quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Cultura linguística (para sportinguistas)

Como é que se diz “merda” em sueco?
- Farnerud.
E em sérvio?
- Purovic.

blogoberto, chico-esperto

sábado, 23 de fevereiro de 2008

O que os outros disseram (XLII)

“Para acabar de vez com a sua linda obra só falta a este Governo e a este ministro [Nunes Correia, Ministro do Ambiente] darem a machadada final que têm em estudo: transferir para as autarquias a faculdade de decidir a delimitação das Áreas de Reserva Agrícola e Ecológica. Seria como confiar a um assaltante de bancos a guarda das reservas de ouro do Banco de Portugal.”
(Miguel Sousa Tavares, “Expresso”, 23-2-2008)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

As músicas da minha vida 2 – Outubro de 1975: Van Der Graaf Generator – “Godbluff”



Mais uma declaraçãozita: Nestes idos dos setentas as coisas, como já disse, eram bastante diferentes no que toca à disponibilidade dos discos que ouvíamos no mercado nacional. Não, não havia Internet, portanto não dava para encomendar online… O mais próximo disso eram os catálogos de casas inglesas que enviavam discos à cobrança, mas era tudo feito pelo correio e demorava semanas. Mas valia a pena, porque as prensagens nacionais de vinil eram tudo menos perfeitas, com muito grão que causava ruído na leitura dos discos. Coisas do analógico…
O panorama da rádio nos anos 70 também era muito diferente. Desvantagem: a maioria das rádios fora nacionalizada e só existiam meia dúzia de emissoras. Vantagem: não existiam Play-lists nem tretas desse estilo, pelo que havia maior liberdade no que se ouvia e a rádio de autor não era apenas um mito. Talvez a implosão anunciada das editoras nos propicie de novo essa liberdade.
No Rádio Clube Português (o original, não a treta que existe agora) havia um programa chamado Dois Pontos, seguido avidamente sempre que as aulas o permitiam. Tinha duas horas de duração e transmitia álbuns completos, sem interrupções que não fossem as necessárias no início e no fim, para que soubéssemos o que íamos ouvir e porquê. Muita coisa nos foi dado a descobrir nesse espaço que hoje, com a ditadura dos tops e das audiências, será impossível recriar. É mais fácil alimentar a turba com DZRT’s e Just Girls… mas pronto, para quem sai da universidade sem saber interpretar um texto e muito menos escrevê-lo dar mais também seria um desperdício – é a tal questão das pérolas a porcos.
Mas nesse longínquo Outubro de 1975 foi passado nesse programa um grupo com um nome bem estranho: Van Der Graaf Generator. O álbum divulgado já era o seu quarto, mas foi aquele que expandiu a sua fama e com o qual os conheci. O nome? Godbluff!
Com nítidas influências de jazz – que por mais que tente não consigo ouvir (pronto, no geral detesto mesmo), mas cuja influência no rock e na pop aprecio – e um line-up que incluía baterista, teclista, saxofonista e guitarrista-vocalista, a música dos VDGG movia-se por terrenos inovadores, cruzando o rock progressivo com uma liberdade de criação característica do melhor jazz, dando origem a algo tão específico que não mais se repetiu, por ser impossível replicá-lo. A forte personalidade dos executantes, principalmente do saxofonista David Jackson e do vocalista-guitarrista Peter Hammil , que era também o principal compositor, não era passível de reprodução.
Com apenas 4 canções, o disco faz-nos viajar por variadas paisagens sonoras, mas com traços de união evidentes. Desde o amanhecer distópico de The Undercover Man à desolação sem regresso de Scorched Earth. Do suspense de Arrows até à força contida de Sleepwalkers, que fecha a obra com chave de ouro. Um disco que nos marca a fogo, inesquecível e irrepetível…
Sendo estupendo, ainda assim não foi esta a obra-prima maior da carreira dos VDGG – o álbum seguinte, Still Life, conseguiu ir mais além, mas desse falaremos depois.
Portanto, quando me lembro de Outubros invulgarmente cálidos em que a noite já cai às cinco da tarde, é deles que me lembro, e da gravação feita da rádio para uma cassete num radiogravador Orion de boa memória. Lembrem-se de que não é preciso ter grandes aparelhagens e som 5.1 para se apreciar música – bastam dois ouvidos (ou um, mas não vamos chegar a esses extremos).
tuguinho, cínico dó-ré-mi

