domingo, 25 de fevereiro de 2007

Ping-pong de baboseiras

Depois de o treinador do Boavista, Jaime Pacheco, ter dito que o Chelsea estacionou o autocarro em frente à baliza no jogo com o Porto, José Mourinho respondeu que Pacheco só tem um neurónio... e está avariado.
Pacheco retorquiu que Mourinho é doente mental.
Perante tão edificante troca de piropos, só me resta dizer: tão bom és tu como és tu, vê lá tu!

Gabriel Alves dos Santos, tanto comenta livres como cantos

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

O sushisurf


Ou
A dissertação definitiva sobre os modismos enervantes

“Endoidou de vez!”, clamam os mais tolerantes. “Nunca me enganou com aquela pose lúcida.”, bichanam os que se julgam mais sagazes. “Agora deu-lhe para isto!”, constatam os de maior compaixão. “Mas que raio é um sushisurf?”, berram os mais práticos.
Ora bem, um sushisurf… não é nada! É apenas o título do post onde quero falar de algumas modas que já se começam a tornar enervantes: o sushi e o surf!
Como diziam os outros naquele rap célebre, “nada contra”! Acho as actividades de comer peixe cru ou de tentar equilibrar-se nas ondas com um bocado de pau ou fibra ou lá o que é debaixo dos pés tão legítimas como as que me dão gozo a mim. Portanto, não há aqui nada contra as pessoas que realmente gostam de uma coisa ou outra. Acaba aqui a parte politicamente correcta.

O que realmente me enerva é a profusão de sushiómanos que de repente surgiu a tecer loas sobre as virtudes daquele tipo de comida. Meus amigos, também já provei (até várias vezes, não fosse o “cozinheiro” ser mau ou eu ter azar) e digo-vos que, se não fossem os molhos, aquilo só sabia a uma coisa: peixe cru! E peixe cru por peixe cru, prefiro biqueirões em vinagrete. Cá para mim este “petisco” surgiu nalguma época em que os japoneses não tinham onde cozinhar. Vai daí enrolaram a coisa num ritual e assim, para o peixe cru lhes passar pelas gargantas. Mas nada de mal vem ao mundo por alguém gostar desta comida – mas é ver o exército de pseudo-apreciadores em esforços hercúleos para o fazer descer pela garganta, só porque é moda e é bem frequentarem sushi-bars e restaurantes com nomes acabados em -moto. Simplesmente insípido – a comida e os modistas.

Para continuar no peixe, falemos agora do surf. Ainda sou do tempo em que surfista era bicho raro e realmente o era, ou seja, era alguém que no mínimo se conseguia pôr de pé na prancha, o que não é despiciendo, e que tinha uma filosofia de vida muito própria. De repente (é, parece que este tipo de coisas acontece sempre assim), catadupas de surfistas de fatinho à maneira e prancha debaixo do braço brotaram das areias e entupiram as nossas vagas como cardumes de sardinhas! É vê-los como manchas de crude nas ondas das nossas praias, a tentar arranjar uma vagazita na onda a abarrotar (ena, esta saiu bem!). E depois existem todas as declinações: bodyboard (para os que nunca iriam conseguir pôr-se em pé na prancha), kitesurf (para os que gostam de esticões), windsurf (para os que queriam ter alguma coisa para se agarrarem), etc.
Se nem no tempo do Marés Vivas assistimos a este desabrochar da malta da prancha, o que os fez surgir agora assim? Os Morangos com Açúcar? Os preços do material que baixaram? Agora há pranchas da Floribela? Ou passou apenas a ser bonito andar com a prancha na mão e o cabelo a esvoaçar, porque fica melhor na fotografia?
Não me interpretem mal, eu gosto muito de água! Bebo-a muito e uso-a todos os dias para tomar banho. E desde já vos confesso que não é por não saber nadar que este texto passou a existir. Só que estas coisas causam-me nervos! É a atitude de carneirada que também noutros campos se exibe, para mal da nossa existência. Que mal há em nadar simplesmente?
Tenho para mim que ainda vou ver malta a tentar equilibrar-se na prancha enquanto come uns rolinhos de sushi. Pelo menos sempre era original…

