sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Krónikas Mouras - Primeiro e último número...

Por entre danças do ventre e vendedores de recuerdos com estratégias de marketing agressivas, estou a terminar a minha estadia por terras de Marrakesh.
Já vi que o Kroniketas defendeu bem o forte.
Voltarei às lides durante o fim de semana.

al tuguinho, quase, quase a caminho

Deus e o equilíbrio

Esta vem mesmo a propósito.

Há muitos anos, no reino dos Céus, Deus desapareceu durante sete dias. Tendo-o finalmente encontrado, o Arcanjo Miguel não resistiu a perguntar-lhe:
– Onde esteve?
Deus soltou um profundo suspiro de satisfação e apontou orgulhosamente para baixo, entre as nuvens:
– Olha, meu filho, olha o que estou a fazer!
O Arcanjo Miguel olhou intrigado e perguntou:
– O quê?
Deus respondeu:
– Mais um planeta, mas desta vez estou a tentar pôr lá VIDA! Chamei-lhe Terra e haverá nele um equilíbrio para tudo. Por exemplo, haverá uma América do Norte e uma América do Sul. A do Norte será rica e a do Sul será pobre, os pólos serão gelados e o equador escaldante, e assim por diante.
E então o Arcanjo Miguel perguntou-lhe:
– E o que é aquele pequeno ponto vermelho?
E Deus disse:
– Ahhh! Isso é o Estádio da Luz! Um lugar muito especial. Será o mais belo lugar à face da Terra. As pessoas serão brindadas com futebol do mais fino quilate oferecido pelos melhores praticantes do “beautiful game”, como Eusébio, Coluna, Águas, Chalana, Valdo, Ricardo Gomes, Preud'homme, Rui Costa, João Pinto, Nuno Gomes, Simão, Roger, Tiago, etc... Os jogadores farão os adeptos felizes e os adeptos tratarão os jogadores com reverência e amor. Nenhum representante do Mal alguma vez entrará neste local que não seja mandado para casa de cabeça baixa.
O Arcanjo Miguel ficou boquiaberto de espanto e admiração, mas depois parecendo refeito exclamou:
– Um momento! Então e o EQUILÍBRIO? Disse que haveria um equilíbrio para tudo...
E Deus replicou sorridente:
– Espera até veres os toscos de verde que eu vou pôr ali ao lado...

blogoberto, chico-esperto

Em cima da hora

Curioso: hoje ainda não vi, nem recebi, nenhuma piada sobre a gripe das aves. Por que será?

blogoberto, chico-esperto

…e a asneira da semana

Ainda falando de futebol, aconselho a leitura da crónica de Miguel Sousa Tavares (esse mesmo, o que também escreve crónicas no Público que eu às vezes transcrevo na íntegra) na Bola, para verem como os tiros saem pela culatra e como as previsões podem sair furadas.
Nem de propósito, com ele a falar do “futebol espectáculo” e da “receita de sucesso” de Co Adriaanse. Mas isto, claro, foi na 3ª feira, antes do jogo com o Artmedia...

Kroniketas, rebolando de riso

Frase da semana europeia

Quarta-feira, 28 de Setembro
Hoje, de especial, de muito especial, não aconteceu nada. Apenas que na Liga dos Campeões há quem esteja muito pior do que nós. Para além de que mentir na idade dá imenso azar.

(Leonor Pinhão, “A Bola”)

Eu estava enganado

Tenho que me penitenciar pelas críticas que fiz ao treinador do Benfica. Depois de ver os magníficos jogos do Porto e do Sporting sou obrigado a concluir que, afinal, fizemos um excelente resultado em Manchester e temos o melhor treinador do mundo!
Só para lembrar quem não estiver por dentro do assunto, o Benfica perdeu com o Manchester United (o clube mais rico do mundo) e o Porto e o Sporting perderam em casa com duas potências do futebol mundial: os eslovacos do Artmedia Bratislava e os suecos do Halmstads! E pensava eu que nós tínhamos estado mal…

Kroniketas, sempre kontra as tretas

PS: Quero ver quanto tempo mais é que a direcção do Sporting vai aguentar o Peseiro...

