Começa a não haver paciência para as crónicas de Miguel Sousa Tavares no jornal “A Bola”. De facto, chega a parecer quase inverosímil como é que um homem com o prestígio que ele tem, um dos comentadores e fazedores de opinião mais proeminentes do país, com lugar garantido como colunista nos jornais mais importantes (Público e Expresso), jornalista e escritor com vários livros publicados, consegue tornar-se tão primário, irracional e obtuso quando toca a futebol (à semelhança do que acontece quando o assunto é tabaco ou caça). Aí, perde a razão e a capacidade de análise e envereda pelo fundamentalismo mais primário que se possa imaginar, conseguindo ver o que não existiu e não vendo o que realmente aconteceu em campo. Aliás, estas crónicas n’A Bola têm sido um manancial para a paródia por parte de Ricardo Araújo Pereira, que anda há meses a compilar todos os dislates dos anti-benfiquistas para depois desmontar com grande eloquência todo o argumentário mais delirante.
Nas últimas jornadas do campeonato, perante a inevitabilidade que se anunciava de o Benfica ser campeão e perante a luta entre Cardozo (SLB) e Falcão (FCP) pelo troféu de melhor goleador do campeonato, MST entreteve-se a descobrir irregularidades nos golos marcados pelo Benfica que só existiram na sua imaginação.
Primeiro foi no jogo na Madeira perante o Nacional (0-1, golo de Cardozo), onde MST descobriu um fora-de-jogo no golo da vitória que, para além dele, só o esclerótico Pôncio Monteiro vislumbrou (dessa anémona falarei em próxima ocasião). As imagens televisivas mostraram bem que o golo foi limpo.
Depois foi no jogo com o Olhanense (5-0, três golos de Cardozo), onde MST mais uma vez vislumbrou um golo de Cardozo em fora-de-jogo que voltou a não existir. Acresce ainda que, no primeiro golo de Cardozo, marcado de penalty por mão de um defesa do Olhanense na grande área, MST conseguiu descobrir que o penalty foi mal marcado quando o defesa tinha os braços abertos, mas já considerou irregular uma hipotética mão de Aimar no 5º golo, em que beneficiou de um ressalto quando a bola foi chutada contra si a um metro de distância e ele tinha os braços encolhidos junto ao peito. Ou seja, na sua análise “sui generis” MST considera irregular uma jogada em que a bola é chutada à queima-roupa contra um jogador que não pode evitar o contacto, mas acha regular uma jogada em que a bola é interceptada pela mão de um jogador que tem os braços abertos…
Finalmente, no jogo da última jornada com o Rio Ave (2-1, dois golos de Cardozo), que foi o da consagração do Benfica como campeão, MST ainda foi mais longe no seu delírio analítico anti-Benfica. Começou a sua crónica com a afirmação espantosa de que Falcão foi o melhor marcador do campeonato mas que lhe roubaram esse troféu! Depois foi desenvolvendo uma narrativa quase digna de Agatha Christie, tão misteriosos são os acontecimentos relatados. Nem Hercule Poirot conseguiria decifrar esta intrincada trama.
Primeiro, na jogada do 1º golo, começou por descobrir, mais uma vez, um fora-de-jogo de Saviola, que fez um primeiro remate que o guarda-redes repeliu para a frente, para mostrar que houve irregularidade. Contudo, esqueceu-se convenientemente duma coisa: a bola chegou aos pés de Saviola vinda dum defesa que tentou aliviar a bola para fora da grande área com o pé esquerdo mas fê-lo tão desastradamente que chutou contra si próprio e a bola ressaltou da sua perna direita na direcção oposta, para a sua própria baliza. Assim a posição de fora-de-jogo deixa de existir, porque a bola vem de um defesa adversário.
Em seguida, quando a bola ressalta do guarda-redes e é amortecida pela coxa de outro defesa, virado para a sua baliza, antes que este tivesse tempo para aliviar a bola Cardozo levantou a perna esquerda e chutou a bola para a baliza, marcando assim o 1º golo. Mais uma vez MST descobre um facto inexistente para provar a sua delirante tese de que Falcão foi privado do troféu de melhor marcador: é que, pelo seu ecrã azul, MST conseguiu ver que não foi Cardozo que marcou o golo, mas sim que este resultou dum pontapé que Cardozo deu na perna do defesa, fazendo este marcar um golo na própria baliza. Ou seja, para MST o golo é 3 vezes falso: porque foi precedido dum fora-de-jogo de Saviola, porque não foi marcado por Cardozo e porque este cometeu uma falta sobre o defesa que supostamente marcou o golo. Aqui chegado, fiquei a pensar se MST estaria lúcido ou a delirar! Chega a parecer que o cérebro lhe congela quando pensa no foculporto!
Perante tamanho arrazoado de disparates, só me resta deixar duas sugestões a MST: não uma vacina contra o anti-benfiquismo, porque essa doença não tem cura e afecta a grande maioria dos adversários do Benfica. Mas sugiro-lhe que, caso não o tenha, compre um gravador de DVD onde possa gravar as imagens dos jogos, passá-las ao ralenti, pará-las nos momentos críticos e ampliá-las para ver melhor; e que, caso também não o tenha, compre um livro com as regras do futebol para ver se consegue aprender o que é o fora-de-jogo e não vir para os jornais inventar irregularidades que não aconteceram, porque só lhe fica mal.
As melhoras, Miguel. Espero que continue a escrever com a qualidade e lucidez que é habitual noutras áreas.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
domingo, 30 de maio de 2010
O lado parvo de Miguel Sousa Tavares (2)
domingo, 23 de maio de 2010
Rock in Rio Lisboa 2010 - O regresso do Trovante

Fotos: os primeiros tempos do Trovante com uma formação que durou pouco, entre os álbuns “Baile no bosque” (1981) e “Cais das colinas” (1983): José Martins, Artur Costa, Fernando Júdice, Luís Represas, Manuel Faria, João Gil e João Nuno Represas. Falta o baterista José Salgueiro (2ª foto), que entrou depois da saída de João Nuno Represas.
3ª foto: capa do álbum "Terra firme" (1987), com a formação mais estável e que mais tempo se manteve: Manuel Faria, José Martins, João Gil, Fernando Júdice, Artur Costa, José Salgueiro e Luís Represas. José Martins esteve quase até ao fim mas já não participou no último álbum, "Um destes dias" (1990).
