quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Um dia milagreiro

Hoje foi dia de milagres:

Em Fátima o clube local eliminou o Futebol Clube do Porto e, tal como Portas, também aqui vejo mão de Nossa Senhora...

E, na Amadora, tornou a intervir e a mostrar de que lado está: o Benfica apurou-se sem merecer e foi usado um instrumento do mal (o árbitro Duarte Gomes, que já tinha inventado 2 penalties contra o Benfica) para marcar um penalti inventado a favor do SLB...

São estranhos os caminhos do senhor! Neste caso, da senhora.

blogoberto, chico-esperto

sábado, 22 de setembro de 2007

Exorbitante



No passado fim-de-semana fui ver o Benfica-Naval ao Estádio da Luz. A minha filha de 9 anos quis ir também, de modo que levei-a comigo e fui mais cedo para comprar bilhete para ela, para a mesma zona onde tenho o meu lugar cativo.
Felizmente a afluência às bilheteiras era pouca, pelo que a operação foi relativamente despachada (já cheguei a estar 50 minutos na bicha para comprar um bilhete para ver o Oliveira do Bairro e entrei com meia-hora de jogo...). O pior era o preço dos bilhetes: para o piso 3 superior da bancada PT, o lugar mais barato daquela bancada, 17 euros! Qualquer coisa como 3400 escudos!
Irra! Um bilhete de sócio com 9 anos de idade, 17 euros? Um roubo! É assim que querem encher os estádios?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Assim é bonito


O Sporting perdeu em casa com o Manchester United, e o marcador do único golo foi o Cristiano Ronaldo, uma das pérolas nascidas em Alvalade e por muitos já considerado o melhor jogador do mundo.
Mas Ronaldo desta vez comportou-se como um homenzinho. Não festejou o golo, fez uma vénia ao público e quase que pediu desculpa por ter marcado.
Nestes tempos de profissionalismo exacerbado em que se fala de milhões como se fossem gotas de água, sabe bem a um adepto de futebol que dá valor ao amor à camisola ver um jogador respeitar o clube de onde saiu quando tem de o defrontar. Agora ele está do outro lado, mas o seu gesto mostra que cresceu e respeita o público que antes o idolatrava. E o público correspondeu com aplausos. É bem melhor do que atitudes como a dum certo Fernando Mendes que uma vez no Estádio da Luz virou-se para a bancada e chamou filhos da puta aos benfiquistas, depois de lá ter jogado.
Assim é bonito, ainda vale a pena ver o futebol com algum romantismo.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O Mexia ainda mexe


Pois é, o antigo Ministro das Obras Públicas, António Mexia, actual presidente da EDP, numa medida de grande alcance social, resolveu acabar com as refeições gratuitas aos funcionários da empresa em situação de antecipação à pré-reforma, pré-reforma ou reforma.
De acordo com a notícia veiculada pelo Correio da Manhã, «a eléctrica esclarece que esta decisão visa apenas “distribuir melhor o apoio que presta aos seus reformados” e sublinha que isto não era “um direito consignado”. Segundo a EDP, menos de 10% dos reformados usufruíam desta regalia e que o faziam essencialmente em Lisboa e no Porto, onde a média de pensões é mais elevada, pelo que a EDP considera essencial “redireccionar a verba para apoiar os mais carenciados em todo o País.»
Ainda segundo a mesma notícia, «pelas contas do SIESI (Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas), a EDP gastará por ano cerca de 125 mil euros com as refeições gratuitas servidas aos beneficiários.»
Ora deixa cá ver: 125 mil euros são cerca de 25 mil contos. Isto dará, certamente, para adquirir um carrito quase topo de gama para um dos administradores, provavelmente com um carro já utilizado há 3 anos e, portanto, já demasiadamente gasto para ser usufruído por suas excelências.
Ah ganda Mexia! Assim mesmo é que é! Tirar aos pobres para dar aos ricos! Assim também eu enriquecia!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

O que os outros disseram (XXXIV)

“...para quem, como eu, se tenha perdido na interminável novela das oito (“pequena Maddie, uma história de crime, sexo e traição”), não vale a pena ler jornais e ver televisão para perceber seja o que for. Que o jornalismo desistiu de nos dar informação, não é novidade para ninguém. Mas o ponto a que chegámos, com Moita Flores a dirigir a Câmara de Santarém nos estúdios da SIC, um senhor que dá pelo nome de Barra da Costa a ter delírios psicóticos em directo, condenações feitas por especialistas em expressão facial, populares a fazer julgamentos de rua porque a mãe "nunca chorou", repórteres a repetirem cada boato nas páginas dos jornais e a encherem directos com coisa nenhuma ultrapassa tudo o que a saúde pública ainda pode suportar. Uma dúvida para os jornalistas que têm alimentado esta loucura: não se sentem ridículos? Ou há figuras que, com o tempo, nos habituamos a fazer?”
(Daniel Oliveira, “Expresso”, 15-09-2007)