tuguinho, cínico encartado

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Discussão estúpida

A discussão havida no último “Prós e contras” acerca da taxa de justiça a pagar pelos subscritores do pedido de habeas corpus do sargento Luís Gomes, é um excelente exemplo da redoma em que vive a justiça deste país e muitos daqueles que a exercem.
A posição do Juiz conselheiro Fisher Sá Nogueira é duma aberração total. Não caberia na cabeça de ninguém que o indeferimento do pedido implicasse 10.000 taxas de 498 euros, o que resultaria num total de quase 5 milhões de euros por um indeferimento!!! Mas lá do alto da sua sapiência e da sua intocabilidade, o sr. Juiz conselheiro manteve-se cegamente na sua, olhando à letra da lei, de que os 10.000 requerentes tinham, TODOS, de pagar 498 euros. Teve de ser José Miguel Júdice a pôr ordem na conversa ao dizer que a interpretação das normas jurídicas não pode ser feita de modo a levar a uma decisão absurda.
Felizmente no dia seguinte o Supremo Tribunal de Justiça veio repor algum bom-senso nesta situação e esclarecer que era só uma multa de 480 euros. Haja alguém neste país que tenha juízo.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

O estigma da culpa

Só é pena que o Dr. Gentil Martins tenha usado na TVI de uma argumentação tão carregada de preconceitos e tabus, provavelmente de origem católica, ao dizer que, "evidentemente o SNS não vai ter capacidade de absorver e dar resposta aos casos de aborto, já que o mesmo serviço tem listas de espera até para o cancro". E prossegue brilhantemente: "não se vai colocar numa lista um aborto à frente de um cancro, pois do cancro as pessoas NÃO TÊM CULPA, AO PASSO QUE DO ABORTO, TODA A GENTE SABE COMO É QUE SE FAZ AQUELE SER QUE ESTÁ ALI."...
Sr. Dr., que argumentação lamentável, que tal como na Idade Média colocava a actividade sexual, uma das mais naturais da humanidade, como coisa do Demo, que devia ser reprimida com as eternas penas do inferno...
Sempre o estigma do pecado e da culpa!
V. Exa. deve saber muito bem, como médico que é, que para ter uma gravidez indesejada, basta para tal incorrer numa qualquer interacção medicamentosa, desconhecida da maior parte das utentes, quando se está tomar a pílula anticoncepcional. E um filho a mais pode ser uma sobrecarga incomportável para a classe social de algumas mulheres.
Não para a de V. Exa., certamente, pois as madames de há muito que vão a Londres resolver esses incómodos às escondidas da muito pia e virtuosa society em que se movem...
Quanto às pessoas que têm cancro estarem isentas de culpas, isso é discutível.
Se eu todos os dias me encharcar de bebidas alcoólicas destiladas, enfardar comidas gordurosas e sem fibras e me entupir com o fumo de 40 ou 60 cigarros, é quase certo que um dias destes vou acabar sem cabelo e sem bocados do meu corpo nos serviços de V. Exa.
Tratar as consequências para a saúde de todas estas irresponsabilidades, que não sofrem anátemas e são socialmente aceites, custam uma pipa de dinheiro aos cofres do estado, fora a quantidade de vidas que se perdem todos os anos, neste país, tão católico e de tão brandos costumes...
Quanto a ter relações sexuais das quais resultam gravidezes não desejadas, deixem os pais de bloquear o Ministério da Educação a respeito da introdução nos curricula da disciplina de Educação Sexual.
Talvez seja a primeira medida a tomar com vista a uma diminuição acentuada dos abortos...!

Lelé Batita, artista convidada

Dois países?


Dizia hoje um sociólogo que é assim desde as guerras liberais. E realmente, olhando para o mapa das votações no referendo, salta à vista que é mesmo assim. O norte com excepção do Porto votou "não", o sul votou "sim".

As pessoas não são intrinsecamente diferentes num e noutro sítio - é o domínio dos caciques civis e religiosos que ainda perdura, se não sobre os corpos pelo menos sobre as mentes, que faz a diferença. É a diferença entre aquele que aceita e o que discute, entre o que prefere a migalha ao que prefere a liberdade.