Podem chamar-me saudosista. O Trovante (como eles gostam de ser chamados, e não “os” Trovante) foi um dos grupos mais importantes da música portuguesa nas duas últimas décadas do século 20, com grande influência na chamada música popular (não confundir com música pimba, que não é popular mas popularucha). Ao mesmo nível de importância só coloco o Rui Veloso.
Fundados em 1976 por um grupo de amigos em Sagres (Artur Costa, João Gil, Manuel Faria e os irmãos João Nuno e Luís Represas), terminaram a carreira como grupo em 1991, só voltando a reunir-se em 1999 no Pavilhão Atlântico a convite do Presidente Jorge Sampaio. Nós estivemos lá e foi um momento único, com o pavilhão a abarrotar e o público a sair no fim do concerto entoando em coro o “Perdidamente”!
Agora, nos 25 anos do Rock in Rio, nova reunião para gáudio dos fãs, onde desta vez não estive com muita pena. Limitei-me a ver pela televisão alguns momentos musicais sublimes dos oito grandes músicos que, em diversos momentos de entradas e saídas, foram fazendo a história da banda:
1. Luís Represas – voz e bandolim
2. João Gil – guitarras e voz
3. Manuel Faria – piano e sintetizador
4. Artur Costa – flauta e saxofone
(o núcleo duro, que esteve no grupo do princípio ao fim)
5. João Nuno Represas – percussão
(os cinco fundadores)
6. Fernando Júdice – baixo
7. José Martins – bateria, percussão e sintetizadores
8. José Salgueiro – bateria e percussão
Para quem não conheceu, ou não se lembra, aqui fica o registo dos álbuns de originais editados:
1. Chão nosso – 1977 (músicos: 1, 2, 3, 4, 5)
2. Em nome da vida – 1978 (músicos: 1, 2, 3, 4, 5)
3. Baile no bosque – 1981 (músicos: 1, 2, 3, 4, 5)
4. Cais das colinas – 1983 (músicos: 1, 2, 3, 4, 6, 7)
5. 84 – 1984 (músicos: 1, 2, 3, 4, 6, 7, 8)
6. Sepes – 1986 (músicos: 1, 2, 3, 4, 6, 7, 8)
7. Terra firme – 1987 (músicos: 1, 2, 3, 4, 6, 7, 8)
8. Um destes dias – 1990 (músicos: 1, 2, 3, 4, 6, 8)
No final da carreira, em 1991, foi editada a colectânea “Saudades do futuro - O melhor dos Trovante que reúne ” em duplo CD os grandes e mais emblemáticos temas da banda.
Após o final do grupo os seus elementos seguiram diversos caminhos, destacando-se a carreira a solo do cantor Luís Represas, que no entanto nunca mais conseguiu ter canções tão belas como no Trovante, porque o compositor da maioria dos temas era… João Gil, enquanto Represas era mais escritor de letras que de músicas.
João Gil, por sua vez, enveredou por diversos projectos em grupo como Moby Dick, Filarmónica Gil, Rio Grande (com Rui Veloso, Jorge Palma, Vitorino e Tim dos Xutos e pontapés), Cabeças no ar (os mesmos menos Vitorino) e aquele onde fez mais sucesso e onde finalmente sobressaiu o papel como compositor que no Trovante sempre passou despercebido: Ala dos Namorados, com o piansita Manuel Paulo e o cantor Nuno Guerreiro. Foram os tempos gloriosos da relação de Gil com Caratina Furtado, que fez a letra da famosa canção “Solta-se o beijo”, magistralmente interpretada por Sara Taveres em dueto com Nuno Guerreiro.
Fernando Júdice transitou para os Madredeus, de Teresa Salgueiro e Pedro Ayres Magalhães, com passagem também pelo grupo de guitarras Resistência, com Olavo Bilac, Miguel Ângelo, Tim e Pedro Ayres Magalhães.
Os restantes músicos dividiram-se por projectos diversos em colaboração e produção, como Manuel Faria, enquanto José Salgueiro fez uma incursão pelo jazz.
Na noite do Rock in Rio, tal como em 1999, voltaram a juntar-se os 8 músicos que nunca estiveram juntos no Trovante ao mesmo tempo, mais um grupo de metais com 4 elementos, para tocarem estes temas:
Xácara das bruxas dançando (álbum: 84)
Namoro II (álbum: Sepes)
Travessa do poço dos negros (álbum: 84)
Comboio (álbum: Cais da colinas)
Noite de verão (álbum: Terra firme)
Memórias de um beijo (álbum: Terra firme)
Um caso mais (álbum: Terra firme)
Perdidamente (álbum: Terra firme)
Balada das sete saias (álbum: Baile no bosque)
Fizeram os dias assim (álbum: Sepes)
Saudade (álbum: Cais das colinas)
125 azul (álbum: Terra firme)
Timor (álbum: Um destes dias)
Infelizmente desta vez não estive lá, mas se houver outra reunião daqui a 10 anos não vou faltar.
Kroniketas
segunda-feira, 3 de maio de 2010
O ataque dos porcos - parte 4: os relatos do terror
F.C. Porto-Benfica: o filme de longas horas de tensão
Clássico foi marcado por apedrejamentos, cargas policiais e detenções
O jogo entre o F.C. Porto e o Benfica viveu de uma tensão enorme dentro e fora do relvado. Uma tensão alimentada numa rivalidade que conduziu, por exemplo, ao apedrejamento dos autocarros oficiais. O autocarro do Benfica foi apedrejado à chegada ao Dragão, o F.C. Porto diz que lhe aconteceu o mesmo em Granja.
Os apedrejamentos começaram, de resto, por ser negados pelas Relações Públicas da Polícia de Segurança Pública, mas acabaram depois por ser reconhecidos. O que levou João Gabriel, director de comunicação do Benfica, a criticar o Subcomissário Marco Almeida e a exigir responsabilização «pela infeliz declaração».
O autocarro do Benfica foi apedrejado já no acesso ao Dragão, acabando os ferimentos por atingir Aimar na cara e Kardec na mão. Não foi essa a razão, porém, que levou Jesus a deixar o argentino no banco, como admitiu. O F.C. Porto diz que um adepto do Benfica estilhaçou um vidro do autocarro oficial na zona da Granja.
