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25 de Abril sempre!

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Primeiras eleições livres - 50 anos

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Decorreram há 50 anos as primeiras eleições livres após o Estado Novo, que elegeram os 250 deputados à Assembleia Constituinte. Dessa eleição resultou a Constituição da República Portuguesa de 1976, que hoje rege todas as leis da nossa democracia. Celebremos, pois! tuginho e Kroniketas, de cravo vermelho na mão

Viva a liberdade!

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  Grândola, vila morena Terra da fraternidade O povo é quem mais ordena Dentro de ti, ó cidade! Dentro de ti, ó cidade O povo é quem mais ordena Terra da fraternidade Grândola, vila morena! Em cada esquina um amigo Em cada rosto igualdade Grândola, vila morena Terra da fraternidade! Terra da fraternidade Grândola, vila morena Em cada rosto igualdade O povo é quem mais ordena! À sombra duma azinheira Que já não sabia a idade Jurei ter por companheira Grândola a tua vontade! Grândola a tua vontade Jurei ter por companheira À sombra duma azinheira Que já não sabia a idade! https://www.youtube.com/watch?v=IVKf00VGjGM

25 de Abril de 2023

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2023. São 48 anos em ditadura e 49 anos em liberdade. É sempre bom poder contar. tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos de cravo na mão

Mais um passo para a maturidade

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E aqui estamos, resistentes que somos, a contabilizar mais um ano de vida deste blog – 19 no caso, mais um a caminho da maturidade, e seguramente um mais próximo do fim que há-de surgir. São sempre contas boas de fazer porque também significam que nos mantemos capazes de as realizar e, num mundo que num par de anos se tornou imensamente instável, isso não é despiciendo. O que podemos prometer é que vamos continuar, mesmo que não haja estrada (está na moda citar o Jorge Palma). Porque, muito poeticamente, a estrada somos nós – e escrevendo pouco ou muito cá nos manteremos, sempre contra a alarvidade vigente, tentando manter os pés no chão e a cabeça limpa. Bem hajam por (ainda) nos lerem. Até ao futuro! tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos

Os quatro títulos para o Sporting: pequenez, mesquinhice, miserabilismo e complexo de inferioridade

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Esta idiotice que um tonto de nome Bruno de Carvalho resolveu desencadear, apenas com o objectivo de evitar que o seu clube ficasse com metade dos títulos de campeão nacional do Benfica (18-36), ameaça tornar-se uma das anedotas do ano, quiçá do século! Até sportinguistas insuspeitos consideram esta pretensão um perfeito disparate. Só mesmo os quatro títulos que encimam este texto justificam tamanha obsessão com esta patética e desesperada tentativa de reescrever a história 90 anos depois dos factos terem ocorrido! Qualquer pessoa medianamente inteligente e com um mínimo de razoabilidade percebe que esta pretensão não tem pés nem cabeça, muito menos qualquer ponta de rigor histórico, uma vez que pretende misturar competições completamente diferentes na sua génese – uma prova a eliminar e outra em sistema de “poule” a duas voltas, com jornadas de todos contra todos, como em qualquer campeonato normal – somando os respectivos títulos em sequência como se fossem uma e a mesma coisa......

48 anos

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As revoluções raramente resultam quando “resultam”, porque se resultassem, se o que terminasse implantado fossem as ideias radicais que normalmente as norteiam, acabaríamos com ditaduras do proletariado ou de algum caudilho, disparadas em direcção de um ismo qualquer que, tal como as religiões, promete um mundo melhor para o qual não há transportes... As revoluções só resultam quando “falham” – a nossa, que se iniciou com o 25 de Abril de 1974, foi falhando em muitos dos seus objectivos iniciais, oscilando entre o perigo de um putsch comunista de tipo soviético e a retoma fascizante pelos simpatizantes do regime caído, ambos malogrados felizmente: muito pela oposição de homens que não se deixaram vencer e que, pela mobilização que conseguiram ou pelas acções que realizaram, não deixaram que um ou outro extremo se implantasse. Os nomes nem precisamos de os dizer, todos os sabemos. De fracasso de radicais em fracasso de radicais, ficámos no único sítio que valia a pena: a n...

