http://peroladecultura.blogspot.com/2009/04/sei-que-estas-em-festa-pa.html
sábado, 25 de abril de 2009
ORA JÁ CÁ CANTAM TRINTA E CINCO!
Chegados a este ponto, trinta e cinco longos anos depois dessa data, que tipo de balanço se poderá fazer? Confrontando na balança o que se conseguiu e o que falhou, onde nos encontramos afinal?
Nesta época de crise é difícil ver nuvens azuis acima de nós, e olhando para tudo o que tem acontecido nos bancos, na política, no desporto (falo do futebol, como é óbvio) e em outras áreas da sociedade, é muito fácil dizer que falhámos rotundamente.
Num tempo em que ser famoso sem mérito é profissão, em que a aparência ultrapassa a competência, em que um caso nítido de tentativa de corrupção mereceu uma multa de 5000 euros (e presumo que uma palmadinha nas costas e um “vá lá e não torne a fazer isto, ouviu?”), em que andar nas estradas é tão seguro como conduzir uma diligência no velho oeste (com a desvantagem de que no velho oeste o objectivo não era levar a diligência), em que toda a gente sabe o que se passa no futebol mas ninguém está disposto a alterar o status quo, é difícil dizer que chegámos a algo positivo.
Quando os deputados da nação são essencialmente uns saca-benesses que assinam de cruz atrás do chefe e da sua agenda, quando o primeiro-ministro acha normal ficar engenheiro quase por correspondência, quando se olha para a oposição (a que tem possibilidade de alcançar a governação) e não se vêem diferenças, quando a pobreza aumenta em vez de diminuir, realmente é de começar a ficar desesperado.
Claro que se olharmos para outras coisas, o balanço é bem mais positivo: com todos os defeitos que este regime possa ter, somos um país em que podemos ter a opinião que desejarmos (embora o Sócrates não goste muito disso), em que ninguém está acima da lei (em teoria, porque sem dinheiro estamos destinados a ser bonecos de teste de advogados oficiosos), em que podemos eleger quem quisermos para nos governar (embora a qualidade dos políticos deixe muito a desejar).
Se calhar a culpa das falhas é nossa, porque protestamos pouco, porque limitamos a nossa intervenção ao acto de votar, porque a presente noção de comunidade se fica pelas reuniões de condomínio, porque cada qual zela por si e se está a lixar para os outros.
Mas tudo isto nunca apagará a emoção daquele dia e a alegria de poder crescer livre, e de não ter sido preciso nenhum banho de sangue para o conseguir. Foi numa 5ª feira nublada e até parecia um dia triste. Não foi.
Mesmo assim, valeu a pena? Claro que valeu! Mas pode ser que esteja só a ser romântico. Acham que será preciso fazer uma nova revolução?
publicado por
Krónikas Tugas
@
00:21
|
Etiquetas: 25 de Abril, Governo, Socrates
domingo, 5 de abril de 2009
A classe nojenta
Excertos dum diálogo entre os autores deste blog:
- “Esta história do provedor de justiça e do Domingos Névoa é um nojo.”
- “Completo”.
- “O PS e o PSD não são partidos, são clientelas.”
- “Acho que devia ir para lá para ficar rico.”
- “Também já pensei nisso, mas acho que nos faltam as características necessárias.”
- “O quê, ser suficientemente corrupto, hipócrita e destituído de princípios?”
- “Exacto.”
- “Ora, isso aprende-se com o tempo.”
- “Podias ter dito isso duma forma mais curta.”
- “Ou seja...”
- “Armando Vara.”
- “Ah pois...”
- “Dias Loureiro... Entre outros.”
E assim sucessivamente...
tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos a pensar aderir à classe nojenta, perdão, classe política... ou então não...
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Tribunal dá razão “há” PT
Porra, já ninguém escreve de forma decente nesta merda de país? Porque é que não voltam para os bancos da escola? Pois, não adiantava, se eles já saíram dos bancos da escola assim...
Kroniketas, sempre kontra as tretas
quinta-feira, 26 de março de 2009
Taça amarga
Como benfiquista não me revejo nas declarações de João Gabriel, director de comunicação do Benfica, no comunicado de 2ª feira à noite a propósito dos protestos do Sporting. Sempre ouvi dizer que não se deve cuspir para o ar, porque nos pode cair em cima. Agora que ganhámos uma taça em que a verdade desportiva foi desvirtuada, o presidente do meu clube que não se cala com a “verdade desportiva” podia ter aproveitado para vir defender a verdade desportiva e dizer que não tem orgulho de ter ganho assim, mas ao invés vieram exibir a taça e dizer que têm orgulho nela. Lamentável.