Antes da chegada dos autocarros, já tinha havido incidentes na chegada dos adeptos do Benfica. As claques viajaram para o Porto de comboio e foram escoltadas pela polícia no trajecto a pé da Estação de Campanha para o Dragão. Os adeptos do F.C. Porto pensaram esperar por eles já muito perto do estádio.
Ora a presença de cerca de duas mil pessoas nas imediações do caminho levou as forças de segurança a disparar tiros de aviso e a distribuir bastonadas para limpar a zona. Houve pedras pelo ar e cabeças partidas. Um adepto foi detido, depois de tentar esconder-se no acesso às garagens, e ainda reagiu com agressões a um polícia.
Muitos petardos, bolas de golfe e até telemóveis no relvado
Durante o jogo manteve-se o clima de guerrilha: rebentaram petardos, foram lançados foguetes para o relvado (alguns rebentaram muito perto de Quim), atirou-se com tudo para o terreno de jogo, isqueiros, bolas de golfe, até telemóveis. Luisão reagiu e lançou um isqueiro contra os adeptos portistas: arrisca-se a um castigo por isso.
Também a claque do Benfica, aliás, lançou foguetes e petardos. Um deles foi dirigido para a bancada de adeptos portistas logo ao lado, o que provocou a raiva de quem lá estava. Algumas dezenas de pessoas, que não estavam ali para morrer, abandonaram o estádio logo que o petardo rebentou naquela zona.
Antes disso já tinha havido uma carga policial sobre os adeptos encarnados, o que levou um deles a ser retirado da zona pelos bombeiros. O clássico teve ainda agressões a um carro da comunicação social e a um jornalista na bancada de imprensa, prontamente sanada com a retira do responsável da bancada.
Refira-se, por fim, que o autocarro do Benfica abandonou o Estádio do Dragão cerca de hora e meia após o final da partida. No exterior do recinto havia nessa altura bem menos adeptos. Escoltadas pelas forças de segurança, a comitiva encarnada seguiu para o aeroporto, de onde apanhou um avião para Lisboa.
(Mais futebol)
Jorge Jesus desentende-se com funcionário do F.C. Porto
Treinador do Benfica chegou à sala de imprensa acompanhado pela polícia
A saída de Jorge Jesus da sala de imprensa do Dragão foi atribulada. Tudo começou com palavras de desafio à passagem do técnico: «toma», «embrulha» e «vão lá para Lisboa», ouviu-se da parte de um funcionário do F.C. Porto. Jorge Jesus já tinha passado a porta de saída, quando deu dois passos atrás.
Foi então que agarrou o funcionário pelo braço com agressividade: «Por que é você está aqui a provocar as pessoas?», questionou. O desentendimento durou apenas alguns segundos, o tempo necessário para o director de comunicação João Gabriel puxar o treinador para longe daquela zona.
Refira-se, de resto, que Jorge Jesus fez o trajecto até à sala de imprensa, e o caminho inverso, escoltado por dois agentes da Polícia de Segurança Pública, que acompanharam o técnico o tempo todo e ficaram à sua espera no exterior da sala de imprensa. Um sinal também da tensão que se viveu no Estádio do Dragão.
(Mais futebol)
Um clássico insuportável
Um jogo que custou a ver
O jogo foi tão insuportável como era de prever.
Ele já nasceu insuportável, de resto, tão rasteiro foi o ambiente criado em redor da partida. Um ambiente que resulta da doentia rivalidade que benfiquistas e portistas têm construído nas últimas décadas.
Uma rivalidade que se tem feito muito mais de declarações de dirigentes, de processos judiciais e desportivos, de livros e de amizades/inimizades do que propriamente de jogos de futebol inesquecíveis.
Foi doloroso ver o autocarro de uma equipa ser atingido durante dois dias, como se se deslocasse para território inimigo. Foi doloroso ver centenas de polícias suar para manter à distância milhares de adeptos dos dois clubes. Foi, enfim, doloroso assistir a um jogo sempre envolto numa tensão inexplicável.
O futebol não é nada disto. Ainda bem que acabou o clássico. Não deixará saudades.
(Luís Sobral, Maisfutebol)
domingo, 2 de maio de 2010
O ataque dos porcos - parte 3
O nojo continuou no estádio do Ladrão. Bolas de golfe e paus foram sistematicamente atirados para dentro do campo, junto à baliza onde estava o guarda-redes Quim e na saída dos jogadores do Benfica para o balneário ao intervalo. E como sempre, até a polícia do Porto faz vista grossa.
Como de costume, nenhum dirigente porquista veio lamentar o sucedido, e como de costume vai passar tudo impune, tal como aconteceu em 1991 quando os dirigentes do Benfica Jorge de Brito e Fezas Vital tiveram que sair do estádio escondidos numa ambulância e após a queixa do Benfica ao Ministério da Administração Interna o processo foi oportunamente arquivado pelo conivente ministro Dias Loureiro.
Para voltarmos a esses tempos só faltou, esta noite, outro guarda Abel.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
O ataque dos porcos - parte 2
Agora foi à chegada ao Estádio do Ladrão que o autocarro do Benfica foi atacado com pedras e bolas de golfe, provocando ferimentos na cara de dois jogadores com estilhaços de vidro.
Que gentinha nojenta!
Kroniketas, sempre kontra as tretas
Os porcos, os vermes e os sabujos
Daquele clubezeco de merda já se sabe que não se pode esperar nada de bom, uma vez que é constituído na sua maioria por vermes, mafiosos e marginais. Espero que os benfiquistas não respondam a provocações fora do campo e dêem a devida resposta dentro do campo.
Claro que não podiam faltar os jornalistas sabujos a ir logo entrevistar esse malfeitor encartado que dá pelo nome de Fernando Madureira, líder desse gang de terroristas chamados super dragões. Sempre muito veneranda e obrigada para com os esbirros do papa, a comunicação social sempre que pode presta vassalagem ao mafioso-mor, não vão precisar de algum favorzinho.
