sábado, 25 de abril de 2009

Sei que estás em festa, pá!

http://peroladecultura.blogspot.com/2009/04/sei-que-estas-em-festa-pa.html

ORA JÁ CÁ CANTAM TRINTA E CINCO!




É certo que temos escrito pouco por aqui. Não é por mal, mas sim porque outras solicitações se nos deparam e o tempo não chega para tudo. Mas há coisas que não se devem falhar e uma delas é o post comemorativo do 25 de Abril de 1974.

Chegados a este ponto, trinta e cinco longos anos depois dessa data, que tipo de balanço se poderá fazer? Confrontando na balança o que se conseguiu e o que falhou, onde nos encontramos afinal?
Nesta época de crise é difícil ver nuvens azuis acima de nós, e olhando para tudo o que tem acontecido nos bancos, na política, no desporto (falo do futebol, como é óbvio) e em outras áreas da sociedade, é muito fácil dizer que falhámos rotundamente.

Num tempo em que ser famoso sem mérito é profissão, em que a aparência ultrapassa a competência, em que um caso nítido de tentativa de corrupção mereceu uma multa de 5000 euros (e presumo que uma palmadinha nas costas e um “vá lá e não torne a fazer isto, ouviu?”), em que andar nas estradas é tão seguro como conduzir uma diligência no velho oeste (com a desvantagem de que no velho oeste o objectivo não era levar a diligência), em que toda a gente sabe o que se passa no futebol mas ninguém está disposto a alterar o status quo, é difícil dizer que chegámos a algo positivo.

Quando os deputados da nação são essencialmente uns saca-benesses que assinam de cruz atrás do chefe e da sua agenda, quando o primeiro-ministro acha normal ficar engenheiro quase por correspondência, quando se olha para a oposição (a que tem possibilidade de alcançar a governação) e não se vêem diferenças, quando a pobreza aumenta em vez de diminuir, realmente é de começar a ficar desesperado.

Claro que se olharmos para outras coisas, o balanço é bem mais positivo: com todos os defeitos que este regime possa ter, somos um país em que podemos ter a opinião que desejarmos (embora o Sócrates não goste muito disso), em que ninguém está acima da lei (em teoria, porque sem dinheiro estamos destinados a ser bonecos de teste de advogados oficiosos), em que podemos eleger quem quisermos para nos governar (embora a qualidade dos políticos deixe muito a desejar).

Se calhar a culpa das falhas é nossa, porque protestamos pouco, porque limitamos a nossa intervenção ao acto de votar, porque a presente noção de comunidade se fica pelas reuniões de condomínio, porque cada qual zela por si e se está a lixar para os outros.
Mas tudo isto nunca apagará a emoção daquele dia e a alegria de poder crescer livre, e de não ter sido preciso nenhum banho de sangue para o conseguir. Foi numa 5ª feira nublada e até parecia um dia triste. Não foi.
Mesmo assim, valeu a pena? Claro que valeu! Mas pode ser que esteja só a ser romântico. Acham que será preciso fazer uma nova revolução?


escrito por tuguinho, cínico avermelhado (e subscrito pelo Kroniketas, sempre kontra as tretas!)

domingo, 5 de abril de 2009

A classe nojenta

Excertos dum diálogo entre os autores deste blog:

- “Esta história do provedor de justiça e do Domingos Névoa é um nojo.”
- “Completo”.
- “O PS e o PSD não são partidos, são clientelas.”
- “Acho que devia ir para lá para ficar rico.”
- “Também já pensei nisso, mas acho que nos faltam as características necessárias.”
- “O quê, ser suficientemente corrupto, hipócrita e destituído de princípios?”
- “Exacto.”
- “Ora, isso aprende-se com o tempo.”
- “Podias ter dito isso duma forma mais curta.”
- “Ou seja...”
- “Armando Vara.”
- “Ah pois...”
- “Dias Loureiro... Entre outros.”

E assim sucessivamente...

tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos a pensar aderir à classe nojenta, perdão, classe política... ou então não...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tribunal dá razão “há” PT


Ainda bem que “há” quem dê razão “há” PT. Mas também “há” quem não saiba distinguir um verbo dum artigo. Eles não sabem que “há” o “à” e o “á”, e também “há” analfabetos a escrever notícias que depois saem cá para fora com estas burradas.
Porra, já ninguém escreve de forma decente nesta merda de país? Porque é que não voltam para os bancos da escola? Pois, não adiantava, se eles já saíram dos bancos da escola assim...

Kroniketas, sempre kontra as tretas