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

A decadência de Herman José

A propósito do meu post mais abaixo sobre a SIC, um comentário do Politiko merece uma resposta que, por se ter tornado demasiado extensa, justifica um post à parte.
Diz o Politiko que concorda com o que eu digo mas com ressalvas em relação ao Herman José. Quanto a isso, meu caro Politiko, só lhe digo que tenho muitas saudades do Tal Canal, das Hermanias, do Casino Royal, da Herman Enciclopédia, dos programas de fim-de-ano, etc, e do Tony Silva, do José Estebes, da Marilú, do Serafim Saudade, do Mário Cortes, do Diácono Remédios (dos originais, não dos avacalhados), do Artista Bastos, entre outros. Eu que gravava todos os programas do Herman que podia (ainda recentemente gravei o Casino Royal na RTP memória, e anseio pela edição de todas aquelas séries em DVD), agora acho-o simplesmente insuportável. É apenas um arrastar de lugares comuns, banalidades e brejeirices, com um baixo nível onde eu nunca imaginei que ele pudesse chegar. Até naquela cor de cabelo…
Não foi por “este” Herman que eu me tornei “hermaníaco”, foi pelo outro, o que se destacava pelo talento incomparável e que não se tinha vendido aos poderes instalados nem transformado um programa de humor num chorrilho de pseudo-erotismo decadente. Para isso prefiro os canais porno da Tv Cabo, onde não é preciso ouvir a conversa…

Kroniketas, desgostoso com a queda dum ídolo

A derrota saída do banco

Foi mais uma derrota gerada no banco de suplentes. A deficiente leitura de jogo do treinador Koeman, os erros no escalonamento da equipa e as substituições “à la Peseiro” já custaram 3 derrotas ao Benfica.
Assim, com uma espécie de reedição de Souness (o maior incompetente que alguma vez passou pelo Benfica, descontando o Artur Jorge), não vamos a lado nenhum.
Após o jogo e durante o dia de ontem li e ouvi comentários de adeptos a dizerem: “e se tivesse sido desta e daquela maneira e tivessem levado 3 ou 4?” Meus senhores, a realidade não é feita de “ses” mas do que aconteceu. A partir dos 70 minutos o Benfica perdeu o meio-campo e o controlo do jogo. Será preciso ter algum curso para perceber que o Beto tinha que sair muito mais cedo porque estava a perder bolas em excesso e era claramente o elo mais fraco no meio-campo? Que a saída do Miccoli quando a equipa estava a perder o controlo do jogo era um convite adversário para carregar ainda mais no ataque?
Ao manter Beto (um jogador a menos) e tirar Miccoli, Koeman entregou de vez a iniciativa de jogo ao Manchester e convidou os ingleses a carregarem ainda mais sobre a defesa do Benfica. O resultado foi o que se viu. Com o Manchester já totalmente ao ataque, 4 minutos depois da substituição surgiu o 2º golo. Quando se defende encurralado cá atrás, normalmente o resultado é este. Não é preciso ser treinador nem ter um curso para perceber que foi isto que aconteceu ontem. Tudo o resto que se diga são fantasias sobre hipóteses que não aconteceram. Os factos são estes, são irrefutáveis e não vale a pena imaginar o que poderia ter acontecido “se”, “se”, “se”. Deixar o Manchester encostar o Benfica às cordas seria sempre um erro fatal, como se verificou. E ponto final. Só não vê isto quem não quer.
Raios partam o holandês!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

PS: Esta noite outro holandês ficou mal na fotografia. Perder um jogo em casa em dia de aniversário (inventado pelo Pinto da Costa) depois de estar a ganhar por 2-0 deve, realmente, envergonhar o treinador…

quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Vídeo-vigilância nas auto-estradas

Parece que vão introduzir a víedo-vigilância nas auto-estradas. Acho bem. Pode ser que assim comecem a apanhar os anormais que julgam que são o Schumacher, o Alonso ou o Loeb, que a estrada é deles e que conduzem um carro de corrida, que ultrapassam pela berma da direita ou entre a faixa da esquerda e o separador central, que se encostam a centímetros do carro da frente a 150 à hora e que andam aos ziguezagues para ganhar 10 metros aos outros carros.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

