domingo, 16 de setembro de 2007

O “tapa”


Dizia-me o tuguinho no final do jogo de Portugal com a Polónia que quando se joga para os mínimos, o pior acontece. O que aconteceu nesse jogo e no jogo com a Sérvia, com Portugal a esbanjar duas vitórias à beira do fim, adivinhava-se pela atitude da equipa e pela (má) gestão do treinador, com jogadores mal escolhidos e substituições mal feitas que convidaram os adversários a atacar.
O célebre “tapa” de Scolari em Dragutinovic no final do jogo com a Sérvia é a reacção de um homem que perdeu a cabeça porque perdeu o controlo da equipa e o controlo das contas que tinha feito. A abordagem à qualificação, de empatar fora e ganhar em casa, tem sido um desastre, e agora a equipa entrou em desespero depois de ter esbanjado pontos onde não devia.
Scolari atingiu o limite da sua competência e já não me parece capaz de levar a Selecção mais além do que já levou. Acho que o seu prazo de validade à frente da selecção portuguesa chegou ao fim.

PS: No golo da Sérvia, obtido em posição por muita gente considerada “fora-de-jogo”, não estou convencido dessa irregularidade. Após o primeiro cabeceamento do jogador sérvio, a bola dirige-se na direcção de Paulo Ferreira e é este que a desvia na direcção do outro jogador, em posição de fora-de-jogo, para este fazer o golo. Só que, ao receber a bola vinda de um jogador português, o fora-de-jogo deixa de contar. É verdade que no primeiro momento ele já estava em posição irregular e beneficia disso, mas não do passe do seu companheiro e sim dum adversário. Assim, a desculpa para a irritação causada pelos prejuízos da decisão arbitral deixa de ter validade. Curioso é que não ouvi ninguém abordar este aspecto do discutido lance.

Kroniketas, sempre kontra as tretas