sexta-feira, 26 de março de 2004

Vida de árabe

Toda a gente pergunta: por que é que os terroristas árabes estão sempre ansiosos por se suicidar?

É PROIBIDO
1° Sexo antes do casamento;
2º Beber bebidas alcóolicas;
3º Ir a bares;
4º Ver televisão;
5º Usar a Internet;
6º Desportos, estádios, festas;
7º Tocar buzina;
8º Comer carne de porco;
9º Música não religiosa;
10º Ouvir rádio;
11º Barbear-se;

ALÉM DISSO
12º Têm areia por todos os lados e nenhum buggy para se divertir;
13º Usam farrapos em vez de roupas;
14º Come-se carne de burro cozida sobre bosta de camelo;
15º As mulheres usam burka e não se vê sequer a cor dos olhos;
16º A esposa é escolhida pelos outros;
17º E dizem-te que, quando morreres, vais para o paraíso e terás tudo aquilo com que sonhas.

A sério...
Tu também não te suicidarias?

blogoberto, chico-esperto

Assassinos!

O indecoroso assassínio do líder do Hamas, o sheik qualquer coisa, e a forma como foi executado, veio revelar uma vez mais que estamos perante uma guerra sem quartel em que não se olha a meios para atingir os fins.

Devo desde já dizer, como declaração de interesses, que não nutro a menor simpatia pelos islâmicos: cá para mim são todos doidos, e pararam na Idade Média. Ainda recentemente uma islâmica escrevia no Correio da Manhã que os ocidentais não os compreendem nem compreendem o Corão. Estou-me nas tintas. Temos que os acolher e aturar com as suas taras e manias medievais (ele é o véu, ele é a circuncisão, ele é a carne de porco, ele é o Ramadão, e todo um rol de outras anormalidades) e ainda temos que os compreender? E por que carga de água é que eu haveria de compreender um livro escrito há séculos por um suposto Deus que manda matar os infiéis? Guerra santa? Alguém consegue explicar-lhes o paradoxo que existe nesta expressão? Eles que se adaptem à civilização ocidental; se não quiserem, voltem para donde vieram. Em Roma sê romano. E agora, ainda por cima, temos que viver com o medo dum ataque da Al-Qaeda? Já há quem tenha receio de ir ao Rock-in-Rio ou ao Euro 2004 por causa destes tarados!

Mas também começo a ter a mesma antipatia pelos judeus, só que esta é mais recente. E mais recente exactamente por causa do conflito israelo-palestiniano.

Em tempos não ligava muito a isto, até que um dia resolvi investigar as origens desta guerra. Posso não conhecer todos os desenvolvimentos históricos, mas uma coisa parece-me evidente: o estado de Israel foi criado pelo Ocidente roubando território aos palestinianos. E o que está aqui em causa é que Israel, por muitas queixas que faça, tem o seu país (que até dizem ser democrático!) e a Palestina… não existe. Numa leitura simplista da coisa, isto resolvia-se se Israel deixasse que alguns territórios fossem entregues aos palestinianos. Mas não: Israel está a fazer-lhes o mesmo que Hitler fez aos judeus: fechá-los em “guetos” e aniquilá-los. Ocupa a faixa de Gaza, ocupa os montes Golan, constrói outro muro da vergonha... Afinal, o que é que eles pretendem? Dialogar? Ariel Sharon não disse ao que ia quando foi eleito?

Sempre fui contra os genocidas. Considero Hitler o maior assassino da história. Mas perante o que se vê, sou obrigado a considerar que Ariel Sharon é outro assassino, um segundo Hitler. A grande diferença é que este tem os americanos do seu lado, por isso faz o que muito bem entende. Não haverá ninguém que o assassine também? O extermínio a que os judeus foram sujeitos pelos nazis não legitima que agora façam o mesmo a outros durante décadas. Não façam o papel de coitadinhos, porque é o que eles não são. Nem são as únicas vítimas na história da Humanidade.

O terrorismo é condenável sob qualquer forma, e neste conflito já não há inocentes: todos são culpados. Mas uma coisa são os movimentos radicais; outra é ser um estado DITO democrático a levar a cabo uma acção de pura execução, como o que foi praticado por Israel sobre o líder do Hamas. Nunca se viu uma coisa assim: o homem estava numa mesquita e um helicóptero disparou 3 mísseis sobre ele, com o acompanhamento pessoal do próprio Sharon. Isto é, pura e simplesmente, barbárie. Ariel Sharon deveria ser julgado por crimes de guerra, tal como se fez com Milosevic e com os nazis em Nuremberga. Ah, mas o amigo americano não deixa! Os outros são terroristas: e Ariel Sharon, é o quê?

