sábado, 9 de julho de 2005

Não concordo!

Meu caro Kroniketas, não concordo em absoluto com a análise simplista que fizeste em relação ao negócio da construção. Então tu estás a denegrir um dos poucos sectores com iniciativa e visão de futuro que a nossa economia tem? O facto de se estarem a construir casas para 40 milhões de pessoas só mostra a grandiosa visão de futuro que os nossos dignos construtores civis possuem! É a confiança no futuro e na taxa de fertilidade dos portugueses que os faz construir assim. Não seria pior daqui a 20 anos chegarmos à conclusão de que faltavam casas para os portugueses jovens morarem?
É que, se fizermos as contas, as conclusões são óbvias: podemos desprezar a taxa de mortalidade, porque certamente os governos irão aumentar a idade de reforma para os 100 anos e os tugas, teimosos como são, vão querer receber a sua reforma, logo não vai morrer ninguém nos próximos anos; se considerarmos também que alguém deitará um composto afrodisíaco poderoso na água da rede durante os próximos 5 anos e que os portugueses vão fornicar como coelhos, tendo similar e extensa prole; se considerarmos que a Cova da Moura ainda vai crescer muito e que ainda há muita gente nos países de leste que ainda não emigrou para Portugal; se tivermos portanto em conta estas hipóteses mais do que prováveis, a nossa população será no mínimo de 40 milhões daqui a uns poucos de anos.
É assim evidente que aquilo que o meu caro Kroniketas classifica como desvario não é mais do que previsão, quiçá mesmo serviço público de inenarrável valor! Continuem, meus bravos, que ainda vejo umas manchas arborizadas e alguns sítios ermos onde a vossa boa vontade (e uns bons baldes de cimento) ainda não chegou.
A bem da nação

tuguinho, cínico cimentado