O descalabro da SIC

Substituição na direcção de programas da SIC. O responsável pelos últimos 4 anos, Manuel da Fonseca, saiu dando lugar a Francisco Penim, o director da SIC Radical e um dos responsáveis pelo lançamento do Gato Fedorento.
Devo dizer que este fiasco da SIC nos últimos meses me enche de satisfação, porque a SIC é a grande responsável pela introdução do telelixo em Portugal. Foi a SIC que começou a dar-nos doses industriais de programas próprios para atrasados mentais, ganhando a guerra das audiências à custa duma filosofia de “quanto pior melhor”.
Foi bem feita a castanhada que levaram da TVI com o Big Brother, que os obrigou a provar do próprio remédio: a TVI é abaixo de cão mas derrotou a SIC com as mesmas armas que esta tinha criado.
Agora estão em desespero e tentam mudar de estratégia. Mas quem olha para uma semana de programação da SIC durante a noite, percebe que no horário das pessoas que têm de trabalhar no outro dia de manhã só passa bosta! A seguir ao Telejornal e até à meia-noite não há nada (repito, NADA) que se aproveite. Depois começam a passar um filme lá para a meia-noite, 1 da manhã (com intervalos de 15 minutos pelo meio), horário óptimo para quem tem de acordar cedo.
Perante a guerra perdida, vão arranjando bosta cada vez mais malcheirosa. Atente-se neste mimo de programas que redundaram em fiasco (ver artigo no Correio da manhã):
ESQUADRÃO G: Cinco homossexuais realizam mudanças de visual a 13 desconhecidos.
SENHORA DONA LADY: Onze homens vivem na mesma casa, durante dez semanas, vestidos de mulher.
PULSAÇÕES: Concurso de cultura geral, onde as pulsações do concorrente determinavam o tempo de resposta.
JIKA DA LAPA: Série de humor que pela primeira vez apostou num elenco negro.
BOCA A BOCA: ‘Talk-Show’ destinado a combater o ‘Bon Chic’ de José Castelo Branco.
OLHAR DA SERPENTE: Telenovela de produção portuguesa que não conseguiu agarrar audiência, mudando várias vezes de horário.
Se a isto juntarmos o execrável em que se tornou o programa do Herman José (que em tempos foi um grande humorista, mas que agora não passa dum decadente com tiques de paneleiróide, recorrendo a piadas brejeiras, “strip-teasers” decrépitas e mariconços musculados para tentar subir as audiências), temos o cenário completo para uma estação que serve apenas para transitar do canal 2 para o 4 quando se faz “zapping” a caminho da SIC Notícias. Eu por mim passo meses sem sequer me lembrar que tal canal existe.
Se começarem a passar programas que não sejam apenas para analfabetos e atrasados mentais, novelas e “reality shows”, se começarem a cumprir horários e não andarem sempre a saltitar de dia e hora ao sabor das supostas conveniências das audiências (alguém chegou a perceber em que horário passava o programa da Maria Rueff?), pode ser que recuperem alguma imagem e alguma credibilidade. Pela minha parte, no estado actual passo bem sem eles.
A terminar, refiro apenas esta notícia acerca da saída do Gato Fedorento da SIC Radical. Os motivos indicados deixam tudo claro acerca da filosofia do canal.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Quase...




...de abalada para os Algarves mais a sul, deixo a defesa do forte ao cavaleiro Kroniketas.
Se puder novas mandarei das terras além estreito...

al-tuguinho, cínico expatriado

domingo, 25 de setembro de 2005

O país de Fátima

Não resisti. Eu sei que um blog deve ser um espaço de opinião pessoal; as dos outros nós assinalamos com “links”. Mas agora com a moda dos “sites” pagos para se poder ler o conteúdo, não adianta pôr um “link” para o Público porque depois ninguém consegue ler. Sendo assim, não quero deixar de dar a possibilidade aos bloguistas de ler mais este artigo do Miguel Sousa Tavares, a propósito do caso-Felgueiras, publicado na 6ª feira 23 de Setembro.
Com a devida vénia, aqui vai.

