Pois é, Marinho Pinto incomoda muita gente...
Kroniketas, sempre kontra as tretas
Onde a realidade ultrapassa a ficção (mas se despista na curva seguinte)
Blog livre do Aborto Ortográfico
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Krónikas Tugas
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Etiquetas: Blogoberto, Justiça
As imagens da menina que foi recambiada para a Rússia a ser castigada pela mãe deviam ser mostradas ao juiz que tomou tão brilhante decisão todas as noites antes de dormir para lhe assombrarem o sono. De que serve agora dizer-se chocado depois da decisão aberrante que tomou? E de que serve agora a onda de solidariedade em que até o ministro da justiça se diz incomodado?
Como sempre neste país, em que ninguém é responsabilizado por nada (o contrário são excepções), os inimputáveis juízes (que consideram que uma ponte pode cair num rio por “causas naturais…), do alto da sua intocável torre de marfim, põem e dispõem da vida dos outros a seu bel-prazer sem que daí advenham quaisquer consequências. Neste caso, as únicas consequências são para uma criança de 6 anos que foi enviada para 4000 quilómetros de distância para começar a levar umas palmadas para aprender a falar russo!
VÁ À MERDA, SR. JUIZ!
Kroniketas, sempre kontra as tretas
Meu caro consócio Sílvio Cervan
Não consigo ficar calado perante o descalabro que é a nossa equipa de futebol, de uma mediocridade atroz. A derrota clara com o Nacional na Choupana foi apenas mais um penoso episódio duma época toda ela penosa do princípio ao fim, que só poderia terminar desta forma, com a equipa a afundar-se semana a semana perante os olhos de todos enquanto os responsáveis assobiam para o lado. O título já era uma miragem, o 2º lugar passou a ser e nem o 3º está seguro, pois a partir de agora temos o Nacional a 3 pontos e com vantagem no confronto directo. Não há dúvida, o futuro é risonho...
Você, como membro da direcção, tem obrigação de, lá dentro, fazer ver a todos que este estado de coisas não pode continuar e que é urgente tomar medidas para evitar o descalabro por mais uma época, que é o que vai acontecer se o treinador Quique Flores continuar a “dirigir” (chamar dirigir ao que ele faz é um eufemismo) esta caricatura de equipa. A sua argumentação de que é preciso dar tempo não colhe, porque toda a gente vê as outras equipas evoluir ao longo da época enquanto o Benfica, após 9 meses de “trabalho”, cada vez joga pior e de forma mais atabalhoada. Em vez de progredir só regride. O Benfica é, ao longo da época, das equipas que pior joga em Portugal, e isto já não é de agora. Qualquer um que abra os olhos vê que o treinador é um incompetente, que não faz ideia do que está ali a fazer, não tem a menor noção da realidade do campeonato português nem tem qualquer capacidade para pôr esta equipa a jogar um futebol um pouco mais do que medíocre. Quando nos lembramos que o Porto em Outubro/Novembro estava de rastos e como cresceu ao longo da época e comparamos com o que se passou no Benfica, qualquer semelhança é pura coincidência. Dar tempo ao treinador para quê? Para passarmos mais uma época miserável como esta? Mas alguém com um mínimo de lucidez vê alguma perspectiva de na próxima época este treinador fazer algo melhor? Ou será que o “projecto” de que você fala passa por continuar a perder todos os anos e a lutar para conservar o 3º lugar? Não é essa a filosofia do presidente, que acha que o que é bom é perder campeonatos? É isto que têm para oferecer aos benfiquistas? Já não bastou a catástrofe que foi a época passada, com o pior campeonato de sempre em casa, igualando a 2ª pior classificação de sempre, batendo o “record” de empates e pela primeira vez na história tendo menos vitórias do que empates e derrotas juntos? Não acha que JÁ CHEGA?
Quanto às afirmações do presidente, já nem há forma de classificá-las, tão ridículas e destituídas de sentido elas são. A lenga-lenga do “melhor clube do mundo” não passa de propaganda e demagogia barata para enganar papalvos, como se isso servisse de alguma coisa. De que serve encher a boca com o “maior clube do mundo” se a nossa perspectiva todos os anos é balançar entre o 3º e o 4º lugar? Dizer que para o “maior clube do mundo” não é fundamental ir à Liga dos Campeões e que se ganhássemos 3 campeonatos seguidos isso seria prejudicar o clube é conversa para atrasados mentais, e eu não gosto de ser tratado como atrasado mental. Já bastaram os anos negros do Vale e Azevedo mas, infelizmente, este presidente cada vez se parece mais com ele. Bom será, ao invés, ver o Porto a conquistar “tetras”, “pentas” e taças europeias e nós continuarmos todos os anos à espera da “equipa-maravilha” ou do “melhor plantel dos últimos 10 anos”?