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

As multidões ululantes

Estes tempos de ressaca da esquerda de Scolari em Dragotinovic e de banho-maria no Caso Maddie, fizeram-me pensar um pouco na forma como os aglomerados de mais de 3 mamíferos Homo Sapiens Sapiens se comportam (especialmente se forem tugas).
Primeiro foram aquelas vaias a Kate McCann, provavelmente feitas pelos mesmos imbecis que a aplaudiram no resto do tempo. Não estou aqui a fazer considerações sobre a sua culpa ou inocência, tão só a realçar a atitude mentecapta daqueles mirones todos (quem tem tempo e paciência para passar horas a olhar para uma porta de um prédio não pode estar na posse de todas as suas faculdades mentais, se é que em dada altura teve alguma).
Passa-se o mesmo com o soco de Scolari. Toda a gente colocou uma bandeirinha de Portugal na janela, no carro, sei lá onde, quando Scolari o pediu. Toda a gente se habituou a ver Portugal qualificado e a lutar pelos primeiros lugares nos Europeus e nos Mundiais. Toda a gente se esqueceu de tudo isto depois da tentativa de soco no sérvio… Tal como no caso anterior, não estou aqui a julgar o acto (que foi penoso e impensado), mas a atitude de mais esta multidão ululante.
Ó cambada, e se pensassem pelas vossas cabeças e não aplaudissem ou vaiassem alguém assim às primeiras?

tuguinho, cínico encartado

P.S. – além de tudo isto, ninguém me tira da ideia de que houve aqui uma associação instantânea de Scolari com o nome Drago, o que motivou aquela reacção automática… não sei se sabem do que eu estou a falar!

P.S. 2 – senhor Luso 51, concordo consigo (ver comentário ao post anterior)

domingo, 16 de setembro de 2007

O “tapa”


Dizia-me o tuguinho no final do jogo de Portugal com a Polónia que quando se joga para os mínimos, o pior acontece. O que aconteceu nesse jogo e no jogo com a Sérvia, com Portugal a esbanjar duas vitórias à beira do fim, adivinhava-se pela atitude da equipa e pela (má) gestão do treinador, com jogadores mal escolhidos e substituições mal feitas que convidaram os adversários a atacar.
O célebre “tapa” de Scolari em Dragutinovic no final do jogo com a Sérvia é a reacção de um homem que perdeu a cabeça porque perdeu o controlo da equipa e o controlo das contas que tinha feito. A abordagem à qualificação, de empatar fora e ganhar em casa, tem sido um desastre, e agora a equipa entrou em desespero depois de ter esbanjado pontos onde não devia.
Scolari atingiu o limite da sua competência e já não me parece capaz de levar a Selecção mais além do que já levou. Acho que o seu prazo de validade à frente da selecção portuguesa chegou ao fim.

PS: No golo da Sérvia, obtido em posição por muita gente considerada “fora-de-jogo”, não estou convencido dessa irregularidade. Após o primeiro cabeceamento do jogador sérvio, a bola dirige-se na direcção de Paulo Ferreira e é este que a desvia na direcção do outro jogador, em posição de fora-de-jogo, para este fazer o golo. Só que, ao receber a bola vinda de um jogador português, o fora-de-jogo deixa de contar. É verdade que no primeiro momento ele já estava em posição irregular e beneficia disso, mas não do passe do seu companheiro e sim dum adversário. Assim, a desculpa para a irritação causada pelos prejuízos da decisão arbitral deixa de ter validade. Curioso é que não ouvi ninguém abordar este aspecto do discutido lance.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Dalai Lama

Parece que há por aí umas pessoas incomodadas pelo facto de nem o Presidente da República nem o 1º Ministro terem recebido o Dalai Lama.
Perguntava-me a minha mulher: mas porque é que haviam de receber?

