segunda-feira, 5 de novembro de 2007

A continuada ignomínia das juntas médicas

Ontem à noite entrei no portal do Governo e enviei ao Primeiro-Ministro a missiva que se segue:

“Não posso deixar de manifestar a minha indignação e o meu repúdio pela continuação da ignomínia que tem acontecido com as juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações. Ainda ontem vi no telejornal mais um caso verdadeiramente escandaloso, que só num país de fantoche como este é que pode acontecer. Isto é pior que o terceiro mundo. Uma mulher que está quase imobilizada e não consegue fazer nada sozinha foi mandada apresentar-se no serviço porque é muito nova para se reformar. Para além de chocante, isto é profundamente revoltante para qualquer ser humano com um pingo de sentimentos e humanidade, coisa que os zelosos funcionários das juntas médicas parecem desconhecer.
Perante a sucessão de casos destes, não posso deixar de me perguntar que tipo de missão está aquela gente a fazer, se não serão mais uns “boys” ao serviço de um qualquer interesse obscuro. Pergunto-me também se a atitude seria a mesma se vissem um familiar seu na mesma situação. E pergunto-me ainda durante quanto tempo mais esta vergonha ainda irá durar e se você, sr. Primeiro-Ministro, mais o seu governo, não pretende fazer nada para pôr cobro a esta situação terceiro-mundista.
Se calhar isto vai durar até que algum doente mais exaltado, ou algum seu familiar, se levante da sua cadeira e dê com ela nas trombas de algum desses pseudo-médicos, que afinal não passam duns valentes pulhas!”


Por coincidência, hoje o Ministro das Finanças deu ordem à ADSE para reavaliar a situação. Vá lá, haja alguém ainda com uma réstia de bom-senso e vergonha na cara, que os filhos da puta das juntas médicas não têm nem uma coisa nem outra.

Kroniketas, sempre kontra as tretas