sábado, 30 de julho de 2005

Antes da partida...

Ainda tive tempo de ler uma notícia que dava conta de que o PS e o PSD (os irmãos siameses) chegaram a acordo para a limitação dos mandatos dos autarcas a 12 anos. Mas com esta nuance engraçadíssima: só a partir de 2013!!!!
Quer dizer: se bem percebi, os dinossauros que já lá estão há mais de 20 anos não só vão poder candidatar-se este ano (isso era pacífico) mas em 2009 ainda podem voltar outra vez!!!! Incrível! E de fora, por agora, ficaram as regiões autónomas, claro. Mais uma vez o PS cedeu em questões de princípio (é o habitual) e o PSD fez finca-pé em manter o anormal da Madeira (ainda) mais 8 aninhos. Como se não o tivéssemos já aturado o suficiente, ainda vamos ter que continuar a ouvir-lhes os dislates até à próxima década!

Haja pachorra! É mesmo boa altura para ir de férias.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sexta-feira, 29 de julho de 2005

Sinal de partida

Amanhã este vosso kronista vai cumprir o ritual dos banhos algarvios. O resto do pessoal vai tomando conta do estabelecimento. Se puder (e arranjar um sítio para ligar o modem) irei dando conta dos incêndios na serra (se ainda houver algo para arder), da porcaria nas praias, da falta de água nas torneiras, das construções desenfreadas…
Pensando bem, se calhar é melhor não. Que raio de férias deprimentes seriam!!!

Kroniketas, quase quase a banhos

Mário Soares porquê?

Isto é como tudo na vida. As coisas (e as pessoas) têm um prazo de validade para determinados fins. O súbito aparecimento de Mário Soares como presidenciável, a meia-dúzia de meses das eleições, cheira como que a comida requentada. Se bem que nem sempre a comida requentada seja má, mas voltar à presidência já como octogenário parece apenas um sintoma de crise de personalidades à esquerda.
Mário Soares é, certamente, uma das figuras portuguesas do século XX. Em termos políticos até é capaz de ser “a” figura. Foi certamente o presidente mais popular depois do 25 de Abril. Mas caramba, ele já fez muita coisa, já teve o seu tempo, e agora seria altura de pensar em ficar sossegadinho a brincar com os netos e bisnetos. Acho que Portugal precisaria de figuras novas, e não de ir buscar os esqueletos ao armário. Vejam bem que até já se fala na possibilidade de Jorge Sampaio se recandidatar… daqui a 5 anos (apesar de tudo sempre é bem mais novo que Soares)!
Todas as eleições presidenciais foram ganhas pelo candidato apoiado pelo PS e, mais em concreto, depois da primeira eleição de Ramalho Eanes todos os presidentes foram eleitos pela esquerda. Claro que a direita já entrou em pânico porque a hipótese-Soares poderá fazer com que a tradição se mantenha, mesmo que Cavaco Silva esteja do outro lado. Mas este recurso, quase em desespero, a uma figura histórica como Mário Soares acaba por revelar, quanto a mim, uma falta gritante de candidatos com perfil ganhador à esquerda e, mais especificamente, no PS. Já se falou em António Guterres, António Vitorino, Manuel Alegre (que era visto como uma espécie de cordeiro a ser sacrificado), mas o nome de Cavaco também deixou a esquerda (e o PS) em pânico. Só faltava mesmo aparecer Freitas do Amaral como candidato da esquerda.
O problema é que todos estes eram nomes que não garantiam a vitória à esquerda, partindo do princípio que Cavaco estaria na corrida. Daí a solução que, teoricamente, será potencialmente mais ganhadora. Pois não é Mário Soares um animal político, um eterno sobrevivente, sempre lembrado por ter iniciado a corrida às eleições de 1986 contra Freitas, Zenha e Pintassilgo com 8% nas sondagens? Mas… será mesmo? Será que a história se repete?
No meio disto tudo, a esquerda tem medo de Cavaco e a direita tem medo de Soares. Portanto, só resta uma solução: avançarem um contra o outro. Se assim for, assistiremos a um combate de pesos-pesados da política nacional: os homens que coabitaram na presidência e no governo durante 10 anos. Será uma espécie de tira-teimas?

