terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. 6

Introducing Professor Esponja...

(clique na imagem, por obséquio e também para ver melhor)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

Meio campeonato depois...







Em dia de aniversário do Glorioso, sabe sempre bem recordar...

Kroniketas

O mito


As Krónikas Tugas regozijam-se pelo facto de no clássico da Luz ter jogado aquele que alguns chamam o melhor guarda-redes português de sempre (certamente nunca viram jogar o Bento e o Damas) e aquele que tem mais títulos a nível mundial. Neste jogo podem juntar-lhe mais dois títulos para o palmarés: um frango no 400º jogo e dois frangos em dois jogos seguidos no mesmo estádio (só um é que valeu por falta de vista da equipa de arbitragem).
Assim se desfaz um mito. O campeão nacional agradece.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Pânico na Luz!



O vírus da gripe das aves (variante frango) foi introduzido no estádio do SLB no decorrer do encontro frente ao F.C.Porto pelo próprio guarda-redes desta equipa, Vítor Baía. Este acontecimento provocou grande temor no recinto, e até levou à retirada da águia Vitória, para que não fosse contaminada pelo seu homónimo.

Mateus Bichoso, repórter horroroso (em missão na catedral)

domingo, 26 de fevereiro de 2006

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. 5

Aos olhos perscrutantes do Torcato e do Marcelino não escapam os foliões de Carnaval, ensopadinhos, enregelados e organizados em alegres(?!?) cortejos...


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por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

sábado, 25 de fevereiro de 2006

Inutilidades
























Algumas informações que vou colhendo nos escaparates de revistas enquanto estou na fila para a caixa do supermercado, ou quando passo junto aos placards de publicidade das paragens de autocarros:
- Fernanda Serrano diz que quer ser mãe outra vez (e quem se importaria de ser o pai?)
- Catarina Furtado está grávida (e quem não tem inveja do pai?)
- Isabel Figueira já fez dois testes de gravidez que deram positivo (e quem não gostaria de ser o causador da gravidez?)
- Isabel Figueira tem gravidez de risco
- Alexandra Lencastre separou-se do fotógrafo António Gamito após dois anos de relação (não sem que antes este a tivesse fotografado para a revista FHM)
- Alexandra Lencastre diz que era importante ter filhos com o António (e quem se importaria de estar no lugar do António?)
- Alexandra Lencastre diz que nunca vai para a cama no primeiro encontro (se calhar vai no segundo; quem se importaria de estar presente no encontro em que vai?)
- Merche Romero parece que vai casar com Cristiano Ronaldo, mas parece que ainda é o grande amor do ex-marido (e quem se importaria de estar no lugar do Cristiano Ronaldo?)
- Merche Romero e Cristiano Ronaldo vão casar com separação de bens

Como é que se poderia viver sem saber estas coisas tão importantes? O que mais espanta é como é que há gente a viver de notícias destas. Aliás, isto são notícias? Que uma está grávida, que outra quer engravidar, que outra vai casar e que outra se separou? Esta gente não tem mais nada que fazer? E os alvos das notícias depois admiram-se que a sua intimidade seja devassada... Não são as próprias que se prestam a isso?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

PS: Estas inutilidades todas só tiveram uma utilidade: foram um bom pretexto para pôr aqui umas quantas fotos...

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. 4

A pedido de algumas (poucas) famílias, vamos continuar a publicar com elevada periodicidade as aventuras destes mecos, mas depois quando se me acabarem as piadas, não venham pedir batatinhas!


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por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

Provedoria do Leitor

Para quem quiser vingar-se do autor destes cartoons, resolvemos facilitar-lhe a vida e apresentar-lhe um menu de castigos a aplicar:

1. Se for ateu ou agnóstico
a. Difamação nos jornais
b. Carga de porrada

2. Se for católico
a. Excomunhão
b. Auto-de-fé

3. Se for muçulmano
a. Lapidação
b. Fatwa

4. Todas as anteriores
a. Ouvir as piadas todas do Fernando Rocha
b. Ver em sessões contínuas o filme Fátima (nome de origem muçulmana e óbvia
referência católica) com a Catarina Furtado (óbvia referência de ateus degenerados)

Só queremos que os nossos leitores se sintam bem...

