sábado, 31 de janeiro de 2004

A Vós do Pouvo (periódico popular sem periodicidade)

O Canibal de Rotenburg convidava literalmente os amigos para jantar. O problema é que duravam pouco... (os amigos, não os jantares!!)

blogoberto, chico-esperto

quinta-feira, 29 de janeiro de 2004

Ladrando à Lua (8) – O Patriota

Tem sido recorrente ao longo dos nossos 800 anos de história o aparecimento de profetas da desgraça, que ora nos ungem dos mais reles vitupérios como povo, ora nos tentam fundir com os vizinhos, quando não as duas coisas (uma leva geralmente à outra). Porque os do lado é que sabem, porque eles é que são bons, porque nós não temos futuro como país, etc. É bem verdade que somos uns bandalhos e nos refugiamos no improviso para remendar as situações do nosso viver, mas já o somos há muitos séculos e, mal ou bem, por cá continuamos! Também é verdade que o sonho do nosso pequeno empresário é esmifrar os desgraçados que emprega para poder comprar um Ferrari e no fim fugir com as máquinas da fábrica não se sabe para onde. É verdade que temos um governo de songas-mongas que nos está a levar para trás em vez de irmos para a frente (ao menos com o Guterres não íamos a lugar nenhum!). E sendo tudo isto verdade, também o é o facto de, muito de vez em quando, fazermos umas coisas de jeito.
Vem tudo isto a propósito de uma entrevista do sr. Mello, com dois éles, ao Expresso, em que expressa (ena, esta é boa!) a douta opinião de que nos devíamos rapidamente suicidar como país e fundirmo-nos (anexarmo-nos, melhor dizendo) com a Espanha. Porque, diz ele, não temos futuro e mais vale entregarmos o cachaço ao carrasco agora do que sermos decapitados à força pelos castelhanos. Pois é, sr. Mello (com dois éles), é que agora não existem leis de condicionamento industrial nem normas proteccionistas como aquelas de que beneficiou durante tanto tempo… outros regimes, não era? Agora é preciso ser competitivo, não basta ser amigo do presidente do conselho…
Mas, surpresa das surpresas, o tal vil badameco que nas mãos do sr. Mello, com dois éles, não é produtivo e vai acabar como criado de mesa (desculpem-me os ditos cujos pela citação, mas o aviltamento desta profissão foi ele que a fez, não eu), até funciona bem numa AutoEuropa e em meia dúzia de outras empresas em que a operação é liderada por estrangeiros responsáveis! Qual é a diferença entre estas e as outras, portuguesinhas de gema, em que trabalham os tais candidatos a criados de mesa? Acertaram! As administrações são portuguesas! Pois é – com honrosas excepções, a lógica de mercearia de bairro e a mesquinhez do agiota perduram nas meninges dos nossos “empresários”, mas é mais fácil culpar o povinho (os que vão ser criados de mesa na distopia do sr. Mello, com dois éles) pela desgraça.
Sr. Mello, com dois éles, já que pensa que será assim bom, porque não se vai você fundir?

tuguinho, cínico encartado (e português!)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2004

A Voz do Povo (periódico quando calha)

E lá dizia o outro: o Luisão é tão perigoso numa grande-área como na outra!

blogoberto, chico-esperto

segunda-feira, 12 de janeiro de 2004

A Voz do Povo (periódico quando calha)

O Benfica até é uma equipa equilibrada – o que o ataque marca, a defesa sofre!

blogoberto, chico-esperto

domingo, 11 de janeiro de 2004

Chora no meu blogombro

Olá queridas leitoras e leitores, enfim, companheiras! Já deviam estar a sentir a falta de uma secção como esta! E que secção é esta, per-gun-tam-me vo-cês? É um dois em um de arrasar, queridos!! Crónica social e consultório sentimental numa única coluna! É como eu, também sou um dois em um: uns dias sou loura, noutros sou mo-re-na! Ai estou tão contente e tão nervosa. Quando fui convidada pelo Tuguinho para participar no berloque deles ainda pensei que me estava a convidar para uma espécie de orgia, mas depois ele ex-pe-li-cou-me! Fiquei tão decepcionada… é que já estava à espera de outra coisa. Mas adiante – ele convidou-me e aqui estou eu para vos contar o que se passa no gétesé, para vos ensinar a comportarem-se à mesa e outras coisas assins (sim, qu’eu já li o livro da Bóbó!) e também para vos apoiar e aconselhar naqueles momentos mais difíceis das vossas vidas como divórcios, perder a virgindade, escolher o verniz das unhas, o que fazer quando ele/ela tem um/uma amante e é tessetra. Um lu-xo!
Por isso, amiguinhos, têm alguém agora em que podem apoiar-se e que vos vai fazer sair dessas depressões cheias de baba e ranho. Só não vos garanto que vos responda logo, porque a Dona Arlete, a proprietária do salão de cabeleireiro em que trabalho, está sempre de olho em mim e tenho de escrever as respostas às escondidas enquanto vou penteando as clientes. Vou ficar à espera das vossas per-gun-ti-tas! O Adolfo, o meu namorado ciumento (e um bocado estúpido, benzódeus!) já me disse que quer ler tudo. É o lês! Bem, mas tenho de acabar que hoje vou dançar. O senhor Amaro da leitaria e queijaria Flor do Cardo convidou-me para o swing, vejam lá! Gosto tanto de danças antigas! Só não percebo porque é que me disse para levar o Adolfo?...

