quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Back in town



Durante as férias tive a mente demasiado ocupada a não pensar em nada...

Kroniketas, de volta das águas a 23º C

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep.1- 2ª Série

O Regresso II - A Sequela


(clique na imagem, por obséquio e também para ver melhor)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco

domingo, 27 de agosto de 2006

Silly Season 4 - O esférico que rola na grama




"Até podem vir as duas equipas porque fomos previdentes e temos quatro balneários" -Luis Filipe Vieira, por causa do imbróglio causado pelo caso Mateus

(...que por acaso vão ficar às moscas, porque neste país de opereta ninguém respeita ninguém...)

blogoberto, chico-esperto

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Silly Season 3 - O que não mata faz bem



Ouvi dizer hoje na caixa que mudou o mundo que, segundo um estudo norueguês, afinal o café faz bem. Os cientistas avançaram mesmo com a quantidade mais adequada: seis chávenas por dia. Presumo que seja de café à norueguesa, daquele em que se consegue ver o fundo da chávena quando está cheia, porque senão o estudo teria outras conclusões certamente. Eles que tomem mesmo seis bicas por dia e depois tornamos a falar.
Não sei se já repararam que nos últimos tempos temos assistido a uma série de reabilitações de certos alimentos e produtos: a sardinha passou de "reimosa" a essencial, o vinho retarda o envelhecimento e faz bem ao coração, o chocolate é bom para a saúde e o azeite destronou os seus parentes mais tecnológicos.
Pois bem, caros leitores, venho revelar-vos que isto é só o começo! Dentro de poucos anos chegar-se-á à conclusão de que afinal o tabaco evitava as lombrigas, que as bebedeiras regulares melhoravam a circulação, que as vítimas da fome eram uns privilegiados que nunca sofriam de flatulência, que os esteróides anabolisantes fortaleciam uma enzima desconhecida que se alojava no baço e que a cocaína, quando inalada, evitava as infecções nos seios perinasais.
É um admirável mundo novo que aí vem!

tuguinho, cínico entorpecido

domingo, 20 de agosto de 2006

Silly Season 2 - O banho de multidão



Jornalista da RTP que fazia o relato do jogo da supertaça entre F.C.P e Vitória de Setúbal, quando do segundo golo do Porto:

"Anderson comemorou primeiro com um samba, depois com um banho de multidão, ou seja, com os 11 companheiros, ou melhor, com os 10 porque Helton ficou na baliza!"

Uff! Quase pensei que o Porto estivesse a jogar com 13, mas afinal não - eram só 12!

tuguinho, cínico a rebolar no chão de tanto rir

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

A quilometragem desvairada



Nas minhas deambulações destas férias pelo interior do país usei várias vezes aquelas coisas que às vezes são pagas e outras não chamadas autoestradas. São realmente uma mais-valia para o interior, mas há coisas que mais valia não acontecerem...
Em plena galgação da distância pela bastante recente A23 na direcção da Guarda, deparei-me com uma situação que me fez pensar em várias coisas, da compressão do espaço-tempo à "twilight zone", do José Cid aos Monty Python: lendo as indicações quilométricas apostas na via, a distância à Guarda evidenciou uma progressão assaz estranha, tendo em linha de conta que a velocidade do meu veículo não variou grande coisa nesse período de tempo. É que aquilo tanto saltava dez quilómetros entre dois cartazes consecutivos - o que só conseguiria percorrer naquele tempo se tivesse ligado os foguetes -, como apresentava uma diferença de três míseros milhares de metros, quando era evidente que a distância percorrida entre as duas indicações tinha sido bem mais extensa...
Como já referi, pensei em várias coisas: a cidade da Guarda podia estar a mexer-se de modo desordenado e a originar aquelas indicações variáveis, podia ter transposto o portal para o mundo do nonsense, ou simplesmente podia estar em Portugal. Venceu esta última, apesar de ter menor probabilidade do que as outras.
É que nesse sacrossanto rectângulo cheio de campos de golfe, construtores civis e jogadores de futebol, alteram-se traçados e constroem-se estradas novas, mas não se actualizam correctamente as distâncias (a outra hipótese, a de que as pessoas que as medem beberem muito antes de executarem a tarefa descartei-a, não por ser improvável mas por ser demasiado evidente). O condutor fica assim obrigado a introduzir um factor probabilístico que entre em linha de conta com este facto - assim uma coisa como aquele arredondamento que os bancos fazem nos juros dos empréstimos - para saber realmente quantos quilómetros faltam para o destino.
Enfim, no espartilho determinístico que é uma grande autoestrada, estas imponderabilidades até emprestam outro sal à viagem. Desde que lá na ponta esteja realmente aquela terra, who cares?