A revolta do Benfica... demasiado tarde...

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Facto 1: a equipa do Benfica não é uma equipa e não joga um caracol desde há quase cinco anos - com Rui Vitória, com Bruno Lage (excepção feita a meia época), com Jorge Jesus (um pesadelo de ano e meio) e com Nélson Veríssimo. Facto 2: temos um treinador que não parece ter unhas para aquilo e um presidente que ainda não se percebeu se sabe o que está lá a fazer. Facto 3: nos últimos 5 jogos em casa só ganhámos dois (Santa Clara e V. Guimarães). Empatámos com Moreirense e Vizela e perdemos com Gil Vicente. Quem não consegue ganhar no seu próprio estádio a equipas destas (com todo o respeito que merecem enquanto adversários do mesmo campeonato, mas que não podem ser colocados no mesmo patamar competitivo), não pode ser candidato a coisa nenhuma. Facto 4: em todos estes jogos não ganhos em casa, o resultado final teve um contributo decisivo de decisões arbitrais inconcebíveis, sempre em nosso prejuízo, enquanto noutros jogos decisões similares foram tomadas em benefício de ...

Mais uma volta ao Sol

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Vídeo em https://youtu.be/AC7qQW4HWz4 Aniversários de pessoas são sempre bons – basta o facto de os celebrarmos – e maus – é mais uma volta ao sol que se acrescenta à nossa longevidade e menos um ano no resto da nossa vida... Mas, quando falamos de coisas inanimadas ou de blogs , não existe parte negativa: um blog não envelhece por ter mais um ano de vida, ou dois, ou dez! Um blog até pode sobreviver aos autores, se existirem outros mamíferos dispostos a escrever para ele! Um blog , mesmo parado, não deixa de ser um blog e pode ter muito que ler! Portanto, simplificando, celebrar mais um ano de existência deste blog é só bom, e sempre bom! E há a secreta esperança de que, ao sermos necessários para evidenciar estas efemérides, o próprio aniversário do blog nos arraste para uma existência longa, junto dos nossos leitores e amigos. Brindemos então a mais um ano passado, e que todos estejamos aqui no ano que vem, com a mesma alegria. À vossa! Tuguinho e Kroniketas, os dil...

25 de Abril sempre?

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“Never take anything for granted” , diz-se no mundo anglo-saxónico. E é a mais pura das verdades. Nunca devemos tomar nada como garantido. Nem a liberdade. Quarenta e sete anos depois do 25 de Abril de 1974, quem diria que andaríamos às voltas com uma extrema-direita crescente (mais circunstancial que ideológica, é certo) e que os opinativos de serviço nas redes sociais (ou seja, quase toda a gente) zurzissem “a torto e a direito” na democracia, através dos seus defeitos?... Esses defeitos não existem? Claro que existem! A democracia não é um sistema perfeito, mas é um sistema que se deixa aperfeiçoar. Se os políticos têm culpa na contestação ao sistema? Claro que têm, uma boa parte dela, aliás! Mas, ó grunho militante, aperfeiçoar o sistema de justiça não significa voltar ao “olho por olho, dente por dente”, eliminar a corrupção não significa abater os políticos para colocar novos pássaros nos mesmos poleiros, com bolsos diferentes, e resolver no geral todos os outros problemas ...

Mais um post de aniversário...

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Este é um ano atípico. Esta desoladora pandemia virou as vidas do avesso e trocou-nos as voltas. Por aqui nas KT mantivemo-nos coerentes: um post no 25 de Abril, outro agora no dia de aniversário. Nem mais, nem menos. São assim uma espécie de faróis que, com a sua luz, dizem ao mundo que ainda por aqui andamos. A todos que ainda nos possam ler, um muito obrigado! Se o mundo deixar, por aqui continuaremos. Bem hajam. tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos

Que bem se estava sem o futebol!