Como se não bastasse, está sempre a sacudir a água do capote, descartando responsabilidades nesta tragédia em que se transformou a nossa equipa de futebol nos últimos anos. O ano passado foi mau demais e só há uma pessoa responsável: Luís Filipe Vieira. Toda a trapalhada com a substituição de Fernando Santos por Camacho e a subsequente saída deste, tal como a apressada promoção de Rui Costa a director desportivo feito à pressa têm o dedo do presidente, que agora aproveita para dizer que a responsabilidade não é dele. Então quem foi que deixou Fernando Santos começar a época e o despediu à 1ª jornada? Se ele não servia nem devia ter começado. E quem pôs o Rui Costa no lugar onde ele está? Será que agora vai descobrir à pressa que afinal ele também não serve? Tal como antes José Veiga? A verdade é que os treinadores vão passando, os directores desportivos vão mudando, a equipa de futebol piora de ano para ano (e desde 2005 para cá só andamos a coleccionar 3ºs ou 4ºs lugares) e só uma coisa se mantém igual: o presidente. É ele o grande responsável por este estado de coisas, e se tivesse o mínimo de lucidez, em vez de se achar o homem providencial e o insubstituível, tinha-se demitido quando mandou embora o Fernando Santos. Pelo meio vai lançando ataques a torto e a direito contra supostos inimigos internos sem rosto, como se esses que ele acusa não se sabe de quê fossem culpados de alguma coisa.
ESTOU FARTO. É preciso mudar de treinador urgentemente, é preciso mudar de presidente, é preciso mudar de política desportiva, ou melhor, é preciso ter ALGUMA política desportiva, porque ela não existe. Navega-se à vista, de forma completamente errática, sem se saber o que se pretende fazer nem para onde ir. O presidente diz que o rumo é para manter? Mas que rumo? O da derrota? E até quando? Até o Porto nos ultrapassar em títulos? Ele sabe o que pretende para o Benfica? Então era bom que o explicasse aos sócios, pois deve ser o único a sabê-lo.
Os discursos inflamados contra os supostos opositores e o “apito dourado” após cada derrota (para disfarçar os erros gravíssimos cometidos internamente) fazem-me lembrar aquela anedota do Solnado, em que alguém tinha a casa a arder e gritava “não batam com as portas!” Ou então a história do Titanic: o navio a afundar-se e a orquestra continuava a tocar...
Valha-nos ao menos uma ou outra modalidade amadora. O futsal, o andebol, o basquetebol, até ver, sempre nos vão dando aqui e ali algumas parcas alegrias para mitigar a pobreza de década e meia da equipa de futebol. Curiosamente, com Luís Filipe Vieira presente em metade desse tempo. Mas podemos estar tranquilos: a equipa está à beira do abismo mas vai dar um passo em frente...
Saudações benfiquistas
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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Krónikas Tugas
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Etiquetas: 25 de Abril, Governo, Socrates
Excertos dum diálogo entre os autores deste blog:
- “Esta história do provedor de justiça e do Domingos Névoa é um nojo.”
- “Completo”.
- “O PS e o PSD não são partidos, são clientelas.”
- “Acho que devia ir para lá para ficar rico.”
- “Também já pensei nisso, mas acho que nos faltam as características necessárias.”
- “O quê, ser suficientemente corrupto, hipócrita e destituído de princípios?”
- “Exacto.”
- “Ora, isso aprende-se com o tempo.”
- “Podias ter dito isso duma forma mais curta.”
- “Ou seja...”
- “Armando Vara.”
- “Ah pois...”
- “Dias Loureiro... Entre outros.”
E assim sucessivamente...
tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos a pensar aderir à classe nojenta, perdão, classe política... ou então não...

A apreensão pela PSP de Braga de um livro denominado “Pornocracia”, que afixava na capa uma reprodução do quadro “A origem do mundo”, do francês Gustave Courbet (ver acima), causou grande agitação mas, simultaneamente, foi muito mal explicada. Que alguém fez queixa porque achou que não sei quê, disseram. Que foi por causa das criancinhas, afirmou-se noutro canal. Ora, nenhum tuga normal faz queixa por ver um livro com uma mulher nua na capa – é mais provável que obtenha vários exemplares, um para si e alguns para os amigalhaços. Quanto às criancinhas, meus amigos, aquela história da cegonha deixou de pegar desde que a Internet se vulgarizou. Portanto, concluí, a explicação tinha de ser outra! Não me decidindo a escolher nenhuma daquelas em que cogitei, aqui vão elas (as explicações) sem nenhuma ordem em especial:
- Explicação 1: os agentes Serafim e Gervásio toparam o livro e ficaram admirados por a Celestina, profissional conceituada da cidade dos arcebispos e fornecedora assídua de serviços lá pela esquadra, aparecer assim na capa; com receio de que aquilo viesse a dar bronca, trataram de fazer desaparecer o livro.
- Explicação 2: um tuga anormal (ver acima) fez mesmo queixa à polícia; quando confrontados com o facto de ser uma obra de arte do Courbet logo ripostaram: “até podia ser do Gargaleiro ou da dona Amália! É porno vai dentro, quero lá saber se é do curbê!”; veio depois a saber-se que a magistrada que tinha tratado do caso tinha vindo transferida dos lados de Torres Vedras…
- Explicação 3: o livro foi apreendido por constituir uma óbvia provocação ao primeiro-ministro, uma autêntica campanha negra! (se bem que esta até fosse arruivada…)
- Explicação 4: os agentes ouviram um professor dizer bem do livro e foram apreendê-lo; quando depararam com a capa viram que estavam certos e que aquilo era uma óbvia sátira à ministra da educação.
- Explicação 5: uma invejosa (e malfeitona) viu a capa e sentiu-se insultada; apesar de conseguir o que queria (a apreensão) saiu-se mal quando se insinuou junto do agente Gervásio e acabou na choça depois de levar umas bordoadas (sem sentido literal) “para aprender a ter juízo naqueles cornos” (SIC).