O país de Fátima
Miguel Sousa Tavares

“Os três telejornais da noite abrem com extensas coberturas do “caso do dia”: o regresso triunfal de Fátima Felgueiras ao país e à sua coutada eleitoral. A alegria, o entusiasmo, a emoção são visíveis na voz dos repórteres, nas manifestações de histeria dos populares, no próprio rosto de alguns polícias que conduzem a “arguida” perante a juíza da comarca, que, em tempo absolutamente recorde, chamou a si a foragida, subtraindo-a à alçada da PJ e à prisão, e, antes mesmo da hora de abertura dos telejornais, já tinha decidido um recurso interposto horas atrás contra a sua prisão preventiva, mandando-a em liberdade. Ela própria, a “heroína” do dia, estava resplandecente, parecia um general romano regressando vitorioso de uma campanha no Oriente. E que grandes feitos de campanha cometera ela para ser assim levada em triunfo? Andara dois anos e meio fugida da justiça.
Fátima Felgueiras é acusada em justiça pelos crimes de corrupção passiva, peculato e abuso de poder, cometidos no exercício das suas funções de presidente da câmara. O povo não quer saber desses detalhes: a senhora fez obras na terra, ajudou os velhinhos e ia a pé para a câmara todos os dias, “cumprimentando toda a gente pelo caminho”. Por isso, o povo adora-a, e os que o povo adora nunca podem ser culpados dos crimes que o povo atribui normalmente aos políticos: apenas são vítimas de “cabalas” e “perseguições”. Os próprios jornalistas parecem ter por ela uma estima particular: em tom condescendente de quem acha que o mundo nunca poderá ser perfeito, explicam-me que ela não é mais do que o bode expiatório de um esquema largamente em uso nas autarquias e destinado a financiar o partido por debaixo da mesa. Estão a ver, coisas de somenos: uma licençazinha de construção em zona protegida a troco de uma contribuição para a campanha do partido, um contrato de fornecimento com a câmara a troco de uma subfacturação que a todos serve e permite guardar o remanescente para financiar a candidatura do camarada tal, excelente filho da terra.
Por isso, Fátima parece gozar da indulgência de todos. Quando finalmente é emitido um mandado de captura contra ela, consegue saber antes de toda a gente e, no próprio dia, foge para o Brasil, onde, durante dois anos e meio, continua a ser notícia venerada, lançando veladas ameaças à justiça e ao partido, e continuando, lá em Niterói, a receber o ordenado de autarca, porque, sendo as interpretações da lei necessariamente confusas (de outro modo, de que viveriam os autores dos "pareceres" jurídicos, que são, muitas vezes também, os autores das leis?), a lei não é clara sobre a questão de saber se alguém que vive no Brasil e que o tribunal suspendeu de funções e mandou prender pode continuar, mesmo assim, a poder ser considerado presidente de câmara em funções. Mas isso são pormenores, apenas uma gota de água no oceano dos nossos impostos. O essencial é que o povo e os seus defensores concordam com a tese dela de que, se alguém se declara inocente, tem o direito de não ir para a prisão, independentemente de a justiça pensar o contrário e insistir em julgá-la. É claro que podemos sempre apresentar as coisas de outra maneira: se alguém que exerce funções públicas é acusado por crimes patrimoniais no exercício das suas funções, deve interromper essas funções e explicar-se em tribunal, ou deve fugir e proclamar-se mártir da justiça? O povo, claro, acha que os políticos devem ser responsabilizados, sobretudo os “corruptos”. Mas também acha, devido ao tal mecanismo de “proximidade democrática”, de que o poder local é o exemplo máximo de méritos, que deve haver excepções. O “seu” político não é igual aos “outros” políticos. Se assim não fosse, não haveria prisão preventiva para ninguém, o que também não está certo.
Há, pois, excepções. Excepções ao bota-abaixo com que o povo classifica todos os políticos em geral. Fátima é a excepção de Felgueiras, Valentim a de Gondomar e do futebol, Isaltino a de Oeiras, o incrível Torres a de Amarante. Todos eles têm em comum o facto de a justiça, por uma razão ou outra, desconfiar que eles não são cidadãos recomendáveis para funções públicas. Todos têm em comum a circunstância de os respectivos processos (especialmente os de Ferreira Torres) se arrastarem de tal forma que nunca a decisão chega a tempo de evitar a sua reeleição. E todos têm em comum o facto de, a 9 de Outubro próximo, virem, muito provavelmente, a ser eleitos presidentes de câmara, graças ao mecanismo da absolvição democrática, que é mais rápido e mais eficiente do que a absolvição judicial.
A 9 de Outubro próximo, o país vai-se confrontar com o sintoma mais deprimente da degradação da nossa democracia. E não adianta fingir que Felgueiras, Gondomar, Amarante e Oeiras são maus exemplos que não representam o todo. Simplesmente, não é verdade. Basta olhar para muitas das caras de candidatos que enxameiam o país, de norte a sul: nem é preciso chamar o Ministério Público, está lá tudo escrito, nas caras deles. Portugal inteiro está cheio de casos semelhantes e, pior do que isso, todos sentimos que o sentimento geral do país é a complacência, quando não a veneração perante eles. Se por acaso vos aconteceu tropeçar numa coisa chamada Gala dos Dez Anos da Caras, sábado passado na SIC, talvez vos tenha acontecido perder de vez as ilusões. Nem nos mais obscuros tempos do Estado Novo se chegou ao extremo impudico de ver o povo à porta do Condes para aplaudir uma fauna indescritível de gente que de relevante tem apenas a extrema saloiice a que chamam glamour e uma comum e absoluta inutilidade social, profissional e cívica. Houve tempos em que o país se dividia - e dividia ferozmente - por ideias políticas, projectos pessoais, rivalidades empresariais, querelas culturais. Mas os simplesmente bandidos, medíocres ou nulidades patentes ficavam à porta. Dir-me-ão que em todos os países existe uma sociedade rasca, e em última análise digna de dó, que só sobrevive porque alimenta as ambições e ilusões do menu peuple, e isso, por sua vez, alimenta uma comunicação social de género que, hoje em dia, é, aliás, próspera. Isso é verdade. Mas também é verdade que, apesar de tudo, subsiste ainda um critério de selecção, quanto mais não seja o do pudor e o do ridículo. Que outra grande estação de televisão de um país a sério guardaria o prime time de um sábado à noite para um espectáculo tão degradante e tão deprimente como aquele?
É esta profunda degenerescência de valores, de referências e de símbolos, que pode parecer inofensiva, mas que vai corroendo aos poucos a nossa democracia. Acabamos a ver, a aplaudir e a eleger gente que não convidaríamos para jantar em nossa casa. Está tudo ligado. E depois admiramo-nos por ver outros com outras responsabilidades comportarem-se como se já nada fosse verdadeiramente importante e não fosse susceptível de ser apagado pela tal absolvição democrática. Como Carrilho e Carmona Rodrigues, naquele tristíssimo debate, ou como o “impoluto” Rui Rio, achando que a arrogância, a chantagem e o silêncio conveniente perante questões de gravidade extrema chegam e sobram para ganhar eleições. E o pior é que chegam.