Enfim, tudo na mesma como nos últimos 25 anos. Esta noite os jogadores do Benfica deviam entrar em campo vestidos com armadura.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
domingo, 25 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
As Aventuras de Torcato e Marcelino, o Trio Maravilha - Os Personagens 5
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segunda-feira, 29 de março de 2010
As Aventuras de Torcato e Marcelino, o Trio Maravilha - Os Personagens 4
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domingo, 7 de março de 2010
As Aventuras de Torcato e Marcelino, o Trio Maravilha - Os Personagens 3
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sábado, 27 de fevereiro de 2010
As Aventuras de Torcato e Marcelino, o Trio Maravilha - Os Personagens 2
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
As Aventuras de Torcato e Marcelino, o Trio Maravilha - Os Personagens 1
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O Regresso do Trio Maravilha!
O entusiasmo grassa no bairro quando se sabe que Torcato e Marcelino vão voltar às lides...
por Eládio Cardíaco, BD-Maníaco
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domingo, 24 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Acordo ortográfico - a discórdia acesa
O blog “Pérola de cultura” relança o desafio sobre o acordo ortográfico e pede opiniões. Já tivemos oportunidade de escrever sobre o assunto aqui nas KT, e aproveito este tema para manter alguma actividade antes que isto feche por completo.
Eu estou em desacordo com o acordo e recuso-me a subscrever qualquer das alterações feitas, por várias ordens de razões:
1 – Isto não é um acordo de unificação, é uma capitulação total perante os brasileiros. Alguém sabe de alguma palavra que os brasileiros passem a escrever como nós?
2 – A língua não é estática e evolui, até aí estamos todos de acordo. Mas uma coisa é evoluir naturalmente, por assimilação de novos termos que são incorporados pelo uso (o que acontece muito com as novas tecnologias, em que o “clique” do rato já é usado com naturalidade porque se vulgarizou na informática), ou por um aportuguesamento da grafia de certos estrangeirismos (não me choca que o abat-jour passe a abajur); outra coisa é meter alterações a martelo porque um grupo de sábios, do alto da sua sapiência resolveu que “facto” é igual a “fato” e que “acto” é igual a “ato”, ao mesmo tempo que considera que “bué” já faz parte da língua. Olha, merda também e não a encontro no meu dicionário.
3 – Por muitas unificações que queiram fazer, o que nos separa do brasileiro não é a grafia, é a semântica, porque um eléctrico (ou elétrico) nunca será um bonde e um autocarro nunca será um ónibus. E é um facto que eu às vezes vou trabalhar de fato.
4 – O argumento do número de falantes não colhe. A Inglaterra também tem menos falantes que os EUA e (como disse o professor de inglês) não consta que tenha acordo algum com os americanos. E ninguém deixa de perceber que “colour” é igual a “color” e que “centre” é igual a “center”, e que se pronunciam da mesma forma. E o inglês é só a língua mais espalhada pelo mundo.
5 – Quanto às consoantes mudas, aí até sou capaz de compreender, porque apesar da sua função de abrir a vogal seguinte, a pronúncia não terá grande tendência a alterar-se. Essa ainda será a mudança que menos me incomoda, apesar de tornar difícil distinguir um “corrector” ortográfico dum “corretor” da bolsa de valores. O que já não faz sentido é uma série de alterações que, longe de trazerem algum ganho, só vêm lançar a confusão, nomeadamente ao nível dos hífenes. Qual é a vantagem de transformar mini-saia em minissaia? E director-geral em director geral? Isto é que é o caos, porque há hífenes que desaparecem e as palavras separam-se, enquanto noutros casos dobram a vogal.
6 – Mas a grande aberração ainda vem a seguir: é que ao admitir a escrita de acordo com a pronúncia entra-se no domínio do vale tudo. Se cada um escreve como fala, então tudo é legítimo, até um portuense escrever que “eu beijo o cu daquela baca” enquanto um lisboeta escreve “eu vejo o cu daquela vaca”! Pior que isso, com a obsessão de fazer cair consoantes mudas, a “uniformização” cria situações de dupla grafia quando antes e grafia era igual. Como os brasileiros lêem o “c” de “perspectiva” ficam com ele. Como os portugueses não o lêem o “c” cai, e assim se tornou diferente o que antes era igual.
A verdade é que perante este forrobodó, eu cada vez sei escrever pior em vez de melhor, porque já não se sabe quais são as regras. E para terminar, ainda não consegui perceber que benefícios efecitvos é que advêm para Portugal deste malfadado acordo. Se alguém beneficia, era bom que se soubesse. Parece que o único é o de uns senhores muito importantes e muito inteligentes ficarem babados a admirar o brilhante trabalho que produziram mas que ninguém lhes pediu.
Kroniketas
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
À meia-dúzia é mais barato

Pois é: ainda que ligeiramente moribundos, eis-nos chegados ao sexto (6º) aniversário deste blogue.
A fase do entusiasmo delirante já passou há muito, a da periodicidade respeitada também já se foi e quedámo-nos há já algum tempo na fase da bandalheira total, em que os escritos aparecem quando calha e nos dá na telha.
O aparecimento do blogue mano Krónikas Vinícolas, dedicado aos prazeres da mesa (líquidos e sólidos), foi também de algum modo um pouco fratricida porque dirigiu o nosso escasso tempo para a sua área, deixando estas Krónikas Tugas mais abandonadas.
Tudo isto não quer dizer que a razão por que o criámos não continue válida, mas todos sabemos que o entusiasmo com as coisas novas é diferente, sejam elas LCD gigantes, carros, mulheres ou blogues*.
Por isso não vamos prometer nada, mas lá que gostaríamos de ver aqui posts do Kroniketas sem ser de futebol, o blogoberto mais produtivo, uma nova polémica sobre cabritos, o Torcato e Marcelino ressuscitados ou mesmo os posts chatos do tuguinho sobre arte, lá isso gostávamos!
Como isto não tem prazo de validade e nós ainda somos relativamente novos, caro leitor, pode ser que ainda nos veja a escrever novamente nesta folhita com alguma periodicidade e interesse.
Portanto levantemos os nossos copos (com champanhe fornecido pelas KV) e brindemos a mais um ano das Krónikas Tugas (três “hurrah” e botem abaixo, por favor)
Idálio Saroto, provedor deste blogue
* Eu sei que uma parte desta frase pode ser considerada sexista mas decidi mantê-la porque, para além de gostar de sexo e de portanto ser sexista militante, é a mais pura verdade!
