quarta-feira, 31 de maio de 2006

Não há coincidências



Eu sou um tipo persistente. Nos idos de 93 ouvi uma música na rádio, várias vezes (até fixei o refrão!), sem nunca conseguir saber o nome do grupo ou da música (foi azar...). Eram tempos outros, em que Internet ainda podia ser confundido com um torneio de ténis internacional e não havia grandes possibilidades de obter essa informação.
Sempre tentei saber que raio de grupo era aquele, procurei na Amazon, na MSN Music, na Internet em geral, usando as palavras do refrão que conhecia.
Hoje, farto do que estava a ouvir no CD do auto-rádio, passei para a rádio, no caso a Best Rock FM (passe a publicidade), e lá estava a tocar a tal canção já quase no fim! Nesta era de sobrecarga de informação, lembrei-me que essa rádio tinha site na net, de modo que registei a hora e a canção que tocou a seguir e que por acaso conhecia, grupo e nome. Alguns minutos depois acedi à Internet, fui ao site da rádio e descobri que podia inserir a hora aproximada e o dia para poder aceder ao alinhamento. E lá estava!
Ah! Se a quiserem ouvir, está aqui: The Sighs, "Think about soul".
Só espero que a Margarida Rebelo PintoTM não me processe por causa do título deste post...

tuguinho, cínico musical

Os cromos: ponto da situação

Já descobri as cadernetas, mas não tem sobrado tempo para fazer os posts...

tuguinho, cínico desancorado da cama às 6 da matina

sexta-feira, 26 de maio de 2006

A piada da semana

No paraíso, Eva pergunta a Adão:

- Adão, amas-me?
- Não.
- Não? Então porque fizeste amor comigo?
- Hello!!! Daaaah!!! Vês por aí mais alguém???

blogoberto, chico-esperto

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep. 14

O regresso...

(clique na imagem, por obséquio e também para ver melhor)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Os cromos



Isto é para verem como as coisas mudam! Estão para aí todos a babarem-se a pensar que eu vou falar sobre uns quaisquer gajos toscos, em suma, uns cromos, que a imagem é só para enganar, e afinal estão rotundamente enganados! Do que eu quero falar é mesmo sobre cromos, os daquelas colecções de tudo e mais alguma coisa que vinham em carteirinhas de 3, normalmente, e faziam as delícias dos suficientemente velhos para se lembrarem também de que Bonanza não é só uma marca de um produto de limpeza… É para verem como o tempo muda as coisas.

Prometo que vou revirar o sótão (a bem dizer, é mais uma arrecadação e duas garagens) até encontrar tudo o que se relacione com colecções de cromos e que tenha resistido à voragem do tempo e dos peixinhos-de-prata.
Prometo publicar posts sobre o que encontrar e fazer-vos salivar de nostalgia.
Não prometo endireitar o défice nem descobrir a verdadeira idade da Cinha Jardim. Isso são assuntos mais esotéricos.

Do que ainda consigo enxotar da memória, acho que tenho por aí ainda várias cadernetas (nota do autor para os menores de 25: “caderneta” era uma espécie de livro ou caderno com lugar reservado para se colar os cromos, não tem nada a ver com a Caixa ou o Montepio) de colecções referentes a mundiais de futebol, raças de cães, bandeiras e não sei quê e raças de todo o mundo, e assim.
Cromos do tempo em que não bastava destacar as costas do meco e colá-los. Cromos autocolantes cheira-me a coisa abichanada. Estou a falar das sagas de colagem (nem sempre dos objectos pretendidos nem no sítio certo) que envolviam tubos de cola branca Pelicano e de cola UHU, transparente e tóxica, sem certificados CE ou garantias de que não colaria as peles ao infante, ou mesmo da clara de ovo ou da massa meio diluída de certas elaborações culinárias da família dos rissóis. Um mundo, portanto.

Estas coisas estão no limiar de deixarem de ser velhas para passarem a ser antigas e potenciais vítimas do coleccionismo. Vamos começar pelos cromos. Divagaremos certamente por outras coisas, como carrinhos Matchbox, subbuteos do tempo da Maria Cachucha (Kroniketas, prepara-te!) e bonecos plásticos de soldados à escala (onde é que eles andarão?), pistas Scalextric ou jogos de mesa em que o computador não era necessário (é verdade, sou desse tempo, confesso!).
Esperemos que gostem. Se não gostarem, paciência, mas vamos ter de vos dispensar.

tuguinho, cínico cromado

domingo, 21 de maio de 2006

O treinador do Benfica


Depois do alarido feito na 6ª feira com o nome de Carlos Queirós, de que todos os outros órgãos da comunicação social fizeram eco, que credibilidade merece a Sic Notícias agora que o Benfica apresentou Fernando Santos como novo treinador? Isto não lhes causa nenhum embaraço, nenhuma vergonha?

