terça-feira, 27 de novembro de 2007

Outra vez a Pantera Rosa

Agora é por causa duma campanha da cerveja Tagus. Os rosas sentiram-se atingidos por uma campanha que dizem ser sexista, discriminatória e homofóbica, e fizeram uma contra-campanha num blog a ridicularizar a outra.
Ridículos são eles. Eles podem publicitar o seu “orgulho gay” mas sentem-se ofendidos por uma campanha que apela ao orgulho hetero. E os outros têm de lhes aturar as manias...

Kroniketas, sempre kontra as tretas

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Pontapé na atmosfera

Um novo blog de análise do futebol, de autoria dum habitual leitor das Krónikas Tugas. À parte ser sportinguista (não se pode ter tudo...), faz uma boa abordagem dos aspectos técnicos e tácticos do jogo, com bom recorte técnico. Tomara muitos treinadores encartados terem a leitura de jogo que ele tem...
Vale a pena visitar.

Kroniketas

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

2099?

Depois de meter os pés pelas mãos, o Ministro das Obras Públicas não conseguiu desmentir um decreto do governo que dá a concessão rodoviária do país às Estradas de Portugal até 2099. Tentando mostrar que a coisa não é assim tão escandalosa, o inefável Mário Lino disse que, afinal, a concessão é “só” de 75 anos, o que faz toda a diferença.
Desta gente já nada me surpreende. O que eles não conseguiram explicar foi o que é que justifica que se ceda uma concessão, seja ela qual for, até quase ao fim dum século que ainda vai na primeira década. Em 2082 ou 2099, nenhuma desta gente já cá estará, nem os seus filhos, pelo que só os nossos bisnetos é que se poderão ver livres desta concessão. Que legitimidade tem um governo para entregar de bandeja uma benesse a uma empresa durante 3 gerações? O que é que está por trás disto? Será um compromisso para entregar um tacho aos futuros administradores das Estradas de Portugal e aos seus descendentes no século XXI?
E que poderes vai ter esta empresa? Os de instalar portagens em qualquer estrada que lhe apeteça para nos vir aos bolsos? Será que ainda viremos a ter cá uma réplica dos protestos de Paris?
O governo de Cavaco Silva começou a cair por causa de um buzinão. Parece que este país está a precisar é de um mega-buzinão para pôr esta corja na ordem.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

domingo, 18 de novembro de 2007

O que os outros disseram (XXXVI)

“Eu acho que tudo aquilo que seja organismo dependente do ministro Mário Lino está sob suspeita.”
(Miguel Sousa Tavares, “Jornal Nacional”, TVI, 13-11-2007)

Eu acho que tudo aquilo que seja dependente do ministro Mário Lino está sob suspeita.
Eu acho que o ministro Mário Lino está sob suspeita.