tuguinho, cínico de novo ao serviço

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Os roubos descarados



Desde há alguns anos, com o advento dos samplers, que diversos artistas utilizam, mais ou menos pontualmente, extractos de temas de outros autores nas suas criações. A esmagadora maioria destas canções usava estas amostragens como complemento do tema e não como a sua base, sendo assim apenas enriquecimentos de um outro tema, que se mantinha original. O problema é que mais recentemente se tem observado algo muito diverso, que creio eu já cai na área do plágio preguiçoso – e chamo-o assim porque um plágio bem feito, mesmo em música, não se nota à primeira.
Dou-vos alguns exemplos recentes:
- O tema de Madonna, Hung Up, em que a base é uma malha dos Abba (aqui com a ressalva de o grupo ter dado a sua autorização);
- Outro caso, mais grave, é o tema “Talk” dos Coldplay, uma utilização descarada da malha principal de “Computer Love” dos Kraftwerk – a canção até está girinha, mas não deixa de ser uma utilização abusiva;
- Hoje ouvi outra de bradar aos céus! O tema já é de 2002, mas não sendo propriamente na minha área musical preferida, não o conhecia. Trata-se da canção “Freak like me” das Sugababes, que utiliza de fio a pavio o sonzinho escarrapachado de “Are friends electric?” dos Tubeway Army/Gary Numan!
Estes são apenas exemplos, mas existem muito mais casos idênticos. Já não há vergonha?! Vale tudo? Parece que sim…

tuguinho, cínico plagiável

terça-feira, 8 de agosto de 2006

A queda (II)

Continuando na senda da queda da língua portuguesa, esta noite assisti a mais duas preciosidades linguísticas na nossa querida televisão.
Durante a transmissão do jogo Áustria-Benfica, o locutor fartou-se de dizer que os “correctores” de apostas davam não sei quantas vezes o dinheiro investido no resultado do jogo. Fiquei a pensar para mim: os correctores de apostas serão uns tipos que corrigem as apostas que os outros fizeram? É que eu já conhecia os correctores ortográficos. Quanto aos das apostas e da bolsa, conhecia-os como “corretores”, mas pelos vistos agora foram promovidos.
Terminado o jogo, fiz uma passagem por alguns canais e na SIC Mulher apanhei um filme em que uma juíza dizia algo que a legendagem apresentou como “interveniu”. Está bem que a língua evolui, mas por agora parece-me que “interveio” era bem capaz de servir para a frase em causa. Aliás, era bom que usassem um dicionário quando fazem estas coisas. É que o verbo “intervir” é dos mais mal tratados entre nós. Desde o “interviu” que se ouve a torto e a direito, já evoluímos para o “interveniu”.
Bom, isto é capaz é de ser do sol que apanhei na cabeça. Desculpem, mas vou ali dar mais um mergulho na Praia da Rocha, que a água está a 22 ºC.

Kroniketas, veraneante com ligação Wi-Fi

domingo, 6 de agosto de 2006

As férias activas



Uma das grandes conquistas dos tempos modernos foram as férias. No tempo dos nossos avós e bisavós as coisas fiavam mais fino e férias eram para os ricos. A evolução social fez com que esse período de descanso anual passasse a ser um direito e, com as férias pagas (que não é uma conquista global), o turismo tornou-se uma “indústria” de massas, para as massas.
As férias são um período de descanso. Ponto (Não se deve ser mais papista que o papa. Exclamação). No entanto, há gente que usa as férias para programar todo o tipo de actividades mais ou menos extenuantes, fazendo com que elas se assemelhem à agenda preenchida normal nos períodos de trabalho, só que mais cansativa!… Não quero com isto dizer que se deva passar todo o tempo de papo para o ar, mas chegar ao fim das férias mais cansado do que quando se começaram não é propriamente o objectivo delas.
Por isso, caros leitores, façam o menos possível, divirtam-se, se andarem pelos festivais não fumem tudo o que vos derem, se a vossa onda forem as ondas lembrem-se que de tubarão também se faz ensopado e, acima de tudo, não se cansem! Para isso vai bastar o trabalho que está à vossa espera.

tuguinho, cínico vacante

sábado, 5 de agosto de 2006

Silly Season 1



Uma parte das Krónikas viram ontem a azougada Merche Romero a entrar para o Bar Sasha, na Praia da Rocha, pertencente ao Evaristo da finada Casa do Castelo. Ia sem qualquer Ronaldo à tiracolo.
Essa parte das Krónikas dormiu melhor a noite passada (não sei como!)...

Mónica Galho, cronista da soçaite

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

A queda



Ultimamente tenho ouvido e lido cada vez mais um erro crasso de português que parece ser invisível para quase toda a gente, mas continua a ser um erro. Falo da não acentuação do pretérito perfeito do indicativo, não sei por que obscura “razão”. O certo é que cada vez mais tenho ouvido pessoas a pronunciar “falãmos” quando se está a referir a uma acção passada e terminada. Da mesma forma, vejo cada vez mais frequentemente a grafia errada em textos de jornais com responsabilidade (das televisões nem é bom falar…), em que se grafa “falamos” quando devia ser “falámos”! Meus caros amigos, mesmo os brasileiros, que escrevem sem o acento, pronunciam “falámos” e não “falãmos”. Não há razão nenhuma para esta queda. A minha saudosa professora primária não se enganou quando nos ensinou os verbos, penso eu “de que”!
Que pessoas sem instrução atropelem a gramática, é a vida. Agora que gente que teve o privilégio de poder aprender o faça também, isso é que me causa admiração. É esta ignorância subreptícia que acaba por se tornar norma que me causa medo! Ainda vamos todos acabar a dizer “há-des” e “gostastes” porque assim o faz a maioria…

tuguinho, cínico descoroçoado