Kroniketas, últimas reflexões antes de férias

quinta-feira, 28 de julho de 2005

Os OTÁrios


Pois é: tão poucos meses depois e a esperança – que, recorde-se, é sempre a última a morrer – jaz sepultada debaixo de escassos palmos de terra solta…
Pois é: a esperança é sempre a última a morrer e ressuscita sempre, para repetir pela enésima vez o acto de acreditar estupidamente que agora é que vai ser…
Pois é: são mesmo todos iguais; só a esperança, estupidamente, acreditava que não…
Prometerem-nos baixar os impostos e depois aumentarem-nos até era uma história a que já estávamos habituados e que, bem ou mal, tinha justificação na desastrosa situação financeira do país.
Isto andar tudo a arder no verão também já é história velha e, num ano de seca extrema, não constitui surpresa.
Agora querer construir um aeroporto em nenhures, que não pode ter mais de duas pistas, cuja operação vai ficar caríssima e que vai colocar Lisboa ainda mais longe de tudo, só para ficarem com a estátua na praça principal da santa terrinha é que já é demais!
E se juntarmos a isso um TGV que provavelmente irá ter tantos passageiros como o Estádio de Aveiro tem nos jogos do Beira-Mar, temos um desastre consumado – mas consumado em grande e à tuga, com dois elefantes brancos (espécie endémica cá do burgo) imensos a sugarem o nosso dinheirinho.
Ouvi dizer que do bolso de cada tuga sairiam cerca de 1500 euros para este comboio. Como eu não quero participar, podem retirar travessas e carris nesse valor e devolver-me o dinheiro.
E nós a vê-los passar…
Que sociedade civil mais passiva é a nossa, incapaz de agir coerentemente e pôr na ordem os meninos que brincam com o poder que têm na mão? Afirmo isto sem conotações partidárias porque, como já disse, eles são todos iguais. E o pior é que são a montra daquilo que nós nos deixamos ser!
Somos todos funcionários públicos, que fechamos o país às cinco para reabrir às nove no outro dia, se não chegarmos atrasados como de costume. E assim vamos repetindo os dias, a ver se ainda chegamos à reforma…
Merda para isto!

tuguinho, cínico verrinoso

segunda-feira, 25 de julho de 2005

Andaumamãeacriarumfilhopraistopartedois



I'm back ponto
Pronto para tudo ponto Especialmente para as férias ponto final

tuguinho vírgula cínico regressado

Alberto João visto por Baptista-Bastos

Com a devida vénia, mais uma crónica que merece ser transcrita.

“Crónica de jornalista e cronista português

Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um matóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.
Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.
Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara.
Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».
A objurgatória contra chineses e indianos corresponde aos parâmetros ideológicos dos fascistas. E um fascista acondiciona o estofo de um canalha. Não há que sair das definições. Perante os factos, as tímidas rebatidas ao que ele disse pertencem aos domínios das amenidades. Jardim tem insultado Presidentes da República, primeiros-ministros, representantes da República na ilha, ministros e outros altos dignitários da nação. Ninguém lhe aplica o Código Penal e os processos decorrentes de, amiúde, ele tripudiar sobre a Constituição. Os barões do PSD babam-se, os do PS balbuciam frivolidades, os do CDS estremecem, o PCP não utiliza os meios legais, disponentes em assuntos deste jaez e estilo. Desculpam-no com a frioleira de que não está sóbrio.
Nunca está sóbrio?
O espantoso de isto tudo é que muitos daqueles pelo Jardim periodicamente insultados, injuriados e caluniados apertam-lhe a mão, por exemplo, nas reuniões do Conselho de Estado. Temem-no, esta é a verdade. De contrário, o que ele tem dito, feito e cometido não ficaria sem a punição que a natureza sórdida dos factos exige. Velada ou declaradamente, costuma ameaçar com a secessão da ilha. Vicente Jorge Silva já o escreveu: que se faça um referendo, ver-se-á quem perde.
A vergonha que nos atinge não o envolve porque o homenzinho é o que é: um despudorado, um sem-vergonha da pior espécie. A cobardia do silêncio cúmplice atingiu níveis inimagináveis. Não pertenço a esse grupo.”