Tantos anos depois da democracia se instaurar, é triste ver tantas grilhetas ainda por aí. Se as pessoas tivessem pensado realmente por si em vez de seguirem as indicações do padre ou do cacique, a votação nessas regiões seria idêntica? Não se fazem abortos por lá? Ou é a hipocrisia que lá vence em toda a linha?


tuguinho, cínico encartado

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Tempo de viragem

Finalmente parecem estar criadas as condições para acabar com a ignomínia do julgamento das mulheres que abortam. Desta vez nem as cambalhotas linguísticas dos movimentos do “não”, criando a confusão com a despenalização, a liberalização e a interrupção, nem as cambalhotas legislativas de última hora com a intenção de manter a pena na lei sem penalizar, nem o terrorismo emocional utilizado de forma despudorada com o aproveitamento da inocência das crianças para fazer campanha, conseguiram desviar as atenções do eleitorado daquilo que era essencial e que estava a votos neste referendo.

Desta vez “ganhou quem mereceu ganhar” (Miguel Sousa Tavares, TVI)

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Tempo de reflexão

Era um tipo tão religioso, tão religioso, mas tão religioso, que todos os dias ia a pé até Fátima!
Morava mesmo ao lado da Cova da Iria...

blogoberto, chico-esperto

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Des-pe-na-li-za-ção

Leiam bem e repitam todos em coro: des-pe-na-li-za-ção. Porque é esta palavra que vai aparecer no domingo no boletim de voto. Não é liberalização, não é aborto livre, não abortar porque sim, é des-pe-na-li-za-ção. É isso que vai a votos, por muitas voltas que lhe queiram dar. Significa isentar de pena. O resto não está a votos, apesar dos exercícios de linguagem que os defensores do “não” têm feito para lançar a confusão.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

A lobotomização da esquerda

Com o comentário com este título feito neste artigo ficámos a saber que:

- A esquerda lobotomiza o povo e menoriza os valores éticos, sendo a direita a irredutível defensora da educação cultural do povo... e da ética. É a grande descoberta do Século XXI neste cantinho da Europa.

- A direita é a grande guardiã da moral, mas não se diz é de que moral estamos a falar. Sim, porque convém saber se a moral que se apregoa é a mesma que se pratica.

- A despenalização do aborto é a grande responsável pela diminuição das taxas de nascimento na Europa. Faltou acrescentar que as taxas de nascimento em Portugal já estão a baixar há muito tempo mantendo-se o aborto ilegal. Logo, não se vê onde se possa estabelecer uma relação de causa e efeito entre coisas que não existem.

- A esquerda portuguesa anda ao arrepio do que se passa no mundo. Esse mundo deve ser constituído pela Irlanda e a Polónia, únicos países da UE onde o aborto se mantém ilegal. O exemplo de modernidade, como historicamente sempre aconteceu, é dado pela direita. A mesma onde se encontram os opositores da contracepção e da educação sexual nas escolas, os que acham que uma mulher violada deve ser obrigada a ter o bebé, os que preferem ignorar a realidade do drama do aborto clandestino, pensando que punindo-o ele desaparece porque assim não vai aparecer nas estatísticas oficiais.

Deste modo já podem ir todos dormir descansados enquanto continua a haver jovens a engravidar e a morrer por causa dos abortos clandestinos que praticam. Mas a moral e os bons costumes foram defendidos, porque esses não aparecem nas estatísticas oficiais.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

O país dos trogloditas (VI)

Troglodita 8 - O pároco de Castelo de Vide ameaçou que quem votar “sim” no referendo será alvo de excomunhão e ficará sem funeral religioso. Deve ser um exemplo da humanidade e tolerância católica.

Troglodita 600 - Ficámos a saber que mais de 600 mulheres reunidas num jantar de “Independentes pelo não” acham que as suas iguais são incapazes de decidir em consciência e pela sua cabeça de modo responsável, achando que devem ser julgadas e presas se abortarem. Mostram assim a imagem que têm de si próprias. É triste. Como é triste ver uma mulher como Laurinda Alves nestas manifestações beatíficas misturada com outras como Matilde Sousa Franco.

Valter Rego, observador desassombrado

Os moralistas de sacristia

Eis-nos então a uma semana do novo referendo sobre a descriminalização do aborto até às dez semanas. Neste momento devem estar a interrogar-se: olha, este gajo deixou de saber escrever! Felizmente, acho que ainda não me aconteceu isso – quis antes enfatizar aquilo que se vai decidir no domingo que aí vem. Ninguém vai dizer se é contra ou a favor do aborto, até porque penso que isso é uma decisão do foro íntimo de cada mulher e da situação em que se encontre. A ÚNICA COISA A QUE VAMOS RESPONDER COM O NOSSO VOTO É SE ACHAMOS QUE QUEM REALIZA UM ABORTO ATÉ ÀS DEZ SEMANAS DE GESTAÇÃO DEVE SER PENALIZADA CRIMINALMENTE OU NÃO. Só isso.