blogoberto, chico-esperto

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

As Grandes Entrevistas do Maratonista - I

Mateus Bichoso entrevista Mamede, o mimo mudo


-Diga-me Mamede, sendo uma das maiores figuras internacionais da mímica, como ultrapassou a sua deficiência e conseguiu singrar numa área tão difícil?
- …
- Ah, ok! Portanto avançou mais depressa do que os outros aprendizes porque não perdia tempo com conversas. Mas como se fazia entender pelos outros colegas?
- …
- Por gestos? É engraçado, parece uma situação igual à história do ovo e da galinha! Como é que fazia se ainda estava a aprender mímica?
- …
- Como?
- …
- Já tinha braços… entendo. E depois da escola, como foi entrar no mundo do trabalho, arranjar espectáculos, etc.?
- …
- Foi fácil?!? Mas como é que…
- …
- Ah! Convencia-os logo a contratá-lo porque tinha de falar com eles através dos seus gestos…
E o seu nome artístico, Mamede, é uma homenagem singela ao grande mimo Marcel Marceau?
- … … … prrrrróóóóó!
- Meu Deus! Pfffffff! Tá podre! Portanto, a homenagem é ao Fernando Mamede e o Marceau não valia um peido?!
- … prrrrróóóó … …
- Pffff! O que é que quer dizer com isso? Eu também não ando lá longe?!?
- …
- Castanheira! Ó Castanheira!
- Qu’é que foi agora, ó Mateus?
- Se o sacana do mudo torna a gozar comigo vais ver o gesto que lhe faço!
- Qual? Aquele que ele te está fazer agora?
- Filho da mãe! Sacana do c…!
[…]
- Parece impossível, Mateus! Acaba lá a entrevista!
- Azie?!
- E depois? Só estás com algodão no nariz, não é na boca! Ele é mudo mas tem punhos, não é paralítico! Vá, continua lá com essa treta que é para sair na próxima edição.
- …Gorre blus bentideros du beio ardisdíco gue foi condradado bur um blog borduguês. Isso ê verdade?
- …
- E budemos zaber gue blog ê esse?
- …
- Gródigas Dugas? Mach esses já dêm o Dorcado e o Barcelido!!
- …
- Um gaunzego e um darigudo que só dizêne berda?
- …
- Pois zenhore Babede, dezaju-lhe buida sorde, burgue eles já estão ali à zua esbera!
- …
- Olha, dão zabia gue ze budiam dizêre dandas asneiras gom os brazus! E gorre debreza, o zacana! Abanha-o Dorcado! Dá-lhe Barcelido!

(transcrição da escuta nº 35107 do mês de Novembro de 2007, no âmbito do processo de possível combinação de preços na lota de Matosinhos, onde o suspeito foi visto a comprar fanecas pelo agente Dálio, nos idos de 1997)

terça-feira, 13 de novembro de 2007

O que os outros disseram (XXXV)

“Quinze pessoas morreram porque um ligeiro abalroou um autocarro numa zona da A-23 sem qualquer perigo e em condições de circulação ideais. Fez-se um teste de álcool e de droga à condutora, que acusou negativo; procuraram-se indícios de excesso de velocidade, mas sem resultado. Mesmo assim, escreveram-se os inflamados artigos do costume sobre a mortandade rodoviária e o Governo tratou de anunciar maior repressão sobre o excesso de velocidade e o consumo de álcool ao volante. À preguiça comodamente instalada não ocorreu considerar a hipótese de que o acidente se possa ter ficado a dever à mais comum causa de morte nas estradas portuguesas: a inépcia ao volante. Sucede que, apesar dessa figura de estilo chamada exames de condução, nem toda a gente está habilitada a conduzir um carro. Recusando aceitar esta evidência, procura-se sempre uma causa externa que possa justificar os acidentes e, quando não há, remete-se invariavelmente para o excesso de velocidade. E como a má condução não constitui infracção, quando nem o excesso de velocidade se consegue provar, a culpa morre solteira e o condutor segue em frente. As estradas de Portugal estão cheias de condutores que causaram acidentes e mortes por simples inépcia e que continuam tranquilamente a conduzir.
Há anos que eu defendo isto: que o cadastro rodoviário tenha por base os acidentes causados e não as infracções cometidas. Para que não se tire a carta a quem estacionou na passadeira de peões ou foi flagrado numa auto-estrada deserta a 150 à hora, e se mantenha ao volante quem deixou para trás mortos e feridos, sem contudo ter cometido qualquer infracção. Mas para isso era necessário que, em vez da caça à multa, que dá dinheiro à polícia e ao Ministério das Finanças, o objectivo primeiro passasse a ser o de retirar das estradas os condutores perigosos.”
(Miguel Sousa Tavares, “Expresso”, 10-11-2007)

É preciso dizer mais alguma coisa?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Caça às bruxas no Benfica