O leitor me dirá se continua a gostar tanto do outrora reluzente rodinhas que comprou há dez anos ou se a sua esposa, viçosa moça que desposou há vinte e cinco anitos, lhe desperta o mesmo entusiasmo que naquela altura em que foram ver os Caça-Fantasmas ao Império…
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
A bofetada do mal-amado nos pessimistas

Pois é, quando o cão é danado todos lhe atiram pedras. E quando se cola um rótulo em alguém tudo o que o homem fizer é mal feito, independentemente dos resultados. Existe uma espécie de unanimidade nacional contra o seleccionador Carlos Queirós, que é apontado como o maior incompetente do país e arredores. Se perdemos a culpa é do Queirós, se ganhamos é apesar do Queirós. Se o homem fizesse o pino no banco de suplentes iam querer que ele fizesse o pino só com uma mão e batesse palmas ao mesmo tempo…
Chegou-se ao cúmulo de dizer que o golo do Bruno Alves no jogo de Lisboa resultou do caos táctico, porque na realidade, numa equipa organizada, ele não devia estar naquele sítio e portanto não teria feito golo. E o que nos safou foi o golo na Albânia no último minuto, mais o golo da Dinamarca contra a Suécia, mais as bolas na trave no 1º jogo com a Bósnia. E como ganhámos por 1-0 o jogo foi péssimo porque devíamos ter ganho por 4! E claro que o Queirós é que tem culpa de os avançados falharem 4 golos de baliza aberta contra a Dinamarca em Alvalade, de o Quim ter dado dois frangos, de o Ronaldo não acertar um único livre, e de em 29 remates na Dinamarca a maioria deles terem ido para fora!
Claro que o Queirós não presta como treinador, não sabe ler o jogo, não sabe fazer substituições e não percebe nada de futebol. Se joga em losango, devia jogar em 4x3x3, mas se joga em 4x3x3 devia jogar em losango. E claro que não conta para nada o facto de termos ganho os últimos 5 jogos, de feitas as contas só termos perdido um jogo na fase de qualificação, precisamente aquele jogo surrealista com a Dinamarca em Alvalade, em que podíamos estar a ganhar por 4-0 aos 80 minutos se os avançados não atirassem a bola para fora sem ninguém na baliza (por culpa do Queirós, pois claro); de há 5 jogos não sofrermos um golo (graças à sorte, pois claro, a mesma que nos faltou nos dois jogos com a Dinamarca); e nem mesmo agora, que fomos a única equipa a ganhar os dois jogos do play-off (alguém reparou nisso? A França passou com um empate obtido com um golo irregular) e em que fizemos uma exibição seguríssima na Bósnia, onde se esperava um vendaval que nunca existiu e onde nunca estivemos em risco de perder o jogo, nem agora se dá um bocadinho de crédito ao treinador.
Há um ano que lhe andam a fazer o funeral e a dizer que não íamos ao Mundial porque ele não presta. A verdade é que, contra todos os pessimismos, vamos lá com ele como treinador. Como não morreu na qualificação, ia morrer no play-off. Se não morreu no play-off, vai morrer no Mundial. Vá-se lá ser prior numa freguesia destas… É como a oposição em Portugal: se o governo não aumenta as pensões está a tratar mal os reformados. Se aumenta é demagógico…
Gabriel Alves dos Santos, tanto comenta livres como cantos
domingo, 15 de novembro de 2009
O regresso dos patetas da hora

Isto é cíclico. Todos os anos, por esta altura, acontecem alguns eventos regulares. As feiras de vinhos a partir de Setembro, o festival de gastronomia em Santarém, o Encontro com o Vinho e os Sabores, a semana gastronómica da caça no Alentejo, e no último domingo de Outubro a mudança para a hora de Inverno. E também ciclicamente, nesta altura, regressam os patetas da hora a protestar contra o fuso horário em que nos situamos.
No país dos coitadinhos e dos subsídio-dependentes, onde os agricultores pedem subsídio de calamidade por causa das inundações quando chove e por causa da seca quando não chove, onde os empresários acham que as suas empresas só podem sobreviver se fugirem ao fisco, se despedirem trabalhadores ou se pagarem salários de miséria e onde os comerciantes da baixa pombalina querem ser indemnizados pela perda de clientes por causa das obras no túnel do Rossio, só faltava virem os patetas queixar-se de que a hora de Inverno lhes prejudica o negócio.
Já há uns anos, no governo de Cavaco Silva, se mudou a hora legal para o fuso horário da Europa central, o que nos punha com a mesma hora da Alemanha, da Hungria e da Dinamarca, o que fazia que no início do Verão as crianças se levantassem de noite e se deitassem de dia pois ficávamos quase 3 horas adiantados em relação à hora solar, alterando completamente o ritmo de sono e vigília natural que é dormir de noite e estar acordado de dia. Tudo isto, claro, a propósito dos negócios que, coitados, não podiam ser realizados se tivéssemos uma hora a menos. Felizmente o governo de António Guterres repôs o bom-senso e a normalidade nesta matéria e voltámos ao nosso fuso horário normal. Mas não faltou, há uns anos, que alguns empresários voltassem à carga a reclamar que quando viajavam para o estrangeiro tinham de ir na véspera por causa da diferença horária porque não conseguiam chegar a tempo se viajassem no próprio dia! Coitados dos americanos, não sei como é que eles conseguem negociar com 4 fusos horários dentro do país!
Mas agora, com a recente mudança para a hora de Inverno, atingiu-se um novo patamar de estupidez: pessoas duma associação de comerciantes vieram queixar-se, sem se rirem nem corarem de vergonha, de que o facto de anoitecer mais cedo prejudica o negócio porque as pessoas deixam de ir às compras ao fim da tarde!!! E se experimentassem ir a um centro comercial à hora de jantar, para verem quantas pessoas lá andam? E a um supermercado ao fim da tarde? Alguém acredita que se deixe de fazer as compras que se tem de fazer só porque o sol se põe uma hora mais cedo?