Os moralistas de sacristia saem sempre debaixo das suas pedras húmidas nestas alturas e tentam impor a sua moralidade bafienta e salazarista aos outros. Eu, por mim, não tento impor nada a ninguém, até porque me conto na parte masculina da humanidade e nunca sentirei esse problema na carne. Só que eu não considero a minha moral superior à dos outros, e por isso não quero impor a minha posição favorável à despenalização a quem acha que isso é um crime! Por mim, podem fazer-se prender se alguma vez incorrerem no acto. Podem mesmo continuar a aparentar serem exemplos de virtude no regresso de Badajoz. Ou podem simplesmente não o fazer nunca e respeitarem aquilo em que dizem acreditar. MAS NÃO TENTEM IMPÔR AOS OUTROS COMO LEI UMA COISA QUE SÓ DIZ RESPEITO A CADA UM! Neste caso, cada uma.

Os moralistas de sacristia começam sempre de fininho, muito circunspectos e leais, prometem uma campanha com extrema elevação e acabam na utilização de métodos terroristas, acolitados por párocos das cavernas e bispos que deviam repousar na pirâmide de Quéops, ou debaixo dela. Acabam com manipulações de inocentes, demagogia a rodos e excomunhões sortidas, como se estivéssemos na idade média. Deve ser a apregoada tolerância da igreja que, aliás, sempre foi pela vida e nunca matou ninguém, directa ou indirectamente, como sabemos…

Os moralistas de sacristia vêem a mulher como um poço de pecado, que deve expiar na vida toda a maldade que lhe foi instilada por uma certa Eva há já alguns anitos, na melhor tradição da caça às bruxas (literalmente). Daí que deva ser tratada como uma pobre de espírito, uma pecadora a quem deve ser mostrado o caminho. E o caminho são as inúmeras instituições de apoio a grávidas que quem tão generosamente apoia a campanha do Não criou nos últimos anos. Hmmm… Acho que estas pessoas devem sofrer de uma espécie de síndrome Floribela, maleita ainda não classificada cientificamente, mas que parece fazer com que os pacientes vejam o mundo todo em cor de rosa, assim num tom pastel que fica bem em qualquer casa de tia.

Por último, por favor deixe-nos comentários, pró ou contra, com qualidade! Nada de récitas de sermão nem de divagações poético-vomitórias, peço-vos. Se se sentiu atingido, era mesmo de si que estava a falar! É evidente que não os vamos apagar (só se fossem mesmo ofensivos), mas baixam-nos a qualidade do blog e não beneficiam nada os autores das lengalengas. Obrigado.

No próximo domingo, vote sim ou vote não, vá votar! Ou quer deixar os outros decidirem por si?

tuguinho, cínico encartado

O país dos trogloditas (V)

Troglodita 7 - O que é mais revoltante na argumentação terrorista dos defensores do “não” é o despudor com que puxam para a campanha crianças que, não só não têm direito a voto, como nem sequer têm consciência do que está em causa neste referendo (como também muito bem satiriza o Ricardo Araújo Pereira). O exemplo mais chocante é um bilhete colocado nas malas dos alunos de um infantário, dirigido aos pais, falando em nome das crianças por nascer, com um texto como este:
“Querida mãe: apesar de tu não teres querido que eu nascesse, não posso deixar de te chamar mamã. (…) Uma faca surpreendeu-me quando eu brincava feliz e quando só desejava nascer para te amar”.
É um comportamento absolutamente indecoroso. Bilhetes a falar pretensamente em nome de quem não nasceu nem tem querer nem vontade não são mais do que terrorismo ideológico e emocional.