Jornalista”

PS: ah, é verdade, eu não tive a infelicidade de dar de “trombas” com a festa da “caras”. Só para que conste.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Já tenho candidato a Belém

A notícia da noite foi o anúncio da candidatura de Manuel Alegre à presidência da República. Ainda ontem estive para escrever um post sobre a minha dificuldade em escolher em quem iria votar, perante os candidatos já anunciados.
A candidatura de Manuel Alegre parecia posta de lado, mas motivos vários levaram a que ele avançasse, nomeadamente as sondagens que davam um vitória a Cavaco Silva logo à primeira volta.
Terá feito bem ou mal? Sobre isso vou dissertar um dia destes. Mas para já o meu problema ficou resolvido: já tenho em quem votar.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sábado, 24 de setembro de 2005

Estes jornalistas são uns chatos

Esta noite lá voltaram a massacrar o Cavaco Silva com a candidatura às presidenciais. Ora o homem já disse não sei quantas vezes que só fala depois das autárquicas, porque é que continuam a insistir com ele?
Sendo assim, a pergunta agora passou a ser outra: quantos dias depois das autárquicas? Uma semana? Duas semanas? Um mês?
Mas estes jornalistas não têm a noção de quão ridículas são as perguntas que às vezes fazem? Se o homem já disse que fala depois das autárquicas, deixem passar as autárquicas que ele depois há-de dizer quando é que fala. Parece simples, não?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Frase da semana (a propósito de Felgueiras)

Cada povo tem os políticos que merece.

blogoberto, chico-esperto

A tragédia de F

Ainda a propósito da vergonha de Felgueiras, eis uma abordagem mais Politika em Polis&Etc

Kroniketas

Yeeeeessssss!



Strokes: o novo single (foto gentilmente roubada ao Sound+Vision)

blogoberto, chico-esperto

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Felgueiras - grunhos, estúpidos e atrasados mentais

Já não há paciência para a estupidez endémica de grande parte deste povo. O espectáculo indecoroso a que me foi dado assistir há pouco pela televisão a propósito da chegada da foragida Fátima Felgueiras (não, não me estava a referir à Sra. D. Lady nem à 1ª Companhia, porque com esses nem vale a pena perder tempo) foi mais um momento degradante que retrata cruamente o atraso no desenvolvimento mental deste país.
No meio dos aplausos e das palavras-de-ordem (“Fátima amiga, o povo está contigo”), para além das fotografias agitadas por crianças que não sabiam o que estariam ali a fazer ou por mulherzinhas com ar de vendedoras de peixe analfabetas, ouvi algumas declarações sacadas pelos repórteres à turba ululante das quais retive estas preciosidades:
- Faltei ao trabalho para vir vê-la (provavelmente algum “trabalhador” que passa o dia a roçar o cu pelas paredes…)
- É tudo mentira
- Esta mulher para mim é tudo
- Ela é Deus na terra (!!!)

Perante estas pérolas, o que é que se pode pensar dos habitantes deste pobre país? Aliás, o que se pode chamar a um país que tem tais habitantes, senão “pobre”? Pobre de espírito, pobre de discernimento, pobre de raciocínio, pobre de percepção sobre o que nos rodeia.
Uma sujeita é acusada de 23 crimes de peculato e corrupção, foge para o Brasil para escapar à justiça e depois de 2 anos a preparar um golpe legal para aparecer novamente como candidata, é recebida em triunfo pelos que é acusada de ter roubado! E os grunhos querem mais!
Com todo o desplante a “senhora” anunciou em conferência de imprensa as 17 razões que a fizeram regressar para voltar a devotar-se à sua querida Felgueiras! E os atrasados mentais que lá estavam a aplaudir e vão, certamente, elegê-la, acham a senhora o máximo!
É este o tipo de gente que, passadas 3 décadas sobre o derrube do regime opressor e obscurantista que sufocou o pais durante meio século, de vez em quando ainda repete aquela frase execrável, que me deixa com todos os pêlos eriçados, de que “isto precisava era de outro Salazar”. Grandes estúpidos! A burrice é tanta que nem são capazes de entender que com “outro Salazar” eles nem teriam direito de ir para a rua manifestar-se à porta dum tribunal!
Eu já estou como o Miguel Sousa Tavares: o grande problema de Portugal são os portugueses. Porque com gente desta nunca se vai evoluir em direcção alguma.
Termino com uma dúvida inquietante: como é possível que alguém que vai ser julgado possa ser candidato seja a que for? A partir do momento em que está sob a alçada da justiça, não deveria automaticamente ficar impedida de exercer este tipo de cargos? O próprio tribunal não deveria rejeitar a candidatura? Esta justiça é uma piada!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Novo blog