blogoberto, chico-esperto

terça-feira, 11 de setembro de 2007

O circo que desceu à cidade



Penso que será virtualmente impossível não ter ouvido falar no Caso Maddie, mesmo que nunca veja televisão, não leia jornais, não ouça rádio, ou seja mesmo cego, surdo e mudo e viva numa caixa em que não entra a luz.
Independentemente do desenlace que venha a ocorrer sobre o crime e a sorte da criança, o alarido mediático extremo que se desenvolveu foi de quase histerismo por parte de todos os agentes desta área. Escrevo isto passados 4 meses da ocorrência, altura em que, por virtude dos novos dados que têm surgido com a rapidez de um caracol coxo, o caso reavivou e tomou outros rumos.
É que por muito doloroso e horrível que o caso seja, por muito bem relacionados que os pais estejam, nada justifica a globalização que se verificou e episódios completamente patéticos como foi a recepção que o papa concedeu aos pais. Se tivesse sido dada a mesma atenção aos acontecimentos na Serra Leoa, no Ruanda ou no Darfour, de certeza que nunca teriam sido os genocídios que foram (ou estão a ser, no caso do Darfour).
É esta mentalidade de telenovela que nos há-de levar a todos pelo esgoto abaixo, quando damos mais atenção a um crime (lamentável, é certo) que a chacinas grotescas, só porque não nos entram pela garganta abaixo nos telejornais de todos os dias e porque as personagens não são tão telegénicas nem tão (aparentemente) inocentes. E as vítimas não foram colegas de escola do Gordon Brown...
Em relação ao potencial desfecho deste horrível acontecimento, lembrava só o que se diz em relação ao culpado nos romances policiais: é quase sempre o mordomo, lembram-se?

tuguinho, cínico encartado

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Nessun dorma!



Luciano Pavarotti
(12/10/1935 - 6/9/2007)

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Hoje é dia de pescaria


No meu último dia de férias no Algarve foi assim. Na última ida à praia deparei-me com este cenário, que já tinha acontecido antes: sempre que havia uma diminuição de carros estacionados fora dos lugares que não há, lá estava a muito pressurosa polícia a angariar a féria do dia e vá de bloquear os carros estacionados.
No dia 1 de Setembro já havia pouca gente na praia, mas mesmo assim ainda a suficiente para encher os magníficos parques de estacionamento que a edilidade de Portimão disponibiliza para os turistas que afanosamente quer engaiolar nos arranha-céus da Praia da Rocha. E quando não há lugares nem num terreno baldio empoeirado não resta outra hipótese que não seja estacionar com duas rodas em cima do passeio. Quando são poucos nessa situação, aproveitam desde logo os parasitas de farda para lhes passar o devido correctivo. Sim, porque nos dias em que aquilo está completamente saturado e metade dos carros estão em cima dos passeios não se vê nenhum carro bloqueado, que aquilo dá muito trabalho e depois já viram o tempo que demorava a desbloquear aquela gente toda quando saísse da praia?
Assim ganha-se duas vezes, porque os tansos vão para lá gastar dinheiro e ainda levam com umas multas em cima que é para aprenderem.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 4 de setembro de 2007

A verdadeira tripa-forra



Ouvi dizer que uns senhores do Millennium BCP gastaram à volta de um milhão de euros para organizar duas assembleias de accionistas. Posso assegurar-vos que, com esse dinheiro, conseguia organizar duas festas muito mais a rasgar e ainda mais badaladas! Podia não conseguir ter lá alguma daquela gente, é certo, mas também não me parecem ter muito jeito para dançar ou para se divertir com outra coisa que não seja a cotação das suas acções, por isso não faziam grande falta. Aliás, apesar do dinheiro gasto, as festas não devem ter sido grande coisa, a avaliar pelas trombas de grande parte deles à saída...

Meus amigos, com um milhão de euros até conseguiria contratar o Sócrates e o Marques Mendes para dançarem em cima do balcão! Isso seria bastante fácil, quando comparado com tarefas impossíveis de realizar, como fazer rir o Paulo Teixeira Pinto ou ensinar o Joe Berardo a falar português.

Enfim, é a silly season no seu auge...


tuguinho, cínico accionado

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

De volta ao país real

Durante um mês quase não ouvi noticiários. Fui sabendo de umas notícias esparsas aqui e ali, quando via uns jornais ou revistas numa papelaria, ou enquanto esperava por vaga na casa de banho depois de chegar da praia. A única coisa que interessava era a temperatura do ar e da água e a direcção do vento.
Agora já estou mais ou menos a par das novidades e... está tudo na mesma. A Madeleine McCann não apareceu, um pai e um filho afogaram-se no Guadiana, morreram umas dezenas de pessoas na estrada em Agosto, o PSD foi financiado pela Somague e Marques Mendes nada sabe, o Jardim continua a dizer asneiras, a polícia continua a facturar com os famigerados radares, uns energúmenos destruíram um hectare de milho, as televisões perdem horas com a discussão dos milionários do BCP que só lhes interessa a eles e lá temos que levar com mais umas intermináveis reportagens sobre a princesa Diana... Ah, e parece que Cavaco Silva vetou três diplomas num mês!
Bem-vindo ao país real.

Kroniketas, sempre kontra as tretas