Gosto de vitórias merecidas e, sobretudo, limpas. Esta não foi nem uma coisa nem outra. Fica um travo amargo e não, não tenho nenhum orgulho neste troféu.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
terça-feira, 10 de março de 2009
O Magalhanês
O mais engraçado é o ponto 4 do esclarecimento: diz que o tradutor, afinal, não tem a 4ª classe mas uma licenciatura em Filosofia e outra em Informática. Só não diz como é que ele foi capaz de fazer um trabalho desta índole! Até pode ser muito bom em computadores e a filosofar, mas de português não percebe patavina. Aliás, custa mesmo a crer como é que um licenciado em Filosofia conhece tão mal a língua portuguesa, ao nível de uma 4ª classe mal acabada. E se actualmente trabalha em tecnologias de informação, escrevendo desta forma só pode sair burrada em tudo aquilo que fizer! E não prestigia em nada os conhecimentos de português dos profissionais desta área, que já têm a má fama de assassinar o português.
Em resumo: por muitas justificações que dêem, o que se passou é verdadeiramente inqualificável e vergonhoso. Não há desculpa!
Kroniketas, sempre kontra as tretas
segunda-feira, 9 de março de 2009
Burricadas
Ao que parece fruto da livre iniciativa anarco-gregária tão do agrado da comunidade do chamado software livre**, as instruções de algum do software didáctico presente na versão Linux do computador Magalhães estão pejadas de erros de português dos mais básicos aos mais chocantes.
Dos “vês” substituindo “vez” aos “encontras-te” em vez de “encontraste”, das traduções arrevesadas aos erros mais canhestros de sintaxe, essas instruções são muito esclarecedoras de como se pode assassinar o português com requintes de crueldade (embora involuntária).
Este facto nada teria a ver com “guerras” entre software (no melhor pano cai a nódoa) se não fosse a desculpa esfarrapada alvitrada por Paulo Trezentos da Caixa Mágica*** (distribuição portuguesa de Linux): que na Microsoft são 10 mil**** e que eles na Caixa Mágica são só 10! Além de não saber onde foi parar a sempre tão propalada comunidade que resolve todos os problemas do software livre** em menos de um nada e da comparação esconsa que mais parece uma desculpa de menino em recreio de escola primária, o branqueamento da bronca pelo lado da dificuldade cai pela raiz quando confrontado com os factos: então não é que foi uma criatura a que geralmente chamamos deputado que descobriu a algaraviada num piscar de olhos? Aliás, tais são os erros que bastava alguém, como fez o deputado, ter acedido às instruções do software em causa para verificar que as nódoas eram mais que o pano! E não, não é por o tradutor ter apenas a 4ª classe que o problema se verificou – aconteceu porque essa pessoa não conhece a língua portuguesa com um mínimo de proficiência e capacidade de escrutínio e pela incompetência de todos por quem o software passou e não detectaram o problema, incluindo os tais 10 elementos da Caixa Mágica.
Concluindo, este é mais um episódio de tuguice endémica – de quem fez o software, de quem o devia ter verificado, de quem é responsável por ele (alô, é do Ministério da Educação?) e de quem o usa como muleta (um certo senhor Sócrates, engenheiro tipo Mikau e primeiro-ministro por nossa culpa*****). Vá lá, sejam maus tugas e façam os trabalhos de casa.
Obrigado
tuguinho, cínicus magallanensis******
* - ou boa…
** - não se sabe muito bem de quê
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
A origem do problema…

A apreensão pela PSP de Braga de um livro denominado “Pornocracia”, que afixava na capa uma reprodução do quadro “A origem do mundo”, do francês Gustave Courbet (ver acima), causou grande agitação mas, simultaneamente, foi muito mal explicada. Que alguém fez queixa porque achou que não sei quê, disseram. Que foi por causa das criancinhas, afirmou-se noutro canal. Ora, nenhum tuga normal faz queixa por ver um livro com uma mulher nua na capa – é mais provável que obtenha vários exemplares, um para si e alguns para os amigalhaços. Quanto às criancinhas, meus amigos, aquela história da cegonha deixou de pegar desde que a Internet se vulgarizou. Portanto, concluí, a explicação tinha de ser outra! Não me decidindo a escolher nenhuma daquelas em que cogitei, aqui vão elas (as explicações) sem nenhuma ordem em especial:
- Explicação 1: os agentes Serafim e Gervásio toparam o livro e ficaram admirados por a Celestina, profissional conceituada da cidade dos arcebispos e fornecedora assídua de serviços lá pela esquadra, aparecer assim na capa; com receio de que aquilo viesse a dar bronca, trataram de fazer desaparecer o livro.
