sexta-feira, 31 de março de 2006

Os ruminantes

O tema tem sido discutido nos comentários a um post do Polis&etc, a propósito da apreciação a um filme: trata-se das malfadadas pipocas, essa praga que invadiu os cinemas do nosso país e das quais é difícil fugir, por ser difícil entrar num cinema onde não se usem.
As Krónikas Tugas já se tinham debruçado sobre o assunto nos primórdios da sua existência, mas como o assunto agora voltou à baila, vou remeter os caros leitores para o post escrito a este propósito e publicado já no longínquo mês de Dezembro de 2003, dava este blog os primeiros passos.
Poderia voltar a publicar o post adaptado à data actual, mas parece-me que o conteúdo se mantém actual por isso abstenho-me de acrescentar mais alguma coisa. Talvez valha a pena voltar a abordar outras questões então afloradas, mas por agora vamos deter-nos nos ruminantes que frequentam as salas de cinema.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Não os deixes odiar-te

A carta aberta de Bobby Robson a José Mourinho pode ler-se aqui.

A verdade é que Sir Bobby tem razão naquilo que diz. É o que já toda a gente sabe do Mourinho.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

A modernidade começou aqui...


Olympia – 1863 – Edouard MANET (1832 – 1883)

Considerado o precursor do impressionismo, até mesmo pelos impressionistas que o consideraram uma espécie de mestre, embora contra vontade porque nunca o desejou.
Pela escolha dos temas e pelo início da libertação da pincelada do espartilho do academismo foi mesmo ele que abriu caminho para os impressionistas, dos quais foi contemporâneo, relegando os academismos romântico e neoclássico para as prateleiras da história.
Este quadro foi considerado um escândalo pela mentalidade da burguesia da época e só não foi despedaçado à bengalada porque, bem avisada pelas críticas contundentes, a administração do Salon alternativo de 1865 pôs o que chamaríamos hoje dois gorilas a guardar o quadro das mentes hipocritamente inflamadas.
E escândalo porquê, perguntar-se-ão? Nunca se tinham pintado mulheres nuas antes? Aos montes, caro leitor, aos montes! Mas para o espírito da época (e das anteriores) uma deusa ou ninfa nuas, ou alguma personagem de cenas históricas ou mitológicas com alguma carnita à mostra era bastante diferente de mostrar uma prostituta nua, certamente à espera do próximo cliente, em toda a sua crueza e naturalidade. É a diferença entre a fantasia e a realidade. Esta sempre foi mais incisiva.

tuguinho, cínico encartado

quinta-feira, 30 de março de 2006

Última hora

Pela primeira vez em pouco mais de dois anos de existência, as Krónikas Tugas acabam de ultrapassar a barreira das 1000 visitas num mês!!!

Oh alegria! Oh júbilo! Hossana!

Idálio Saroto, provedor e tudo

Golos a dobrar

Depois do intenso jogo Benfica-Barcelona (quando cheguei a casa ainda estava cansado depois daquela segunda parte sempre em alta voltagem), ouvidas várias análises na rádio e na televisão, esta 4ª feira dei uma espreitadela no jornal “O Jogo”. Na página 3 é feita a apreciação geral ao resultado do jogo e às perspectivas para a segunda mão, e no último parágrafo surge uma preciosidade que já há algum tempo não encontrava, mas que continua a ser dita com a maior desfaçatez nos órgãos de comunicação social:

“O Barça terá de atacar para seguir em frente, mas não poderá sofrer golos que valerão, em caso de empate, por dois”.

Há mais de 30 anos que ando a ouvir este disparate. Sempre me tenho perguntado onde é que estes jornalistas inventaram esta. Golos a valer a dobrar? A que propósito? Só se quem os vê estiver bêbado!
Não há golos a valer a dobrar, o que há é um factor de desempate introduzido pela UEFA nos anos 70 para evitar a necessidade de realizar jogos suplementares em situações de igualdade no fim dos dois jogos das eliminatórias. Actualmente esse sistema vigora em todas as competições mundiais, e foi uma forma de premiar as equipas que, jogando fora, marcassem mais golos do que aqueles que sofriam em casa, de modo a dissuadir as equipas visitantes de jogar apenas à defesa.
Assim, quando houver igualdade em golos após dois jogos, quem marcar mais golos no terreno do adversário ganha. Tão simples como isto. 0-0 e 1-1, 1-1 e 2-2, 1-0 e 1-2, 1-2 e 3-2, 2-0 e 1-3, são tudo exemplos de situações de igualdade em que o maior número de golos marcados fora dá a vitória a uma das equipas. Daqui a dizer-se que os golos fora valem a dobrar vai uma distância enorme. É uma rematada estupidez, porque se assim fosse quem perdesse por 3-2 acabaria por ganhar por 4-3, e isso não existe. No caso concreto do Benfica-Barcelona, se houvesse golos a dobrar até poderíamos perder em Barcelona por 2-1, porque o “golo a dobrar” fazia 2-2, ou se empatarmos 1-1 ganhamos por 2-1. A estupidez desta expressão é tal que há alguns anos o Boavista perdeu por 2-1 fora e até havia quem pensasse que, por causa do famigerado “golo a dobrar” marcado fora de casa, bastava ao Boavista empatar o 2º jogo para seguir em frente. Santa estupidez!
Portanto vamos ver se nos entendemos: não há golos a dobrar, o que há é marcar mais golos fora de casa do que o adversário na nossa casa. E ponto final. Daí resulta a vantagem que o Benfica pode tirar deste 0-0. Como não sofremos golos em casa, qualquer golo marcado fora dá-nos logo vantagem porque obriga o Barcelona a marcar mais um. Ou seja, o Benfica pode empatar para seguir em frente (1-1, 2-2), enquanto o Barcelona, como não marcou nenhum golo fora, tem mesmo que ganhar. Já o mesmo se tinha verificado com o Liverpool e foi um aspecto fundamental para o sucesso do Benfica. Assim se justifica a preocupação de Koeman em não sofrer golos em casa.
É pena que alguns jornalistas sejam tão pouco rigorosos no que dizem e escrevem, muitas vezes desinformando em vez de informar.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

