segunda-feira, 26 de abril de 2004

A voz do burro (periódico sem zurrada certa)

O CDS-PP não compareceu à condecoração de 37 personalidades que lutaram contra o fascismo e/ou pela democracia, por causa de entre essas personalidades estar a Isabel do Carmo, ex-revolucionária e actual médica consagrada. Fizeram bem. Não faz lá falta quem, 30 anos depois, ainda não se dá bem com os ares do 25 de Abril.

Na mesma linha, Paulo Portas voltou à carga, mais uma vez, com os ex-combatentes da guerra do Ultramar e a descolonização. 30 anos depois. Não há pachorra. E se ele metesse o raio da guerra do Ultramar no cu?

blogoberto, chico-esperto

O campeão pré-fabricado

O Porto é bicampeão. Como se esperava. Desde Agosto. Antes do campeonato começar já se sabia que o Porto ia ser campeão. Quanto o Porto ganhou a Supertaça ao União de Leiria na pré-época, em Agosto, com um golo em que o Costinha cabeceou as mãos do guarda-redes adversário e fê-lo atirar a bola para dentro da baliza, ficou feito o filme de toda a época.
Nessa altura eu disse que o melhor era darem já os troféus do campeonato, da Taça e da Supertaça ao Porto, porque assim não valia a pena jogar.
Aqui chegados, 8 meses depois, confirmou-se tudo até ao último pormenor. Desde golos limpos anulados aos adversários, penalties contra não assinalados, faltas inventadas a favor, jogadores por expulsar e expulsões injustas aos adversários, houve de tudo um pouco. Agora toda a gente só se lembra de elogiar a grande eficácia, o grande futebol, a grande gestão do plantel do Porto, ainda por cima reforçada por uma grande carreira na Europa (com todo o mérito, acrescente-se). A memória é curta, e todos os benefícios acumulados ao longo da época acabam por passar despercebidos no final, quando o avanço sobre os adversários se tornou inultrapassável.
Mas se este campeonato fosse analisado jornada a jornada, a conclusão a tirar seria que a classificação é falsa como Judas. Por isso digo, desde há muitos meses, que estamos perante um campeão pré-fabricado. Que agora se concretizou, como se previa desde Agosto.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

domingo, 25 de abril de 2004

Sempre, a 25.

Pois é – o inexorável decorrer dos anos acaba por transformar tudo, primeiro em memória cada vez mais vaga, depois em comemoração ritual sem ligação ao que é comemorado.
O que é para mim (e para quase todos, aliás) o 5 de Outubro, todos os anos? É um dia feriado! É evidente que sabemos (ou devíamos saber, mas aí já entramos no campo da ignorância) que o 5 de Outubro foi uma data importante da nossa história em que a república substituiu uma ancilosada monarquia, mas para mim como pessoa, que não a vivi, é apenas isso, e no campo mais prático das coisas do dia a dia, é uma folga que às vezes permite gozar pontes… E isto é uma coisa que ninguém conseguirá evitar, qualquer que seja o acontecimento e a sua importância.
Por outro lado existem coisas basilares da vida numa sociedade moderna e aberta, democrática, como a liberdade de expressão e de associação, que são tão importantes que as damos por garantidas. E isto é tanto mais verdade quanto mais recente é a geração – aqueles para quem o 25 de Abril já é uma comemoração ritual que não lhes diz nada enquanto data. É um feriado…
Mas precisamente porque antes de 25 de Abril de 1974 nada do que é hoje a base da nossa vida em sociedade existia, não devemos tornar a data numa mera comemoração, num dia feriado. Isto não quer dizer que transformemos, todos os anos, o dia 25 do mês de Abril numa gigantesca movimentação popular que idolatre a data. Isso é estúpido, oco e contribui para transformar ainda mais a data num ritual.
A verdadeira comemoração do 25 de Abril deve ser feita explicando aos que não o viveram, e portanto não o podem ter na memória, o que significou para a evolução de Portugal e o que ele garantiu para todos nós. Não é comemorar uma data, é explicar o que ela permitiu! Eu posso não comemorar o 5 de Outubro, mas sei o que ele significou e compreendo o que ele permitiu. Posso não comemorar o 25 de Abril, mas sei que foi ele que me permitiu estar hoje a escrever neste blog sem ter algum censor a cortar as minhas palavras! É que quando as pessoas deixarem de saber o que ele significou, será sempre possível que se volte atrás, e que uma outra ditadura possa substituir-se à democracia. A liberdade nunca está garantida, conquista-se dia a dia, lutando por ela – seja combatendo caciques arruaceiros, patos bravos que querem cimentar o país, Sousas Laras que dão mau nome à ignorância ou tentativas de reescrever a história por iniciativa de jovens turcos da pseudo-tecnocracia!
E não me venham com tretas de que os comunas em 1975 quiseram dominar o país e transformá-lo num satélite de Moscovo (pois quiseram), e que se cometeram erros nos primeiros anos (pois cometeram), para desvalorizar o acontecimento! A verdade é que estamos aqui, 30 anos depois, e que apesar de termos um governo de merda e problemas a mais num país do nosso tamanho, podemos mudar tudo isso se o quisermos. Porque vivemos numa democracia! Porque vivemos numa democracia desde o 25 de Abril de 1974!
É por isso que nós, que o vivemos ou o compreendemos, o devemos explicar a quem só agora o pode começar a entender – é a melhor forma de conseguir o que o slogan batido diz: 25 de Abril sempre!!
E já agora que falamos de slogans, se é verdade que possibilitou a evolução, não é isso que pretende transmitir o slogan bacoco do governo, que pretende extirpar o sentido revolucionário, de ruptura, que o 25 de Abril teve. A evolução veio depois, a revolução foi a 25.

