quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Um chá no LNEC



Ficou decidido que em breve nos juntaremos a um grupo restrito em que se incluem o Dubai, a Arábia Saudita e o Iémen, entre outros. Não, não se descobriu petróleo no rectângulo tuga, é algo muito mais elitista: vamos ter um aeroporto no deserto!
Agora a sério: ainda bem que viram a luz, não sei se por vontade própria, se por lhes terem enfiado duas lanternas pelos olhos dentro. Mas que viram, viram!
Após o contorcionismo da explicação da não realização do referendo ao Tratado de Lisboa (pensará Sócrates em boa verdade que alguém acredita naquela explicação?), havia sempre o perigo de se contorcerem também as conclusões do LNEC.
Penso que se deve um agradecimento à CIP (e a justificação para tal atitude para com a CIP é tão rara como água no deserto!) e outro ao LNEC (por confirmarem que ainda não são uma instituição política).
Depois disto, até o Larrouse vai alterar a entrada para "Jamais" (ler "jámé"; é francês, porra!), que vai passar a dizer: "o que se diz das coisas que negamos veementemente no presente, mas que acabaremos por fazer no futuro, mesmo que contrariados na nossa estupidez" (já traduzido, por gentileza).
Quanto à Ota, vai-se candidatar para local do novo porto de águas profundas, pois parece ser o local ideal para meter água em grandes quantidades.
Posto isto, "jamais" para vocês também.
Leiam muito! (por exemplo, leiam este post 300 vezes)

tuguinho, cínico encartado