segunda-feira, 27 de março de 2006

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. 13

O reinado anuncia-se radicalmente curto...

(clique na imagem, por obséquio e também para ver melhor)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

sábado, 25 de março de 2006

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. 12

Um golpe de estado "palhaciano"...

(clique na imagem, por obséquio e também para ver melhor)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

quinta-feira, 23 de março de 2006

O que os outros disseram (XX)

“Eu e o Tiago éramos os dois do Benfica e de esquerda, e surge ali um puto (Zé Diogo Quintela) que era sportinguista e direita, e ainda por cima orgulhoso das duas coisas, que é uma coisa que eu hoje ainda não entendo...”
(Miguel Góis, Gato Fedorento, “Olha! Trata-se de um documentário”, RTP1, 18-3-2006)

Pois, eu também não entendo!

blogoberto, chico-esperto

quarta-feira, 22 de março de 2006

...e ontem foi o dia mundial da poesia!

Como tal, aqui vai um dos meus preferidos:

Deus, 3-6-1913

Às vezes sou o Deus que trago em mim
E então eu sou o Deus e o crente e a prece
E a imagem de marfim
Em que esse Deus se esquece.

Às vezes não sou mais do que um ateu
Desse deus meu que eu sou quando me exalto.
Olho em mim todo um céu
E é um mero oco céu alto.

Fernando Pessoa

tuguinho, cínico que rima

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. 11

Os amigos são para as ocasiões (as amigas também!)…

(clique na imagem, por obséquio e também para ver melhor)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

terça-feira, 21 de março de 2006

Portugal no seu melhor




É um pássaro? É um avião?
Não! É um par de botas penduradas em fios de electricidade. O que dá que pensar é como é que as puseram ali.
(Fotos tiradas no Alentejo este Inverno)

Kroniketas

quinta-feira, 16 de março de 2006

A farsa

Aquilo a que assisti ontem no estádio da Luz foi das maiores farsas desde que vejo futebol, e já lá vão mais de 30 anos. Para além de o Benfica ter sido eliminado por um golo irregular e de, como vem sendo habitual, os nossos jogadores resolverem dar 45 minutos de avanço e termos algumas nulidades em campo, o que mais me indignou foi o descarado anti-jogo que o Vitória de Guimarães praticou durante 90 minutos.
As perdas de tempo provocadas em cada livre, cada reposição de bola, com mudanças sucessivas do jogador que ia executar o lançamento ou o pontapé, com alterações sucessivas do local da bola, obrigando umas vezes os adversários a protestar e outras os árbitros a mandar recuar a bola, foram dos maiores escândalos a que alguma vez assisti. Há seguramente 20 anos que não via uma vergonha destas num campo de futebol. O guarda-redes devia ter visto, não um, mas 4 ou 5 cartões amarelos. Até para ajeitar as meias ele perdeu tempo. Já perto do fim, num livre a favor do Vitória, o jogador que ia marcar esperou um 30 segundos a olhar para os outros, como se não soubesse a quem passar a bola, e depois acabou por rematar à baliza. Outro, numa falta junto à linha lateral da grande área, avançou a bola uns 10 metros, o que motivou que o fiscal-de-linha fizesse sinal ao árbitro, que mandou a bola recuar. Outra vez num lançamento lateral o jogador deixou a bola cair de propósito, o que irritou o próprio Koeman.
Tudo isto perante a complacência do árbitro. Com uma arbitragem normal, um escândalo destes teria varrido a equipa do Vitória com sucessivos cartões amarelos, o que acabaria por conduzir à expulsão de 3 ou 4 jogadores. De facto, assim só conseguimos ganhar lá fora, a equipas que jogam à bola e não fazem anti-jogo.
Parece que caiu definitivamente por terra a teoria do “colo”.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 14 de março de 2006

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. 10

A febre das OPAs...

(clique na imagem, por obséquio e também para ver melhor)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

A roubalheira







Não, não vou falar de árbitros nem de penalties assinalados ou não assinalados em jogos de futebol (por acaso, parece que este fim-de-semana ficou por marcar um a favor do Benfica e outro contra o Sporting, o que vem subverter a teoria do “colo”, mas isso é outra conversa), mas dum ódio de estimação que tenho.
Recebi a factura do telefone da Portugal Telecom (1ª imagem), e todos os meses quando chega dou asas à minha indignação pela roubalheira de que sou alvo (e com a qual eu e muitos milhares de pessoas somos quase obrigados a pactuar). A minha conta de telefone no mês passado foi de 23,52 €, sendo que desse valor:

- 12,660 € são da famigerada assinatura;
- 0,500 € são da tomada;
- 4,08 € são de IVA;
- apenas 10,340 € são de comunicações.

