quinta-feira, 30 de junho de 2005

E que tal fazer-lhes uma espera?

10 de JunhoArrastão na praia de Carcavelos. Pessoas assaltadas e agredidas por vários grupos de dezenas ou centenas de indivíduos.
20 de JunhoAssalto aos passageiros no comboio da linha de Sintra entre as estações de Amadora e Queluz. Um dos três assaltantes exibiu uma faca.
25 de JunhoUm grupo de 20 indivíduos residentes na Costa de Caparica, acampados na praia do Carvalhal, perto de Grândola, agrediu com pontapés e pauladas na cabeça um jovem de 19 anos que acusavam de lhes ter roubado artigos de pesca. O agredido ficou em estado de coma. Os agressores ameaçaram voltar. A GNR de Tróia e da Comporta não compareceram ao local por falta de meios!!!

No espaço de duas semanas fomos confrontados com estas sucessivas notícias de ataques à população por parte de grupos organizados. Em Carcavelos, os turistas deixaram de ir à praia porque têm medo. Nos comboios da linha de Sintra há quem não circule a partir do fim da tarde porque tem medo. Na aldeia do Carvalhal os moradores têm medo que os agressores voltem.
Afinal, em que país estamos nós? Estamos a ficar permanentemente cheios de medo porque há por aí uns facínoras que atacam tudo e todos impunemente? Teremos que começar a ter medo só de sair à rua, porque as autoridades competentes não põem fim a este estado de coisas?
Então se as autoridades não fazem nada, terão de ser os próprios cidadãos a tomar a seu cargo a resolução dos problemas e fazer justiça pelas próprias mãos?
Quando acontecem estas situações lembro-me logo daqueles filmes americanos em que aparecem os “vigilantes”, que tratam da saúde aos criminosos (o Charles Bronson protagonizou vários filmes nesse papel). Lembram-se, aqui há uns anos, de terem aparecido umas milícias populares lá para os lados de Braga por causa duma comunidade de ciganos?
Depois aparecem sempre os defensores dos bons costumes a alertar para o perigo e para a ilegalidade destas situações. Mas se as autoridades não protegem o cidadão contra os meliantes, não terá o cidadão legitimidade para se defender?
E se, um dia destes, os passageiros da linha de Sintra, em vez de ficarem tolhidos pelo medo ao verem entrar no comboio uns bandidos para os assaltar, fizessem valer a superioridade numérica e se atirassem a eles, lhes dessem uma valente sova e a seguir os mandassem borda fora pela janela do comboio? Perdia-se alguma coisa?
E se os habitantes da aldeia do Carvalhal, em vez de estarem acagaçados com medo que os 20 da Caparica voltem para agredir mais pessoas (que valentões que eles são, 20 a baterem num!), se organizassem e lhes fizessem uma espera e lhes dessem o mesmo tratamento? Se toda a população se juntasse contra eles o que aconteceria?
Palavra de honra, do que isto está mesmo a precisar é que as populações deixem de ter medo e reajam contra aqueles que lhes querem fazer mal. Se um grupo de “populares”, um dia destes, limpasse o sebo a uns quantos bandidos, podia ser que estes começassem a baixar a bolinha. Depois venham as autoridades pedir responsabilidades aos autores: ora, não foi ninguém.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quarta-feira, 29 de junho de 2005

Jornalismo lixo

Notícia do dia: Lady Diana Spencer terá tido um romance com John Kennedy Jr. Passados 8 anos sobre a sua morte, ainda continuam a remexer no passado da senhora, desenterrando todas as histórias sórdidas que conseguem encontrar, sem qualquer respeito pelos mortos.
Será que estes abutres não podem deixar a mulher em paz? A quem é que isto interessa? Esta espécie de lixo jornalístico é nojenta, e estas “notícias” não servem nem para limpar o cu.
Tenho dito

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 28 de junho de 2005

A despropósito - 2

Sabeis o que vos digo? Cevada não é trigo!

Rogério Profundo, cidadão do mundo

segunda-feira, 27 de junho de 2005

Uma estrada no aeródromo

Havia aquela série de televisão chamada “Uma casa na pradaria”. Agora temos “Uma estrada no aeródromo”. Positivo.
Claro que, como sempre, ninguém é responsável.

blogoberto, chico-esperto

A despropósito - 1

O país que lemos é o país que somos.

