quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Parvoíces radiofónicas

Já repararam na quantidade de anúncios perfeitamente idiotas que passam na rádio? Se alguns são feitos com imaginação, a esmagadora maioria é duma indigência atroz.
Claro que a parte de leão cabe aos bancos, carros e telemóveis. No caso dos telemóveis cada um é pior que o outro. Parece que as três operadoras andaram a ver quem conseguia debitar o maior número de alarvidades por minuto. Ele é frases sem sentido (aquela do Tarzan, da Jane e do elefante merecia o prémio da estupidez), arrazoados intermináveis que não querem dizer nada para no fim se falar dum telemóvel, associações de ideias ridículas para se mandar SMS e por aí fora.
No caso dos automóveis há aquele final perfeitamente execrável que é um tipo a debitar 50 palavras por segundo para dizer aquilo que ninguém entende por causa das condições de empréstimo. Uma coisa absolutamente insuportável. Será que eles pensam que alguém ouve o que é dito? Ou não é mesmo para ouvir?
Às vezes mudo de posto só para não ouvir tamanha dose de atentados à inteligência.

Kroniketas, sempre kontra as tretas