados no palato e em demais sítios esconsos um Quinta da Leda, um Herdade do Peso Reserva 2003, um Quinta do Boição Pisa a Pé e um Dado, entre outros.
Um bem haja para os senhores da Revista de Vinhos, por não se denominarem Revista de Águas...

tuguinho, cínico entaramelado

sábado, 5 de novembro de 2005

É hoje

As Krónikas Tugas vão em excursão ao “Encontro com o vinho e sabores”. Vamos disfarçados para não sermos reconhecidos.
Prometemos fazer depois um relato das impressões recolhidas (quando estivermos em condições de fazê-lo, obviamente, que não deve ser ainda este sábado, palpita-me...)

Kroniketas, pronto para o copo de prova

O que os outros disseram (IX)

“A diferença cultural entre Cavaco e Soares - essencialmente uma diferença de época, de família e dinheiro - pesa num Presidente da República? E a resposta é “não”. Pesa num almoço, não pesa em Belém.”
(Vasco Pulido Valente, “Público”, 4-11-2005)

Comparação curiosa, esta. Vindo do Vasco Pulido Valente, tinha que ser assim uma coisa... fora do comum. Poderemos concluir daqui que um almoço é mais importante que a presidência da República?

blogoberto, chico-esperto

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

Para começar bem o dia

Parece que esta manhã há 13 quilómetros de fila para a ponte 25 de Abril.
É por isso que eu sempre disse: viver na margem sul, nem morto!

Kroniketas

Agora digo eu



“A Bárbara Guimarães é muito talentosa e tem de estar no ‘prime-time’ e na SIC generalista”, assegurou Francisco Penim, director de programas do canal.

Eu também acho: aliás, acho que ela devia mostrar mais todo o seu talento! E mesmo que não tivesse nenhum, devia estar sempre no “prime-time”. Digo eu...

Kroniketas, adepto dos talentos da Bárbara

terça-feira, 1 de novembro de 2005

O que os outros disseram (VIII)

“Eu acho que aquilo é um monstro que vai ficar por aí”

(Belmiro de Azevedo, “Diga lá Excelência - Rádio Renascença”, 30-10-2005, a propósito dos projectos Ota e TGV)