É óbvio que nem todos os judeus serão assim tão maus, mas perante esta diferença de forças e métodos em confronto (sim, porque uns matam matando-se com bombas à cintura e os outros usam mísseis), o meu receio é que um dia destes eu comece a achar que, afinal, o Hitler é que tinha razão, e que foi pena não o terem deixado acabar com os judeus antes de acabarem com ele.

E já agora: não se arranja por aí uma bomba atómica que arrase com aquilo tudo? Assim ficávamos livres de todos de uma só vez, e o mundo voltaria a ser mais pacífico.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

José Veiga para o Benfica?

Na sua crónica de 3ª feira na Bola, Miguel Sousa Tavares escreveu assim:

"José Veiga na administração da SAD ou à frente do futebol do Benfica, coloca, de facto, questões interessantes. Sabendo-se que Camacho prefere os jogadores que vêm através do seu empresário espanhol e que José Veiga prefere, logicamente, os seus próprios jogadores, como se entenderão os dois – haverá um Tordesilhas entre ambos? E os que não forem jogadores nem de um nem de outro empresário, que destino terão: serão obrigados a assinar por José Veiga ou terão de seguir (com vantagens pessoais óbvias) o mesmo caminho de Maniche? Eis o tipo de coisa que, na gestão de João Vale e Azevedo, teria já dado direito a uma longa série de interpelações de «notáveis» do Benfica..."


Pois é, o que será que este tipo vai para lá fazer? Quem vai comprar e vender jogadores? Será que o director Veiga vai comprar os jogadores do empresário Veiga? E para renovar contrato? O director Veiga dará prioridade aos jogadores do empresário Veiga? E aqueles que deixaram de ser do empresário Veiga (casos de Ricardo Rocha e Tiago)? Será que o director Veiga vai correr com eles? E o director Veiga pedirá ao empresário Veiga para colocar noutros clubes esses jogadores que já não são do empresário Veiga?

Kroniketas, sempre kontra as tretas

sábado, 20 de março de 2004

A Iliteracia na Tugalândia (4) – Os Pais desnaturados

Parece que vem aí o Apocalipse! Acho que a terra se vai abrir e engolir os pecadores e o fogo dos céus vai queimar toda a humanidade! Ou pelo menos é isso que se depreende da reacção de algumas associações de pais perante a possibilidade de se reinstituírem os exames do 4º e do 6º anos do ensino básico…
Ao que parece tornou-se proibido avaliar as criancinhas até aí por volta dos 16 anos, para não lhes causarmos traumas por causa de possíveis (mais do que possíveis) notas negativas. Que raio de mal tem em fazer o equivalente ao antigo exame da 4ª classe mas com um décimo da matéria que há alguns anos se dava? É porque vai revelar mais cedo as gritantes deficiências de conhecimentos dos meninos e das meninas? É preferível deixá-los avançar sempre com zeros a matemática e sem saberem falar português? Mas se não aprenderem nos primeiros anos de escola quando o farão? Na universidade? Nas empresas?
Parece que é mais confortável para muitos pais que os filhotes vão transitando de ano para ano, mesmo que não saibam escrever uma frase sem erros e com mais de duas palavras, do que marcarem passo no mesmo ano por não saberem o mínimo para avançarem nos seus estudos. É o facilitismo aplicado à massa estudantil, que nos dá as pérolas que já detectamos por todo o lado, desde erros de português em textos publicitários até à última que detectei em legendagens e que denota bem o nível de conhecimentos do tradutor – traduziu-se o inglês “compass” como “compasso”! Até eu, que só tive inglês no secundário e ainda para mais subalternizado ao francês que me impuseram, sei que “compass” não é “compasso” mas sim “bússola”! E bastava usar um dicionário… Mas se até só lhe falta o “o”, porque é que em português havia de ser outra coisa senão “compasso”? É o facilitismo e o “deixa andar” aplicado às actividades profissionais…
Porque isto anda tudo ligado! O facilitismo, a incompetência, os comportamentos anacrónicos, o caciquismo religioso ou político são vários dos factores que não nos deixam aproximar da Europa e que nos mantêm como uma espécie de corpo estranho com características de 2º mundo a pedir às portas do clube dos do 1º.
Voltando à vaca fria, que espécie de pais desejam um futuro de estupidez aos filhos, não os deixando ser avaliados enquanto ainda é possível corrigir as deficiências?
Preferia mil vezes que um filho meu levasse mais tempo do que o normal no seu percurso de estudante mas que, quando saísse do sistema de ensino, não soubesse apenas mascar pastilha elástica, dizer “tá-se bem”, conversar nos chats da net e andar pela nite, sustentado pelos paizinhos que têm sempre uns euros a mais para satisfazer os vícios dos meninos. Não é que estas actividades sejam más per si (aliás, também gosto muito de borga…) – mas quando são as únicas que se realizam e constituem quase o objectivo de vida da pessoa alguma coisa está mal. Não é preciso sonhar com amanhãs que cantam, mas é triste ser apenas o amanuense apagado de uma vida gasta em futilidades…

