quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

Tremei pecadores, que o fim está próximo!

Era o que eu temia! Não completamente convencido da efectividade da possível coligação pós-eleitoral com o PP, Pedro Santana Lopes e o seu PSD deram um golpe de mestre e ficaram mais próximos da vitória nas próximas eleições legislativas. Falo do acordo concretizado hoje com o PPM (Partido Popular Monárquico) e o MPT (Movimento do Partido da Terra), que pelo seu efeito avassalador coloca esta plataforma à beira da maioria absoluta.
Na senda de outras ideias miraculosas – como mascarar o défice com a transferência quase total do fundo de pensões da CGD para a Caixa Nacional de Pensões, ou de acabar com a depressão económica por decreto – este pode ser o ovo de Colombo para a vitória nas eleições, não tanto pelo MPT que, descontados os animais e os inimputáveis, poucos militantes e apoiantes deve ter, mas sim pela importância demográfica que o PPM possui: até hoje ainda não se sabe bem quantos são os Câmara Pereira e respectivos ramos laterais, na certeza no entanto que devem constituir a maioria da população de Portugal, mesmo que se considerem apenas aqueles que já editaram discos de fado.
Fazer eleições para quê? Com esta jogada já há um vencedor certo! Acho que o Presidente deveria nomeá-los desde já para serem governo – poupava-se o dinheiro das eleições e continuaríamos certamente a divertir-nos, com uma vantagem adicional: além de pão e circo, passaríamos também a ter fado!

tuguinho, cínico encartado (em vacanças natalícias)