tuguinho, cínico encartado (mas de cravo vermelho ao peito)

segunda-feira, 19 de abril de 2004

De que cor é o teu lixo?

Cabe aqui, como preâmbulo, um pedido de desculpas por um mal entendido em relação a um comentário anónimo que, pela altura em que ocorreu e pela posição tomada, tomámos como sendo do Mukankala. Não era e cometemos uma injustiça. Como não pretendemos cimentar as nossas posições em equívocos, aqui estão as nossas desculpas sinceras.

A verdade é que o Muka engraçou connosco! Ele há casos assim, de atracção à primeira vista ou, neste caso, ao primeiro post. E eis que as reacções assaz moderadas do Kroniketas às posições assumidas por ele, levaram o ente a dedicar-lhe duas linhas de prosa no seu blog (http://mukankala.blogspot.com) em que sugeriu duas coisas:
- "get a life" (isto é estrangeiro, não é?, acho que vi esta frase num filme!)
- classificou-nos como "white trash" (acho que isto também é estrangeiro)
Interrogações possíveis:
- o homem é branco e racista?
- o homem é negro e racista?
- quem é que trouxe para aqui a cor da pele?
- de que cor será o lixo dele?
- terá vidas para vender aos mais necessitados?
A posição extremada e quase histérica do senhor sobre o aborto não augurava nada de bom – que a intolerância chegasse à área do racismo é que nós não esperávamos…
Podemos não gostar de funge ou de caldo verde, mas essas posições não se baseiam em critérios étnicos. As pessoas não são a cor da sua pele! São o que sentem, o que fazem, o que pensam. Por isso é que achamos que as posições do Muka são aberrantes, qualquer que seja a sua cor (vide a ironia balofa expressa no comentário acerca da morte do líder do Hamas). É a nossa opinião! Tal como não gostamos de jazz e até achamos que o Fernando Aguiar não é mau jogador!
Mas como o Muka muito bem disse, as caravanas passam enquanto os cães ladram. Mas já era altura de ele se calar…

Idálio Saroto, provedor do blog

domingo, 18 de abril de 2004

O presidente bronco e o 1º ministro nazi

"Um dia depois do encontro na Casa Branca entre Bush e Sharon, a Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas criticou o facto de o muro que Israel se encontra a construir separar o acesso de populações inteiras a serviços de saúde, escolas e empregos e considerou ilegal a ocupação dos territórios da Cisjordânia. O texto pedia a Israel que renunciasse à sua "política de implantação nos territórios ocupados" e o "fim da expansão dos colonatos existentes". Só o Congo e os EUA votaram contra... " (jornal Público, 16 de Abril, por Amílcar Correia)

Este pequeno excerto que aqui reproduzimos com a devida vénia sintetiza tudo aquilo que se passa no médio-oriente. Este sábado os assassinos de Israel voltaram a atacar e mataram o novo líder do Hamas com um míssil, tal como tinham feito com o anterior. George W. Bush, o presidente mais bronco da história, um ignorante texano que para mal dos nossos pecados conduz os destinos do mundo, apoia e é conivente com esta política de assassinatos selectivos por parte do nazi Ariel Sharon. Sim, o uso da palavra "nazi" pode aqui parecer descabido, mas este indivíduo está a fazer nem mais nem menos do que os nazis fizeram aos judeus. E desta vez com a agravante de ser em nome de um estado supostamente "democrático".

Enquanto isso, o presidente mais bronco da história, tal como Nero, toca lira enquanto vê Roma a arder...

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sexta-feira, 16 de abril de 2004

A nossa casta - outra vez

Pois eu sou da Aragonês, Trincadeira e tenho uma costela francesa de Cabernet Sauvignon. Sendo assim, eu e tu, tu e eu, somos só descendentes de castas tintas. Não somos, portanto, aquilo que se poderia chamar "white trash".

Kroniketas

A outra direita...

Tenho reparado (eu e o Kroniketas somos muito observadores) nas minhas viagens pelos blogoceanos – esta saiu bem! Sim, porque se há blogosfera devem existir também blogoceanos! –, que está na moda arvorar posições de direita como se isso fosse anel de brasão ou diploma de superioridade. Tal como existe uma esquerda folclórica, que é sempre contra, usa sandálias, fuma charros e abraça todas as causas minoritárias (por muito bizarras que sejam), também existe a direita do blazer e sapatinho de vela, com valores que julga os melhores, tiques de autoritarismo serôdio e intolerância bacoca a rodos. Uns são filhos do Maio de 68, outros são filhos do Paulo Portas (sem ofensa!) ou são produções Independentes (o que vai dar ao mesmo e me parece incestuoso!).
Ora se olharmos um pouco para os últimos, digamos, 300 anos, a evolução da humanidade deveu-se por um lado à revolução tecnológica e científica e, do lado social, às lutas dos mais desfavorecidos por uma vida melhor. Nunca me constou que existissem ricos e abastados a defender os direitos dos desfavorecidos na linha da frente das barricadas de rua. Quer isto dizer que os pobres são bons e os ricos maus, os de direita, horríveis, e os da esquerda, santos? Nem por sombras!
Deixemo-nos de maniqueísmos e de demagogias – ninguém é detentor da razão absoluta! Mas há uma certa diferença entre um Freitas do Amaral, que com o decorrer dos anos me habituei a respeitar, e os fedelhos armados em carapaus de corrida, cheios de ideias neoliberais ainda frescas dos canhenhos que andaram a consultar para dar alguma substância ao ar de arrogância que ostentam. Por favor, haja decência! E o pior é que estes salazaritos parecem multiplicar-se por cissiparidade, como as bactérias ou certos vermes…
É que (adivinharam!) eu sou da outra direita, aquela da loura da anedota. Pois, sou de esquerda! Mas não tenho partido (detesto espartilhos), penso por mim e não alinho em carneiradas nem unanimismos, sou conservador numas coisas e liberal noutras e não me julgo detentor da verdade, qual redentor que vai salvar o mundo, julgando-o.
Essencialmente, penso. É verdade que o faço a partir de uma matriz social cristã, mas a base dessa matriz é a mesma do humanismo ocidental, e mesmo não professando essa (ou qualquer outra) religião, revejo-me em valores morais (não confundam com a moral de catequese) e de comportamento que provêm dessa área e são afinal o substrato da nossa civilização ocidental – que pode ser muito má, mas é como a democracia: ainda não vi inventarem nada melhor.
Foi nesta civilização que o nível de vida geral das populações melhorou, que o acesso ao ensino se massificou, que a liberdade se implantou. Isto não tem nada a ver com comunismos – os amanhãs que cantam há muito que ficaram afónicos –, nem com igualitarismos utópicos e inatingíveis. A igualdade é uma coisa má – eu não quero que o calaceiro ao meu lado seja igual a mim! Quero que todos tenham igualdade de oportunidades e a garantia de condições de vida minimamente dignas – depois cada um que se amanhe e seja o mérito de cada um a escalonar-nos. Qualquer ideologia que não tenha em conta o indivíduo está condenada ou vai condenar-nos, como já aconteceu no passado recente.
Mas, voltando aos filisteus de pacotilha: pode ser moda. Será? Espero que sim, e que como todas as modas foleiras acabe no fundo do roupeiro, a alimentar as traças.

tuguinho, cínico encartado (e anarquista de bolso nas horas vagas)

A nossa casta - A resposta

Ó Króni, é evidente que descendo da Tinta Roriz, se bem que ainda tenha uma costela de Touriga Franca e uma pitadinha de Castelão!

tuguinho

O Prémio Nobel e o secretário de Estado

O Sousa Lara acha que o livro do Saramago, "O evangelho segundo Jesus Cristo", é blasfemo. Eu acho que o Sousa Lara é um idiota.

blogoberto, chico-esperto

A nossa casta

Ó Tuguinho, de que casta é que tu descendes?