sábado, 23 de julho de 2005

Um crime na Ota

Nem de propósito. Na sequência do “post” anterior, aí está o artigo do Miguel Sousa Tavares a malhar forte e feio nos lobbys do betão. Com a devida vénia, e como não dá para pôr aqui o “link” porque agora a leitura destes artigos on-line é sujeita a assinatura, transcrevo na totalidade o referido artigo, saído no Público desta 6ª feira, 22 de Julho.


Um crime na Ota
Miguel Sousa Tavares

“Luís Campos e Cunha foi a primeira vítima a tombar em virtude desses crimes em preparação que se chamam aeroporto da Ota e TGV. Não se pode pedir a alguém que vem do mundo civil, sem nenhum passado político e com um currículo profissional e académico prestigiado que arrisque o seu nome e a sua credibilidade em defesa das políticas financeiras impopulares do Governo e que, depois, fique calado a ver os outros a anunciarem a festa e a deitarem os foguetes. Não se pode esperar que um ministro das Finanças dê a cara pela subida do IVA e do IRS, pelo aumento contínuo dos combustíveis e pelo congelamento de salários e reformas, que defenda em Bruxelas a seriedade da política de combate ao défice do Estado, e que, a seguir, assista em silêncio ao anúncio de uma desbragada política de despesas públicas à medida dos interesses dos caciques eleitorais do PS, da sua clientela e dos seus financiadores.
O afastamento do ministro das Finanças e a sua substituição por um homem do aparelho socialista é mais do que um momento de descredibilização deste Governo, de qualquer Governo. É pior e mais fundo: é um momento de descrença, quase definitiva, na simples viabilidade deste país. É o momento em que nos foi dito, para quem ainda alimentasse ilusões, que não há políticas nacionais nem patrióticas, não há respeito do Estado pelos contribuintes e pelos portugueses que querem trabalhar, criar riqueza e viver fora da mama dos dinheiros públicos; há, simplesmente, um conúbio indecoroso entre os dependentes do partido e os dependentes do Estado. Quando oiço o actual ministro das Obras Públicas - um dos vencedores deste sujo episódio - abrir a boca e anunciar em tom displicente os milhões que se prepara para gastar, como se o dinheiro fosse dele, dá-me vontade de me transformar em "off-shore", de desaparecer no cadastro fiscal que eles querem agora tornar devassado, de mudar de país, de regras e de gente.
Há anos que vimos assistindo, num crescendo de expectativas e de perplexidade, ao anunciar desses projectos megalómanos que são o TGV e o aeroporto da Ota. O mesmo país que, paulatinamente e desprezando os avisos avulsos de quem se informou, foi desmantelando as linhas férreas e o futuro do transporte ferroviário, os mesmos socialistas que, anos atrás, gastaram 120 milhões de contos no projecto falhado dos comboios pendulares, dão-nos agora como solução mágica um mapa de Portugal rasgado de TGV de norte a sul. Mas a prova de que ninguém estudou seriamente o assunto, de que ninguém sabe ao certo que necessidades serão respondidas pelo TGV, é o facto de que, a cada Governo, a cada ministro que muda, muda igualmente o mapa, o número de linhas e as explicações fornecidas. E, enquanto o único percurso que é economicamente incontestável - Lisboa-Porto - continua pendente de uma solução global, propõe-nos que concordemos com a urgência de ligar Aveiro a Salamanca ou Faro a Huelva por TGV (quantos passageiros diários haverá em média para irem de Faro a Huelva - três, cinco, sete mais o maquinista?).
Quanto ao aeroporto da Ota, eufemisticamente baptizado de Novo Aeroporto Internacional de Lisboa, trata-se de um autêntico crime de delapidação de património público, um assalto e um insulto aos pagadores de impostos. Conforme já foi suficientemente explicado e suficientemente entendido por quem esteja de boa-fé, a Ota é inútil, desnecessário e prejudicial aos utentes do aeroporto de Lisboa. E, como o embuste já estava a ficar demasiadamente exposto e desmascarado, o Governo Sócrates tratou de o anunciar rapidamente e em definitivo, da forma lapidar explicada pelo ministro das Obras Públicas: está tomada a decisão política, agora vamos realizar os estudos.