Rogério Profundo, cidadão do mundo

sábado, 25 de junho de 2005

A tragédia, o drama, o horror! - Parte II

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Foda-se, arranjem um cérebro!! Talvez depois lhe possam ver a "áurea"...

tuguinho, cínico sem paciência para a ignorância

A tragédia, o drama, o horror!

Parece que o Artur Albarran, depois de fazer aquele anúncio ao Pepsodent, ficou com gosto pelas lavagens...

blogoberto, chico-esperto

Só quero dobradinha

Ele é o voleibol, ele é o futsal... Só faltou o do futebol de 11, mas era pedir demais. Deviam aprender alguma coisa com os colegas da modalidade de 5.
Vá, repitam todos em coro: campeões, campeões, nós somos campeões!!!

Kroniketas, empanturrado de dobradinha

quarta-feira, 22 de junho de 2005

Os Reféns do Politicamente Correcto

Caímos num extremo em que dizer que um meliante tem uma determinada cor já é racismo! A mim, pessoalmente, não me interessa que cor têm os bandalhos – interessa-me que os apanhem. Mas também não é por se referir o tom de pele das pessoas que se está automaticamente a discriminá-las.
Por isso me senti estranho quando foi abordado o assunto do arrastão na Assembleia da República e me vi a concordar com o pintas do PP e a achar os argumentos do BE patéticos e demagógicos. Não é que ande sempre a concordar com o BE e discorde absolutamente de tudo o que o PP afirme, mas que foi uma sensação estranha, lá isso foi. Quando se quer ser demasiado purista caem-se nestas demagogias baratas, arquitectadas com argumentos presos com pastilha elástica.
A realidade não tem nada a ver com idealismos – o mundo é bastante mais duro.

tuguinho, cínico de tom pálido

P.S. – não sei se repararam que este texto foi quase politicamente correcto. Será que se pega?

segunda-feira, 20 de junho de 2005

Começo a sentir-me vingado

A selecção da Grécia, campeã da Europa, depois de “levar” 3-0 do Brasil na Taça das Confederações (que eu ainda não percebi para que é que serve…), agora perdeu com essa potência mundial que é o Japão. Agora é que a Grécia começa a ser reduzida à sua verdadeira dimensão, ou seja, uma equipa de terceira categoria.
Assim vou-me sentindo vingado pela aberrante vitória da Grécia no Euro-2004 em Portugal.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Max Mosley para a rua

Os dirigentes da FIA (Federação Internacional do Automóvel), que tutela o campeonato do mundo de Fórmula 1, são uma cambada de imbecis, a começar pelo seu presidente, um tal Max Mosley que só tem inventado regras idiotas que têm dado cabo deste desporto.
O que se passou no Grande Prémio de Indianápolis foi uma palhaçada inqualificável que só aconteceu por causa duma regra aberrante que impede a mudança de pneus. Entre todas as imbecilidades que este senhor tem inventado (a pretexto de aumentar a emoção!), esta passa todas as marcas e culminou agora numa situação que, independentemente das culpas que possam ser atribuídas à Michelin por não ter providenciado pneus adaptados à corrida, nunca teria ocorrido se não fosse essa anormalidade de não se poder mudar de pneus a não ser em caso de estarem estragados.
Este Max Mosley tem que ir para a rua rapidamente para que a Fórmula 1, que já está tão pouco interessante, não morra de vez.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

domingo, 19 de junho de 2005

A tuguice dos coletes

Já repararam na moda que agora alguns automobilistas portugueses adoptaram? À boa maneira tuga, resolveram ornamentar os bancos dos automóveis com os coletes reflectores, não se percebe se para ficarem mais bonitos (os bancos), para se verem ao longe (os coletes), ou para mostrar aos polícias mesmo antes destes perguntarem.
Ora se o malfadado colete passa a ser um acessório obrigatório como o triângulo, a pergunta é por que carga de água os condutores tugas acharão necessário enfeitar os bancos dos carros com o dito acessório. E se passassem a circular com o triângulo aberto em cima do tejadilho? Não teria um efeito semelhante?
Há quem continue a viver no mundo globalizado com a mentalidade de parolo de sempre.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quarta-feira, 15 de junho de 2005