Que credibilidade merece um canal que anuncia um treinador que poucas horas depois é desmentido por todas as partes interessadas, e passado um dia é apresentado outro nome? Isto não mereceria um pedido de desculpas público perante os espectadores? Perante todos os outros órgãos que fizeram notícia de abertura dos seus noticiários a partir duma notícia falsa? Não se deviam retractar? Não deveria haver uma intervenção da Alta Autoridade para a Comunicação Social, perante uma tal falta de verdade e seriedade? O que interessa aqui é apenas fazer manchete para chamar as atenções sobre si?

Deviam ter vergonha. A partir daqui vou desconfiar de tudo o que a Sic Notícias disser, porque já se percebeu que o rigor das notícias anunciadas, bem como o respeito pelos telespectadores (o que aliás é apanágio da estação), são nulos. Como é nulo o meu respeito por esta televisão.

Os espectadores deveriam ter o direito de processar um canal que emite notícias falsas.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

PS: apesar de não ser o treinador da minha preferência nem me dar grande satisfação a sua entrada, só lhe posso desejar sucesso no clube; que seja feliz e nos faça felizes a todos.

sexta-feira, 19 de maio de 2006

O aviltamento da língua portuguesa (IV)

Voltamos a este tema, sempre candente, por causa dos atropelos que vamos lendo e ouvindo por aí. Hoje foi, mais uma vez, na comunicação social.
De manhã na Rádio Comercial passou um anúncio da Renault. A propósito dum concurso qualquer, o locutor disse que foram “recepcionados” não sei quantos trabalhos. Lá voltam eles à carga outra vez. Já tínhamos falado sobre isto. Então “recebidos” não servia? E será que já há dicionários com esta inovação? O da Priberam on-line, pelo menos, não conhece. Ó Pólis, diga lá qualquer coisinha sobre isto.
A segunda foi melhor. No site da Bola, antes considerada a bíblia do desporto português, na secção de “Notícias na hora”, constava que alguém estava “há espera” (leram bem, “há” espera, com H) de ser contactado.
Alguns nomes grandes do jornal já desaparecidos, como Vítor Santos e Carlos Pinhão, que eram portentos a escrever, devem estar a dar voltas no túmulo com o estado a que o seu jornal chegou.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Olha!

A Esfinge está em Belém!

blogoberto, chico-esperto

Olha!...

...a Esfinge ainda está viva!!

Anónimo sem nome

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Antes de tempo


Slave Ship (Slavers Throwing Overboard the Dead and Dying - Typhon Coming On) 1840


The Evening of the Deluge c.1843

As escolas inglesas de pintura tiveram sempre as suas idiossincrasias, como outros aspectos da vida na velha Albion.
Os paisagistas ingleses, com destaque para John Constable, influenciaram os pré-impressionistas franceses, com especial destaque para os paisagistas da escola de Barbizon e a importância dada à paisagem na ilha ajudou o género a livrar-se do epíteto de coisa menor e a alcançar a dignidade.
Mesmo os impressionistas foram beber a estes antecessores em estilo, que foram dos primeiros a livrar-se de algumas cadeias do classicismo. Mas hoje queria falar de um pintor muito especial – alguém que muito antes da liberdade da corrente impressionista e décadas antes dos primeiros arroubos do expressionismo e das tendências abstracionistas, se libertou de constrangimentos e pintou obras espantosas, plenas de modernidade. A opinião dos seus contemporâneos não era esta, obviamente.
Chamava-se Joseph Mallord William Turner (1775-1851). Deixo-vos aqui algumas das obras. Não preciso de dizer mais nada.