Idálio Saroto, provedor e tudo

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. 3

Não pensem que isto vai ser sempre assim à tripa-forra! É só por estarmos a lançar a série, depois vão ter no máximo um ou dois por semana, e já é bom!


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por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. Fora de Série*


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por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

*como o Benfica, às vezes...

Esfingadas...

Olha, a Esfinge abriu a boca outra vez! (não, não é a do bolo-rei! irra, que já é mania!)

Idálio Saroto, defensor do forte

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Politicamente incorrecto: o passeio dos ossos

Mas afinal, o que é que há de tão importante em mudar um cadáver de alguém que nunca fez nada de útil na vida?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. 2

Hoje é a dobrar, mas não se acostumem! Pensem nisto como uma espécie de episódio-piloto...


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por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. 1


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por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

domingo, 19 de fevereiro de 2006

E não há ninguém que a cale?

Ó Sócrates, com os franceses doidos por ficarem com a colecção do Berardo, não há forma de calar a bocarra da ministra da cultura e as suas atitudes de esperteza saloia?
Porque é que temos de aturar estes imbecis armados ao pingarelho que só prejudicam o país?
Quem é esta senhora que quer impôr condições a alguém que deseja manter a maior colecção europeia de arte contemporânea no seu país? Será preciso pedir por favor?
Merda para estas espécies de tiranetes a quem sobe o poder à cabeça!

tuguinho, cínico exaltado

Quem disse que vivemos num estado laico?

Hoje tentei ver notícias e nos três canais em sinal aberto só vi uma trasladação.
Haja paciência!

tuguinho, ateu com dúvidas

Brevemente nas Krónikas Tugas!



(é favor clicarem na p... da imagem porque o c... do Blogger não a põe maior...)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

Politicamente incorrecto: o embaixador do Irão

Este é outro anormal que devia ser recambiado no primeiro avião. Vá lá fazer contas ao holocausto prá puta que o pariu e meta a calculadora no cu!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Politicamente incorrecto: todos prá terra deles!

Já não há paciência para aturar estas insuportáveis manifestações dos árabes contra a Europa. Isto já é um caso de demência que a Europa não tem que tolerar. Agora até nos próprios países europeus fazem manifestações, como ontem em Londres.
Eu acho que a maneira de lidar com esta gente era muito simples: fechar todas as embaixadas desses países na Europa e recambiar os árabes todos para a terra deles. Se estão mal cá, mudem-se. Se não gostam do estilo de vida europeu vão-se embora. Na terra deles impõem os métodos deles, agora querem impô-los na terra dos outros. Eles não nos aceitam e nós não temos que aceitá-los. Não temos que estar a ser atacados dentro da nossa própria casa.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Prémio Nobel da estupidez

Para o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, com a sugestão da realização dum campeonato de futebol euro-árabe.
E depois, quando os europeus ganhassem, como era? Estaríamos a ofender os árabes???

Kroniketas, sempre kontra as tretas

PS: José Júdice comentou oportunamente no “Eixo do mal”, na Sic Notícias: já há um campeonato euro-árabe em Portugal, que é o F. C. Porto contra os mouros.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Milagre! Milagre!



Mais de um ano depois, Palmer Eldritch (a.k.a. Stardust) publicou as três últimas partes do conto "Toda a Mente é Danada"!
Estas coisas só acontecem mesmo em Fátima, no Entroncamento... e no Pó de Estrelas...

tuguinho, cínico atento às redondezas

Estou intrigado

Nesta polémica dos cartoons (ou cartunes, como diz o Pólis, nosso consultor linguístico), uma coisa me intriga: onde é que os malucos dos árabes foram arranjar tanta bandeira da Dinamarca? Ou será que são panos pintados de vermelho e com uma cruz branca por cima?
É que não me parece que no Irão haja bandeiras da Dinamarca aos pontapés!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

O concerto que eu não devia ter perdido


Scorpions - Acoustica no Convento do Beato em Lisboa, Fevereiro de 2001

Tenho estado a escrever no blog com este DVD a passar, e de cada vez que o vejo me arrependo de não ter estado lá. Eu sabia do concerto, podia ter ido e não fui. Nunca me perdoarei!