Mas tudo aquilo que importa saber já se sabe e resulta de simples senso comum:
- basta olhar para o céu e comparar com outros aeroportos para perceber que a Portela não está saturada, nem se vê quando o venha a estar, tanto mais que o futuro passa não por mais aviões, mas por maiores aviões;
- em complemento à Portela, existe o Montijo e, ao lado dela, existe uma outra pista, já construída, perfeitamente operacional e que é uma extensão natural das pistas da Portela, que é o aeroporto militar de Alverca - para onde podem ser desviadas todas as "low cost", que não querem pagar as taxas da Portela e menos ainda quererão pagar as da Ota;
- porque a Portela não está saturada, aí têm sido gastos rios de dinheiro nos últimos anos e, mesmo agora, anuncia-se, com o maior dos desplantes, que serão investidos mais meio bilião de euros, a título de "assistência a um doente terminal", enquanto a Ota não é feita;
- os "prejuízos ambientais", decorrentes do ruído que, segundo o ministro Mário Lino, afectam a Portela são uma completa demagogia, já que pressupõem não prejuízos actuais, mas sim futuros e resultantes de se permitir a urbanização na zona de protecção do aeroporto;
- a deslocação do aeroporto de Lisboa para cerca de 40 quilómetros de distância retirará à cidade uma vantagem comercial decisiva e acrescentará despesas, consumo de combustíveis, problemas de trânsito na A1 e perda de tempo à esmagadora maioria dos utentes do aeroporto, com o correspondente enriquecimento dos especuladores de terrenos na zona da Ota, empreiteiros de obras públicas e a muito especial confraria dos taxistas do aeroporto.
O negócio do aeroporto é tão obviamente escandaloso que não se percebe que os candidatos à Câmara de Lisboa não façam disso a sua bandeira de combate eleitoral e que, à excepção de Carmona Rodrigues, ainda nem sequer se tenham manifestado contra. Carrilho já se sabe que não pode, sob pena de enfrentar o aparelho socialista e os interesses a ele associados, mas os outros têm obrigação de se manifestarem forte e feio contra esta coisa impensável de uma capital se ver roubada do seu aeroporto para facilitar negócios particulares outorgados pelo Estado.
A Ota e o TGV, que fizeram cair o ministro Campos e Cunha, são um exemplo eloquente daquilo que ele denunciou como os investimentos públicos sem os quais o país fica melhor. Como o Alqueva, à beira de se transformar, como eu sempre previ, num lago para regadio de campos de golfe e urbanizações turísticas, ou os pendulares do ex-ministro João Cravinho, ou os estádios do Euro, esse "desígnio nacional", como lhe chamou Jorge Sampaio, e tão entusiasticamente defendido pelo então ministro José Sócrates. Os piedosos ou os muito bem intencionados dirão que é lamentável que não se aprenda com os erros do passado. Eu, por mim, confesso que já não consigo acreditar nas boas intenções e nos erros de boa-fé. Foi dito, escrito e gritado, que, dos dez estádios do Euro, não mais de três ou quatro teriam ocupação ou justificação futura. Não quiseram ouvir, chamaram-nos "velhos do Restelo" em luta contra o "progresso". Agora, os mesmos que levaram avante tal "desígnio nacional", olham para os estádios de Braga, Bessa, Aveiro, Coimbra, Leiria e Faro, transformados em desertos de betão e num encargo camarário insustentável, e propõem-nos um TGV de Faro para Huelva e um inútil aeroporto para servir pior os seus utilizadores, e querem que acreditemos que é tudo a bem da nação?
Não, já não dá para acreditar. O pior que vocês imaginam é mesmo aquilo que vêem. Este país não tem saída. Tudo se faz e se repete impunemente, com cada um a tratar de si e dos seus interesses, a defender o seu lobby ou a sua corporação, o seu direito a 60 dias de férias, a reformar-se aos 50 anos ou a sacar do Estado consultorias de milhares de contos ou empreitadas de milhões. E os idiotas que paguem cada vez mais impostos para sustentar tudo isto. Chega, é demais!