Está aqui descontado um valor de 4,059 €, que passarei a explicar mais abaixo.
O que salta desde logo à vista é que estou a pagar mais (e há muitos meses que é assim) de assinatura e taxas do que de chamadas, ou seja, para 10 € de chamadas pago 14 de taxas.
Os 4,059 € descontados na factura correspondem ao reembolso de 107,44 € da activação de chamadas (outra roubalheira) que resultaram do acordo com a Deco (2ª imagem). Fui um dos felizardos que tinha as facturas guardadas, apesar de entretanto ter mudado de casa. Mas o mais interessante é que desde que o “reembolso” que era suposto ser creditado na factura começou (vejam a data de Outubro de 2004 na 2ª imagem) já passou mais de um ano e ainda tenho um crédito de 21,870 € (3ª imagem), porque a PT generosamente todos os meses me desconta 2, 3 ou 4 euros na factura. Ou seja, há mais de um ano que estou a pagar um valor superior àquele que me é descontado, apesar de ter um crédito que dava para estar 4 ou 5 meses sem pagar um chavo à PT. É mais uma manobra de aldrabice destes senhores.
Para finalizar, todos os meses vem um folheto junto à factura a publicitar os grandes “descontos” que a PT propõe (4ª imagem). Este é mais uma falácia, que devia ser denunciada como publicidade enganosa. Estes senhores propõem-nos falar sem nos preocuparmos com o que falamos, desde que paguemos à PT mais 14,60 € em cima das alcavalas que já nos sacam todos os meses. Aldrabões!
Como se isto não bastasse, nos acessos à Internet os tarifários da PT (NetCabo ou Sapo ADSL) são claramente mais caros que todos os outros. E são estes tipos que de vez em quando nos telefonam para casa a propor novos serviços! Eu fico espantado quando vejo as pessoas aderir de cabeça ao Sapo ADSL. Será que não tentaram saber os preços do Clix ou do Oni? É que pela mesma velocidade de acesso paga-se 12 ou 13 euros a menos! E se for o serviço de Internet+telefone as diferenças vão desde os 20 até aos 40 euros! O problema é que a PT continua a ser dona das linhas e esmaga a concorrência com os seus abusos de posição dominante.
Aguardo ansiosamente pelo resultado da OPA da Sonae sobre a PT, e oxalá que Belmiro de Azevedo tenha sucesso na operação. Quando Miguel Horta e Costa diz que se corre o risco de desmantelar o grupo PT, eu só penso: pior não ficávamos de certeza. Que bom que era para todos vermo-nos livres destes gatunos!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

segunda-feira, 13 de março de 2006

Prazer renovado



Pois é, tuguinho, pode haver por aí muita novidade, mas ouvir um destes é sempre um prazer renovado... e inigualável.

Kroniketas, floydista militante

As opiniões sobre “The Musical Box”



Interessante ver o folheto de promoção do espectáculo. Tem as opiniões dos originais.