Kroniketas

terça-feira, 13 de abril de 2004

A Vez do Polvo (pasquim dromedário)

Vamos seguir Saramago! Vamos todos votar em branco! Às 23 horas, a 12 de Junho, na 24 de Julho, todos p'rá náite, a noite toda!
Faz como eu: vota completamente em branco e com umas gandas olheiras!!

blogoberto, chico-esperto

Ainda a corrupção que grassa!

Em mais um exercício de baixa chantagem, conseguimos convencer a distinta Sofia do Controversa Maresia a tecer um comentário favorável a este blog. O suborno combinado foi agora pago sob a forma de um singelo mas utilíssimo link para o respectivo blog.

tuguinho e kroniketas, os diletantes preguiçosos (ou mafiosos?)

segunda-feira, 12 de abril de 2004

Comentários aos comentários

Os comentários feitos pelos caros bloguistas no post anterior merecem-me também alguns comentários que, pela sua extensão, justificam que os coloque aqui num artigo à parte.

1) Ao Manuel: desculpe, importa-se de repetir? Ou melhor, de traduzir para português? Ou será que, ao contrário da intenção anunciada (“pôr a sociedade a funcionar”? Que bonito!), o objectivo é só escrever para não dizer nada, ou talvez dar um ar de intelectualidade barata? É que quase todo o texto é completamente imperceptível e sem sentido. “A vossa casta”? Mas qual casta? Que eu saiba, ninguém aqui é indiano descendente de casta alguma. “Tuguismo”? E isso o que vem a ser? O nome foi retirado, apenas e só, de um baptismo menos feliz com que a selecção nacional que participou no mundial de futebol da Coreia-Japão foi brindada (Tugas). Mas o meu colega do lado poderá esclarecer melhor. “Nasceram no concretizado”? “Enchem pa viver a forma”? Ó homem, as melhoras!

2) À Vieira e/ou à Sofia: é verdade que este blog é plural; de facto há mais que uma pessoa a escrever (ou então é a mesma pessoa a escrever com vários pseudónimos: Tuguinho, Kroniketas, Blogoberto, Valter Rego, etc., mas isso para o caso tanto faz. E também é difícil saber quem é quem). Também não sei se o teu é plural ou unipessoal. Quanto à questão do aborto, remeto-a(s) para o comentário ao comentário do Mukankala. Se fizeste esse comentário, não foi para nós. E obrigado pela simpatia.

Para finalizar e agora um pouco mais a sério: penso que todos nós, que andamos por aqui, gostamos de ver os nossos artigos comentados, seja para dizer bem ou mal. É sinal que nos leram e que o que foi escrito provocou alguma reacção. Eu estava à espera, por exemplo, de ver qualquer reacção ao artigo sobre os israelitas ("Assassinos!"), até porque escrevi lá algumas coisas que eu próprio não tinha a certeza se devia escrever. Mas a verdade é que… nada. Será que toda a gente está de acordo, ninguém leu, ou simplesmente ninguém está interessado em abordar esse assunto e é mais fácil pronunciarmo-nos sobre o que aqui se diz do Mukankala e sobre o que o Mukankala diz de nós?

No que diz respeito a este blog, a ideia é divertirmo-nos um bocado a expressar aqui opiniões sobre tudo o que nos apetecer, dizer bem ou mal seja de quem for sem compromissos de espécie alguma. Não temos a pretensão de ser os donos da verdade ou da sapiência: apenas da “nossa” verdade. E se consideramos que podemos contribuir para ensinar algo a alguém, dizemos o que achamos dever dizer, da mesma forma que estamos sempre dispostos a aprender algo com todos vós. Mas, sobretudo, queremos aproveitar este espaço de liberdade e, se possível, lançar alguma polémica. Tudo o que queiram congeminar para além disto, está a atingir o alvo errado. Tenho dito.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

PS: Para mais informações, consultar os artigos "Declaração de intenções", "Filosofia de vida das Krónikas" e "Com coisas sérias não se brinca", no painel lateral (todos na primeira página do blog)

terça-feira, 6 de abril de 2004

Novo visual? E daí?