Nasceu mais um blog, com carácter mais sério do que estes energúmenos que por aqui escrevem. Chama-se Polis&Etc.
Bem-vindo à blogosfera e votos de sucesso.

Idálio Saroto, provedor do blog

Também quero!

Olhem, podem ler esta, que é exactamente o que eu penso da MTV actualmente.

tuguinho, cínico musicalizado

Dolviran



Não sei o que se passa comigo, mas estou sem qualquer pachorra para escrever posts sérios. Havia tanto que desancar desde já em relação a certas acções do governo e a mim só me apetece escrever baboseiras... Se fossem baboseiras de amor ainda poderia estar apaixonado, mas nem isso! Será uma reacção retardada devida àqueles meses de frenética actividade "póstica" durante o consulado de Santana Lopes? Ou será apenas preguiça? Não sei, não sei, e esta dúvida lanceta-me as meninges sem que tenha antídoto para ela.
Poderia sem dúvida consultar um psicólogo, mas gosto mais de ser eu a inventar as minhas fantasias. O que me resta então? Talvez continuar a escrever baboseiras como esta e esperar que os nossos parcos leitores (eu disse "parcos", ó curtos de vista!) não nos abandonem de vez...
Tenho esperança!

tuguinho, cínico entalado

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Funeral adiado

Comunicado do Sporting Clube de Portugal:

Comunicamos a todos os nossos apaniguados que o funeral que estava previsto realizar ali para os lados da Luz já não se vai realizar porque o moribundo, afinal, não morreu.
Por outro lado, como apanhámos uma indigestão de massas Nacional, não vamos estar em condições de preparar mais nenhuma cerimónia do género até ficarmos completamente restabelecidos.

O presidente do entreposto (com a colaboração de Titan, artista convidado)

Os impropérios dos candidatos

Não segui em directo o debate televisivo Carmona-Carrilho, mas os comentários que li depois despertaram-me a curiosidade. Consegui saber quando iria ser repetido e este domingo tive oportunidade, em duas prestações (tarde e noite) de ver o dito debate.
De facto, o nível da discussão foi assim para o baixo. Esperava uma maior elevação daqueles candidatos porque, enfim, não se tratava do candidato de Gondomar (major Valentim), nem do de Amarante (Ferreira Torres) e muito menos da candidata fantasma de Felgueiras (Fátima). Mas perante aquilo que viram, os lisboetas devem estar com um grande problema de escolha. É que nenhum daqueles dois parece merecer um voto.
Sendo assim, e como já há por aí uns cartazes a dizer que o arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles (um dos poucos que parece ter ideias aceitáveis para a cidade) apoia José Sá Fernandes, eu por mim acho que a melhor escolha é mesmo capaz de ser o candidato do Bloco. O problema em Portugal é que o pessoal não é capaz de eleger quem está desalinhado com o sistema de poder dos irmãos siameses (PS-PSD). Sendo assim, lá iremos gramar com um dos protagonistas dum dos maiores momentos de peixeirada televisiva dos últimos tempos.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Perdulário

Eu tenho muito para dizer, mas tem-me faltado disposição para escrever. Tenho andado a reflectir sobre o país e as desgraças com que somos confrontados todos os dias, mas também sobre o Benfica e as asneiras do Koeman. Vá lá que o Miccoli parece ser mesmo bom jogador.
Mas há qualquer coisa na forja. Um dia destes meto mãos à obra e vou tentar deixar de ser preguiçoso…
Ah, antes que me esqueça, hoje vi pelo retrovisor do carro mais um imbecil armando em Schumacher, ao volante dum Rover na radial de Monsanto, a ultrapassar outro carro que ia na faixa da esquerda, passando entre ele e o separador central. Se fosse malhar com a cornadura no próximo pilar não se perdia nada.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 13 de setembro de 2005

Estróina!