Caça às bruxas? Eu acho que há caça aos benfiquistas. Oxalá eu me engane, mas cada vez mais a postura de Luís Filipe Vieira se começa a parecer com a de Vale e Azevedo, a postura do quero, posso e mando, eu é que sei, eu é que sou o bom. Aliás, na pesada herança que Vale e Azevedo nos deixou, foi precisamente com ele que começou a “caça aos benfiquistas”, correndo com tudo o que era benfiquista do clube e entregando a gestão das áreas fulcrais a sportinguistas ou ingleses. Essa mentalidade foi instilada nos benfiquistas nessa altura e permanece até hoje, gerando-se a convicção de que ter benfiquistas a servir o clube é mau. Por isso saiu Toni, por isso saiu Simões, por isso foram entrando, saindo e voltando a entrar pessoas como Álvaro, Chalana, etc.
Eu posso ser um romântico que vê o futebol como há 30 anos, mas era bom que os dirigentes não perdessem de vista uma coisa: é que sem os adeptos e os sócios, os clubes simplesmente não existiriam, portanto nem sequer haveria SAD’s nem profissionais doutros clubes, principescamente pagos com as receitas que os adeptos lá deixam (os adeptos, esses “tansos” que ainda vêem o futebol com romantismo e amor à camisola), a gerir essas mesmas SAD.
Eu sou sócio do Benfica há 30 anos, com lugar cativo no novo estádio e accionista, com modestas 50 acções. Mas sou, acima de tudo, benfiquista, e quero ver benfiquistas a gerir os destinos do meu clube. Acima de tudo, não gosto de ser enganado nem de ser tratado como atrasado mental, como acontecia no tempo de Vale e Azevedo. Infelizmente, parece que esses tempos começam a querer voltar. Se Vieira acha que os benfiquistas são incompetentes e não servem para estar no clube, então seria melhor que começasse por questionar a sua própria competência e o seu benfiquismo, porque isto de termos um presidente que é sócio dos outros grandes também deve ser caso único. E os supostos “incompetentes, invejosos e intriguistas” de que ele fala, foi ele que os levou para lá, portanto é ele o culpado de eles estarem no clube. E quanto à sua competência na área do futebol, ficou bem à vista de todos com a preparação para esta época. Se tem trazido algumas inovações interessantes na área da gestão empresarial, na área da gestão desportiva é um completo desastre. Portanto, segundo esse princípio deveria ser ele o primeiro a sair.
E já agora, não me esqueço que quando ainda não era ninguém no Benfica, apenas tinha sido convidado por Manuel Vilarinho para gestor do futebol (e não podia assumir nenhum cargo porque ainda era presidente do Alverca), Luís Filipe Vieira chamou “papagaio” ao Presidente da Assembleia Geral, Paulo Olavo Pitta e Cunha, que foi seguramente o melhor nesse cargo nos últimos 25 anos. Portanto, se há alguém que devia estar calado para não nos estar sempre a brindar com baboseiras e pontapés na gramática era o próprio Luís Filipe Vieira. Se há algum papagaio é ele próprio, que não consegue estar calado e até se dá ao desplante de querer dar lições de segurança a uma Comissária da PSP. Não há pachorra. Começo a estar farto dele até por cima dos cabelos.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

A continuada ignomínia das juntas médicas

Ontem à noite entrei no portal do Governo e enviei ao Primeiro-Ministro a missiva que se segue:

“Não posso deixar de manifestar a minha indignação e o meu repúdio pela continuação da ignomínia que tem acontecido com as juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações. Ainda ontem vi no telejornal mais um caso verdadeiramente escandaloso, que só num país de fantoche como este é que pode acontecer. Isto é pior que o terceiro mundo. Uma mulher que está quase imobilizada e não consegue fazer nada sozinha foi mandada apresentar-se no serviço porque é muito nova para se reformar. Para além de chocante, isto é profundamente revoltante para qualquer ser humano com um pingo de sentimentos e humanidade, coisa que os zelosos funcionários das juntas médicas parecem desconhecer.
Perante a sucessão de casos destes, não posso deixar de me perguntar que tipo de missão está aquela gente a fazer, se não serão mais uns “boys” ao serviço de um qualquer interesse obscuro. Pergunto-me também se a atitude seria a mesma se vissem um familiar seu na mesma situação. E pergunto-me ainda durante quanto tempo mais esta vergonha ainda irá durar e se você, sr. Primeiro-Ministro, mais o seu governo, não pretende fazer nada para pôr cobro a esta situação terceiro-mundista.
Se calhar isto vai durar até que algum doente mais exaltado, ou algum seu familiar, se levante da sua cadeira e dê com ela nas trombas de algum desses pseudo-médicos, que afinal não passam duns valentes pulhas!”