Jornalista”

sexta-feira, 22 de julho de 2005

Eu bem desconfiava...

Esta semana apareceu uma notícia a dar conta de que a Câmara da Amadora está sob investigação por suspeita de negócios obscuros: construção fora das áreas permitidas pelo PDM, por exemplo…
Olha que novidade! Quem vê os atentados que se cometem neste país, enxameando qualquer buraquinho livre com monstros de betão só pode concluir que tudo isto não passa dum gigantesco mundo de fraudes e corrupção. Eu bem vejo os 6 prédios (afinal não são 4, tinha-os contado mal) que nasceram em frente à minha sala em menos de 3 anos! Onde antes havia um bocado de relva, agora vejo os operários a pôr tábuas e betão no último canto de terreno livre!
O Miguel Sousa Tavares, nas suas crónicas do Público, tem-se referido exaustivamente aos crimes urbanísticos e ambientais que se têm cometido à conta dos malditos “direitos adquiridos”, apontando-os como exemplo do pior da nossa democracia, que canalizou para o poder local os medíocres, os interesseiros, os corruptos, mais do que para qualquer outro sector da sociedade. E é esta gente que tudo tem feito (sabe-se lá a troco de quantos jipes, BMW’s e vivendas com piscina…) para destruir o bem-estar e a beleza natural do nosso país. Porque ninguém tem coragem de lhes pôr travão.
Espero que se apure a verdade no município da Amadora e ainda gostava, um dia destes, de ver uns quantos irem parar com os costados à cadeia, como há uns anos um autarca da Nazaré de nome Luís Monterroso. Mas enquanto os milhões circularem por baixo da mesa e a construção for a grande fonte de rendimento das autarquias, nada a fazer. Como se explica que em Vila Nova de Milfontes, área de paisagem protegida da Costa Vicentina, se tenha permitido construir um motel em cima das dunas, zona onde “era” proibido construir? A bem do interesse público, como o abate de sobreiros?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 19 de julho de 2005

O imbecil e o vigarista

O advogadozeco de nome Dias Ferreira, além de ser um anti-benfiquista furioso, revelou agora perante toda a gente aquilo que já se adivinhava: que não passa de um aldrabão, um vigarista que manipula as leis da forma que mais lhe convém. Parece que o dito advogadozeco alegou, na rescisão de contrato do jogador Miguel que esta estava “em período experimental”!!! Isto depois de estar a receber há dois anos pelo novo contrato.
É mesmo o truque dum pulha. Só espero que tenha a decência de não voltar a aparecer como comentador na Sic Notícias. Mas isso se calhar é esperar muito de um sujeitinho indecente…
Quanto ao jogador, confirmou também aquilo que eu já achava dele: não passa de um imbecil. Espero que tenha a mesma sorte que tiveram o Edgar, o Hugo Leal, o Pacheco e outros que tais que se armaram em carapaus de corrida e acharam que o Benfica não era clube para eles. Daqui a pouco tempo vamos assistir ao desaparecimento deste palhaço para parte incerta.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sábado, 16 de julho de 2005

Andaumamãeacriarumfilhopraisto


Essencialmentetenhoandadonomundodaluaenãotenhodescidocáabaixoparaescreverposts
Queronoentantofazersaberqueapesardoverãosercapadeorfãoscontinuareiaescreverhoje
esemprenesteblogqueénossoNapróximasemanavoupartirparaooutroladodooceanoeporisso
nãodevoescrevergrandecoisamascomodiziaooutroàvoltacáteespero
tuguinhocínicoencadeado