Não tenho grande coisa para dizer, hoje. Nem me apetecia muito escrever. Por isso este post é curto e inconsequente, uma espécie de último estertor do Verão antes de entrarmos na estação "fria".
Vá, aproveitem enquanto há solinho!

tuguinho, cínico quase nostálgico

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

O parvo do dia com piada



tuguinho, observador de deputados

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

Piada parva do dia

A campanha presidencial de Mário Soares vai ter a participação de duas figuras internacionais de peso: o Alzheimer e o Parkinson.

blogoberto, chico-esperto

terça-feira, 6 de setembro de 2005

Mais um energúmeno ao volante

Domingo à tarde, via do Infante. Regresso da Praia da Rocha depois duma escapada de fim-de-semana para aproveitar os últimos dias dum verão maravilhoso no Algarve. Dirijo-me à A2 num Volkswagen Polo 1.0 a uma velocidade que varia entre os 120 e 140 km/h (o carro não dá para muito mais). Quando encontro veículos mais lentos passo para a faixa da esquerda e ultrapasso-os, voltando à faixa da direita para deixar passar os “bólides” e os “aceleras”.
Por alturas de Alcantarilha passo para a faixa da esquerda para fazer mais uma ultrapassagem, sem reparar sequer na marca do veículo que se deslocava à minha frente. Quando estou a par dele, eis que subitamente deixo de conseguir andar mais que ele e é ele que, agora, anda mais depressa que eu, aumentando bruscamente de velocidade enquanto eu tentava acelerar. Vi que o carro à minha direita era um Mercedes desportivo e rapidamente abrandei e me coloquei de novo atrás dele na faixa direita, protestando com o imbecil do condutor. O anormal do Mercedes faz-me um gesto como que a indicar que eu tenho que ir pela faixa da direita enquanto se afasta. Eu continuo a protestar com ele e o atrasado mental gesticula apontando com o dedo para a cabeça, gesto que eu repito para ele.
Subitamente, o energúmeno do Mercedes, que devia ir a dormir, deve ter acordado quando eu tinha o carro a par dele, e resolveu impedir que eu o ultrapassasse, contrariando uma das regras básicas do código da estrada, e não contente com isso o idiota ainda refilou comigo. Se calhar o mentecapto ainda achava que tinha razão.
Este tipo de comportamento, muitas vezes repetido nas nossas estradas, é mais um exemplo da escumalha que anda por aí. Os principais terroristas do asfalto são aqueles que, supostamente, têm mais dinheiro porque têm carros de grande cilindrada, o que confirma que o acesso ao dinheiro não os tornou mais civilizados, pelo contrário. A minoria de portugueses que têm um comportamento normal nas mais variadas situações do dia-a-dia, porque tiveram acesso a alguma educação e alguma cultura que lhes permitiram definir padrões de comportamento, não engloba os novos-ricos que tiveram acesso ao dinheiro… mas só. Julgam-se importantes, mas um analfabeto milionário não deixa de ser analfabeto. Tal como um labrego de fato e gravata continua a ser um labrego e um burro carregado de ouro continua a ser um burro.

Kroniketas, farto dos jumentos que andam por aí

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

O rectângulo infestado

Digamos que o Kroniketas está com uma atitude do estilo "já agora fiquem também com os ossos que eu vou-me embora antes que me suguem a alma". A minha é mais "dêem-lhe o tiro bem entre os olhos", aplicável a todos os sacanas que infestam este rectângulo mal amanhado!
É bem certo que todos nós tugas temos no nosso cerne uma certa mesquinhez atávica, que não sei bem de onde veio num povo que abriu horizontes para o mundo, mas parece que se esqueceu de si. Há que combatê-la! É próprio do homem (e dos povos) evoluir. A Suécia era um país muito pobre no início do século XX e vejam no que se tornaram! E como este existem outros exemplos de pequenos países que deram a volta por cima. Basta querer! O nosso problema não é não querermos - é que quando alguém quer, logo se vê submergido pelos imobilistas, tachistas e incompetentes, que tratam de abafar qualquer evolução, com medo de que as suas mordomias ou simplesmente a sua inactividade sejam beliscadas! É contra estes que se tem de lutar! Este tipo de bicho funciona por simpatia: se uns quantos forem lixados, os restantes começam a transformar-se em algo menos amorfo, mesmo que sem convicção profunda. É como uma reacção em cadeia.
Portanto não se denigra o Paulo Morais para minimizar as suas declarações, como já se começou a fazer. Ele até pode ser o maior sacana do mundo - mas isso não interessa nada se as suas declarações forem verdadeiras. E todos nós sabemos, no fundo, no fundo, que o são, embora existam excepções por esse país fora.
Metendo na cadeia uns quantos figurões como o Torres, a Felgueiras ou o Jardim, dar-se-ia uma mensagem muito forte aos calaceiros e corruptos. Premiando o mérito e não a antiguidade eliminar-se-iam uns quantos furúnculos da nossa função pública. Dando exemplos concretos de honestidade, também o governo poderia ajudar, mas isso já seria esperar demais - vejam-se as nomeações escandalosas que o aparelho do PS já impôs!
É o que eu disse: quando alguém quer fazer algo de construtivo, vem logo uma manada de parasitas que o subjugam.
Este país não precisa de um furacão.
Este país precisa de uma desinfecção!
Eu por mim já comprei umas latas de insecticida para contribuir para este verdadeiro objectivo nacional.