tuguinho, cínico encartado (e que ainda sabe falar e escrever português...)

sexta-feira, 12 de março de 2004

Ladrando à Lua (13): O País desnatado

Li no passado fim-de-semana, num semanário de referência, a descrição de um episódio que se passou com um gestor de uma companhia nacional: este gestor, que viajava com a família, tomando conhecimento de que no mesmo voo tentavam seguir dois funcionários da sua empresa com as respectivas famílias e que, devido à falta de lugares, estes teriam de seguir separados, cedeu os seus lugares para que os funcionários e famílias pudessem viajar todos no mesmo voo. Aleluia! Um gestor nacional com uma atitude destas é uma novidade, normal seria tentar usurpar através da cunha e da posição social os lugares de outrem para que pudesse seguir num determinado voo. É aí é que está o busílis da questão – o referido gestor é brasileiro, não é português… Agora que estávamos tão contentes por conhecer um empresário português que tivesse entendido que para ser respeitado e não somente temido também teria de se dar ao respeito! Era sorte demais…
É o eterno problema deste país – Portugal é um país desnatado, ou seja, não temos elites de jeito, só versões light que não engordam o país, antes o consomem. Elites que preferem fazer conferências inócuas para colocar a culpa toda nas outras partes – os trabalhadores, que são uns calões, e o governo, que só os prejudica. Coitadinhos…
E que tal arregaçar as mangas, analisar as coisas desassombradamente, esquecer os tiques de classe e resolver os problemas? Isto também é válido para as nossas obtusas organizações sindicais, que em vez de fazerem manifestações senis a la revolução industrial dos tempos do Dickens, melhor fariam se ajudassem realmente os trabalhadores e perdessem também os tiques de classe e deixassem de ser correias de transmissão de alguns partidos políticos.
Não vejam aqui o fim da política ou o fim da história, pelo contrário. Mas já não vivemos num mundo industrial de chaminés fumegantes e fuligem no ar – uma boa parte dos operários modernos usam camisa branca e vivem no meio de inócuos papéis e de etérea informação.
Custa assim tanto olhar para as coisas sem preconceitos e tentar resolvê-las sem agendas secretas nem conspirações obscuras? Não há por aí ninguém que, em vez de querer aparecer nas Holas desta vida queira mesmo levar as coisas para a frente, realizar trabalho e contribuir para um país melhor, solidário e justo para todos, ricos ou pobres, patrões ou empregados? É que já vai sendo tempo de fazermos alguma coisa de jeito, porque as últimas que fizemos foram pelos idos de 1500…

tuguinho, cínico encartado

terça-feira, 9 de março de 2004

O famigerado "direito à vida"

Alguém sem nome disse aqui muito ofendido que eu tinha feito um comentário no blog da Papoila acerca da questão do aborto. Não fiz, mas vou fazer agora aqui, para que não restem dúvidas.