Kroniketas

domingo, 12 de março de 2006

The Musical Box



Há uma semana foi o “Off the wall”, concerto de tributo aos Pink Floyd. Esta 6ª feira as Krónikas Tugas em peso deslocaram-se à Aula Magna para assistir à recriação do concerto dos Genesis onde era apresentado o álbum “The lamb lies down on Broadway” (1974). Enquanto o grupo de tributo aos Pink Floyd pretendeu reproduzir as músicas originais o mais fielmente possível, este grupo intitulado The Musical Box foi mais longe: para além de reproduzir a música, o objectivo era “clonar” até ao mais ínfimo pormenor a prestação dos Genesis em palco, actuando exactamente como se fossem os originais.
Quando os Genesis actuaram em Cascais em 1975, eu não só era muito novo para estas andanças como ainda nem sequer ligava ao rock. Ao contrário, certamente, de muitos dos presentes na Aula Magna que tiveram o privilégio de assistir ao concerto de há 31 anos, para mim foi uma estreia absoluta.
O cuidado posto nesta performance parece ter sido levado à exaustão. Não só foram projectados os mais de 1000 slides usados pelos Genesis nos concertos, como os músicos em palco comportaram-se como verdadeiros clones dos originais. O vocalista vestiu-se como Peter Gabriel e usou as mesmas metamorfoses cénicas, que incluíam diversas mudanças de máscara e movimentações pelo palco de acordo com os momentos da história que estava a ser contada. O guitarrista esteve sempre sentado como Steve Hackett costumava fazer. Até arranjaram um baterista canhoto como Phil Collins, que também fez os coros e chegou ao ponto de, quando cantava, fazer os mesmos esgares e caretas que Phil Collins faz. Até fiquei a pensar que deve ter andado a ter lições de bateria com o Phil Collins, tal a semelhança com a forma de tocar bateria deste. Também foi usada uma guitarra de dois braços, como Mike Rutherford usava na época. E o teclista repetiu os sons de Tony Banks.
Sendo o álbum apresentado uma história, foi executado do princípio ao fim. Para o encore foram usados dois clássicos: um que já se esperava, “The musical box” (a fazer jus ao nome do grupo), o tema de abertura do álbum “Nursery Cryme” (1971), e “The knife”, do álbum “Trespass” (1970), ainda anterior à época de Steve Hackett e Phil Collins. Presumivelmente também terão sido estes os encores tocados pelos Genesis nos seus concertos.
Passadas as duas horas e pouco da praxe, ficámos com vontade de mais. Pessoalmente, o sentimento dominante após estes concertos revivalistas de dois super-grupos e dois dos nomes mais importantes da história do rock, é duma imensa pena de não ter podido assistir a estas performances executadas pelos músicos que as tornaram famosas. A interpretação do tema “The musical box” foi mesmo, para mim, o ponto alto do espectáculo, não só porque é uma das melhores canções dos Genesis como a sua complexidade instrumental só é verdadeiramente perceptível se for vista. Ouvindo não se percebe na totalidade o grande trabalho instrumental que ali está. É verdade que a execução foi excelente, mas inesquecível seria ver em palco Peter Gabriel, Tony Banks, Phil Collins, Steve Hackett e Mike Rutherford. Vi os Genesis em 1992, sem Gabriel e sem Hackett, com Daryl Stuermer e Chester Thompson em funções para libertar Phil Collins para a frente do palco, e apesar da competência técnica de ambos fica-se sempre com uma sensação de um certo vazio, tal como acontece com os Pink Floyd. Os fãs de longa data destes grupos foram-no desde o tempo em que eles se tornaram famosos com as suas formações completas, e são essas que guardam na memória. Tal como já referi acerca do “Off The Wall”, o que vemos agora são grupos amputados. Acho que tanto uns como outros devem aos fãs aquilo que os Pink Floyd fizeram para o Live 8: reunir-se de novo, pelo menos uma vez, e fazer uma grande digressão para recordar os bons tempos. Assim, pelo menos, ficaríamos todos um pouco saciados das saudades que nos deixaram, e que não são os clones de hoje que conseguem apagar, por muito fiéis que sejam. Mas tal como os Pink Floyd, também os Genesis anunciaram no seu site oficial, em Dezembro de 2005, que não está previsto tocarem em lado nenhum nos próximos 12 meses. Já os “The Musical Box” anunciam para 2007 a sua despedida com uma nova digressão onde será tocado o “Selling England by the pound” (1973). Cá ficamos à espera.

Parece que ainda há mais um grupo do género na estrada, intitulado “The Logical Tramp”, já com actuações agendadas para o Porto, Faro e Ilha do Pico. Como se infere do nome, é um tributo a outro dos meus grupos preferidos, os Supertramp, uma das minhas primeiras paixões musicais. Aliás, no final do concerto na Aula Magna, a música ambiente que começou a tocar foi precisamente “The logical song”. Por acaso, ou talvez para nos abrir o apetite. Ainda tive a possibilidade de vê-los com a formação completa, em 1979 no Pavilhão de Cascais, na sequência do sucesso de “Breakfast in America” (foi o primeiro concerto do género a que assisti). Voltei a vê-los em 2002 no Pavilhão Atlântico, com uma formação já distante da que os tornou famosos. Roger Hodgson já há muito tinha saído, deixando para Rick Davies todo o protagonismo, o baixista Dougie Thomson também abandonou e o novo co-vocalista, que supostamente substituiria Hodgson, deixa muito a desejar nesse papel. No meio das mudanças, os 5 passaram a ser 8. Não voltou a ser a mesma coisa. Segundo li, os “The Logical Tramp” pretendem fazer reviver os Supertramp dos tempos áureos, ou seja, com Roger Hodgson, e reclamam até ser melhores que a formação actual. Vou estar atento.

Para finalizar, uma referência ao estranho comportamento de algum público. Para além de meia-hora depois do horário marcado para o início ainda haver gente a entrar na sala, o que mais me espantou foi o permanente corrupio de alguns espectadores, saindo e entrando na sala constantemente, não se percebendo muito bem o que lá foram fazer para não assistir a todo o espectáculo. Houve uns que até chegaram a sentar-se na escada em ver de irem para o seu lugar, o que é uma coisa completamente estranha. Enfim, particularidades dos portugueses que nunca hei-de entender.

Kroniketas, melómano saudoso

sábado, 11 de março de 2006

The lamb lies down on Broadway - Recreation of Genesis

Nós estivemos lá. A reportagem dos nossos enviados especiais este fim-de-semana.

tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos

sexta-feira, 10 de março de 2006

Espumar de raiva

Não pensava escrever este post, mas os comentários que tenho para fazer são demasiado extensos para serem escritos numa caixa de comentários. Manifesta-se o Pólis&etc. “pasmado” com o post aqui colocado mais abaixo, porque uma “minoria” de pessoas me tirou do sério e deu origem a um post que, ao contrário do esperado, não era de euforia (correcção: a euforia está estampada no outro mais abaixo).
Se o Polis tivesse lido ou ouvido o que as Krónikas Tugas leram e ouviram ficava esclarecido. Se quiser cedemos-lhe a gravação, pode ser que então perceba como se pode quase desesperar com aquilo que se ouve, quando aquilo que se ouve atinge as raias do insuportável. Foi por esse motivo que alguém que o Pólis&etc. bem conhece se afastou dum determinado programa há um mês. Porque as manifestações de ódio e anti-benfiquismo primário são de tal forma assanhadas que a única forma de não perder a compostura é não dizer nada. Não é possível manter a calma e uma postura correcta quando vemos o nosso clube e os seus adeptos serem diariamente bombardeados com insultos, ofensas e mentiras, ditas descarada e despudoradamente por que não tem qualquer tipo de escrúpulos e não se coíbe de mentir para ter razão, com um único intuito: arrasar por todos os meios um clube chamado Sport Lisboa e Benfica. E para que certas coisas não sejam ditas nas ondas de rádio, é preferível usar um espaço como este para soltar alguns desabafos.
Não vou transportar para aqui as aleivosias que são vertidas noutro espaço, até porque o objectivo deste blog é ser um local de opinião e não um forum de discussão futebolística. Mas se o Pólis&etc. não acredita naquilo que aqui está escrito, ou se acha que estamos a sonhar ou a imaginar coisas, as Krónikas Tugas desde já se disponibilizam para esclarecer pessoal e verbalmente o Polis acerca da origem da “raiva que emana deste poste”.
Acerca dos elogios ao Benfica que o Polis esperava, já os coloquei várias vezes noutras ocasiões, o que aliás mereceu sempre do Polis um comentário sarcástico a lembrar-nos da nossa “mania das grandezas”, que aliás agora reitera com a alusão à “nostalgia megalómana”, tal como fala do “fidalgo arruinado” (se for necessário também podemos recuperar esses comentários). O que não deixa de ser irónico, quando é o clube afecto do Polis que parece estar em situação de desespero para evitar a falência, colocando os seus sócios entre a espada e a parede para aprovarem a venda de património, solução que é apresentada como única tábua de salvação, coisa que os seus fidalgos, condes e netos de viscondes pelos vistos não conseguiram evitar (pois não é este o clube de elite e da fidalguia, dos bem nascidos?). O fidalgo arruinado não será, então, o do outro lado da 2ª circular? É que nós, cá deste lado, somos o clube do povo.
Quanto às “glórias passadas” de que fala o Polis (estará certamente a referir-se às duas Taças dos Campeões Europeus ganhas na década de 60, a que se seguiram outras 3 finais perdidas e mais 2 na década de 80, para além de 4 tri-campeonatos ganhos entre 1963 e 1977), elas são de facto um património inestimável da história deste clube, e estou certo que o Polis não desdenharia que o seu clube tivesse tais “glórias passadas” no seu historial, mas infelizmente não as conseguiu. Mas já agora podemos falar de glórias não tão passadas, e lembrar aqui que em 2004 e 2005 o Benfica ganhou 1 Campeonato, 1 Taça e 1 Supertaça, coisa que o Polis também considerou um empanturramento mas que certamente gostaria de ter conquistado. Pode-se ainda acrescentar que o Benfica, além do futebol de 11, é também campeão nacional de futsal e voleibol, modalidades onde aliás fez a famosa “dobradinha” (Campeonato e Taça). No futsal, aliás, o clube que vive das “glórias passadas” ganhou 2 Campeonatos, 2 Taças e 1 Supertaça em 2003 e 2005. No voleibol, entretanto, já conquistou a Taça de Portugal desta época e está apurado para as meias-finais do “play-off”. Para glórias passadas não está mal. Mas a glória de eliminar o campeão europeu é apenas de anteontem, e foi o Benfica a primeira equipa portuguesa a consegui-lo (e sem sofrer qualquer golo), tal como foi a primeira a ganhar no estádio de Anfield Road.
Para além disso, o Benfica construiu um novo estádio com capacidade para 65.000 pessoas (maior que os dos seus rivais), construiu 2 piscinas e 2 pavilhões e conseguiu reabilitar as modalidades de alta competição, de que a prova são os recentes sucessos no voleibol e no futsal. E, depois de muitos avanços e recuos, está finalmente à beira de inaugurar o centro de estágio, isto depois de ter passado por lá um presidente que não só não construiu nada como vendeu ao desbarato tudo o que pôde e hipotecou o antigo estádio. Apesar de já nos terem feito vários funerais e de se terem vangloriado de nos terem posto a pedir, resistimos a tudo e conseguimos regressar às grandes noites europeias que eram habituais no tempo das “glórias passadas”.
Quanto à “coligação”, ela manifesta-se nos pormenores e nos “pormaiores”. Desde votos mútuos de vitórias no campeonato, até desejos comuns de que o “inimigo” perca por 7, já sem falar no célebre pacto celebrado num conselho leonino e denunciado por João Rocha (que por sinal muitos consideram o melhor presidente de sempre do Sporting). Será ele simpatizante do Benfica ou lampião infiltrado em Alvalade para dizer estas enormidades? Será que também só existiu na cabeça dele? Só falta mesmo fundarem o Sporting Clube do Porto. É uma minoria? São aqueles que se manifestam e emitem opinião, portanto só podem ser esses a servir de bitola acerca do sentimento dominante.
Para finalizar, pretender aproximar as Krónikas Tugas daqueles que critica é uma falácia. Porque o que foi escrito foi um desabafo, para não o manifestar doutra forma, e porque a extraordinária vitória conseguida soube também a vingança sobre todos aqueles (sejam “dezenas” ou não) que nos desejam tudo de mau. Nunca as Krónikas Tugas exprimiram, objectiva ou dissimuladamente, qualquer desejo de fracasso para os nossos adversários, muito menos que fossem goleados por 7, e ainda menos que eram esses os nossos momentos de maior felicidade. Mas aqueles que o fazem, aqueles que mentem, aqueles que insultam, achincalham e acusam sem provas, apenas revelam sentimentos de um ódio cego que merece todo o repúdio. O post que deixou o Polis pasmado é contra esses. A esses desejamos-lhes o dobro do que nos desejam a nós. Contra esses sentimo-nos vingados com esta vitória. A carapuça só serve a quem a usar, o que, obviamente, não é o caso do Polis.
Pode-se, no fim de tudo, perguntar: não é isto tudo irracional e exagerado? Sem dúvida que sim. Mas enquadrado no registo em que se discute o futebol, quando nos apelam aos sentimentos tribais, ao ofenderem o meu clube estão a ofender-me a mim (porque sou sócio com lugar cativo e accionista, o clube também sou eu). E mais ainda quando dizem que “o Benfica é um clube de gangsters, de ladrões, de assassinos e de proxenetas” (para que conste, quem o disse foi um sportinguista, que depois de muito criticado por quem foi atingido, mereceu sucessivas manifestações de solidariedade dos membros da “coligação”; mas não se solidarizaram com os ofendidos).