Esta gente não tem noção do ridículo. Será que querem mudar a geografia? Nós estamos na ponta ocidental da Europa, coitados de nós, mas não podemos fazer nada quanto a isso. Portanto ainda é de dia quando o sol já se pôs na maioria dos países da Europa central e ocidental, e não há volta a dar. Talvez os comerciantes e os empresários gostassem de parar o sol no poente durante uma ou duas horas, mas o que querem? A rotação da terra não pára…
Basta ver as duas imagens com que ilustramos este post, para se perceber a estupidez desta pretensão absurda. A primeira é capturada (http://www.fourmilab.ch/cgi-bin/uncgi/Earth) às 16:30 e a segunda às 17 horas. Vê-se facilmente na primeira imagem que enquanto Itália, Bélgica, Holanda, e Alemanha já estão completamente às escuras e Paris já tem as luzes acesas, só agora começa a anoitecer nas ilhas britânicas e toda a Península Ibérica ainda tem pelo menos uma hora de sol. Meia hora mais tarde, em toda a Grã-Bretanha (que tem a mesma hora de Portugal e menos uma hora que a Espanha) e parte da Irlanda já é completamente noite, enquanto em Espanha já é noite em Barcelona e Valência mais ainda é dia em Madrid. E em Portugal ainda falta quase uma hora para anoitecer.
Perante isto, facilmente se percebe que não faria qualquer sentido termos a mesma hora de países que estão 2 ou 3 mil quilómetros para leste, com uma diferença solar de quase duas horas. Felizmente o Observatório Astronómico de Lisboa pronunciou-se contra essa nova tentativa no governo de Durão Barroso. Deixem de ser ridículos e patéticos, senhores comerciantes e empresários.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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terça-feira, 28 de julho de 2009
O voo das águias

Na passada semana assisti ao concerto de um grupo clássico, os Eagles, no Pavilhão Atlântico. Nunca foram propriamente um dos meus grupos favoritos, sendo que como muitas outras pessoas conheci-os mais pelo inesquecível Hotel California do que pelo conjunto da sua obra.
Com o tempo fui ficando mais atento a outros temas, ao mesmo tempo que o grupo se separava durante década e meia. Depois do reencontro e do segundo fôlego acabei por ficar mais atento à carreira das “águias” e quando soube da sua deslocação a Portugal achei que era uma oportunidade a não perder. E ainda bem que o fiz. Durante quase 3 horas, os 4 elementos que vêm da década de 70, secundados por mais 8 músicos (!!!), entre os quais 4 instrumentistas de sopro, brindaram um pavilhão quase a abarrotar com os clássicos que toda a gente esperava alternados com temas do álbum mais novo, “Long road out of Eden”. Mas o maior destaque vai para o virtuosismo dos instrumentistas cantores (os Eagles são dos raros grupos em que todos os elementos cantam) que conseguem harmonias vocais maravilhosas ao alcance de poucos. A idade nota-se nas faces e nos cabelos mas não na execução. 3 guitarristas fazem uma conjugação sonora notável e mais um guitarrista convidado eleva a performance a níveis superiores, muito bem secundado pelos fundadores resistentes.
Não se trata de um concerto para dançar e muito menos estar aos pulos; trata-se de ouvir música tocada e cantada maravilhosamente, quase não se dando pelo passar do tempo. O que se pode pedir mais dum espectáculo destes?
Foram 3 horas muito bem passadas. As águias continuam a voar alto.
Kroniketas, audiófilo encantado
quinta-feira, 2 de julho de 2009
As eleições da vergonha
E de quem é a culpa? Ao contrário do que dizem os seguidistas e todos aqueles que estão sempre do lado da situação, a culpa não é de Carlos Quaresma, o candidato rejeitado, e muito menos de Bruno Carvalho, o candidato da lista B; é precisamente da situação, daqueles que através duma golpada rasteira anteciparam a data das eleições inopinadamente apenas com o objectivo de, como titulava “ A Bola” a 9 de Junho, driblar a oposição e retirar margem de manobra aos outros possíveis candidatos. A pretexto da suposta instabilidade criada pela oposição, criaram uma instabilidade ainda maior.
Mantendo o habitual discurso truculento e atacando tudo e todos, comportando-se sempre como se fosse o salvador na terra, o dono da verdade e o único benfiquista com boas intenções, Luís Filipe Vieira garante que não há nenhum advogado nem nenhuma solicitadora que impeça as eleições do Benfica e que nenhum garoto vai ser presidente do Benfica. O actual presidente fala como se fosse o dono do clube, como se estivesse acima da lei e como se os sócios não tivessem o direito de pensar pela sua cabeça. E continua sempre a comportar-se como se fosse mais esperto que toda a gente.
Mas, como sempre acontece com aqueles que se julgam mais espertos que toda a gente, há sempre um dia em que encontram alguém mais esperto que eles. E neste caso a esperteza foi questionar a legitimidade da candidatura do próprio Luís Filipe Vieira, e certamente com isso é que os mentores desta estratégia não contavam. Saiu-lhes o tiro pela culatra. O tom irritado e inflamado do discurso de ontem em Évora parece indiciar um homem nervoso e à beira de perder a cabeça. Talvez esteja a sentir o chão fugir-lhe debaixo dos pés e a ver a sua estratégia virar-se contra si.
Agora está criada uma situação que só pode acabar mal, por culpa de quem atropelou os estatutos do Benfica apenas por conveniência própria. Se amanhã houver eleições só com a lista de Bruno Carvalho, serão umas eleições falseadas. Se houver com a lista de Bruno Carvalho e a de Luís Filipe Vieira serão, provavelmente, umas eleições feridas de ilegalidade e objectivamente alvo fácil de impugnação. Se Manuel Vilarinho voltar a ter um momento de lucidez (*), a única decisão sensata a tomar neste momento é desmarcar as eleições. Para que a vergonha não continue a manchar o nome do maior clube português depois das eleições.