- Explicação 6: todas as anteriores.
Valter Rego, observador desassombrado

Calimero:
“It’s an injustice, it is!”
John Fitzgerald Kennedy:
“Don't ask what your country can do for you, but what you can do for your country.”
Lei de Murphy:
“Se algo pode correr mal, correrá mal.”
Lei da Política de Wilson:
“Se quiser fazer inimigos, tente alterar alguma coisa.”
A lei supracitada aplica-se na perfeição ao estado actual do nosso país. Em três décadas de democracia, pela primeira vez alguém teve o arrojo (não sei se lhe deveria chamar coragem ou loucura) de tentar mexer com interesses corporativos e direitos adquiridos cujos beneficiários os tinham como garantidos “ad aeternum”.
Ao tentar acabar com o imobilismo e a irresponsabilidade reinante em muitos sectores, o resultado destas tentativas (umas mais ou menos justificadas, outras nem tanto, mas quase todas mal sucedidas e todas, sem excepção, mal aceites pelos visados) foi um acirrar de ânimos e uma onda crescente de contestação e protestos. Mas será que com razão?
Como cidadão utilizador de serviços públicos, a avaliação que faço dos mesmos é a sua eficiência, e esta é dada pelos funcionários que lá estão a dar a cara e a resolver os problemas aos utentes. Só que às vezes eles não estão lá para resolver coisa nenhuma: estão lá para complicar ou para arranjar ainda mais problemas. No último número do Expresso, Clara Ferreira Alves relata a inenarrável odisseia de tentar obter um cartão de cidadão e resume tudo numa frase: “...excepto quando temos de tratar de um documento oficial e recorrer a essa espessa teia de burocracia e incompetência, desleixo e má-criação que se chama Administração Pública”.
Quando peço uma declaração à Segurança Social na Loja do Cidadão e me dizem que a enviam para casa no prazo de um mês e, passados 2 meses, nem declaração nem notícias, em vez de ir lá outra vez (uma vez que me disseram que não precisava de ir lá buscá-la) telefono. Do outro lado aparece-me uma daquelas funcionárias tipo-robot que me responde com voz seca e repetidamente “não damos informações por telefone” e nem me deixa explicar que pretendo saber porque é que o raio da declaração não foi enviada. Depois de me irritar com a dita funcionária acabo a voltar à Loja do Cidadão onde a eficiência do sistema me manda para um edifício recôndito algures no Areeiro para obter a malfadada declaração que supostamente me deveria ter sido enviada para casa dois meses antes.
Quando vou ao centro de saúde a uma urgência médica com o meu filho ao fim da tarde e mais de uma hora antes do fecho das consultas a médica de serviço olha para a sala e desaparece durante 45 minutos, vou ao guichet e pergunto o que se passa. Dizem-me que “a sotôra foi comer porque está grávida”. Portanto a “sotôra”, que iria sair de serviço daí a uma hora e, como a gravidez não é uma doença, podia ir tranquilamente jantar em casa, em vez de comer uma sanduíche rápida e despachar o serviço para o qual é paga com o dinheiro do Estado, devido à gravidez deixa os seus doentes à espera durante 45 minutos e ninguém lhe pede responsabilidades.
Quando vou a um hospital fazer radiografias para depois levar a uma consulta, pago ambas no mesmo guichet e dias depois me aparece em casa a conta para pagar a radiografia que eu já paguei, fica clara a eficiência dos serviços administrativos.
Quando vejo dois polícias de trânsito, às 9 da manhã no centro de Lisboa, durante mais de um quarto de hora de volta de um carro que está com duas rodas em cima duma passadeira, enquanto a 50 metros dali um cruzamento está completamente entupido com carros parados em cima da zebra e eles nem para lá olham; quando os cruzamentos na Avenida da República ficam bloqueados ao fim da tarde, impedindo a passagem ao trânsito das transversais e obrigando os carros a autênticas gincanas para conseguir atravessar quando o semáforo já fechou e nem um polícia aparece ali a pôr ordem naquilo; quando vejo uma carrinha da polícia de Portimão abancar à sombra, em transgressão em frente à entrada de uma garagem na Praia da Rocha para multar os incautos turistas que estacionaram os carros com duas rodas no passeio porque não têm outro sítio onde deixá-los para poder ir dar uns mergulhos na praia; fico ciente da inutilidade da polícia de trânsito cujo único objectivo de existência parece ser a caça à multa. Inúteis e parasitas.
Quando vejo um juiz decretar que a ponte de Entre-os-Rios caiu devido a causas naturais, como se fosse natural uma ponte cair, e quando vejo milhares de processos prescreverem por incúria, incapacidade ou incompetência, sei lá eu, dos senhores juízes e ninguém lhes pede responsabilidades pelas asneiras que cometem, fica claro que, para além de aplicarem (mal) a lei e sobretudo porem os criminosos cá fora, eles próprios estão acima da lei, na sua torre de marfim, e sentem-se intocáveis.
Quando sou multado pelas Finanças em mais de 200 euros por causa de um engano em 20 euros, ainda por cima com um auto levantado por um muito zeloso funcionário já depois de eu ter regularizado a situação, e ainda me ameaçam com uma penhora da casa; e quando depois de pagar a multa peço uma certidão de ausência de dívidas e me dizem que não ma podem passar porque ao pagar a multa o sistema se esqueceu de incluir o imposto de selo (!!!) dá-me vontade de lhes chamar gatunos e mandá-los todos à merda!