Mónica Galho – cronista da sóçaite e consultora sentimental

Outro Fora de Série (sem ser o Eusébio)

Foi desta! Tcharan! Já temos comentários no blog!! Alvíssaras! Alvíssaras!
Para comentários de posts específicos, usem este sistema. Se forem coisas genéricas, outro tipo de contactos (só senhoras, por favor!) ou nos quiserem insultar, por favor usem o endereço do Balcão do Cliente.
Bem hajam, caros leitores (é que tivemos de pagar a cada um deles...)

Tuguinho e Kroniketas, os Diletantes Preguiçosos

sábado, 10 de janeiro de 2004

O Impulso Estético (2) - A página em branco

Hoje não me apetece fazer nenhum post. Estou sem inspiração, que se lixe o blog! De qualquer modo, se calhar ninguém o lê! Fazíamos melhor em enveredar pela política ou sermos dirigentes de um clube de futebol, qualquer coisa assim com status e que desse dinheiro para gastarmos em coisas estúpidas e sem propósito… Agora estar aqui no meio de uma cambada de maluquinhos que se andam a ler uns aos outros não faz sentido, não é natural. E se postasse um poema? Não sei, isso levaria a outros dilemas – com rima ou sem rima, épico ou não, talvez pós-moderno… E se fosse um só com palavras? Assim

Deixaste que a mão baixasse
e paraste.
que sopro já débil ainda te suporta
te leva em braços neste mundo
se o fim é já além?
Valerá a pena a desilusão
a inútil conclusão
que não és nada?
e que lá por deus teres inventado
não modificaste o fado de estares
amortalhado em carne?
Sinto o olhar desviado os lábios
cerrados com força e a vida
,insossa, a esconder-se debaixo da cama.

Mas adiante, que a noite vai longa e a inspiração ainda não apareceu. Não me apetece falar de política e ainda estou de luto pelo meu Benfica… Talvez um diálogo

- Estás a dormir?
- Não.
- Porquê?
- Porque me acordaste…¬
- Não me estás a dizer a verdade!
- Ora essa! Claro que estou!
- Não estás não!
- Já me começas a irritar!
- Se te acordei com a minha pergunta…
- Claro que acordaste!
- …era aí que eu queria chegar!
- Tou a ficar farto desta merda de conversa!
- Se te acordei com a pergunta, era porque estavas a dormir quando a iniciei, por isso devias ter dito que estavas a dormir! O que é que estás a fazer?
- Estou a levantar-me.
- Mas porquê?
- E agora estou a vestir-me.
- Tu não te atrevas a sair! Que expressão é essa?
- Eu nunca devia ter arranjado uma amante fã do Ingmar Bergman!

Não, hoje não dá mesmo… Acho que vou dormir e amanhã talvez tenha assunto.
Assim como assim, ninguém nos lê.

tuguinho, cínico encartado

segunda-feira, 5 de janeiro de 2004

Fora de Série

À medida que vamos tendo tempo (agora que as férias estão a acabar), o nosso blog vai-se compondo. Estamos mais portugueses (no template) e brevemente teremos possibilidade de comentar directa e individualmente cada post.
Também acrescentámos os endereços de alguns dos blogs que mais apreciamos - esta lista é apenas um humilde começo.
A bem da nação

Tuguinho e Kroniketas, os Diletantes Preguiçosos

sexta-feira, 2 de janeiro de 2004

A Voz do Povo (periódico sem data certa)

Sei o que fizeste no Verão passado! Absolutamente nada, por isso é que ardeu tudo! (mas, governozinho querido, os eleitores só se lembrarão disso no Verão de 2004, quando tudo arder novamente… por isso podem continuar sem fazer nada, que ninguém nota – a menos que o Portas acorde a carneirada, com aquela voz a saber a mofo salazarento.)

Blogoberto, Chico-esperto