sexta-feira, 17 de dezembro de 2004

A Cavalgada Heróica

Já falta pouco, rejubilemos! É que os bobos da corte têm muita graça, mas não no trono do rei. Agora que eles estão de saída, só temos de fechar os olhos e esperar pelo fim deste pesadelo anedótico.
Mas mesmo de saída, conseguem surpreender-nos: um secretário de estado descasca forte e feio nas áreas pelas quais é responsável e é completamente desmentido pelo ministro respectivo; Paulo Portas num dia diz que a Bombardier vai construir os novos blindados, no seguinte é desmentido pela empresa e depois não se percebe muito bem o que quis dizer, porque as explicações são mais abstrusas que as declarações originais; o Lopes voltou ao único papel que sabe fazer, o de coitadinho vítima do sistema, que todos querem derrubar por medo que os ultrapasse, porque ele é o melhor! Ou seja, mais do mesmo, o que só confirma a validade da decisão de Sampaio, que só pecou por tardia.
E depois apareceu a cereja no topo do bolo: as declarações de Portas (agora no papel de dirigente do PP) sobre os cenários pós-eleitorais. Dizer que o Presidente devia viabilizar novo governo PSD/PP se o PS não obtiver maioria absoluta é o que se chama colocar o carro à frente dos bois! Até pode ser um cenário a que se chegue, para mal dos nossos pecados, mas colocá-lo como hipótese quase certa é de uma desonestidade moral enorme e parece demonstrar um desejo do poder pelo poder.

tuguinho, cínico encartado