Estes são apenas alguns exemplos entre muitos que poderia citar acerca da função pública. “Pronto, aqui está mais um a atacar a função pública”, já deve estar alguém a dizer. Convém desde já esclarecer que sou casado com uma funcionária pública, que me conta casos de pessoas que não fazem nada durante todo o dia, anos a fio, que ela vai ter de avaliar e aos quais está com medo de dar menos de “bom”, porque pode acabar a responder em tribunal. Disse-me também que, pelo que vê à sua volta, já começa a perceber a razão das quotas na atribuição das classificações. Nada como saber das coisas contadas por quem as vive por dentro...
Tenho oportunidade de contactar frequentemente com técnicos superiores da função pública e francamente já me cansa a interminável ladainha dos coitadinhos dos funcionários públicos que estão a ser vítimas duma campanha do governo. Os médicos também se acham vítimas duma campanha do governo porque este quer que cumpram horários nos hospitais e tenham cartão de ponto, mas quando deixam os doentes horas intermináveis à espera das consultas ou deixam morrer doentes por incúria já não há problema, porque nunca lhes acontece nada. E depois o bastonário ainda tem o desplante de vir para a rádio dizer que há uma campanha contra os médicos! Os juízes acham-se vítimas duma campanha do governo porque este quer reduzir as férias judiciais, mas quando deixam prescrever dezenas de processos já não há problema, porque também nunca lhes acontece nada. E assim sucessivamente. Um verdadeiro país de Calimeros, este! Os Contemporâneos fizeram alguns sketches que retratam bem este estado do país, com uma frase do Chato: “coitadinho de mim”.
É o país onde ninguém quer ser responsável nem responsabilizado pelo que (não) faz, e se lhe pedem responsabilidades acha-se vítima duma campanha do governo. É o país onde há pessoas de 40 e poucos anos cuja maior ambição e objectivo de vida é reformarem-se e que fazem grave porque daqui a 20 anos vão ter que trabalhar mais 5 do que esperavam (grandes objectivos de vida de quem tem o ordenado garantido todos os meses e não tem falta de comida na mesa); que acham que, qualquer que seja o seu desempenho têm o direito, adquirido por decreto, de subir, subir, subir eternamente até ao topo da carreira sem terem de o justificar.
É o país onde os magníficos empresários que temos acham que as suas empresas só conseguem ser competitivas se pagarem salários de miséria aos funcionários e só conseguem sobreviver se fugirem ao fisco e não pagarem à segurança social, e onde o homem mais rico despede trabalhadores, apesar de ter lucro, só para prevenir uma crise que possa vir aí. É o país onde os agricultores só conseguem trabalhar à custa de subsídios do Estado e onde pedem subsídio de calamidade para as inundações quando chove e subsídio de calamidade para a seca quando não chove, como se a chuva e a seca não fizessem parte do risco do negócio; e onde em vez de cultivarem as terras para delas retirar o seu produto (longe vão os tempos da “terra a quem a trabalha”) preferem ficar a gozar os subsídios para não fazer nada ou vendê-las aos espanhóis para estes virem cá plantar olivais e comprar porcos pretos que levam para Espanha e depois vêm vender como produto seu.
E, “last but not least”, temos a interminável luta dos professores. Dois anos depois do post citado pelo tuguinho, cujo texto causou enorme irritação nas hostes (já se esperava, o contrário é que seria surpreendente) o que temos agora é mais do mesmo. Sabemos agora que as cedências do ministério foram apenas “cedências à força manifestada por uma classe”, “que está disposta a fazer greve por tempo indeterminado, e aí se verá o que dói”. De cedência em cedência até à cedência total, será esse o objectivo? E não será difícil saber o que dói: há-de doer, sobretudo, nos prejuízos causados à aprendizagem dos alunos e aos pais que não sabem se os filhos estão em aulas na escola, se estão na rua, em casa ou num ATL. E esses milhares também têm, seguramente, direito à sua opinião.
Neste blog sempre demos aos leitores o direito ao contraditório. O mesmo não aconteceu com um comentário nosso que foi apagado noutro blog, curiosamente (ou talvez não...) por uma professora. Falar-se em direito ao contraditório quando não se dá esse direito a terceiros e se ataca o carácter daqueles que o exercem é, no mínimo, uma piada. Tal como é uma piada questionar-se o direito à opinião num blog sobre este ou outro assunto qualquer. Parece que o único direito dos 9.850.000 portugueses que não são professores é limitar-se a ouvir as queixas e não abrir a boca...
Ninguém aqui falou em educação, embora se pudesse questionar que qualidade de educador terá um professor que, nas aulas de TIC, mostra filmes pirateados antes de estes saírem para o mercado... Que excelente exemplo para os seus alunos!
Também ninguém defendeu o Emídio Rangel ou o Miguel Sousa Tavares, que certamente se sabem defender a si próprios se precisarem. Tanto quanto sabemos, o que temos em comum com o Emídio Rangel é o facto de sermos benfiquistas. Com o MST talvez tenhamos ainda menos. Sabemos que é um portista ferrenho e empedernido e um fumador inveterado. Mas, se entendêssemos defendê-los ou corroborar as suas opiniões, esse seria um direito que nos assiste. O direito à greve é tão legítimo em democracia como o direito à liberdade de opinião, nomeadamente dos que são afectados pelas greves por tempo indeterminado (sejam elas de professores, camionistas, enfermeiros, motoristas da CP, da Carris ou do Metro, ou funcionários de recolha do lixo), ou como o direito de concordar com outras opiniões discordantes, sem que isso se traduza automaticamente numa classificação de mau carácter. E menos se pode contestar o direito de opinião quando há um país inteiro que é constantemente bombardeado, na Internet e nos meios de comunicação social, com a luta duma classe.