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Os chatos das inspecções

Os tipos das inspecções automóveis são umas melgas de todo o tamanho. Ainda hoje vi um carro que parecia uma chaminé, tal o fumo que deitava, e quando os vejo pergunto sempre a mim próprio como é que estes carros andam aí, porque devem ter ido à inspecção!
Mas as melgas, à falta de melhor, têm sempre que implicar com uma porcaria qualquer. Numa inspecção anterior foi por causa dos autocolantes do vidro traseiro, que normalmente vêm já colados quando se compra o carro. A referência no célebre “papel esverdeado” era que os autocolantes prejudicam a visibilidade. Depois de me voltar a sentar ao volante olhei pelo retrovisor para me certificar do prejuízo causado pelos autocolantes. O que vi foi que os encostos de cabeça dos bancos traseiros tapavam os autocolantes quase na totalidade, portanto se algo tirava a visão eram precisamente os encostos. Vá lá que não me mandaram tirá-los dos bancos!
Há dias fui a outra inspecção e, não havendo nada por onde pegar (até o malfadado colete eu mostrei), o papelinho vinha lá com uma referência engraçadíssima: as chapas de matrícula estão descoloridas no local do ano e mês da matrícula, pelo que deverei substitui-las quando puder!!!
Ora que culpa tenho eu que as putas das placas não valham a ponta dum corno e estejam descoloridas? Não se lê à mesma? Então e aquelas que não têm lá o ano e o mês? Será que os gajos têm comissão na venda das matrículas? E como é que os chassos que deitam fumo passam nas inspecções?
Acho que da próxima vez me vou esquecer do papel verde, ou perdê-lo, para não me chatearem com a merda das matrículas. Puta que pariu estes gajos!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 12 de julho de 2005

O jogador, o advogado e a fraude

Um desses jornais de escândalo tem hoje como manchete “Miguel a caminho do FC Porto”. Há dias eu escrevia que ainda o vamos ver de azul e branco. Não é preciso ser bruxo para palpitar isto.
Entretanto, o jogador do Benfica diz que em Portugal não joga em mais nenhum clube. É esperar para ver.
No passado domingo o jogador disse que está de consciência tranquila, que não deve nada a ninguém e que vai manter-se nesta situação até que as pessoas do Benfica decidam falar com ele para resolver o problema.
Qual problema? O problema que ele criou? Tem contrato válido com o clube, recebe o ordenado pelos valores desse contrato, e quer resolver o quê? Só tem que se apresentar no clube ou, se quiser ir embora, rescindir unilateralmente o contrato e indemnizar o Benfica. Ponto final, parágrafo.
Entretanto, um certo advogado mostrou-se muito incomodado por o presidente do Benfica ter dito que não fala mais com nenhum advogado. Diz ele que estão a querer coarctar o direito do jogador de se fazer representar por um advogado. A questão não é essa: ele pode até fazer-se representar por quatro ou cinco. Mas também ninguém pode obrigar o Benfica a falar com advogado nenhum, pois o advogado não é jogador do clube. Afinal, se o contrato é válido, como até agora parece estar demonstrado, o que é que há para falar com um advogado?
Tendo em conta que o dito advogado já mostrou à saciedade, pelas mais diversas formas, o seu ódio de morte ao Benfica, não surpreende que agora o jogador tome esta posição, assim como não surpreende que o jogador possa estar a caminho do Porto. Não sei o que é que o dito advogado pretende, nem que razões ele acha que lhe assistem neste processo, mas como advogado deveria preocupar-se em fazer cumprir a lei e não estar a colaborar numa fraude. Só gostaria de saber era se ele teria a mesma atitude se o jogador em causa fosse do Sporting. Será que ele também o defenderia contra o seu clube? E por que carga de água está ele a colaborar numa possível transferência para… o Porto? Bom, aí compreende-se: desde que seja para prejudicar o Benfica, vindo de onde vem não surpreende.
Quanto aos outros dois intervenientes no processo, nada de espantar. O jogador é um pobre de espírito (apetecia-me chamar-lhe imbecil), não se pode esperar que pense pela sua cabeça, porque não deve ter nada para pensar. Quanto ao empresário, já são sobejamente conhecidas as manobras obscuras que ele fez com os jogadores russos, portanto nada de bom pode vir dali.
Era bom que a ordem dos advogados pusesse os olhos nisto, para ver quem são os seus membros que dão mau nome à classe. Talvez este senhor advogado merecesse um processo por tentativa de fraude. Uma vergonha.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Vidinha chata