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Para recordar



Um momento memorável duma vitória memorável: o primeiro golo do Benfica, marcado por Simão Sabrosa. Razão tinha eu em não querer que ele fosse transferido para o Liverpool. Olha se ele tivesse estado do lado de lá...
Que este momento se repita com o adversário que vier aí.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Pensamento do dia

Já só faltam 10 anos para Cavaco Silva abandonar a Presidência da República...

blogoberto, chico-esperto

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. 9

Na hora do noticiário...

(clique na imagem, por obséquio e também para ver melhor)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

quinta-feira, 9 de março de 2006

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. Fora de Série 2*

No rescaldo...

(clique na imagem, por obséquio e também para ver melhor)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

*eu sei que é uma contradição numerá-los, mas teve de ser...

Final em mau estilo

Na tomada de posse do novo Presidente da República, Mário Soares encerrou o seu ciclo político da pior forma: não foi à sessão de cumprimentos a Cavaco Silva e saiu pela esquerda baixa, abandonando o Palácio de S. Bento apressadamente e sem dizer “água vai”.
Não havia necessidade... Sinal de mau perder?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Os anões


Numa altura em que a coligação Sporting-Porto está há muito tempo afastada das competições europeias e só resta o Benfica como representante português nas provas da UEFA, é curioso verificar algumas mudanças de discurso de alguns anões e marrecos mentais.
- Agora já não somos todos portugueses porque agora já não é uma equipa portuguesa que lá está.
- Agora já não é obrigatório torcer pela equipa que lá está porque agora os pontos ganhos por essa equipa já não são importantes para o “ranking” dos clubes na UEFA.
- Agora já há razão para desejar que a equipa presente seja eliminada porque os seus adeptos são arrogantes (isto dizem os portistas!!!).
- Agora há quem deseje que o Benfica seja goleado e banido das competições europeias porque não tem categoria para lá estar.

Isto é dito pelas mesmas pessoas que desejam que se não for o Sporting a ganhar o campeonato, que seja o Porto, e se não for o Porto, que seja o Sporting. Estamos, portanto, perante os adeptos do Sporting Clube do Porto. São as mesmas pessoas que dizem que a maior alegria que têm é quando o Benfica perde por 7 (sendo assim só tiveram duas alegrias na vida). São as mesmas pessoas que desejam que o Porto ganhe todos os seus jogos até jogar com o Sporting para não correr o risco de o Benfica se aproximar do 1º lugar. São as mesmas que chamam ao nosso estádio “galinheiro” ou “capoeira”. São os mesmos que nos chamam o clube da codorniz ou galináceos. São os mesmos que dizem que não temos categoria para estar na Liga dos Campeões (mas não dizem que o seu “grande clube” ficou em último lugar no grupo que tinha esses colossos do futebol mundial que dão pelo nome de Artmedia e Glasgow Rangers, e que na Liga dos Campeões que ganharam defrontaram outros colossos como o Lyon, o Corunha e o Mónaco, e quando ganharam uma Taça no Japão venceram nos penalties uma equipa cujo nome ninguém sabe...).
Estes marrecos mentais só têm um fim nas suas tristes e grotescas existências: odiar o Benfica. Os únicos momentos de felicidade que estes pobres de espírito devem ter são quando podem estar num site dum jornal ou num programa de rádio a destilar veneno contra o clube a quem devotam todo o seu ódio.
A sua pequenez não lhes permite ver que ao odiarem-nos tanto só nos engrandecem, porque só se odeia aquilo que é importante, aquilo que nos incomoda. Mas a nós, benfiquistas, esses anões não nos incomodam, porque por muito que se ponham em bicos de pés nunca deixarão de ser anões, nem nunca saberão o que é um clube com dimensão mundial. Não percebem que por muitos troféus que ganhem nunca deixarão de ser aquilo que são, anões, porque nasceram pequenos e provincianos e hão-de ser sempre assim. Assim como a rã que queria ser boi e, de tanto inchar, rebentou. Têm a mesma importância duma mosca varejeira que esvoaça à nossa volta mas que nos limitamos a enxotar.
Espero que passem todos uma péssima noite, que espumem de raiva até ao desespero e que continuem a desejar ardentemente as nossas derrotas, porque cada momento de glória que tivermos, como esta noite em Anfield Road ao ganhar ao campeão europeu, será mais um grande sapo que terão de engolir. Espero que não se asfixiem para poderem ainda engolir muitos outros sapos.
Como disse um estadista, longa vida aos nossos inimigos (em especial Pinto da Costa e seus acólitos) para que assistam de pé às nossas vitórias.