Kroniketas

O que os outros disseram (XIX)

Algumas passagens da crónica de José Júdice no jornal Metro, que subscrevo inteiramente.

“Ao contrário da quase totalidade dos países onde o Islão é a religião maioritária e a religião de Estado, nos países democráticos onde não há “religião de Estado”, toda a gente é livre de ter uma opinião sobre qualquer assunto e de a exprimir publicamente.”
“A questão posta pelos que criticam a publicação das caricaturas de Maomé parece simples: a minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro, e criticar, mesmo que ironicamente (ou sobretudo ironicamente), as crenças religiosas de outro é ofendê-lo naquilo que é mais essencial, que é a sua liberdade religiosa. Isto parece simples. Não se deve gozar com os símbolos sagrados (mesmo se, no caso dos cartoons, a sátira não era ao Profeta mas à interpretação feita pelos bombistas-suicidas de que o Profeta apelava no Corão à Guerra Santa e prometia 70 virgens a quem morresse a combater o infiel), nem criticar qualquer religião de um modo que possa ser ofensivo para os seus praticantes.
Parece simples, mas não é. De que modo encontrar uma definição do que é ou não uma “ofensa” que seja aceite por todos aqueles que não se sentem ofendidos? Se eu chamar ladrão ao meu vizinho, que é um homem sério e respeitado por todos, isso é uma ofensa, a menos que eu prove que ele roubou. Nas democracias, deixa-se aos tribunais o encargo de demonstrar pela prova dos factos que uma crítica é ou não ofensiva. Mas suponhamos que eu digo que Jesus não era filho de Deus, que Maria não era virgem, que Deus não criou o mundo em seis dias, e que a Bíblia é um conjunto de fábulas e tradições milenares de tribos de pastores de cabras, e que os Profetas eram alucinados que tinham visões no deserto provocadas pela insolação?
Certamente que a maioria dos cristãos se sentirá ofendida nas suas crenças por estas afirmações, mas nenhum me levará a tribunal por eu dizer que o que vem na Bíblia é mentira. Nada disso se pode comprovar ou infirmar em tribunal, por mais blasfémia que seja.
Ainda há 300 anos, no entanto, quem dissesse isso seria levado a tribunal e, se não se retratasse e abjurasse as blasfémias, seria condenado à fogueira. A liberdade política, essência da democracia, foi uma consequência da liberdade religiosa.”
“Darwin teria sido queimado vivo se vivesse nessa época.”
“O que diferencia uma sociedade livre duma sociedade totalitária e intolerante é a possibilidade de discordar, discutir, criticar e até ofender dentro dos limites aceites pela lei dos homens e não segundo as regras impostas pela lei de um Deus, sobretudo quando não é o nosso.”
(José Júdice, jornal “Metro”, 13-2-2006)

Kroniketas

O que os outros disseram (XVIII)

“Há algo que esta polémica prova: quando se exprime um ponto de vista haverá sempre alguém que se sinta melindrado, e a única forma de evitar “ferir susceptibilidades” é mantendo o silêncio.”
“Quanto à blasfémia, trata-se de um conceito que só se aplica aos crentes, que não vincula os restantes. Se existe liberdade religiosa também existe liberdade para criticar e caricaturar a religião, qualquer que ela seja. Pensava-se que todas estas conquistas civilizacionais do Ocidente estavam asseguradas. Aparentemente, não é o caso.”
“A liberdade está ameaçada porque – através da ameaça e da chantagem – alguns pretendem instaurar uma “cultura de medo”. Cedências só poderão encorajar os bárbaros.”
“O comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros português é, simplesmente, inqualificável.”
(Vasco Rato, professor universitário, “O Independente”, 10-2-2006)

Infelizmente, parece que alguns blogs da Pólis afinam pelo mesmo diapasão do ministro no seu discurso...