Este Verão anda meio sensaborão. Não há nada de novo: o país está a arder, como de costume; o governo aumentou os impostos, como de costume; a Elsa Raposo anda com um gajo diferente, como de costume; o Dias da Cunha continua gágá, como de costume; continuamos a bater recordes para entrar no Guiness (para quê?), como de costume; e eu estou a escrever posts sem nexo, como de costume...
Nada de novo no cu da Europa...

tuguinho, cínico, como de costume

sábado, 9 de julho de 2005

Não concordo!

Meu caro Kroniketas, não concordo em absoluto com a análise simplista que fizeste em relação ao negócio da construção. Então tu estás a denegrir um dos poucos sectores com iniciativa e visão de futuro que a nossa economia tem? O facto de se estarem a construir casas para 40 milhões de pessoas só mostra a grandiosa visão de futuro que os nossos dignos construtores civis possuem! É a confiança no futuro e na taxa de fertilidade dos portugueses que os faz construir assim. Não seria pior daqui a 20 anos chegarmos à conclusão de que faltavam casas para os portugueses jovens morarem?
É que, se fizermos as contas, as conclusões são óbvias: podemos desprezar a taxa de mortalidade, porque certamente os governos irão aumentar a idade de reforma para os 100 anos e os tugas, teimosos como são, vão querer receber a sua reforma, logo não vai morrer ninguém nos próximos anos; se considerarmos também que alguém deitará um composto afrodisíaco poderoso na água da rede durante os próximos 5 anos e que os portugueses vão fornicar como coelhos, tendo similar e extensa prole; se considerarmos que a Cova da Moura ainda vai crescer muito e que ainda há muita gente nos países de leste que ainda não emigrou para Portugal; se tivermos portanto em conta estas hipóteses mais do que prováveis, a nossa população será no mínimo de 40 milhões daqui a uns poucos de anos.
É assim evidente que aquilo que o meu caro Kroniketas classifica como desvario não é mais do que previsão, quiçá mesmo serviço público de inenarrável valor! Continuem, meus bravos, que ainda vejo umas manchas arborizadas e alguns sítios ermos onde a vossa boa vontade (e uns bons baldes de cimento) ainda não chegou.
A bem da nação

tuguinho, cínico cimentado

sexta-feira, 8 de julho de 2005

40 milhões de habitantes?

Foram divulgados há dias pela Visão dados que revelam a existência de 640.000 casas vazias em Portugal, enquanto os planos de urbanização existentes nas câmaras municipais apontam para a criação de casas suficientes para… 40 MILHÕES DE PESSOAS. Leram bem: 40 milhões, num país com 10 milhões de habitantes e uma população envelhecida.
Onde é que isto vai parar? Não há ninguém que ponha cobro a esta pouca-vergonha em que se tornou a construção neste país? Os patos bravos tomaram de assalto todo e qualquer buraquinho vazio que exista nas localidades e nada os faz travar. O Algarve, em certas zonas, já está quase insuportável no verão. Os fins de tarde em Portimão e Albufeira, só para citar dois dos casos mais gritantes, assemelham-se às piores horas de ponta de Lisboa. E mesmo assim, dum ano para o outro, lá surgem mais umas dezenas de prédios em qualquer barranco que esteja vazio.
Em três anos que habito na casa que comprei em 2002, em frente a uma das janelas surgiram… 4 prédios!!! Nenhum deles existia quando vim para aqui morar. Aproveitaram até um canto de rua, onde antes havia relva e às vezes passeavam gatos, para fazer mais um prédio a um metro do passeio.
É a pouca-vergonha total. Os corruptos e os incompetentes das autarquias têm destruído a paisagem deste país com estes mamarrachos intermináveis. Só num país de doidos é que seria possível projectar casas para um número 4 vezes superior à população residente.
Como outro dia perguntava José Pedro Gomes na sua crónica Cromos TSF (15 de Junho), será que estão à espera de receber 30 milhões de turistas? Não há ninguém com coragem para travar todos estes anormais, que nos estão a roubar o pouco que tínhamos de qualidade de vida?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quarta-feira, 6 de julho de 2005

Por falar em mentecaptos...