Ninguém aqui defendeu o Miguel Sousa Tavares, mas vou eu agora fazê-lo. Nem sempre acho que ele tenha razão e sei que ele é um bocado convencido naquilo que diz. Mas também sei que sempre tem manifestado a sua opinião sem estar dependente ou ao serviço de lóbis ou interesses obscuros e tem dado a cara em defesa de causas que ele considera justas, nomeadamente em prol da cidade de Lisboa, ele que é portista e portuense de nascimento. Foi dos primeiros a falar contra o projecto megalómano de arranha-céus na “Manhattan de Alcântara”, contra as arbitrariedades e ânsia edificadora da Administração do Porto de Lisboa, contra o fecho do Terreiro do Paço aos domingos, contra as paredes à beira-Tejo com o hotel para paquetes em Santa Apolónia e o terminal de contentores de Alcântara (ao contrário do vereador José Sá Fernandes, que oportunistamente se colou ao poder), o que aliás lhe valeu ser ameaçado fisicamente por trabalhadores da zona (pois é, foi mexer com interesses instalados), contra o embuste que parecia ser o aeroporto da Ota, contra o desastre financeiro que parece vir a ser o TGV, contra a utilização completamente desvirtuada da barragem do Alqueva (que em vez do regadio vai servir para regar campos de golfe e hotéis de charme, como ele previu muito tempo antes da construção), contra os atentados urbanísticos que se preparam às zonas de paisagem protegida na ria de Alvor e na costa vicentina através de mais projectos de construção desenfreada. Que eu saiba, nenhum benefício pessoal lhe advém destas lutas que ele faz com a voz e a escrita. E é este o mesmo homem que agora é alvo, ele sim, de uma campanha, porque nos espaços de opinião ousou afrontar os professores.
Quando se ataca em termos de carácter quem opina em sentido contrário; quando se lançam campanhas na Internet contra a compra de livros do Miguel Sousa Tavares por causa duma frase que ele nega ter dito (e a técnica de usar frases retiradas do contexto para se fazer um aproveitamento oportunista a nosso favor é por demais conhecida), porque é fanfarrão, faz caçadas no Alentejo e raides todo-o-terreno; quando se mistura uma opinião de carácter político-social com o que os seus autores fazem na sua vida privada; quando se quer catalogar como pessoa mal formada quem possa concordar com a opinião de alguém que não nos agrada, perdeu-se a noção da realidade porque se ultrapassou a fronteira da discussão racional e se entrou numa espécie de delírio persecutório. Assanhamento, se existe, é de quem vê, ao contrário do que cantava o Zeca Afonso, em cada esquina um inimigo. Já não é discussão nem opinião, é doença colectiva.
E depois, passados dois anos o que temos é mais do mesmo. E mais do mesmo a certa altura cansa. Já ouvi um professor dizer que já não tem paciência, ele próprio, para ouvir as conversas de professores. Quando se entra no exagero o protesto começa a não ter impacto, antes começa a fartar, principalmente quando todos os dias as manchetes e as notícias de abertura dos telejornais são sobre mais empresas que vão fechar, lançando centenas ou milhares para o desemprego, criando às vezes situações dramáticas em famílias onde o marido e a mulher são despedidos ao mesmo tempo. Perante este tipo de problemas realmente graves, as lutas contra o controlo de assiduidade nos hospitais, a idade da reforma na função pública, as progressões nas carreiras, a redução das férias judiciais, o estatuto da carreira docente, os professores titulares ou a avaliação parecem-se mais com birras de crianças mimadas a quem tiraram o brinquedo... Estas e outras classes profissionais deviam, antes de mais, preocupar-se em cumprir bem a função para que são pagos com o dinheiro de todos os contribuintes antes de virem para a praça pública queixar-se de perseguição. E lembrar-se que há quem não tenha trabalho, quem tenha salários em atraso, quem trabalhe a recibo verde ou sem contrato anos a fio, que recebe quando calha, sem férias pagas nem sindicatos a defendê-los e a convocar greves todos os meses. Era bom que deixassem de olhar só para o seu umbigo, abrissem os olhos para o país que os rodeia e percebessem que há muita gente à sua volta com problemas muito maiores.