Kroniketas

domingo, 12 de fevereiro de 2006

Bandalhos!

Os reincidentes não devem ter perdão!

Idálio Saroto, guardador (falhado) da moral e dos bons costumes

sábado, 11 de fevereiro de 2006

O que os outros disseram (XVII)

“Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os “cartoons”, mas de quem os publica!”
“A Arábia Saudita tem petróleo e pouco mais: é um país onde as mulheres estão excluídas dos direitos, onde a lei e o Estado se confundem com a religião, onde uma oligarquia corrupta e ostentatória divide entre si o grosso das receitas do petróleo, onde uma polícia de costumes varre as ruas em busca de sinais de «imoralidade» privada, onde os condenados são enforcados em praça pública, os ladrões decepados e as «adúlteras» apedrejadas em nome de um código moral escrito há quase seiscentos anos. E a Dinamarca tem de pedir desculpas à Arábia Saudita por ser como é e por acreditar nos valores em que acredita?”
(Miguel Sousa Tavares, “Expresso”, 4-2-2006)

“No fundo, que imagem dá hoje o Islão ao mundo? Uma imagem forjada no radicalismo, com ameaças permanentes de vingança e morte. De um conjunto de valores que parou no tempo e se recusa a avançar.”
“O que se esperava é que os mesmos movimentos que agora espalham a violência, a pretexto de uma profunda indignação religiosa, fossem os primeiros a sair para a rua diante das maiores atrocidades cometidas em nome de Alá. Contudo, não se ouviu aos líderes religiosos islâmicos uma única palavra sobre o 11 de Setembro, uma só crítica à barbárie no Iraque, nem mesmo quando um hospital é feito em estilhaços por mais um suicida e são crianças de Bagdad a maioria das vítimas. Sobre tudo isso, um enorme e pesado silêncio”.
“[O Islão] acantonou-se, barricou-se num extremismo redutor, desafiante e totalitário”.
(Pedro Pinto, jornalista da TVI, jornal “Metro”, 7-2-2006)

“Em matéria de direitos e liberdades, o mínimo denominador comum de civilização no Ocidente está muito acima do máximo denominador da civilização islâmica.”
“No limite, a questão é saber se estamos dispostos, entre nós, a retroceder décadas ou séculos para encontrar valores comuns e compartilháveis.”
“Nas democracias ocidentais os ofendidos encontram reparação nos próprios jornais ou nos tribunais. Não queimam bandeiras, não incendeiam representações diplomáticas, não matam – e não exigem a um Estado soberano que peça desculpa por opiniões publicadas em jornais.”
(Inês Serra Lopes, directora de “O Independente”, 10-2-2006)

“A mim custa-me a compreender que haja quem ponha no mesmo prato desenhos e bombas.”
“Se amanhã uma bomba explodisse no centro de Copenhaga, como era?”
“Pessoalmente, estou grato pelo não-senso dos Monty Python, de Picasso, pela insensatez de Bocage, de António José da Silva, de Luís Vaz de Camões, de Erasmo. Custa-me a aceitar que, depois de tanto trabalho, se volte a instalar uma cultura do medo.”
(Rui Zink, escritor, “O Independente”, 10-2-2006)

Será isto o respeito pelo outro?
























Behead – decapitar, degolar
Butcher - abater, chacinar
Slay - matar, chacinar, assassinar

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Manchete do Independente



Apoiado a 100%

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Ohhhhhh!!!

A esfinge abriu a boca outra vez!

Frase da noite

“Eu posso achar o livro Mein Kampf ofensivo, mas defendo o direito de ser publicado”.
(José Pacheco Pereira, “Quadratura do círculo”, Sic Notícias, 8-2-2006)

Esta frase diz tudo e resume o que está em causa na questão da liberdade de expressão. E quanto mais vejo as imagens das manifestações dos muçulmanos mais me convenço que são um bando de idiotas que nem merecem que se perca tempo com eles. Mais, acho muito bem que outros jornais republiquem as caricaturas em solidariedade com o jornal e os caricaturistas visados, porque as reacções são completamente descabidas e desajustadas ao acto em causa.
O que está em causa é a liberdade de dizer o que outros podem achar ofensivo, mas é esse o princípio fundamental da liberdade. Os ingleses podem dizer mal da Rainha.

Kroniketas, sempre kontra as tretas e a favor da liberdade de expressão

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Em nome do politicamente correcto

Os artigos do Polis e o seu comentário ao nosso post anterior são o espelho duma praga que nos invadiu nos últimos tempos: a obsessão do politicamente correcto. Para sermos politicamente correctos temos de ser tolerantes com todas as aberrações que nos passam em frente aos olhos e não se pode dizer nada porque, coitadinhos, os outros são uns incompreendidos.
Ora nós, nas Krónikas Tugas, não somos politicamente correctos nem queremos ser, por isso não abdicamos das nossas mais profundas convicções nem do nosso direito à crítica e à indignação contra aquilo que consideramos aberrante, mesmo que isso vá contra o “establishment” e os arautos do politicamente correcto. Porque a verdade é que o politicamente correcto nos pode conduzir a um beco sem saída quando queremos fechar os olhos aos problemas e, em nome duma tolerância injustificada, não os atacamos de frente.
Em nome da tolerância, há 70 anos, deixou-se Hitler e os seus sequazes anexarem a Áustria, uma parte da Checoslováquia e uma parte da Polónia por acharem que uma parte da Prússia Ocidental lhes pertencia; deixou-se perseguirem e encurralarem os judeus, no que já era o prenúncio do que estava para vir; deixou-se Hitler dividir a Polónia com Estaline. Ninguém fez nada contra isto.
Em nome da tolerância, ignorou-se o que se passava nos campos de extermínio como Auschwitz, porque não se acreditou que se pudesse lá passar aquilo que efectivamente se passava, e preferiu-se deixar os nazis continuarem a gasear e cremar os judeus em vez de, simplesmente, bombardear os campos, com medo dos danos colaterais. Se calhar eram mortes mais honrosas do que no “duche”.
Em nome da tolerância, se calhar, não se devia ter salvo uma menina de 3 anos duma mutilação genital mais do que certa, porque no seu país de origem isso é tradição, em nome duma estúpida crença religiosa, como não podia deixar de ser. Se calhar, em nome da tolerância devíamos permitir que tais actos fossem praticados cá dentro de portas.
Em nome da tolerância temos de ser bombardeados constantemente com os “direitos das minorias”, como se o facto de serem minorias lhes concedesse um estatuto especial que nos obriga a aceitar todas as anormalidades e patifarias que cometam na sociedade.
Em nome da tolerância e do politicamente correcto não se pode dizer que os marginais que fizeram o arrastão em Carcavelos, assim como os bandos que assaltam os comboios na linha de Sintra e de Cascais, eram negros, como se alguém tivesse culpa das comunidades negras estarem cheias de marginais que querem continuar a ser marginais. E isto vale tanto para os negros como para os russos, ucranianos ou romenos.
Em nome da tolerância temos de ser compreensivos para com um anormal que atirou um rapaz para debaixo dum comboio na estação de Oeiras porque, coitadinho, tem perturbações mentais porque um condutor não parou na passadeira e ele tomou a seu cargo o papel de vingador.
Em nome da tolerância e do politicamente correcto temos de aturar toda a série de exibicionismos aberrantes do lobby gay e considerar que é tudo normal e faz tudo parte do direito à diferença, e anda o país todo durante três dias a discutir se duas lésbicas devem ou não poder casar, quando a Constituição não o permite, como explicou claramente o Prof. Jorge Miranda.
E, por fim, em nome da tolerância temos de aceitar que uma turba ululante, como uma manada em fúria, destrua e incendeie embaixadas, queime bandeiras e, supremo êxtase, mate pessoas. Um padre católico foi morto na Turquia, depois de celebrar missa, por um fanático que gritou “Alá é grande” antes de disparar.
Não, eu estou farto de ter que tolerar esta gente que só quer impor aos outros as suas regras e os seus códigos pré-históricos; que trata as mulheres como seres de segunda, sem direitos e sem vida própria e condenadas à ignorância; que em nome dum deus qualquer atira aviões contra edifícios, põe bombas em todo o lado e não se importa de matar seja quem for que estiver ao alcance, numa demonstração de total falta de respeito pela vida humana sob qualquer ponto de vista. É em nome da tolerância e da compreensão pelo outro que temos de aturar isto? Em nome disto temos de permitir que quem vem para a Europa vá para a escola com a cara tapada?
Eu não estou disposto a aceitar nem a compreender os hábitos e as crenças de quem não quer compreender os outros, porque os seus códigos de conduta não têm nada a ver com os meus. E não tenho que os aceitar na minha sociedade, onde não se tem de fazer jejum durante o dia por causa da religião, onde não é proibido comer porco nem vaca por causa da religião, onde não se tem de rezar todos os dias virado para Meca, onde não se incendeiam edifícios por causa da caricatura dum profeta cuja cara, pelos vistos, nem sequer conhecem.
Poderão dizer-me que são os meus critérios, de europeu e ocidental. Com certeza que sim e até me provarem o contrário não existem nenhuns melhores. Por alguma coisa se fez a Declaração Universal dos Direitos do Homem (que certamente não vale para os islâmicos), e mesmo nos 10 mandamentos do Deus católico há um que manda não matar. Comparado com este, o critério duma religião que manda fazer-se explodir para eliminar os infiéis porque terá o céu como recompensa, não passa duma coisa aberrante sem explicação possível.
Por isso não me venham dizer que temos de compreender aquilo que não tem compreensão possível. Há coisas que são inconciliáveis e não se podem misturar, como a água e o azeite. E quanto àqueles que vêm para cá, só têm que viver segundo as nossas regras, porque quem vai para lá também tem que viver segundo as regras deles (se não o fizer o pior que lhe pode acontecer é ser morto). Há um ditado que diz “em Roma sê romano”. Não somos nós que temos de os aceitar cá como eles são, eles é que têm de aceitar o local para onde vão, e como diz outro ditado “quem está mal muda-se”. Se querem viver na Europa comportem-se como os europeus. Já poderem construir mesquitas é um grande favor que lhes fazemos.
Este choque de sociedades não se resolve com mensagens de paz nem patéticos pedidos de desculpa, que não têm qualquer razão de ser. Eles não compreendem essa linguagem, só conhecem a linguagem da bomba. E o fogo combate-se pelo fogo. Eu, como não sou católico nem cristão, não gosto de dar a outra face. Este é mais um caso em que deveria ser olho por olho e dente por dente.

Kroniketas, europeu convicto

domingo, 5 de fevereiro de 2006

Reféns do obscurantismo?!?



Este episódio das caricaturas de Maomé está de acordo com as minhas piores expectativas: a 3ª guerra mundial não vai ser entre blocos políticos e sim entre modos de viver – e vamos ser nós contra eles, não tenham dúvidas. Não estamos aqui para ser politicamente correctos.
Qualquer pessoa se pode sentir ofendida com algo que se diga ou escreva – lembram- se do episódio do cartoon do António no Expresso, em que aparecia o papa com um preservativo no nariz, e da celeuma que isso provocou nos sectores retrógrados da igreja? –, mas isso não lhe dá o direito de requerer a incineração do autor, ou de pedir que as liberdades fundamentais sejam anuladas, para que se previnam casos semelhantes! Coloquemos as coisas no seu devido lugar.
Já agora, será que algum muçulmano se preocupou com o facto de que tratar as mulheres como seres de segunda ou condená-las à lapidação por crimes de que são vítimas nos ofende profundamente? Ou que a existência de escravos em países como a Mauritânia vai contra tudo em que acreditamos?
Uma coisa é respeitar o outro, outra bem diferente é deixarmo-nos subjugar por ele. É evidente que os arautos do politicamente correcto vieram logo dizer que temos de respeitar os coitadinhos, que estamos a ofender as suas crenças, etc. Mas eu aprendi há muito tempo que o respeito, para existir, tem de ser mútuo. E que a verdade e a justiça não são relativas. Portanto não me venham dizer que por causa da sensibilidade de uns devemos cortar a liberdade de expressão a outros! Nós temos razão!
A reacção do mundo muçulmano só mostra o que está por baixo do verniz: se pudessem, já andaríamos todos de corão na mão e as senhoras com a burka da última moda. Não nos iludamos! Aliás, basta olhar para o que se passa com o Irão – alguém acredita que o regime só quer energia atómica para fins pacíficos? Logo aquele senhor que disse que Israel devia ser riscado do mapa?
Acho que devíamos fazer como eles fazem: a próxima bujarda que o presidente do Irão disser deve provocar pelo menos o incêndio de meia dúzia de embaixadas de países muçulmanos na Europa e nos Estados Unidos, e a incineração de uns cem quilos de bandeiras desses países. Talvez assim consigam ver o absurdo deste tipo de reacções…
Já me devem estar a chamar de tudo, como xenófobo, racista, que não quero entender outras vivências. Não sou nada disso, mas também não sou hipócrita.
Numa sociedade democrática e laica não há assuntos tabu nem dogmas que coarctem a liberdade. O único limite deveria ser o do mau gosto, mas apenas por razões estéticas. Quando se ceder pela primeira vez, estaremos apenas a iniciar o fim…

Este era o post que tinha escrito ontem. O que estou a escrever agora foi depois de ver as imagens no telejornal desta noite. Tal como dizia o El País, não é blasfémia maior atirar aviões contra edifícios invocando Alá? Razão tinha Marx quando afirmou que a religião é o ópio do povo. E eles estão todos drogados no mais alto grau!
Bush pode ser estúpido e ter piorado as relações com os países muçulmanos, mas não duvidem que, se não fosse por ele, outras razões teriam sido encontradas para provocar o confronto com o ocidente! Não há pontos de contacto entre uma civilização repressiva e dogmática e a nossa sociedade de liberdade, por muitas imperfeições que ela tenha. Nem quero receber no meu seio quem não quer respeitar os valores da sociedade em que deseja viver. Não tem nada a ver com racismo – é que não gosto de receber em minha casa quem me insulta. Você gosta?

tuguinho, cínico ocidental

O que os outros disseram (XVI)

“Oui, on a le droit de caricaturer Dieu”.
(Jornal France Soir)

O que os outros disseram (XV)

“O mundo islâmico quer impor ao ocidente as suas regras”.
(José Júdice, “O eixo do mal”, Sic Notícias, 5-2-2006)

sábado, 4 de fevereiro de 2006

A pré-história

A forma histérica, estúpida e irracional como os muçulmanos, da Síria à Indonésia, reagiram a esta fantochada dos cartoons de Maomé, só confirma que aquela gente não vive neste mundo, nesta civilização, nesta era. Ficaram muito tempo atrás. Idade Média? Não, eles não chegaram a sair da pré-história.
Não interessam a ninguém.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Questão pertinente do dia

Um veículo de expressão também tem de comprar selo?

blogoberto, chico-esperto

Parvoíces radiofónicas

Já repararam na quantidade de anúncios perfeitamente idiotas que passam na rádio? Se alguns são feitos com imaginação, a esmagadora maioria é duma indigência atroz.
Claro que a parte de leão cabe aos bancos, carros e telemóveis. No caso dos telemóveis cada um é pior que o outro. Parece que as três operadoras andaram a ver quem conseguia debitar o maior número de alarvidades por minuto. Ele é frases sem sentido (aquela do Tarzan, da Jane e do elefante merecia o prémio da estupidez), arrazoados intermináveis que não querem dizer nada para no fim se falar dum telemóvel, associações de ideias ridículas para se mandar SMS e por aí fora.
No caso dos automóveis há aquele final perfeitamente execrável que é um tipo a debitar 50 palavras por segundo para dizer aquilo que ninguém entende por causa das condições de empréstimo. Uma coisa absolutamente insuportável. Será que eles pensam que alguém ouve o que é dito? Ou não é mesmo para ouvir?
Às vezes mudo de posto só para não ouvir tamanha dose de atentados à inteligência.

Kroniketas, sempre kontra as tretas