tuguinho, cínico emoldurado


Hannibal 1812


Sunset 1830-35

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Saloiadas



Há coisas que não me passam pelas ligações neurais(1)! Nos últimos anos tenho assistido a uma profusão cada vez maior de autênticos cachuchos naquele dedo em que os comprometidos oficiais colocam o sinal, vulgo aliança de casamento. Se no caso das senhoras ainda poderemos olhar com alguma bondade para este tipo de opção, no caso dos homens a coisa já se torna mais inenarrável.
Explicando melhor, estou a falar daquelas alianças que não se limitam a ser o tal sinal de compromisso, discretas e elegantes nos seus poucos milímetros (2 ou 3) de largura, e se parecem mais com jantes de 17 polegadas enfiadas num eixo de carne! O que é que deu às pessoas? O compromisso é tanto maior quanto maior é a largura das ditas cujas, ou é apenas ostentação parva, do tipo olha-sou-tão-abastado-que-até-compro-coisas-inúteis-como-esta-com-esta-largura-espantosa? Será um fenómeno da mesma estirpe que leva certos proprietários de automóveis a pedirem para não ser colocada a designação do modelo na traseira para não se ver facilmente que o carro é dos mais caros (ou vice-versa)?
Interrogo-me veramente sobre o que perpassa nestas mentes para transformarem um acto de bom gosto e, quiçá, de fidelidade, num puro manifesto de ostentação. Mas devo ser limitado, não consigo lá chegar. No entanto, há uma palavrita que me passa pelo pensamento nestas ocasiões de obstinada demanda, uma e outra vez: saloiada.
Sei lá, deve ser uma fixação!

tuguinho, cínico encartado

(1) “Neural” e não “neuronal”, criançada! Vá, toca a aprender como se formam as palavras e não dizer assim apenas porque os outros o dizem! Lembrem-se do “espoletar/despoletar” e do “pudico/púdico” – é que às vezes a maioria está errada…

terça-feira, 9 de maio de 2006

Humberto Coelho no Benfica, já!

- É um homem da casa
- Conhece a realidade e as necessidades do clube
- Tem autoridade e é respeitado
- Sempre foi um líder

É altura de lhe dar uma oportunidade.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Em destaque nas Krónikas Vinícolas - esta semana num blog perto de si

Uma visita à Quinta da Ervamoira

Kroniketas

Tempestade num copo d’água

Vai para aí uma grande algazarra por causa das declarações de Ronald Koeman (treinador do Benfica) acerca dos golos do Sporting no último jogo com o Rio Ave. Um coro de carpideiras, quais virgens ofendidas, tem vindo a público protestar contra a ignomínia cometida pelo treinador holandês ao classificar dois dos golos como cómicos, concluindo daí que o Sporting teve a tarefa facilitada para ganhar o jogo.
Desde o defesa que encerrou a contenda com um golo na própria baliza, digno dos mais eficientes avançados, até aos presidentes dos clubes em confronto, até chegar agora a Liedson, avançado “leonino”, todos querem um pedido de desculpas de Koeman, invocando para isso outros jogos já realizados, inclusive o Benfica-Sporting desta época em que Liedson fez gato-sapato da defesa benfiquista. Os mais acirrados até invocam um jogo Estoril-Benfica de há um ano realizado no Algarve, como se fosse para aqui chamado.
Mas... pedido de desculpas porquê? Acaso Koeman disse alguma mentira acerca dos golos? Não é verdade que foram erros infantis do Rio Ave? Acaso Koeman afirmou que o Rio Ave facilitou o Sporting propositadamente? Não, limitou-se a constatar um facto e a retirar daí as consequências: com o Sporting a ter estes brindes é impossível o Benfica apanhá-lo, mas em nenhum momento disse que os brindes foram propositados.
Também não cola a comparação com o Benfica-Sporting, porque o Benfica teve deficiências e por isso perdeu o jogo. Logo, já teve a sua penalização, pelo que invocar-se esse jogo é despropositado. Mais despropositado é ir buscar o jogo do Algarve e aconselhar Koeman a revê-lo: não só é descabido como ridículo, porque Koeman não estava no Benfica, logo esse assunto é-lhe completamente alheio. Faz tanto sentido como acusar o actual primeiro-ministro pelas medidas tomadas pelo anterior.
É claro que os comentadores politicamente correctos aproveitaram para bater no holandês, mas se fosse o insuportável Pinto da Costa teríamos como notícia de abertura a estafada frase “Pinto da Costa comentou com a sua habitual ironia...”
Mas é assim Portugal: inventam-se factos a partir de coisa nenhuma. A verdade é que não se ouviu tamanha vozearia na semana anterior a propósito da afirmação de Paulo Bento (essa sim, bem mais grave) de que alguém estaria a tentar afastar o Sporting do 2º lugar para o entregar à equipa que vem a seguir. Mas aí já não se levantou nenhum coro de protestos nem de exigência de pedidos de desculpa...

Kroniketas, sempre kontra as tretas

As palavras estão pela hora da morte!

...é por isso que estamos tão poupados.

blogoberto, chico-esperto