(*) As declarações de Manuel Vilarinho na TVI24 no dia em que anunciou a marcação destas eleições são, também elas, uma vergonha. Ao dizer que “está farto do benfiquista” e que ganhar nas modalidades “é bom mas não lhe diz nada” insultou todos os benfiquistas que fazem sacrifícios para acompanhar o clube e que pagam quotas para ajudar a manter as modalidades e ajudá-las a ganhar. Também eu estou farto de gente que não compreende o clube e trata os benfiquistas como atrasados mentais. Eu que votei em Manuel Vilrainho em 2000 e estive sempre do lado da sua direcção na era pós-Vale e Azevedo, perdi todo o respeito que lhe tinha. Se está farto do benfiquista, vá para outro clube.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
segunda-feira, 29 de junho de 2009
O regresso das hordas
O mais escandaloso nisto tudo é que estes acontecimentos vão-se sucedendo e ninguém faz nada para banir esta escumalha dos recintos desportivos duma vez por todas. Pelo contrário, os responsáveis dos clubes sacodem a água do capote, fazem de conta que não é nada com eles e atiram as culpas para cima do vizinho.
Enquanto não houver mão pesada para estes selvagens isto vai acontecer cada vez com mais frequência, cada vez em mais recintos e em mais modalidades. As bestas tratam-se à porrada, as feras domesticam-se a chicote. Neste caso, se o Benfica e o Sporting apanhassem 10 jogos de interdição de certeza que tomariam medidas drásticas em vez de andarem com paninhos quentes a tentar defender o indefensável. Basta!
Kroniketas, benfiquista indignado
domingo, 31 de maio de 2009
O cerco ao bastonário
Pois é, Marinho Pinto incomoda muita gente...
Kroniketas, sempre kontra as tretas
sábado, 30 de maio de 2009
Justiça cega... e estúpida
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Krónikas Tugas
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Juiz de merda
As imagens da menina que foi recambiada para a Rússia a ser castigada pela mãe deviam ser mostradas ao juiz que tomou tão brilhante decisão todas as noites antes de dormir para lhe assombrarem o sono. De que serve agora dizer-se chocado depois da decisão aberrante que tomou? E de que serve agora a onda de solidariedade em que até o ministro da justiça se diz incomodado?
Como sempre neste país, em que ninguém é responsabilizado por nada (o contrário são excepções), os inimputáveis juízes (que consideram que uma ponte pode cair num rio por “causas naturais…), do alto da sua intocável torre de marfim, põem e dispõem da vida dos outros a seu bel-prazer sem que daí advenham quaisquer consequências. Neste caso, as únicas consequências são para uma criança de 6 anos que foi enviada para 4000 quilómetros de distância para começar a levar umas palmadas para aprender a falar russo!
VÁ À MERDA, SR. JUIZ!
Kroniketas, sempre kontra as tretas
terça-feira, 12 de maio de 2009
Jorge Jesus no Benfica?
blogoberto, chico-esperto
domingo, 3 de maio de 2009
Descalabro benfiquista
Meu caro consócio Sílvio Cervan
Não consigo ficar calado perante o descalabro que é a nossa equipa de futebol, de uma mediocridade atroz. A derrota clara com o Nacional na Choupana foi apenas mais um penoso episódio duma época toda ela penosa do princípio ao fim, que só poderia terminar desta forma, com a equipa a afundar-se semana a semana perante os olhos de todos enquanto os responsáveis assobiam para o lado. O título já era uma miragem, o 2º lugar passou a ser e nem o 3º está seguro, pois a partir de agora temos o Nacional a 3 pontos e com vantagem no confronto directo. Não há dúvida, o futuro é risonho...
Você, como membro da direcção, tem obrigação de, lá dentro, fazer ver a todos que este estado de coisas não pode continuar e que é urgente tomar medidas para evitar o descalabro por mais uma época, que é o que vai acontecer se o treinador Quique Flores continuar a “dirigir” (chamar dirigir ao que ele faz é um eufemismo) esta caricatura de equipa. A sua argumentação de que é preciso dar tempo não colhe, porque toda a gente vê as outras equipas evoluir ao longo da época enquanto o Benfica, após 9 meses de “trabalho”, cada vez joga pior e de forma mais atabalhoada. Em vez de progredir só regride. O Benfica é, ao longo da época, das equipas que pior joga em Portugal, e isto já não é de agora. Qualquer um que abra os olhos vê que o treinador é um incompetente, que não faz ideia do que está ali a fazer, não tem a menor noção da realidade do campeonato português nem tem qualquer capacidade para pôr esta equipa a jogar um futebol um pouco mais do que medíocre. Quando nos lembramos que o Porto em Outubro/Novembro estava de rastos e como cresceu ao longo da época e comparamos com o que se passou no Benfica, qualquer semelhança é pura coincidência. Dar tempo ao treinador para quê? Para passarmos mais uma época miserável como esta? Mas alguém com um mínimo de lucidez vê alguma perspectiva de na próxima época este treinador fazer algo melhor? Ou será que o “projecto” de que você fala passa por continuar a perder todos os anos e a lutar para conservar o 3º lugar? Não é essa a filosofia do presidente, que acha que o que é bom é perder campeonatos? É isto que têm para oferecer aos benfiquistas? Já não bastou a catástrofe que foi a época passada, com o pior campeonato de sempre em casa, igualando a 2ª pior classificação de sempre, batendo o “record” de empates e pela primeira vez na história tendo menos vitórias do que empates e derrotas juntos? Não acha que JÁ CHEGA?
Quanto às afirmações do presidente, já nem há forma de classificá-las, tão ridículas e destituídas de sentido elas são. A lenga-lenga do “melhor clube do mundo” não passa de propaganda e demagogia barata para enganar papalvos, como se isso servisse de alguma coisa. De que serve encher a boca com o “maior clube do mundo” se a nossa perspectiva todos os anos é balançar entre o 3º e o 4º lugar? Dizer que para o “maior clube do mundo” não é fundamental ir à Liga dos Campeões e que se ganhássemos 3 campeonatos seguidos isso seria prejudicar o clube é conversa para atrasados mentais, e eu não gosto de ser tratado como atrasado mental. Já bastaram os anos negros do Vale e Azevedo mas, infelizmente, este presidente cada vez se parece mais com ele. Bom será, ao invés, ver o Porto a conquistar “tetras”, “pentas” e taças europeias e nós continuarmos todos os anos à espera da “equipa-maravilha” ou do “melhor plantel dos últimos 10 anos”?