tuguinho, farto dos sacanas mas não de ser tuga

O problema de D. Afonso Henriques

Aqui o Tuguinho e eu tivemos uma troca de impressões acerca do epílogo da Krónika do Maranello, artista convidado. Ele não gostou da insinuação acerca do D. Afonso Henriques, tomando-a como um desejo de sermos espanhóis, e pôs algumas reticências em relação à publicação desse parágrafo tal como foi escrito pelo autor.
Não é que eu seja pró-castelhano, mas tudo aquilo que vi a Espanha evoluir e o que não vi evoluir Portugal começa a deixar-me cada vez mais farto de ser português. Francamente, para além das praias e do clima (e do Benfica, mas até esse já não é o que era…) o que é que existe cá que nos faça gostar de ser quem somos? E de cá estar? Não viveríamos muito melhor agora se tivéssemos perdido a batalha de Aljubarrota? Seja como for, os espanhóis já estão a comprar tudo isto aos pedacinhos!... Que diferença fazia? Nem aos países de expressão portuguesa conseguimos “vender” a nossa cultura, o que é que nos faz, afinal, estar cá?
Temos das casas mais caras da Europa, dos carros mais caros da Europa, dos telefones, água, gás, electricidade, combustíveis mais caros da Europa, temos dos salários mais baixos da Europa, temos das piores estradas da Europa, temos dos maiores níveis de iliteracia e de analfabetismo da Europa, temos dos maiores níveis de corrupção da Europa, temos dos piores ordenamentos territoriais da Europa, temos o maior número de incêndios da Europa, afinal do que é que nos podemos orgulhar por sermos portugueses? O clima e as praias não fomos nós que fizemos, já cá estavam, e quanto às praias estamos a tentar tudo para as destruir.
Que tal fechar a porta e deitar fora a chave? O último a sair que apague a luz.

Kroniketas, farto de ser tuga

O espelho do país

“Nas mais diversas câmaras do país há projectos imobiliários que só podem ter sido aprovados por corruptos ou atrasados mentais”
(Paulo Morais, ex-vereador de Urbanismo do Porto, em entrevista à Visão)

É isto que nós somos: um país de corruptos e atrasados mentais. Nada retrataria melhor a podridão em que temos vindo a cair do que esta frase. Todas as trapalhadas, vigarices, compadrios e falcatruas a que assistimos diariamente por parte dos que mandam ou têm poder só confirmam esta tese: Portugal está dominado por um enorme bando de escumalha. Do que isto estava a precisar era de uma enorme barrela. Que viesse um furacão e atirasse tudo ao mar para depois se repovoar. Não, não pensem que estou a fazer uma piada de mau gosto com o furacão que provocou a inundação de New Orleans: para Portugal aquilo não chegava, tinha que ser muito mais devastador!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

É só desgraças!

20:00 h, Telejornal.
New Orleans está 80% inundada. No Algarve morreram 7 pessoas em acidentes de viação (2 eram bebés com menos de um ano). 40 mil professores ficaram fora das colocações e muitos outros vão trabalhar a centenas de quilómetros de casa: há quem gaste 450 € por mês em portagens e gasolina. 240 mil hectares de floresta, o dobro do ano passado nesta altura, já se foram nos incêndios. Na SIC Notícias ontem houve debate sobre as autárquicas em Amarante, com Avelino Ferreira Torres, e hoje vai haver debate sobre Gondomar, com Valentim Loureiro.
Com notícias destas, fico a pensar se não seria melhor ter continuado de férias no Algarve. Ao menos lá a água estava morna, a Praia da Rocha maravilhosa (quanto mais vou a outras mais gosto daquela, pelo menos no barlavento algarvio) e não me chateava. Ao regressar para mais 11 meses de rotina, só vejo desgraças e o país continua na mesma.

Kroniketas, cansado da Tugalândia

Lapidar II


"Diamond is the name of the precious gemstone, in its primitive state or lapidated. Its composition is very simple, since it is a common carbon. The brilliant, in turn, is one of the various types of possible lapidation techniques for the diamond.
The brilliant cut conceived in 1919 by Marcel Tolkowsky is round shaped, with 57 or 58 facets. It is one of the lapidation techniques that give most radiance and beauty to the diamond. It is so well known that its name became a popular synonym for the diamond." - H. Stern Service Center