Já cá faltava esta escumalha

Claro que estes não podiam faltar. Depois dos facínoras que atacaram em Carcavelos, a escumalha dos pseudo-nacionalistas aproveitou a onda e prepara-se para fazer uma daquelas manifestações asquerosas sobre o “Portugal branco”. Estes “patriotas”, que não são mais do que neonazis encapotados, discípulos de Hitler ou Le Pen, que se acham importantes e se levam muito a sério, são o último patamar da escumalha social que, comparada com os do arrastão, ainda fica mais abaixo na escala.
Se os outros mereciam um tratamento de choque e um balázio nos cornos, para estes era uma solução mais radical: talvez um tanque de ácido sulfúrico.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 14 de junho de 2005

Tudo de uma vez

E de repente aconteceu tudo. Quando apenas esperávamos pachorrentamente pelos resultados das Marchas deste ano, entrou-nos pela porta um verdadeiro dilúvio de acontecimentos. Mas vamos por partes (o assunto é sério, coisas da vida, da morte, ou de outra coisa qualquer, e não vou referir a piada do Jack, o Estripador, nem que me peçam de joelhos!)
Acontecimento 1: Arrastão Tuga – em pleno 10 de Junho, umas largas dezenas de empreendedores resolvem criar uma empresa de pesca de arrasto que não se envergonhe perante as congéneres brasileiras. Embora padeça de um problema estrutural para uma empresa pesqueira – não tem barcos – isso não impediu os sócios de pescar todo o tipo de presa que lhes veio à mão na praia de Carcavelos. A ANJE decidiu imediatamente atribuir-lhes um prémio especial pelo empreendedorismo, que será entregue na Cova da Moura, sob escolta policial. Bem hajam!
Acontecimento 2: Vasco Gonçalves também faleceu durante este fim de semana. Com a excepção de ter sido o primeiro-ministro que quase colocou metade do país em luta com a outra metade e de ter inspirado esse grande monumento da canção revolucionária que é “Força, força Camarada Vasco”, não lhe vejo assim nada que justifique outra coisa, mesmo um prémio da ANJE. Acho que era boa pessoa, mas isso não é coisa que por cá fique.
Acontecimento 3: Álvaro Cunhal despediu-se desta vida sem acreditar noutra. Admiro o escritor, o anti-fascista, a coragem, a pessoa, mas não a sua coerência, embora possa compreendê-la – agarrarmo-nos a ideais estraçalhados pela realidade não os torna positivos, embora sem eles a nossa vida possa ficar sem significado. Penso que não era o caso, porque o homem era bastante mais que o político. Coerência a mais pode ser apenas teimosia – não transforma o seu objecto em dogma.
Acontecimento 4: Eugénio de Andrade passou-se para outro nível, num desfecho já antecipado há algum tempo. É costume dizer (e já foi dito à exaustão nas peças jornalísticas dos diversos canais de TV) que se perdeu o homem mas que a obra perdura. Ainda bem que assim é! Como, com excepção do Matusálem, as nossas vidas são bastante limitadas em duração, as únicas impressões que perduram são mesmo as obras – não as do trolha Augusto mas as do poeta Andrade. Como alguém disse hoje num dos elogios fúnebres, os poetas são o que nos resta dos deuses.
Acontecimento 5: Já nos estertores do dia de hoje, chegou-nos outra importante ocorrência (chamo-lhe isto à falta de melhor termo) – Michael Jackson fora absolvido de todos os crimes de que era acusado, não sei se por inocência se por ausência de arma para cometer o tal tipo de crimes. Com todas as operações plásticas a que já se sujeitou, sabe-se lá por onde lhe anda o pirilau! Enfim, tudo está bem quando acaba bem, na alegre Terra do Nunca.
Estes fins de semana prolongados de Verão são sempre maus – acontecem demasiadas coisas que nos apanham a estiolar e quando vamos ver já nada é como era…

tuguinho, cínico entalado na vida

domingo, 12 de junho de 2005

Tratamento de choque

O que é que se havia de fazer aos facínoras que atacaram na praia de Carcavelos? Pôr a polícia de choque a fazer-lhes uma espera e limpar-lhes o sebo seria demasiado?
Talvez encostá-los a uma parede e meter-lhes um balázio nos cornos!

