segunda-feira, 30 de maio de 2005

Os Caceteiros

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Depois do que se pode ler acima, palavras para quê? É o retrato de um país atrasado, em que caciques sem outro mérito que aquele de o serem e padralhada sortida dominam ignorantes que têm gosto na sua existência. O défice não é um mero problema económico, procede dos atavismos dos tugas, radica profundamente no país que somos, nos sindicatos que em vez de defenderem os trabalhadores defendem programas de partidos, dos empresários que não pagam ordenados mas compram Ferraris, dos construtores civis que ganham o ordenado mínimo, dos políticos que se vão corrompendo e que corrompem e por aí fora.
O mínimo que se pediria a uma pessoa decente ou a alguém que é dirigente máximo de um clube, mesmo sendo uma agremiação de província, seria a condenação dos actos realizados pelos energúmenos da sua claque, mas não – esteve ao nível que nos habituou desde sempre e que, aliás, mantém na sua vida privada…
Quanto à padralhada neandertalesca, como ficaram sem a história dos comunistas que comiam criancinhas ao pequeno-almoço, tiveram de inventar outras do mesmo calibre. Mas será que alguém capaz de pensar (ou seja, que tenha um cérebro com mais de dois neurónios activos) acredita ou segue esta linha de pensamento?
Como é possível dizer semelhantes alarvidades (esta é para aplicar aos dois casos) e olharem-se ao espelho no dia seguinte? Como é que alguém compactua no seu íntimo com estas coisas nojentas que foram capazes de dizer?
Colocado perante declarações deste tipo, chego a pensar se não seria melhor instituir algum tipo de processo eliminatório para tratar destes casos em definitivo e deixar o país mais arejado…

tuguinho, cínico que foi comprar uma carabina com mira telescópica ali ao armeiro mas volta já