Por coincidência, hoje o Ministro das Finanças deu ordem à ADSE para reavaliar a situação. Vá lá, haja alguém ainda com uma réstia de bom-senso e vergonha na cara, que os filhos da puta das juntas médicas não têm nem uma coisa nem outra.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

Comparações

Pior que uma junta militar sul-americana, só mesmo uma junta médica portuguesa...

blogoberto, chico-esperto

domingo, 4 de novembro de 2007

Bamian e outras histórias


Assisti há alguns dias a um documentário, penso que da National Geographic, que falava sobre a arqueologia no Afganistão (Não, não falta nenhum “e”; é como em “Amsterdão”, percebem? Ai também escrevem com “e”? Então já nada posso fazer por vós…), entre outras coisas.
A inevitável época talibã servia de contraponto à situação actual em áreas tão diversas como a arqueologia (escavações no oásis de Bamian e tesouro bactriano), a arte (pintura e escultura) e o cinema (arquivo histórico).
Os talibãs tentaram eliminar tudo o que segundo os seus diminutos cérebros não era permitido pela religião muçulmana (versão hard), incluindo a música, as representações de seres vivos na pintura e na escultura (daí a destruição imunda dos budas de Bamian) e os arquivos cinematográficos históricos do país.
Pensavam-se perdidos irremediavelmente quilómetros de filmagens históricas, bem como inúmeras obras de arte da galeria nacional. E é aqui que se vê quão estúpidos podem ser os fanáticos! Podem ter até um grande QI, mas a visão distorcida da realidade toldar-lhes-á qualquer resquício de inteligência sempre.
Não é que um empregado da galeria nacional, em conjunto com um médico pintor, se lembraram, com risco das próprias vidas, em repintar os quadros com representações de seres vivos, tornando-os em inóquas cenas sem vivalma? Pintando a aguarela sobre o óleo, depois foi só passar um pano húmido para reaver a cena original. E os imbecis dos talibãs nem sequer sonharam com esta possibilidade!
Ainda mais rocambolesco e arriscado: os trabalhadores do arquivo cinematográfico construíram uma parede falsa frente à porta que dava acesso à sala onde se encontravam os negativos dos filmes, alterando mesmo a iluminação do corredor para uma melhor dissimulação, e limitaram-se a entregar cópias aos mentecaptos, para que as pudessem destruir alegremente.
Estas duas histórias mostram, como dizia o poema do Manuel Alegre, que

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Os heróis não usam armas.

tuguinho, cínico admirado

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Indecentes


A prestação do Benfica na Taça da Liga foi vergonhosa e inqualificável. Verdadeiramente indecente. Como benfiquista, sócio com lugar cativo e accionista, sinto-me revoltado e indignado com tamanha mediocridade. Pior que tudo, o treinador ficou contente por ter perdido. A equipa que escalou para entrar em campo foi uma manta de retalhos, sem qualquer nexo e cheia de equívocos. As declarações que fez no fim do jogo deveriam servir para o pôr na rua. Se entraram numa competição com o objectivo de perder, mais valia não terem lá ido para não sujeitarem os benfiquistas a estes espectáculos indecorosos e humilhantes. E se o treinador joga para perder vá-se embora.
Enquanto isso continuamos a assistir às palhaçadas do presidente que se farta de ameaçar que se vai embora mas nunca mais cumpre. É dele a culpa da excelente equipa que temos com este que é, segundo ele, o melhor plantel dos últimos 10 anos. Uma vergonha. Deviam ir todos para a rua.
Em cima disto, o artigo no site do Benfica acerca do jogo é patético, tentando mascarar a mediocridade da equipa de futebol.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Todos os santos nos valham!


O feijão "do" soja


Num telejornal de hoje, a jornalista explica o acidente com um veículo pesado carregado de soja referindo-se à carga repetidamente como "o soja"....
Não sabia que agora os jornalistas já nem precisavam de passar pela escola primária para o serem!!
Valha-nos deus, mesmo que não exista! Qualquer outra invocação perderia a luta com tamanha ignorância...

tuguinho, cínico descoroçoado