Troglodita 8 - Como se não bastasse, ainda andam a levantar uma falsa questão que não está em causa no referendo. Falam na lei do PS que liberaliza o aborto porque este passa a ser totalmente livre e não impõe qualquer tipo de aconselhamento à mulher.
Não passa duma falácia. O referendo ao aborto não questiona esse aspecto e, como eloquentemente explicou Vital Moreira no “Prós e contras” de 29-1-2007, nem sequer podia constar da pergunta porque é inconstitucional. Isso é um aspecto da lei que não pode ir a referendo, e qualquer pessoa medianamente inteligente percebe a explicação. Mas a intolerância cega de alguns leva-os a levantar falsas questões, levantando poeira à volta da questão única que está em causa: devem as mulheres ser sujeitas à ignomínia dum julgamento e subsequente prisão? Definitivamente, não!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

O país dos trogloditas (IV)

Troglodita 5 - Manuela Ferreira Leite no Telejornal da RTP: “o aborto é um drama que nenhuma mulher faz de ânimo leve”. Não parece ser essa a opinião da maioria dos opositores à despenalização, como ficou patente no poema de Rita Ferro lido no “Prós e contras” de 29-1-2007.

Troglodita 6 - O melhor exemplo é o manifesto de Marcelo Rebelo de Sousa no seu famoso “Assim não”: “Pode abortar porque sim. Por nenhuma razão justificativa. Não tem de ouvir ninguém, nem psicólogo, nem médico, nem sociólogo, nem ninguém. (…) Um incómodo momentâneo, uma mudança de residência, uma depressão ligeira, um estado de alma inconstante”. Para quem ainda não viu, está aqui, no YouTube.
É esta a imagem que esta gente tem da mulher, que dizem defender. Aposto que são os mesmos que vão dar a vitória à sinistra e execrável figura de Salazar como o maior português de sempre.
Só falta, realmente, por causa de uma ida ao cinema em que não há bilhetes, como muito bem ridicularizou o Gato fedorento. Se ainda não viu, também está no YouTube.
Voltando a Clara Ferreira Alves (começo a ter uma admiração por esta mulher sem papas na língua), no mesmo “Eixo do mal” perguntou se as mulheres que Marcelo Rebelo de Sousa conhece se comportam assim. Se calhar é esse o mundo que conhece, que deve ser o das que abortam às escondidas em Badajoz e pagam para isso, mas são muito católicas e defensoras da vida.

Valter Rego, observador desassombrado

domingo, 4 de fevereiro de 2007

O país dos trogloditas (III)

Troglodita 4 - O Ministério da Saúde quer que as urgências de Grândola funcionem de 2ª a 6ª feira, até às 18 horas. Nos feriados e fins-de-semana estarão fechadas. Se houver mais algum acidentado por ali bem pode morrer. Vá lá que não é tão longe de Lisboa como Odemira.

Troglodita 5 - O Ministro da Economia apontou a baixa massa salarial dos trabalhadores portugueses como factor de competitividade da economia portuguesa face à China, onde por acaso a massa salarial ainda é mais baixa.

Este país é só rir. Só nos saem na rifa estas bestas quadradas.

Valter Rego, observador desassombrado

O país dos trogloditas (II)


Troglodita 3 - Sem mais comentários. Esta pseudo-explicação da mãe, da filha e do filho é bem reveladora. E a resposta de RAP lapidar.

Valter Rego, observador desassombrado

PS: Clique na imagem para ampliar e ler o conteúdo do artigo

O país dos trogloditas (I)

Troglodita 1 - A definição é de Clara Ferreira Alves, no “Eixo do mal” (SIC Notícias, 4-2-2007). João César das Neves terá dito que a actual lei do aborto não serve e que mesmo uma mulher violada deveria ser obrigada a levar a gravidez até ao fim e, se não quisesse o filho, entregá-lo para adopção. De facto, o epíteto está bem aplicado.

Troglodita 2 - “Nós estamos a criar clínicas de vida; vocês vão criar clínicas de morte” (Matilde Sousa Franco, debate na SIC Notícias, 30-1-2007).

Valter Rego, observador desassombrado

sábado, 3 de fevereiro de 2007

O “Ben”

Há alguns anos vi e revi o épico filme Ben Hur. Também já vi o Ben Stiller nalguns filmes, nomeadamente naquele dos sogros com o Robert de Niro.
Este fim-de-semana estive às voltas com o Ben-u-ron.

Kroniketas, adoentado

Larger than life...


("Summertime" - Edward Hopper)

Sou eu. E tu*.

tuguinho, cínico indiciado (pela vida)

*se não te contas entre nós, não sabes o que estás a perder!