Como se não bastasse, está sempre a sacudir a água do capote, descartando responsabilidades nesta tragédia em que se transformou a nossa equipa de futebol nos últimos anos. O ano passado foi mau demais e só há uma pessoa responsável: Luís Filipe Vieira. Toda a trapalhada com a substituição de Fernando Santos por Camacho e a subsequente saída deste, tal como a apressada promoção de Rui Costa a director desportivo feito à pressa têm o dedo do presidente, que agora aproveita para dizer que a responsabilidade não é dele. Então quem foi que deixou Fernando Santos começar a época e o despediu à 1ª jornada? Se ele não servia nem devia ter começado. E quem pôs o Rui Costa no lugar onde ele está? Será que agora vai descobrir à pressa que afinal ele também não serve? Tal como antes José Veiga? A verdade é que os treinadores vão passando, os directores desportivos vão mudando, a equipa de futebol piora de ano para ano (e desde 2005 para cá só andamos a coleccionar 3ºs ou 4ºs lugares) e só uma coisa se mantém igual: o presidente. É ele o grande responsável por este estado de coisas, e se tivesse o mínimo de lucidez, em vez de se achar o homem providencial e o insubstituível, tinha-se demitido quando mandou embora o Fernando Santos. Pelo meio vai lançando ataques a torto e a direito contra supostos inimigos internos sem rosto, como se esses que ele acusa não se sabe de quê fossem culpados de alguma coisa.
ESTOU FARTO. É preciso mudar de treinador urgentemente, é preciso mudar de presidente, é preciso mudar de política desportiva, ou melhor, é preciso ter ALGUMA política desportiva, porque ela não existe. Navega-se à vista, de forma completamente errática, sem se saber o que se pretende fazer nem para onde ir. O presidente diz que o rumo é para manter? Mas que rumo? O da derrota? E até quando? Até o Porto nos ultrapassar em títulos? Ele sabe o que pretende para o Benfica? Então era bom que o explicasse aos sócios, pois deve ser o único a sabê-lo.
Os discursos inflamados contra os supostos opositores e o “apito dourado” após cada derrota (para disfarçar os erros gravíssimos cometidos internamente) fazem-me lembrar aquela anedota do Solnado, em que alguém tinha a casa a arder e gritava “não batam com as portas!” Ou então a história do Titanic: o navio a afundar-se e a orquestra continuava a tocar...
Valha-nos ao menos uma ou outra modalidade amadora. O futsal, o andebol, o basquetebol, até ver, sempre nos vão dando aqui e ali algumas parcas alegrias para mitigar a pobreza de década e meia da equipa de futebol. Curiosamente, com Luís Filipe Vieira presente em metade desse tempo. Mas podemos estar tranquilos: a equipa está à beira do abismo mas vai dar um passo em frente...
Saudações benfiquistas
Kroniketas, sempre kontra as tretas
sábado, 25 de abril de 2009
ORA JÁ CÁ CANTAM TRINTA E CINCO!
Chegados a este ponto, trinta e cinco longos anos depois dessa data, que tipo de balanço se poderá fazer? Confrontando na balança o que se conseguiu e o que falhou, onde nos encontramos afinal?
Nesta época de crise é difícil ver nuvens azuis acima de nós, e olhando para tudo o que tem acontecido nos bancos, na política, no desporto (falo do futebol, como é óbvio) e em outras áreas da sociedade, é muito fácil dizer que falhámos rotundamente.
Num tempo em que ser famoso sem mérito é profissão, em que a aparência ultrapassa a competência, em que um caso nítido de tentativa de corrupção mereceu uma multa de 5000 euros (e presumo que uma palmadinha nas costas e um “vá lá e não torne a fazer isto, ouviu?”), em que andar nas estradas é tão seguro como conduzir uma diligência no velho oeste (com a desvantagem de que no velho oeste o objectivo não era levar a diligência), em que toda a gente sabe o que se passa no futebol mas ninguém está disposto a alterar o status quo, é difícil dizer que chegámos a algo positivo.
Quando os deputados da nação são essencialmente uns saca-benesses que assinam de cruz atrás do chefe e da sua agenda, quando o primeiro-ministro acha normal ficar engenheiro quase por correspondência, quando se olha para a oposição (a que tem possibilidade de alcançar a governação) e não se vêem diferenças, quando a pobreza aumenta em vez de diminuir, realmente é de começar a ficar desesperado.
Claro que se olharmos para outras coisas, o balanço é bem mais positivo: com todos os defeitos que este regime possa ter, somos um país em que podemos ter a opinião que desejarmos (embora o Sócrates não goste muito disso), em que ninguém está acima da lei (em teoria, porque sem dinheiro estamos destinados a ser bonecos de teste de advogados oficiosos), em que podemos eleger quem quisermos para nos governar (embora a qualidade dos políticos deixe muito a desejar).
Se calhar a culpa das falhas é nossa, porque protestamos pouco, porque limitamos a nossa intervenção ao acto de votar, porque a presente noção de comunidade se fica pelas reuniões de condomínio, porque cada qual zela por si e se está a lixar para os outros.
Mas tudo isto nunca apagará a emoção daquele dia e a alegria de poder crescer livre, e de não ter sido preciso nenhum banho de sangue para o conseguir. Foi numa 5ª feira nublada e até parecia um dia triste. Não foi.
Mesmo assim, valeu a pena? Claro que valeu! Mas pode ser que esteja só a ser romântico. Acham que será preciso fazer uma nova revolução?
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Krónikas Tugas
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domingo, 5 de abril de 2009
A classe nojenta
Excertos dum diálogo entre os autores deste blog:
- “Esta história do provedor de justiça e do Domingos Névoa é um nojo.”
- “Completo”.
- “O PS e o PSD não são partidos, são clientelas.”
- “Acho que devia ir para lá para ficar rico.”
- “Também já pensei nisso, mas acho que nos faltam as características necessárias.”
- “O quê, ser suficientemente corrupto, hipócrita e destituído de princípios?”
- “Exacto.”
- “Ora, isso aprende-se com o tempo.”
- “Podias ter dito isso duma forma mais curta.”
- “Ou seja...”
- “Armando Vara.”
- “Ah pois...”
- “Dias Loureiro... Entre outros.”
E assim sucessivamente...
tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos a pensar aderir à classe nojenta, perdão, classe política... ou então não...