...Alberto João Jardim voltou a dar acordo de si. E sempre que isso acontece sai merda daquela boca! Agora foram os imigrantes cheneses (como ele diz) e indianos...
Eu não sei se lhe hei-de chamar provocador (e aí teria de o considerar inteligente), mentecapto (o que reforçaria a tese do arrivista chico-esperto) ou simplesmente Alberto João (já que não imagino pior insulto!).
Devia fazer-se já uma alteração às leis que o obrigasse a emigrar - para a Índia ou para a China (ou será Chêna?), de preferência. Matávamos dois coelhos de uma cajadada, ou lá o que os chineses e os indianos usam para se livrarem destas coisas.

tuguinho, cínico encartado

terça-feira, 5 de julho de 2005

O Salto

Ontem recebi um mail onde se apelava a que todos os habitantes do planeta se associassem a um movimento que pretende juntar 600 milhões de pessoas para, no dia 20 de Julho, darem um salto numa superfície dura, como cimento ou alcatrão, cujo impacto fará desviar a Terra da sua órbita normal, afastando-a do Sol e assim resolvendo o problema do aquecimento global.
Dizia o mesmo mail que isto está cientificamente provado. Só não dizia uma coisa: é que se vão saltar 600 milhões de pessoas em todo o mundo, como é que se conjuga o impacto dos saltos dados em Portugal com o dos saltos dados no lado oposto do globo, como a Nova Zelândia ou a Austrália. Não sei se estão a ver a coisa: é que nos antípodas o efeito será exactamente o inverso!
Acresce que toda a acção exercida sobre a Terra provocará uma reacção da mesma. Para que a órbita da Terra se desviasse seria preciso que a acção fosse provocada do exterior do sistema.
Isto é tão engraçado que, sendo coincidente com a reunião do G8, leva-me a perguntar o que é que os cientistas têm andado a fazer e para que servem os protocolos de Kyoto se, afinal, a solução está ali tão ao alcance das mãos… ou dos pés!
Perante a consistência desta paródia (não encontro nome mais adequado para a classificar), fico a pensar se os seus autores terão fugido do hospício. E já agora, quem embarca em tal anedota, enviando o respectivo mail com o ar de coisa séria, talvez devesse ligar o cérebro outra vez, para não fazer estas figuras.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

segunda-feira, 4 de julho de 2005

Os pulhas e os mentecaptos

O grande mal do futebol são os PULHAS que andam por aí a fazer lavagens ao cérebro destes tristes que só sabem pensar com os pés. E neste caso do Miguel vs. Benfica olha que dupla que se juntou: Paulo Barbosa e Dias Ferreira, o maior anti-benfiquista à face da terra. São advogados assim que dão má fama à classe.
Eu já achava que o Miguel era burro todos os dias a jogar à bola. Afinal não é só a jogar à bola: ele é mesmo burro. Vê-se pelas companhias que escolheu. Por isso vá para um clube de acordo com o seu carácter. Ou muito me engano ou vamos vê-lo de azul e branco...

Kroniketas, sempre kontra as tretas

domingo, 3 de julho de 2005

Frase da semana

“Os energúmenos que se manifestaram no Martim Moniz têm tanto cérebro como cabelo”.
(Ugly Kid Tony, “Cromos TSF”)

sexta-feira, 1 de julho de 2005

E não é que ele tem razão?

Ainda sobre o mesmo tema, remeto os prezados leitores (se é que os temos…) para dois artigos do Ferreira Fernandes no “Correio da manhã”: um sobre o famigerado arrastão dos “pretos” e o papel da polícia no mesmo, o outro sobre a manifestação dos “brancos” na sequência do dito arrastão.
Pois é, o homem até tem razão naquilo que diz. E, sobretudo, não tem medo das palavras e de chamar as coisas pelos nomes.

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