Kroniketas, sempre kontra as tretas e farto dos Calimeros
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Etiquetas: Burocracia, Ensino, Função publica, Governo, Justiça, MST, Policia

Sinceramente não percebo. A maioria são pessoas inteligentes, cordatas e realmente interessadas no objectivo primordial da sua profissão – ensinar. É certo que desde o 25 de Abril, e passados todos estes anos e ministros, nunca nenhum foi propriamente acarinhado – ora foram os alunos, ora foram os professores, mas ser ministro da educação nunca foi função sossegada ou duradoura. Ao que parece nunca agradaram a gregos ou a troianos, nem sequer a palhaços ou sindicalistas. E alguns eram mesmo maus…
Os professores são essenciais. Ao longo da minha vida tive muitos professores e alguns deles foram essenciais para aquilo que sou hoje. Ainda hoje tento fazer o que o meu professor de desenho do 1º ano do ciclo preparatório nos pediu: que não nos tornássemos em adultos cinzentos, daqueles que se esqueceram que foram crianças e que perderam a imaginação e a capacidade de se maravilharem com as coisas à sua volta. Por alguma razão este pedido nunca me saiu da mente.Nem a minha professora de Física e de Química do Secundário, a professora Edmeia, responsável por aulas em que ninguém se sentia burro ou excluído. Recordarei sempre as aulas de PROEM dadas pelo Prof. Dr. Abreu Faro, que foi a única pessoa que me conseguiu fazer compreender realmente o que traduziam as equações de Schroedinger. É extraordinário como certos professores conseguem tornar o mais complexo em algo simples e entendível! As pessoas contam. Os professores contam para muitas jovens pessoas. Portanto que ninguém diga que sou inimigo dos professores – a demagogia costuma voltar-se contra os demagogos.
Se não apanhei maus professores? Claro que apanhei! Digamos que os extraordinários devem ter sido uns 10%, os normais uns 70% e os maus uns 20% (não, não são quotas). Acreditem que alguns eram mesmo maus…
Na semana passada teve lugar mais uma greve de professores contra o modelo de avaliação proposto pelo Ministério da Educação. Sinceramente não conheço os pormenores do mesmo, e até admito, por algumas explicações que tenho ouvido, que tenham alguma razão no seu descontentamento. O que já não se compreende (e como eu muito mais gente) é que os sindicatos, e a classe no geral, rejeitem liminarmente toda e qualquer proposta do ministério. Pode haver recuos e cedências, que lá virá sempre Mário Nogueira dizer “não chega”. O que chega já toda a gente percebeu: os professores não querem “esta” avaliação. O que a opinião pública não sabe é se querem alguma, porque até agora não se conhece o que pretendem.
Pelo caminho entretanto percorrido foram coleccionando antipatias. Vários comentadores na comunicação social têm criticado veementemente as posições adoptadas, o que lhes valeu desde logo serem catalogados como “inimigos da classe”, com Miguel Sousa Tavares e Emídio Rangel à cabeça. Pode-se concordar ou não com alguns termos usados por este último, mas a resposta que circulou pela internet era em forma de insulto de ordem pessoal, usando parte de uma frase retirada do contexto para gritar “chamou-nos hooligans”! O mesmo se passa com Miguel Sousa Tavares, que tem sido sistematicamente acusado de ter chamado aos professores “os inúteis mais bem pagos deste país”, afirmação que ele já desmentiu ter feito. Tem feito, isso sim, diversas críticas fundadas: “Um professor que não é capaz de substituir um colega durante uma aula, a quem não ocorre nada de útil para ocupar os alunos nesse tempo, é definitivamente incompetente e não está na escola a fazer nada” (“Expresso”, 6-1-2007), “Eu se fosse Ministro da Educação remunerava os professores pela assiduidade” (“Jornal Nacional”, TVI, 6-6-2006), que curiosamente não vi rebatidas, mas a que continua a ser usada como arma de arremesso é a que ele afirma não ter feito... Também criticou uma suposta proposta de que os professores fizessem auto-avaliação em termos mais ou menos no género de “olha se a moda pega e os alunos também se lembrassem de se querer auto-avaliar?”
Claro que a reboque vieram os ataques pessoais a estes “inimigos da classe”, um porque batia na mulher ou usou um berbequim para entrar na TSF, outro porque faz caçadas no Alentejo ou raides todo-o-terreno, como se isso tivesse alguma coisa a ver com as críticas que fizeram. Não precisam de ser anjos ou santos para poderem criticar ou ter razão.
O que os professores parecem ainda não ter percebido é que, independentemente de estarem todos unidos contra a ministra e convencidos de que isso lhes dá a razão, ainda não convenceram uma boa parte da população. Talvez fosse altura de abrirem os olhos para o país real e para a imagem que passam para a opinião pública. Por exemplo, saber o que acham os pais dos filhos que ficam pendurados na escola cada vez que há uma greve. Talvez aqueles que tão pressurosamente enviam emails a bater no MST e no Emídio Rangel devessem gastar algum tempo a ler os comentários dos leitores na Internet. Por exemplo, no Portugal Diário.
Esta cristalização de posições está a criar uma classe cada vez mais fechada sobre si, cada vez mais hermética e intolerante a opiniões divergentes, que faz de cada voz discordante um ataque à “classe”. O princípio do “quem não é por nós é contra nós” já era usado por Salazar.
Parece que há aqui alguns princípios da democracia que precisam de ser reaprendidos, porque não se pode pedir direito de greve e de manifestação contra “a vaca que está no ministério” para nós e o degredo e a expiação para os comentadores que escrevem na comunicação social apenas porque não nos dão razão.
Agora não nos digam que por ter a minha opinião passo a ser um inimigo da classe, um verme que é necessário esmagar para que os amanhãs possam cantar! Como já disse, uma parte muito importante do que sou hoje devo-o a alguns dos professores que me ensinaram. Mas não se meta tudo no mesmo saco, por favor. Hão-de existir sempre bons e maus professores, bons e maus engenheiros, bons e maus bloguistas. Não se queira é deixar tudo na mesma, para que não haja avaliação, para que não haja responsabilização, para que os bons, os maus e os medíocres continuem todos a ser tratados por igual!