Com coisas sérias não se brinca. Nada disso. Não se pode ofender os poderes instituídos, os puritanismos hipócritas tão típicos deste povo marcado a ferro e fogo por meio século de obscurantismo salazarista, a santa madre igreja com as suas missas, beatas e padrecos pedófilos, sua santidade o papa decrépito, a cair da tripeça, mas tentando aguentar firme e hirto, como diria o Alexandrino, para levar o seu pontificado até ao fim... dele próprio! Não se pode pôr em causa a moral (que moral?) católica e cristã (confesso que não sei muito bem qual é a diferença, mas também nunca me preocupei muito com isso) que impede que se faça uma lei do aborto justa e moderna, que acabe de uma vez por todas com a farsa dos abortos clandestinos que só prejudicam as próprias mulheres que os fazem, enquanto os defensores do “direito à vida” (mas não do “direito a uma vida digna”) continuam teimosamente a manter o seu autismo em relação aos dramas da vida real das pessoas reais (sim, muitas são aquelas que, infelizmente para elas próprias, são as tais quase analfabetas que não puderam aprender mais), que passam 4 horas por dia nos transportes como se fossem gado, que se levantam às 6 da manhã e chegam a casa sabe-se lá quando, e ainda têm que tratar do jantar, dos filhos, da lancheira para o dia seguinte para pouparem dinheiro no almoço e, no meio disto tudo, de vez em quando, ainda têm que arranjar um bocadinho de tempo para o sexo... se calhar sem grande vontade.

E depois, ou se esquecem do preservativo ou da pílula, e quando por azar, por descuido ou ignorância, surge uma gravidez indesejada, a sociedade retrógrada condena-as a terem que carregar com o peso de mais um filho para quem não há quarto em casa, não há cama, não há dinheiro... e às vezes nem paciência.

Mas os insuportáveis auto-intitulados "defensores da vida" a qualquer preço (por contraponto, segundo eles próprios, aos "defensores do aborto", como se alguém fosse defensor dum acto tão dramático) estão muito preocupados com a SUA própria moral e os SEUS princípios e querem impô-los aos outros e obrigá-los a comportarem-se como eles querem, estão muito preocupados com um projecto de vida mas estão-se nas tintas para a vida dos que já cá estão e, sobretudo, com a vida que aqueles que eles supostamente defendem hão-de vir a ter quando nascerem. Parece que, afinal, é mais importante o direito de quem vai nascer do que o direito dos que já nasceram. E depois vêm hipocritamente falar do "apoio à grávida", quando afinal o que era preciso, antes do mais, era ensinar as mulheres (e sobretudo as adolescentes) a não engravidar. Os "defensores da vida" não estão preocupados com a vida que uma mãe de 15 anos poderá ter e muito menos com a vida que poderá dar a um filho. Não estão preocupados que nasçam bebés que vão crescer num ambiente de miséria em bairros de lata, que desde pequeninos aprendem a roubar e quando crescem se tornam marginais. Não, tudo isto não preocupa os "defensores da vida". Por isso a expressão que usei no início: eles defendem a vida mas não o direito a ter uma vida digna.

Já não há pachorra para ouvir aquele tipo de argumentação, de um conjunto de moralistas que, de tão preocupados com os direitos de um feto, fazem tábua rasa dos direitos de cada um (nesta caso de cada uma) a decidir e dispor do seu próprio corpo. Sim, porque queiram ou não, o feto não é dono da mãe, mas o contrário.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 2 de março de 2004

Ladrando à Lua (12) - O arruaceiro e os broncos

Uma vergonha aquilo que se passou no jogo Marco-Santa Clara. Mais um exemplo lamentável por parte de um indivíduo que deveria ser banido não só dos estádios: deveria ser banido da política. Presidente de Câmara e futuro candidato à Câmara de Amarante. É este o exemplo mais baixo e mais reles da nossa classe política. Assim se vê a escumalha a quem este país está entregue. Vale tudo pelos compadrios.

Disse este vândalo que a paciência tem limites: é verdade, sr. Avelino, a nossa paciência, dos cidadãos, também tem limites. Já não há paciência para aturar esta cambada de vigaristas, mafiosos, analfabetos mal-educados, que a coberto dos favores partidários vão enchendo de vergonha o país e os cidadãos que (ainda) têm algum pudor. E que, pelos vistos, não são muitos.

Ouvindo as opiniões recolhidas junto dos habitantes de Marco de Canaveses, quase todas apoiando aquele vândalo, verifica-se que este país tem os políticos que merece: políticos arruaceiros para cidadãos broncos. Assim se explica que tantos ainda tenham saudades de Salazar. Eles gostam é de levar porrada, só se sentem bem com um regime pidesco.
Com um povo assim atrasado, nem daqui a 50 anos estaremos ao nível da Europa, em aspecto nenhum.

Kroniketas, sempre kontra as tretas