Kroniketas, sempre kontra as tretas e em jeito de desabafo

Campeões! Campeões! Nós somos campeões!



SLB! SLB! SLB! SLB! SLB!
GLORIOSO SLB!
GLORIOSO SLB!

Os adeptos do Sporting Clube do Porto podem continuar a ver os jogos europeus da sua equipa na Playstation.

Kronketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 7 de março de 2006

Não há palavras

Já nem sei o que hei-de pensar ou sentir quando vejo as notícias de mais uma criança morta por maus-tratos. Agora foi um bebé de três anos morto por pontapés na barriga. Não há palavras que possam exprimir a repulsa que se sente perante isto. Hoje, que um dos meus filhos faz 8 anos, interrogo-me sobre que espécie de gente consegue fazer coisas destas. “Gente” não é, certamente. Os animais irracionais não fazem isto.
É nestas alturas que tenho pena de não haver umas excepções para a pena de morte. Ainda se vai gastar dinheiro com a prisão desta gente? Porque não atá-los a um bloco de cimento e atirá-los da ponte 25 de Abril?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

domingo, 5 de março de 2006

Off The Wall





Começamos este post com a imagem dum momento histórico: o reencontro dos quatro Pink Floyd (já bem entradotes) para tocarem juntos, ao fim de mais de 20 anos, no Live 8. Para os fãs incondicionais do grupo (como é o meu caso, que os coloco no 1º lugar das minhas preferências) foi um momento mágico que abriu uma porta de esperança para uma repetição do acontecimento e uma digressão em conjunto.
Desde a saída de Roger Waters, a seguir à edição do Final Cut (1983) (para mim o disco dos Pink Floyd que não fazia falta nenhuma, porque foi uma espécie de refugo do que sobrou do The Wall), os fãs do grupo limitaram-se a poder ver os Floyd sem Waters (1994 no Estádio de Alvalade) ou Waters sem os outros (Pavilhão Atlântico em 2002). Pela televisão pudemos ver os Pink Floyd em Veneza e em Londres e o Roger Waters encenar o “The Wall” em Berlim, depois da queda do muro. Mas parece que faltou ali sempre qualquer coisa. Ver os Pink Floyd sem Roger Waters parece mostrar-nos um grupo amputado. A execução é brilhante mas parece que falta a alma. Ver Roger Waters com um grupo de apoio a executar o que David Gilmour, Richard Wright e Nick Mason faziam com ele, dá-nos a alma do grupo mas falta algum brilhantismo, falta a sonoridade que só os solos de Gilmour e os teclados de Wright conseguem transmitir.
Por isso a importância e a carga emocional de que se revestiu o reencontro no Live 8. Depois daquilo toda a gente ficou à espera de mais. Infelizmente, no site oficial os próprios desmentiram essa possibilidade, pelo que temos de nos continuar a contentar em aproveitar avidamente os DVD’s que vão saindo, de uns e de outro ainda separados, ou as poucas oportunidades para os rever ao vivo (já tenho encontro marcado com o Rock-in-Rio para 2 de Junho).
Eis senão quando começam a aparecer anúncios de concertos de tributo a algumas bandas históricas, uma espécie de clonagem dos originais. Segundo as informações que pude recolher, estes espectáculos são feitos com o beneplácito e o elogio dos originais, sendo executados por músicos profissionais, eles próprios fãs dos grupos em causa. Para os saudosistas e nostálgicos das super-bandas, eis aqui uma boa oportunidade para ouvir tocar ao vivo as músicas de que mais gostamos.
Esta 6ª feira uma parte das Krónikas Tugas, reforçada com uma parte do Grupo Gastrónomo-Etilista “Os Comensais Dionisíacos”, deslocou-se ao Pavilhão Atlântico para assistir à actuação dum grupo chamado Off The Wall. O nome é claramente sugestivo e transporta-nos logo para o imaginário da obra-prima de Roger Waters dentro dos Pink Floyd, e até nos leva a pensar que o espectáculo poderá ser uma recriação do “The Wall” (1979) ao vivo, o que não é o caso.
Ao longo de pouco mais de 2 horas o grupo intitulado Off The Wall percorreu alguns dos temas mais importantes dos Pink Floyd. Começaram logo pelo meu álbum preferido (não só dos Pink Floyd, mas de todos os que conheço), o “Wish you were here” (1975), que tocaram de seguida quase na totalidade. Faltou apenas a canção que dá o nome ao disco, que ficou reservada para o encore. O “Dark side of the moon” (1973) também foi tocado quase na totalidade, embora com alguns saltos na ordem original. Pelo meio, algumas incursões avulsas a álbuns como “Meddle” (1971), com “One of these days”, e os menos significativos “A momentary lapse of reason” (1987), com “Learning to fly”, e “Division Bell” (1994), com “Coming back to life”, e naturalmente algumas das peças mais importantes do “The Wall” (“Another brick in the wall”, “Hey you”, “Run like hell”), tendo encerrado o espectáculo com uma interpretação alargada do inesquecível “Comfortably numb”, logo a seguir ao “Wish you were here”.
Os músicos em palco (um teclista/vocalista principal, um guitarrista/coro e uma guitarrista/vocalista, um baixista, um baterista, um saxofonista/coro e um duo feminino no coro) mostraram-se bastante competentes no desempenho da tarefa. O vocalista principal, encarregado das teclas, não ficou a perder em termos de voz em relação a David Gilmour. Algumas partes de voz de Roger Waters foram interpretadas por ele ou pela vocalista, com algum apoio dos coros. Menos habitual foi a presença duma guitarrista/vocalista, que além de cantar bem (e atreveu-se a fazer o vocal de “The great gig in the sky”, que no original foi interpretado por uma mulher com um vozeirão, Clare Torry), fez solos de guitarra acústica, eléctrica e ainda tocou a variante chamada “pedal steel guitar”. Uma agradável surpresa!
O outro guitarrista, que fez uma boa parte dos solos, não sendo exactamente como o David Gilmour, não se saiu mal da tarefa, tendo reproduzido quase nota por nota as partes mais complicadas.
Quanto a encenações, para além duns quantos jogos de luz o destaque vai para o tradicional ecrã circular que os Pink Floyd habitualmente utilizam, onde foram projectadas imagens do princípio ao fim do espectáculo, começando com a imagem omnipresente de Syd Barrett e terminando com os quatro magníficos. Pelo meio, imagens de “The Wall - O filme”, umas quantas aparições de figuras pouco queridas da audiência em momentos judiciosamente escolhidos, como George W. Bush (durante o verso “the lunatic is on the grass”...), Hitler e Bin Laden.
De resto, mostraram que tinham o trabalho de casa bem preparado, mantendo a audiência presa aos lugares para ouvir a música com toda a atenção. Um aspecto curioso que notei neste concerto foi o facto de, ao contrário da maioria dos outros, mesmo na plateia em pé não se ver ninguém a dançar. Para além da música não ser propriamente dançável, realça o facto de que o pessoal foi lá mesmo para ouvir música.
Para os apreciadores, foi um tempo muito bem empregue, a abrir o apetite para os próximos tributos. Prá semana há mais.