É que este país me parece cada vez mais um círculo em vez de um rectângulo: voltamos sempre ao mesmo e não tem ponta por onde se lhe pegue…
tuguinho, antigo aluno
P.S. – se pretenderem lançar ovos, agradecia que o fizessem directamente na frigideira – adoro omeletes!
P.S. 2 – já há dois anos tínhamos abordado este tema; podem ler esse post aqui.
Têm andado muito na moda as listas de empresas que são as melhores ou para trabalhar no geral, ou para as mulheres, ou para os funcionários com cara de atrasados e que se chamam Arnaldo, etc., etc.
Proponho que na presente conjuntura se inove e se promovam as listas das empresas que melhor sabem despedir!
Que diabo, devemos reconhecer o saber fazer em todas as áreas, e esta parece ser a que vai estar mais activa nos próximos tempos...
blogoberto, com o cinismo pedido emprestado ao tuguinho
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Krónikas Tugas
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Etiquetas: Blogoberto, Empresários, Humor
Quem viu a transmissão do jogo Braga-Porto ontem à noite assistiu a um momento patético. Os comentadores Paulo Catarro e António Tadeia não foram capazes de dizer claramente que o jogador Hulk estava em posição de fora-de-jogo na jogada do 1º golo do FC Porto. António Tadeia, que é suposto ser jornalista e até escreve nos jornais e que vai à televisão comentar um jogo, recebendo certamente um pagamento pelos serviços prestados pago com o dinheiro dos contribuintes, não conhece a lei do fora-de-jogo e após uma, duas, três, quatro repetições, não percebeu que há fora-de-jogo porque Hulk está adiantado em relação ao penúltimo defesa do Braga e em relação à linha da bola no momento em que Fucile cruza a bola. Do alto da sua suposta “sapiência” de comentador especializado, António Tadeia resolveu inventar um novo pressuposto para a lei do fora-de-jogo, que é a trajectória da bola. Não importa se Hulk está adiantado no momento do passe, não, para António Tadeia o que agora importa saber é se a bola foi passada para a frente ou para trás.
Para quem anda há tantos anos nisto, é inconcebível tamanha ignorância. Se não sabe as regras, estude-as antes de ir para a televisão dizer asneiras, ou então mude de profissão. E se não sabia, fique a saber: o fora-de-jogo conta no momento em que a bola é passada, independentemente de o jogador que a recebe recuar ou não. Lembram-se do golo do David Luís? Estava adiantado no momento do passe e também recuou. Mas se calhar na lei-Tadeia (a grande inovação do século XXI nas leis do jogo) se calhar o David Luís estava fora-de-jogo... porque a bola foi passada para a frente. Ridículo! Onde é que foram inventar essa? E Paulo Catarro, estava lá a fazer o quê? De verbo de encher? Também não conhece a regra ou não foi capaz de contrariar o comentador convidado?
VERGONHA, SENHORES JORNALISTAS DA RTP!
Kroniketas, sempre kontra as tretas
PS: É claro que com um golo irregular sofrido e dois penalties por marcar a favor, o treinador do Braga já não vem dizer que foi o maior roubo dos últimos 20 anos e o presidente do Braga já não vai apresentar queixa-crime contra o árbitro. O respeitinho pelo Papa é muito bonito...
Não sou religioso mas diverti-me à brava com as afirmações do Cardeal Patriarca acerca dos casamentos das “jovens portuguesas” com muçulmanos. Num país onde cada vez mais parece que se tem de ser politicamente correcto, tais afirmações caíram como uma bomba nas comunidades religiosas e nos comentadores que não hesitaram em vincar a sua indignação. Mas a verdade é que ele tem carradas de razão naquilo que diz. Nem sabem o que as esperaria.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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Krónikas Tugas
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O prometido é de vidro...
...por isso é que se quebram tantas promessas.
blogoberto, chico-esperto
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Esta noite a “grande equipa” do Benfica deu mais uma “alegria” aos benfiquistas. Isto mostra bem o declínio dum clube. Antes as nossas derrotas europeias em casa antes eram com o Liverpool, o Manchester, o Ajax, o Bayern, o Roma, a Fiorentina. Agora são com esses colossos como o Dínamo de Bucareste, o Paok, o Shaktar, o Metalist, o Galatasaray, o Villareal, o Getafe. Já não há cão nem gato da 3ª divisão europeia que não nos venha cá ganhar com a maior limpeza. Este ano foram 2 derrotas em casa em 3 jogos, na época passada mais 2 derrotas em casa.
Agora querem fazer um empréstimo obrigacionista, mas antes diziam que a não ida à Champions não era problema para as finanças e até deram prémios de resultados aos administradores. É brilhante, não é? E depois a culpa é da Lusa porque deu a notícia nesses termos: que deram prémios aos administradores apesar do 4º lugar. Este Benfica não tem remédio com este tipo de política.
Agora a única coisa que nos pode salvar a época é ganhar os 5 jogos antes da ida ao dragão, para chegar lá à frente deles e, eventualmente, aproveitar alguma escorregadela para aumentar o avanço, senão chegamos lá e levamos uma ripada e adeus campeonato.
