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À meia-dúzia é mais barato

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Pois é: ainda que ligeiramente moribundos, eis-nos chegados ao sexto (6º) aniversário deste blogue. A fase do entusiasmo delirante já passou há muito, a da periodicidade respeitada também já se foi e quedámo-nos há já algum tempo na fase da bandalheira total, em que os escritos aparecem quando calha e nos dá na telha. O aparecimento do blogue mano Krónikas Vinícolas, dedicado aos prazeres da mesa (líquidos e sólidos), foi também de algum modo um pouco fratricida porque dirigiu o nosso escasso tempo para a sua área, deixando estas Krónikas Tugas mais abandonadas. Tudo isto não quer dizer que a razão por que o criámos não continue válida, mas todos sabemos que o entusiasmo com as coisas novas é diferente, sejam elas LCD gigantes, carros, mulheres ou blogues*. Por isso não vamos prometer nada, mas lá que gostaríamos de ver aqui posts do Kroniketas sem ser de futebol, o blogoberto mais produtivo, uma nova polémica sobre cabritos, o Torcato e Marcelino ressuscitados ou mesmo os posts chatos...

Há fumo branco na cimeira

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Então é melhor chamarem os bombeiros, porque onde há fumo há fogo! blogoberto, chico-esperto

A bofetada do mal-amado nos pessimistas

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Pois é, quando o cão é danado todos lhe atiram pedras. E quando se cola um rótulo em alguém tudo o que o homem fizer é mal feito, independentemente dos resultados. Existe uma espécie de unanimidade nacional contra o seleccionador Carlos Queirós, que é apontado como o maior incompetente do país e arredores. Se perdemos a culpa é do Queirós, se ganhamos é apesar do Queirós. Se o homem fizesse o pino no banco de suplentes iam querer que ele fizesse o pino só com uma mão e batesse palmas ao mesmo tempo… Chegou-se ao cúmulo de dizer que o golo do Bruno Alves no jogo de Lisboa resultou do caos táctico, porque na realidade, numa equipa organizada, ele não devia estar naquele sítio e portanto não teria feito golo. E o que nos safou foi o golo na Albânia no último minuto, mais o golo da Dinamarca contra a Suécia, mais as bolas na trave no 1º jogo com a Bósnia. E como ganhámos por 1-0 o jogo foi péssimo porque devíamos ter ganho por 4! E claro que o Queirós é que tem culpa de os avançados falhar...

O regresso dos patetas da hora

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Isto é cíclico. Todos os anos, por esta altura, acontecem alguns eventos regulares. As feiras de vinhos a partir de Setembro, o festival de gastronomia em Santarém, o Encontro com o Vinho e os Sabores, a semana gastronómica da caça no Alentejo, e no último domingo de Outubro a mudança para a hora de Inverno. E também ciclicamente, nesta altura, regressam os patetas da hora a protestar contra o fuso horário em que nos situamos. No país dos coitadinhos e dos subsídio-dependentes, onde os agricultores pedem subsídio de calamidade por causa das inundações quando chove e por causa da seca quando não chove, onde os empresários acham que as suas empresas só podem sobreviver se fugirem ao fisco, se despedirem trabalhadores ou se pagarem salários de miséria e onde os comerciantes da baixa pombalina querem ser indemnizados pela perda de clientes por causa das obras no túnel do Rossio, só faltava virem os patetas queixar-se de que a hora de Inverno lhes prejudica o negócio. Já há uns anos, no go...

O voo das águias

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Na passada semana assisti ao concerto de um grupo clássico, os Eagles , no Pavilhão Atlântico. Nunca foram propriamente um dos meus grupos favoritos, sendo que como muitas outras pessoas conheci-os mais pelo inesquecível Hotel California do que pelo conjunto da sua obra. Com o tempo fui ficando mais atento a outros temas, ao mesmo tempo que o grupo se separava durante década e meia. Depois do reencontro e do segundo fôlego acabei por ficar mais atento à carreira das “águias” e quando soube da sua deslocação a Portugal achei que era uma oportunidade a não perder. E ainda bem que o fiz. Durante quase 3 horas, os 4 elementos que vêm da década de 70, secundados por mais 8 músicos (!!!), entre os quais 4 instrumentistas de sopro, brindaram um pavilhão quase a abarrotar com os clássicos que toda a gente esperava alternados com temas do álbum mais novo, “Long road out of Eden”. Mas o maior destaque vai para o virtuosismo dos instrumentistas cantores (os Eagles são dos raros grupos em que to...

As eleições da vergonha

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O processo eleitoral do Benfica deve encher de vergonha qualquer benfiquista e, sobretudo, devia encher de vergonha aqueles que causaram todo o imbróglio jurídico em que o Benfica está mergulhado. A um dia da data marcada, ainda não se sabe se amanhã haverá eleições com uma lista, com duas listas ou se não haverá eleições de todo. E de quem é a culpa? Ao contrário do que dizem os seguidistas e todos aqueles que estão sempre do lado da situação, a culpa não é de Carlos Quaresma, o candidato rejeitado, e muito menos de Bruno Carvalho, o candidato da lista B; é precisamente da situação, daqueles que através duma golpada rasteira anteciparam a data das eleições inopinadamente apenas com o objectivo de, como titulava “ A Bola” a 9 de Junho, driblar a oposição e retirar margem de manobra aos outros possíveis candidatos. A pretexto da suposta instabilidade criada pela oposição, criaram uma instabilidade ainda maior. Mantendo o habitual discurso truculento e atacando tudo e todos, comportando-...

O regresso das hordas

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Já não há palavras para desqualificar as hordas que se dizem adeptos dos clubes e que mais não fazem do que espalhar terror pelos campos do país. Este fim-de-semana, as hordas seguidoras dos três maiores clubes portugueses cobriram o país de vergonha. Enquanto no Algarve os super-dragões prosseguiam a sua saga de saques em todos os lugares por onde passam, destruindo uma pastelaria em Lagoa, no “derby” de juniores entre os rivais de Lisboa o campo da Academia de Alcochete foi palco de uma batalha campal com pedras, paus e tochas a voarem para dentro e para fora do campo. O mais escandaloso nisto tudo é que estes acontecimentos vão-se sucedendo e ninguém faz nada para banir esta escumalha dos recintos desportivos duma vez por todas. Pelo contrário, os responsáveis dos clubes sacodem a água do capote, fazem de conta que não é nada com eles e atiram as culpas para cima do vizinho. Enquanto não houver mão pesada para estes selvagens isto vai acontecer cada vez com mais frequência, cada vez...