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Foram 3 meses de sossego, de paz de espírito e de limpeza mental. Claro que os jornais desportivos, desesperados pela falta de assunto, sem penalties e fora-de-jogo milimétricos para discutir até à náusea, fartaram-se de apregoar que todo o país estava ansioso pelo regresso da bola a rolar. Não, não estava! Deixámos de ser invadidos por discussões cretinas com fanáticos obtusos que se dedicam a destilar ódio por coisa nenhuma; deixámos de ter escoltas policiais a grupos de bandidos para segurar a manada; deixámos de ter tochas atiradas para dentro dos relvados; deixámos de ter visitas ameaçadoras a árbitros; deixámos de ter comunicados incendiários de quem tenta provar contra todas as evidências “tu-és-mais-corrupto-que-eu”; deixámos de ter offsides de 3 cm e penalties-que-são-e-não-deviam-ser ou penalties-que-deviam-ser-e-não-são com a complacência dos VAR vesgos... Tudo isto parou durante 3 meses, e os primeiros sinais de retoma já não auguravam nada de bom. Era de preve...

Abril em nós

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O 25 de Abril vive e perdura em cada um de nós, não necessita de manifestações ou comemorações oficiais. Não é um discurso a mais ou a menos, na sua formalidade e contingências, que garante a liberdade e a democracia se cada um de nós as esquecer. O que o 25 de Abril nos trouxe é a base de tudo, e estejamos mais à esquerda ou mais à direita, será sempre fundamental para caminharmos para algo mais justo e equilibrado. Por isso, com máscara ou sem máscara, na varanda ou dentro de casa, está em ti fazê-lo perdurar para que todos, mesmo os seus inimigos, permaneçam libertos e que as possibilidades sejam sempre todas. tuguinho e Kroniketas, revolucionários de Abril confinados

O país dos “tudólogos”

Portugal é um país de tudólogos! De gente que sabe tudo sobre tudo! Não há cão nem gato que tenha acesso a um qualquer meio de comunicação que não se arrogue o direito de mandar bitaites sobre aquilo que pessoas responsáveis estão encarregues de tratar. Ele é jornais, rádios, televisões, redes sociais, mensagens privadas ou de grupo, todos os dias somos inundados com doutas opiniões de profetas da desgraça, profissionais indignados, comentadores encartados, especialistas em estatística, pandemias e saúde pública a debitar alarvidades sobre aquilo de que provavelmente sabem tanto como enviar um foguetão à lua. Desde que entrámos em “modo de confinamento”, e principalmente depois de decretado o estado de emergência, todos os dias surgem "especialistas" a bolçar patetices acerca das medidas tomadas pelo governo, dizendo mal de tudo e de todos, contestando os números oficiais não se sabe com que base, achincalhando as conferências de imprensa diárias de actualização dos núm...

Dedos e olhos (16 anos)

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Parece que foi ontem (vá lá, anteontem), mas já passaram 16 anos desde que nos lançámos nesta aventura da blogosfera. Ainda não havia Facebook, nem iPhone, nem Instagram, e os programas de chat davam ainda os primeiros (e segundos) passos de forma algo tímida e trôpega. Também não havia Skype nem Whatsapp. O advento dos blogs estava em crescimento e os internautas tinham aqui um meio de se expressar livremente uma vez que não podiam fazê-lo nos meios de comunicação social convencionais. Um dia eu disse ao tuguinho : “e se criássemos um blog para podermos mandar umas bojardas?”. Quando dei por mim, ele tinha criado o endereço Krónikas Tugas (KT) e a personagem “ tuguinho, cínico encartado ” para si próprio, pelo que só me restou criar outra para mim. Aproveitando o nome do blog , surgiu o “ Kroniketas, sempre kontra as tretas ”. E assim se foi espalhando a nossa verve, que deu origem a mais uma série de alter egos à medida dos temas que iam surgindo. Assim nasceram: bl...

45A de 25A

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“Como Ser Livre Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo - quando o homem se ergue a este píncaro, está livre, como em todos os píncaros, está só, como em todos os píncaros, está unido ao céu, a que nunca está unido, como em todos os píncaros.” (Fernando Pessoa, 'Teoria da Heteronímia') O que fica depois de esquecermos o que aprendemos? Depurado pela memória, diz-se que esse remanescente de conhecimento que fica retido nas nossas mentes é o que chamamos cultura geral. É o que fica das experiências da nossa vida e do que nos ensinaram. Também as revoluções se avaliam pelo que ficou depois de tudo passar. Quando o pó assenta e o quotidiano se sobrepõe à agitação, o que mudou e o que permaneceu? O que melhorou e o que se tornou pior? Como se comparam as vidas das pessoas vulgares como nós às vidas dos seus pais ou avós? Os p...