blogoberto, chico-esperto

sábado, 11 de junho de 2005

Mar de Chamas - Episódio MMV

Eu sinceramente não percebo! Como é que é possível que, ano após ano, aconteça tudo da mesma maneira? É assim tão difícil dotar os bombeiros de meios e organizar um sistema eficaz de vigilância das florestas? Custa dinheiro? Pois custa, e então? Os dois submarinos do Portas custam 200 milhões e não servem para nada e, no entanto, vão ser adquiridos! Tenho a certeza de que organizar eficazmente o combate aos incêndios florestais não iria custar tanto. Mas mesmo que custasse mais, tinha retorno.
Que merda de país adiado é este em que ninguém consegue fazer nada? Uns não querem fazer e os que tentam não conseguem porque são impedidos pelos outros que nada fazem. Não me venham dizer que são argumentos demagógicos – a verdade é que o estado se transformou numa máquina que existe para se alimentar a si própria, não para servir os cidadãos. Limpem-se as estruturas da porcaria e do peso morto e logo funcionarão melhor. Para isso tem de se despedir? Então despeça-se! Comece-se pelos tachos e cunhas e boys de diversas cores que se foram acumulando na administração pública nas últimas décadas; continue-se pelos incompetentes e pelos calaceiros; acabe-se na reorganização dos serviços e na simplificação da burocracia. Não é impossível, basta querer fazer-se. Basta não se governar com o olho nas próximas eleições; basta fazer orelhas moucas aos lobbies e tábua rasa dos interesses instalados.
É muito fácil fazer discursos dizendo que o problema, no próximo ano, estará resolvido. E “no próximo ano” vê-se sempre que tudo ficou na mesma. Arde tudo e quem se lixa são os bombeiros, que arriscam o coiro, e os desgraçados que perdem os seus haveres. O tempo já acabou. O que há a fazer tem de ser já! É que já não estamos longe de viver num pedaço de chão queimado.

tuguinho, cínico chateado

quinta-feira, 9 de junho de 2005

Pensamento da semana

Os pobres que paguem a crise (no pós-25 de Abril eram os ricos, mas isso passou à história).

blogoberto, chico-esperto

O que eles ganham

Sabia que o Director-Geral dos Impostos ganha a módica quantia de 23.000 € por mês? Que nas recentes nomeações do governo para a Galp e as Águas de Portugal estão envolvidos vencimentos na ordem dos 15.000 e 30.000 €? Que o Tribunal Constitucional gastou qualquer coisa como 96 mil contos em carros topo de gama?
Pois é, a culpa deve ser dos funcionários públicos e das reformas aos 65 anos, não é? Como eu dizia antes, a crise, ao contrário do sol, quando nasce não é para todos.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

O país já está a arder

E os imbecis dos governantes continuam a assobiar para o lado e a atirar as culpas para cima uns dos outros. Mas será apenas incompetência nata ou é mesmo estupidez congénita?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

A crise quando nasce não é para todos

Vão mudando os governos, mas mantêm-se as práticas. Passando por cima (por agora) da calamidade recorrente relacionada com os incêndios (sobre isso falaremos um dia destes), custa a qualquer um ver que as vítimas da crise são sempre as mesmas: aqueles que não têm defesa nem fuga.
Enquanto isso, continuam as situações escandalosas de reformas chorudas (e vitalícias) que alguns nababos auferem, ou por terem sido vice-governadores do Banco de Portugal durante 6 anos ou por terem estado 9 meses na Caixa Geral de Depósitos; as acumulações dessas mesmas reformas com ordenados de ministros; as dezenas de milhares de contos gastos em carros de topo de gama para o Tribunal Constitucional (presumo que os srs. juízes não podem dar pareceres fundamentados se não se locomoverem refastelados em BMW’s ou Audi’s novinhos em folha).
Situações como estas, que são apenas os exemplos mais gritantes, são um verdadeiro atentado à dignidade dos cidadãos que vão ser, mais uma vez, fortemente penalizados pelas asneiras dos sucessivos (des)governos do país. Os políticos, se querem ser respeitados e ter uma imagem positiva junto dos cidadãos, deveriam ser os primeiros a dar o exemplo. Se há necessidade de cortes, é por eles próprios que deviam começar. Que moral têm para nos pedir sacrifícios quando não abdicam nem um cêntimo da sua vida luxuosa?
Nós aqui nas Krónikas ficámos contentes com a mudança de governo, mas a conclusão que se tira nestas alturas é sempre e só uma: mudam as moscas mas a merda é a mesma.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