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

O sinal que eu gostaria de ver nos cinemas


Agora vê-se por todo o lado o sinal de proibição de fumar. É pena que nos cinemas não haja este: proibido comer pipocas.
Este fim-de-semana fui ao Colombo ver o novo filme do Rambo e, como sempre, apanhei com uma manada de ruminantes imbecis na sala que, além do habitual ruído de fundo ao filme que fazem com a sua furiosa mastigação às malfadadas pipocas, ainda deixaram uma lixeira na sala. Por mais voltas que dê à minha cabeça não consigo perceber qual é a necessidade (nem o gozo) de ter que estar a mastigar pipocas enquanto se vê um filme.
Somos mesmo um país de atrasados!

Kroniketas, sempre kontra as tretas

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Lei do tabaco

“A lei do tabaco está a alterar profundamente as relações sociais da população portuguesa. Agora, os melhores amigos dos fumadores são os arrumadores, pedintes, Testemunhas de Jeová, mendigos, toxicodependentes, dementes, vendedores de lotarias e prostitutas. É tudo malta que passa imenso tempo à porta dos prédios.”

Citado com a devida vénia do Biscoito interrompido.

blogoberto, chico-esperto

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O estrebuchar histérico dos fumadores

Eu não perco um artigo do Miguel Sousa Tavares desde há muitos anos, no Público, no Expresso e na Bola, assim como não perco as suas opiniões às 3ªs na TVI. Mas a sua insistência na lei do tabaco, nos artigos que escreve no Expresso, já começa a cansar. Ao contrário do que afirma na edição do último sábado, os fumadores perderam a batalha e perderam-na em toda a linha. Ao contrário do que se apregoa por aí, os restaurantes, bares e cafés continuam cheios, os centros comerciais idem. Ainda na passada semana estive em Portalegre em 3 bares diferentes e o único que era de não fumadores estava tão cheio que não se podia lá entrar, havendo mais do dobro das pessoas na rua, enquanto os dois de fumadores estavam menos de meios. E a diferença do que se respira agora é abismal: finalmente pode-se entrar em qualquer sítio sem ficar a tresandar a tabaco em dois minutos.
Também as reacções quase histéricas nos debates da rádio e da televisão (onde uma professora fez uma triste e lamentável figura, cobrindo-se de ridículo) têm deixado clara a fraqueza dos argumentos dos fumadores inveterados e empedernidos, que apenas reclamam o seu direito continuado a poluir os seus pulmões e incomodar o próximo. A sua fúria pseudo-libertária resume-se sempre a um “eu hei-de fumar enquanto quiser e vou fumar até morrer e ninguém me pode obrigar a ser saudável”, porque não conseguem ir mais longe, tão fraca é a argumentação. Para além da própria imbecilidade do acto em si, maior estupidez é defender furiosamente a vontade de fumar “até à morte”. Claro que o direito dos não fumadores a não fumarem o fumo alheio continua a passar-lhes completamente ao lado, pois é um assunto para o qual se estão completamente nas tintas.
Pois é, só que agora vão fazê-lo sem incomodar o próximo, porque quem não é fumador tem muito mais direito a não levar com o fumo alheio, e isso é que eles nunca conseguirão entender.
Desistam, porque não há volta para trás. Esta lei só peca por tardia. E já agora, um conselho: aproveitem para deixar de fumar.

Kroniketas, sempre kontra as tretas

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep.3- 2ª Série




(clique na imagem, por obséquio e também para ver melhor)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco