sábado, 4 de dezembro de 2004

A Roubalheira dos Hot Spots

Certamente alguns dos leitores já experimentaram a sensação - chegados a terra estranha (não a terra em si, claro; estranha ao nosso conhecimento), no remanso do hotel que diz possuir acesso sem fios à Internet, julgamos ter resolvido o nosso problema de comunicação. Mas não. Quando se fica a saber que cada hora de ligação através do hot spot instalado nos custará 5€, só mesmo uma urgente necessidade de receber ou enviar informação (mesmo) importante nos faz ceder ao roubo.
Será que a informação que circula em ondas rádio pelo ar fica mais cara ou ocupa mais recursos nas redes dos operadores? E o mais engraçado é que, e estou a falar dos dois operadores que conheço, os preços são exactamente os mesmos, independentemente do operador que instalou o hot spot! Estranha coincidência.
Lembro-me de há já quatro anos ter, no hotel em que fiquei alojado, a possibilidade de aceder à Internet a 1Gbit por 5 ao dia. Dólares, evidentemente, porque isto se passou nos Estados Unidos. São estas diferenças de atitude que fazem a diferença entre a Tugalândia e o mundo civilizado (pelo menos na área tecnológica).
Por mim, esportular em 7 horas de ligação sensivelmente o mesmo que se paga num mês por uma ligação cabo ou adsl normal, só mesmo em caso de vida ou morte.
E para terminar, e como termo de comparação, já usei a rede sem fios de um hotel - que não pertencia a nenhum operador e que fornecia uma velocidade bem razoável - por uns módicos 4€ por dia! Estranha diferença.
É assim que se quer fazer avançar o país na senda da tecnologia...

tuguinho, cínico informatizado