segunda-feira, 6 de junho de 2005

Os tachos já estão ao lume

Esta malta não aprende, fica sempre com rabos presos; e vá de arrumar os amigos e os potenciais inimigos nos bons lugares do costume: Fernando Gomes e Pina Moura na Galp, Nuno Cardoso nas Águas de Portugal...
Não é nada a que não estejamos habituados - os partidos são o espelho do país, onde as cunhas, os compadrios e os prémios à incompetência são lugar comum. Mas o Fernando Gomes na Galp, Senhor?!
Portanto, os tachos já estão ao lume. Espero que os cozinhados se queimem.

tuguinho, cínico encartado

sexta-feira, 3 de junho de 2005

Adeus e obrigado, Trap

Giovanni Trapattoni foi-se embora deixando o Benfica campeão nacional, onze anos depois. Na hora do adeus, apesar de todas as deficiências apontadas à equipa e à sua orientação técnica ao longo da época, os benfiquistas não podem deixar de estar gratos a um homem que, afinal, devolveu ao clube o êxito mais desejado.
Eu nunca fui um grande fã dos seus métodos e muito menos do futebol praticado pela equipa, mas num campeonato em que todos foram medíocres tenho que lhe dar o mérito de ter conseguido errar menos que os outros, por isso acabou na frente. A crédito de Trap temos também que pôr a calma que sempre manteve ao longo da época, mesmo nos momentos mais conturbados: ele nunca entrou em pânico com as críticas e os lenços brancos. Afinal, os seus cabelos brancos também ajudam, porque ele já veio de muitas batalhas. A calma demonstrada quando parecia que a casa vinha abaixo acabou por serenar a equipa e mantê-la à tona de água quando se esperava que afundasse a qualquer momento.
Quem leu o que fomos escrevendo neste blog ao longo da época percebeu que não confiávamos nem na equipa nem no treinador. A verdade é que, bem ou mal, o homem deu uma alegria aos benfiquistas. Por isso, agora que ele partiu só lhe podemos dizer: adeus e obrigado, velho Trap!

Kroniketas, benfiquista reconhecido

quinta-feira, 2 de junho de 2005

Eles estavam a pedir

Os dois referendos à constituição europeia, com resultados desastrosos do ponto de vista dos eurocratas, deixaram claro que, ao contrário do que eles pretendem, as pessoas (entenda-se os povos) não estão dispostas a assinar de cruz tudo o que lhes querem impingir. Por isso só me posso regozijar por os votantes terem decidido pensar pela sua cabeça. Moral da história: eles estavam a pedir isto.
Quanto ao referendo em Portugal, também estão a querer impingir-nos o xarope sem nos explicarem o que estamos a tomar. PS e PSD já se puseram de acordo para realizar o referendo no mesmo dia das autárquicas, contra tudo o que aconselha a lógica e o bom-senso e contra todas as opiniões minimamente prudentes. A verdade é que todos os analistas que ouvi até agora acham desajustada esta coincidência de datas, mas eles continuam a fazer orelhas moucas. Entretanto Mário Soares (um federalista inamovível) acha que em Portugal está tudo controlado.
Então vamos esperar para ver. Se não me explicarem, muito bem explicadinho, para que serve, afinal, essa tal constituição de 400 artigos, eu voto NÃO porque não aprovo aquilo que não conheço. Querem manter-nos na ignorância, passar por cima da discussão diluindo-a na batalha das autárquicas, mas pode ser que o tiro lhes saia pela culatra e os resultados não sejam os que eles querem. E nessa altura, poderemos voltar a dizer: eles estavam a pedir isto.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Grande Campanha de Verão das Krónikas Tugas

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Vamos ajudar os nossos agricultores!

Vamos todos comer mais grelos!

Em breve daremos mais pormenores.

Idálio Saroto, provedor e tudo