1 - Nas minhas deambulações pela blogosfera, fui apanhar algures uma referência a uma quezília entre a papoila e a limonada (estou a perceber que parece ser hábito instituído entre os bloguistas fazerem referências uns aos outros, quer para se elogiarem quer para se criticarem mutuamente), e pelo meio disto, depois de tentar apanhar o fio à meada dessa polémica, apanhei uma outra referência ao novo visual do Mukankala (se bem se lembram, este é o protestante, defensor da vida, portista, africano e não sei que mais). Por curiosidade e pelos elogios à nova imagem, lá fui ver o que era.

Bom, no meio das habituais referências aos amigos “defensores da vida” (por exclusão de partes, presumo que todos os outros, entre os quais se incluem os diletantes preguiçosos deste blog politicamente incorrecto, serão os “defensores da morte”…), etc e tal, lá vem uma explicação sobre os novos aspectos gráficos: uma impala, um elefante africano e a Tundavala, uma depressão rochosa da terra dos antepassados (só não percebi bem é quem são os antepassados do dito espécime, mas enfim, se calhar é distracção minha).

Pronto, está explicado: agora desculpem a minha ingenuidade, mas… a quem é que isso interessa?

2 - Aqui o meu parceiro do lado não deve ter visto, porque certamente não está para perder tempo a visitá-lo, as simpáticas referências que lhe foram feitas pelo mesmo espécime a propósito de uns comentários inseridos no blog da papoila. Nesse artigo o anfitrião simpaticamente dá-se ao trabalho de nos ensinar a escrever “Crónicas”, tece considerandos sobre o “nick” de cada um… e ainda nos dá o bónus de ajudar a pronunciar o “nick” dele próprio. Ó meus amigoszzzz: mas afinal, um tipo que se auto-intitula Mukankala, que tem um grande amigo chamado Chiunga, que fala em Ku Duro e kinjilas e que, ainda por cima, come qualquer coisa chamada funge com pirão… por favor, e se fosse antes dar lições de português às impalas, aos elefantes e, quem sabe, talvez… à Tundavala? Talvez na terra dos antepassados tenham alguma coisa a aprender com ele.

Resta dizer que esta ave rara começou por atacar neste blog, com um comentário ao artigo “O arruaceiro e os broncos” do seguinte teor:
“Vergonha são os teus comentários no blog da papoila. Abortos considero aqueles que mais disfarçam como tu. Tem respeito pela vida e deixa de ser um aborto ambulante”.
Isto por causa do tal artigo da papoila sobre a questão do aborto, mas quem comentou esse artigo não fui eu. O homem baralhou-se, misturou o aborto com o Avelino Ferreira Torres e saiu este chorrilho de disparates, até que tivemos direito a um artigo especialmente dedicado a nós.

Mas deixa estar, ó melga, que não perdes pela demora. O Tuguinho, o Blogoberto ou outro qualquer há-de dar-te o bocadinho de tempo de antena que mereces. E daí, se calhar não.

Kroniketas, sempre kontra as tretas, com “K”, apesar de o Mukankala (com “K”, ou será com "C"?) não gostar

segunda-feira, 5 de abril de 2004

Finalmente o Porto perdeu

Já não era sem tempo. Já estava cansado de ouvir o Mourinho dizer constantemente “esta época só o Milan e o Real Madrid é que nos ganharam”. Agora têm que acrescentar um tal de Gil Vicente, clube modesto de Barcelos, fundado em frente ao teatro Gil Vicente da cidade e filial do Benfica. E assim, lá continua o glorioso a ser o único a conseguir chegar ao fim sem derrotas.

Também já era altura de terem azar. Convém provarem-lhe o sabor de vez em quando. O treinador acha que só isso explica a derrota. Óptimo: também já chegava de terem sorte em todos os jogos. Por vezes a sorte muda de protegido.

E na semana em que mais uma vez o inenarrável Pinto da Costa vociferou mais uns quantos impropérios contra o seleccionador, foi giro ver a grande exibição do Vítor Baía, com um golpe de vista fantástico no 2º golo.

E por falar em Vítor Baía: alguém me explica porque é que ele é o único guarda-redes do mundo que pode defender fora da área com as mãos sem ser expulso? Com esta já conto 4 vezes em que isso acontece. Será que em Portugal há uma “Lei Baía”?

Kroniketas, sempre kontra as tretas