Kroniketas, benfiquista cansado de tretas

Foi há 5 anos que nos lançámos nesta aventura de escrever num blog. Como em todos os novos amores, começámos cheios de força e entusiasmo, e os textos proliferavam a um ritmo frenético. Por vezes publicávamos vários posts por dia, e o dia-a-dia deste rectângulo tuga, principalmente nas suas vertentes mais… tugas, era alvo frequente de crítica.
O frenesim e a inspiração eram tantos que, para além dos dois escribas que começaram, outros se foram juntando ao leque à medida que começavam a surgir temas com alguma especificidade que passaram a ser objecto de tratamento por escribas... especializados!
O leque de assuntos foi sendo alargado até chegar à vertente gastronómica e vínica. Começámos a escrever algumas sugestões sobre vinhos, a falar sobre aqueles que íamos bebendo e gostando e a certa altura surgiu a ideia (quiçá peregrina, quiçá oportuna) de abrir uma nova secção no blog que se dedicasse especificamente a essa vertente, pois já começavam a aparecer posts em número suficiente para serem publicados autonomamente.
E foi assim que no dia do segundo aniversário das Krónikas Tugas abrimos um blog temático chamado Krónikas Vinícolas. Inicialmente com pouco destaque, quando começou a ser visitado por outros bloguistas dedicados ao mesmo tema (e depois de ter sido referenciado na Revista de Vinhos de Junho de 2006) e quando começámos a interagir com esses mesmos blogs, as visitas dispararam a tal ponto que a certa altura as KV passaram a ter o dobro da audiência diária das KT, não tardando que o blog-filho ultrapassasse o blog-pai em número total de visitas.
Como resultado desta maior atenção dada às Krónikas Vinícolas, as Krónikas Tugas foram ficando um pouco à parte e enquanto aquele crescia este definhava. Os posts foram rareando a partir de certa altura e quando o tuguinho resolveu virar a sua atenção para outras actividades mais artísticas fiquei praticamente sozinho com os dois blogs a meu exclusivo cargo. Se manter um com regularidade já é difícil, manter dois ainda é pior. Neste momento faço o que posso por manter este blog vivo mas só conto comigo: os últimos posts do tuguinho em ambos os blogs datam de Maio deste ano! (Olá! Eu sou o tuguinho! Apesar de tudo ainda ando por aqui.)
No dia do 5º aniversário, a continuidade das Krónikas Tugas é uma incógnita. Já pensei em fechar (fecharmos!) para balanço. Um blog não se pode manter vivo apenas com um post por mês. A verdade é que tudo tem a sua época e a inspiração e o entusiasmo para escrever já não são as mesmas. Quando a escrita deixa de ser um prazer e passa a ser uma obrigação, então é porque o projecto chegou ao fim.
Não quero decretar (ainda) (decretarmos!) o fim das Krónikas Tugas, mas não garanto a sua continuidade por tempo indefinido, nem sei em que moldes. Cinco anos já fazem uma boa história e durante este tempo vimos aparecer e desaparecer outros blogs que não se aguentaram, tivemos algumas polémicas e alguns desafios interessantes que ajudaram a dinamizar este blog. Chegámos a ter 51 posts num mês e 350 num ano; neste momento vamos em 67 em 2008, e só em Janeiro e Março tivemos mais de 10 posts. Em consequência, no último ano a curva de visitas tem sido sempre em descida. Em contrapartida, as Krónikas Vinícolas estão bem e recomendam-se, atingindo novos máximos de visitas com alguma frequência: o mês de Novembro de 2008 teve o máximo do último ano.
Como disse o outro (ou quase), vou (vamos!) estar por aqui e vou (vamos!) andar por aí... até ver.
Kroniketas, ainda e sempre kontra as tretas (e tuguinho, escondidito mas vivinho!)
Costuma-se dizer que em futebol as verdades duram uma semana, ou o tempo que medeia entre um jogo e o jogo seguinte.
Em semana e meia, o Benfica passou de uma derrota por 5-1 em Atenas a uma vitória por 6-0 no Funchal. A dúvida que me fica é sempre a mesma: porque é que eles não jogam sempre assim? A resposta entronca no post abaixo: por falta de cultura de exigência. Tanto podem fazer uma grande exibição como logo a seguir andar a arrastar-se pelo campo.
Agora que, ao fim de 3 anos, voltámos ao primeiro lugar do campeonato, mantém-se a dúvida sobre o que irão eles fazer no próximo jogo. Como benfiquista, “só” peço que se mantenham assim durante mais 19 jogos…
Kroniketas, sempre kontra as tretas
(A propósito da avaliação dos professores): “E pergunto eu: quando é que há avaliação para os políticos? Porque as eleições são uma avaliação viciada à partida – só nos dão a escolher entre «maus» e «piores»!...”
(José Pedro Gomes, actor, jornal “Sexta”, 21-11-2008)
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Krónikas Tugas
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20:53
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Etiquetas: Citações, Jose Pedro Gomes
tuguinho, cínico encartado
Kroniketas, sempre kontra as tretas
blogoberto, chico-esperto
Valter Rego, observador desassombrado
Mónica Galho, cronista da soçáite
Mateus Bichoso, repórter horroroso
Eládio Cardíaco, bd-maníaco
Ângelo Prepúcio, detective lúcido
Rogério Profundo, cidadão do mundo
Gabriel Alves dos Santos, tanto comenta livres como cantos
Demérito Matos, sábio com eles
Idálio Saroto, provedor do blog