Kroniketas, floydista militante

sábado, 4 de março de 2006

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. 8


(clique na imagem, por obséquio e também para ver melhor)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

A Tuguice Invejosa - uma doença crónica



Certamente conhecem aquele velho ditado: "Preso por ter cão e preso por não ter"! Ele não é mais do que a constatação popular de uma característica de muitos tugas, que é a inveja crónica. Ninguém fica triste por não ter, fica-se triste por o outro ter...
Veja-se o que aconteceu com a visita de Bill Gates à Tugalândia: se o homem tivesse ignorado a existência destes mamíferos da ocidental praia lusitana, "aqui d'el rei", sacana arrogante, americano estúpido, podia ajudar-nos tanto, etc. e tal; como pelo contrário nos concedeu uns minutos e uns milhões de atenção, "aqui d'el rei" que está tudo de cócoras, que nós somos pobres mas orgulhosos, não precisamos de camones que só vêm cá fingir que dão para nos sacar mais dinheiro, etc., etc., ad nauseam...
(E o mais engraçado é que vi alguns destes exemplares do tipo detractor no seminário que ocorreu na Fundação Gulbenkian, com a presença do "acocorante"! Quando é para aparecer...)
Porra que somos difíceis de contentar! E isto é válido para muitas outras coisas, da Expo 98 ao Campeonato da Europa, do Bill Gates ao Warren Buffet, da mulher do vizinho* ao carro do tio! Ninguém procura ter, mas culpa-se os outros por tê-lo...
Esta inveja crónica corrói-nos, gasta-nos as energias em coisas inúteis, desvia-nos a atenção do que deviam ser os nossos objectivos.
E se fossemos todos olhar "prós" nossos quintais, procurássemos o nosso êxito e deixássemos os outros em paz?

tuguinho, cínico mas não invejoso

* ok, ok, esta aqui até se pode justificar, pronto.

quinta-feira, 2 de março de 2006

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. 7

Os filmes em DVD são uma coisa muito bonita…


(clique na imagem, por obséquio e também para ver melhor)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

quarta-feira, 1 de março de 2006

Um pouco de estatística...

Estudos provaram que a máscara mais usada durante este Carnaval em Portugal foi a de elefante. Muitos milhares de pessoas andaram de trombas, especialmente na cidade do Porto e em Lisboa, na zona do Estádio da Luz, na noite de domingo.

Mateus Bichoso, repórter horroroso (mascarado de jornalista)

Frase da jornada


“Estou convencido que sem esse golo o resultado seria um empate.”
(Pôncio Monteiro comentando o Benfica-Porto no programa “Superliga”, TVI, 27-2-2006)

Eu diria mesmo mais (como os irmãos Dupondt): estou convencido que se não tivesse havido um golo o resultado seria 0-0!

Kroniketas, sempre kontra as tretas