Benfica: diz que é uma espécie de tiro aos pratos

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Ao ver esta calamidade em que se transformou o futebol do Benfica (e nem vou falar nos resultados das outras modalidades na época passada, porque foi quase um deserto absoluto) e a péssima planificação das suas últimas épocas (pensei que da anterior para esta tivessem emendado a mão, mas parece que ainda foi pior a emenda que o soneto), dou por mim a questionar-me se nas épocas que correram eles acertaram porque sabiam o que estavam a fazer ou se foi por mero acaso. Recuemos até à 2ª época de Jorge Jesus (2010/11). A primeira (2009/10) foi ganha com brilhantismo e com um futebol sublime e entusiasmante, o melhor em mais de 20 anos. Mas na 2ª entraram com arrogância e a falar em mudança de ciclo, como se o facto de ostentar um título de campeão fosse suficiente para já ter o seguinte assegurado. O resultado foi o que se viu: andámos a jogar com o pior guarda-redes que passou pela baliza do clube (um tal Roberto, lembram-se? Era o tal que o JJ dizia que dava pontos... e deu muitos...

E se o Benfica não mandasse no VAR?

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Como é sabido, o vídeo-árbitro, ou VAR, foi introduzido no principal campeonato de futebol em Portugal na época passada. Logo se levantou a habitual brigada da má-língua do 2º maior clube português (o anti-Benfica) para determinar que “com o VAR é que se vai acabar o colinho” do maior clube português (obviamente, o Benfica). Mas como a maioria das decisões não foram contra o Benfica, e até ajudaram a esclarecer algumas jogadas que ditaram a tomada de algumas decisões a favor do Benfica (como um golo anulado ao Portimonense no Estádio da Luz no último minuto, que daria o empate), logo a mesma brigada saiu a terreiro para ditar que o Benfica mandava no VAR. Estamos quase a meio da segunda época com o VAR no campeonato português, e o Benfica está em 4º lugar na Liga portuguesa, a 4 pontos do 1º lugar e atrás de Sp. Braga, Sporting e FC Porto. E com o que se tem visto nas últimas semanas, dei por mim a pensar como seria o campeonato português se o Benfica não mandasse efectivament...

O eterno presente

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Ao que parece, o tempo é uma ilusão e não existe passado nem futuro, apenas um eterno presente. Se assim é, iludamo-nos então com a passagem de mais um ano deste blog (parece mentira, mas faz hoje 15-anos-15! que irresponsavelmente embarcámos nesta aventura de escrever coisas no pressuposto de que alguém as iria ler...), e convençamo-nos de que a sua inactividade é ilusória porque, se só existe o presente, o que escrevemos está a ser escrito... E agora que vos demos um nó nas meninges, não pensem mais nisso, vão lendo o que postámos e dêem-nos os parabéns, este ano, para o ano ou no ano passado :-) Bem hajam! tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos

Uma equipa à deriva, ou o estranho fenómeno do eclipse do Benfica nas segundas partes

Quem tem pachorra para me ler sabe que não costumo começar a deitar abaixo logo à primeira contrariedade e sou bastante tolerante com os treinadores e com a equipa, até um certo limite... Há um ano já muita gente fazia o funeral ao Rui Vitória e eu sempre o defendi porque achei que era prematuro. Tal como duas épocas antes, quando em Dezembro estivemos a 7 pontos do 1º lugar. Agora é diferente. Este foi o 5º jogo da época, depois duma época em que tudo se perdeu (não apenas por culpa do treinador, sublinhe-se) e em que muito se devia ter ganho – o desejado pentacampeonato devia ser um objectivo estratégico e nunca na história teria sido tão fácil chegar lá. Mas os responsáveis acharam por bem desmantelar a equipa tetracampeã e perder o campeonato para uma equipa que na sua linha avançada tinha nomes como Marega, Soares e Aboubakar! Só em Portugal é que isto poderia acontecer! Depois do completo esbanjamento duma época inteira, do desmantelamento da equipa e do falhanço da qualificaçã...