- Explicação 2: um tuga anormal (ver acima) fez mesmo queixa à polícia; quando confrontados com o facto de ser uma obra de arte do Courbet logo ripostaram: “até podia ser do Gargaleiro ou da dona Amália! É porno vai dentro, quero lá saber se é do curbê!”; veio depois a saber-se que a magistrada que tinha tratado do caso tinha vindo transferida dos lados de Torres Vedras…
- Explicação 3: o livro foi apreendido por constituir uma óbvia provocação ao primeiro-ministro, uma autêntica campanha negra! (se bem que esta até fosse arruivada…)
- Explicação 4: os agentes ouviram um professor dizer bem do livro e foram apreendê-lo; quando depararam com a capa viram que estavam certos e que aquilo era uma óbvia sátira à ministra da educação.
- Explicação 5: uma invejosa (e malfeitona) viu a capa e sentiu-se insultada; apesar de conseguir o que queria (a apreensão) saiu-se mal quando se insinuou junto do agente Gervásio e acabou na choça depois de levar umas bordoadas (sem sentido literal) “para aprender a ter juízo naqueles cornos” (SIC).
- Explicação 6: todas as anteriores.
Valter Rego, observador desassombrado
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
O país dos coitadinhos (II)

Calimero:
“It’s an injustice, it is!”
John Fitzgerald Kennedy:
“Don't ask what your country can do for you, but what you can do for your country.”
Lei de Murphy:
“Se algo pode correr mal, correrá mal.”
Lei da Política de Wilson:
“Se quiser fazer inimigos, tente alterar alguma coisa.”
A lei supracitada aplica-se na perfeição ao estado actual do nosso país. Em três décadas de democracia, pela primeira vez alguém teve o arrojo (não sei se lhe deveria chamar coragem ou loucura) de tentar mexer com interesses corporativos e direitos adquiridos cujos beneficiários os tinham como garantidos “ad aeternum”.
Ao tentar acabar com o imobilismo e a irresponsabilidade reinante em muitos sectores, o resultado destas tentativas (umas mais ou menos justificadas, outras nem tanto, mas quase todas mal sucedidas e todas, sem excepção, mal aceites pelos visados) foi um acirrar de ânimos e uma onda crescente de contestação e protestos. Mas será que com razão?
Como cidadão utilizador de serviços públicos, a avaliação que faço dos mesmos é a sua eficiência, e esta é dada pelos funcionários que lá estão a dar a cara e a resolver os problemas aos utentes. Só que às vezes eles não estão lá para resolver coisa nenhuma: estão lá para complicar ou para arranjar ainda mais problemas. No último número do Expresso, Clara Ferreira Alves relata a inenarrável odisseia de tentar obter um cartão de cidadão e resume tudo numa frase: “...excepto quando temos de tratar de um documento oficial e recorrer a essa espessa teia de burocracia e incompetência, desleixo e má-criação que se chama Administração Pública”.
Quando peço uma declaração à Segurança Social na Loja do Cidadão e me dizem que a enviam para casa no prazo de um mês e, passados 2 meses, nem declaração nem notícias, em vez de ir lá outra vez (uma vez que me disseram que não precisava de ir lá buscá-la) telefono. Do outro lado aparece-me uma daquelas funcionárias tipo-robot que me responde com voz seca e repetidamente “não damos informações por telefone” e nem me deixa explicar que pretendo saber porque é que o raio da declaração não foi enviada. Depois de me irritar com a dita funcionária acabo a voltar à Loja do Cidadão onde a eficiência do sistema me manda para um edifício recôndito algures no Areeiro para obter a malfadada declaração que supostamente me deveria ter sido enviada para casa dois meses antes.
Quando vou ao centro de saúde a uma urgência médica com o meu filho ao fim da tarde e mais de uma hora antes do fecho das consultas a médica de serviço olha para a sala e desaparece durante 45 minutos, vou ao guichet e pergunto o que se passa. Dizem-me que “a sotôra foi comer porque está grávida”. Portanto a “sotôra”, que iria sair de serviço daí a uma hora e, como a gravidez não é uma doença, podia ir tranquilamente jantar em casa, em vez de comer uma sanduíche rápida e despachar o serviço para o qual é paga com o dinheiro do Estado, devido à gravidez deixa os seus doentes à espera durante 45 minutos e ninguém lhe pede responsabilidades.
Quando vou a um hospital fazer radiografias para depois levar a uma consulta, pago ambas no mesmo guichet e dias depois me aparece em casa a conta para pagar a radiografia que eu já paguei, fica clara a eficiência dos serviços administrativos.
Quando vejo dois polícias de trânsito, às 9 da manhã no centro de Lisboa, durante mais de um quarto de hora de volta de um carro que está com duas rodas em cima duma passadeira, enquanto a 50 metros dali um cruzamento está completamente entupido com carros parados em cima da zebra e eles nem para lá olham; quando os cruzamentos na Avenida da República ficam bloqueados ao fim da tarde, impedindo a passagem ao trânsito das transversais e obrigando os carros a autênticas gincanas para conseguir atravessar quando o semáforo já fechou e nem um polícia aparece ali a pôr ordem naquilo; quando vejo uma carrinha da polícia de Portimão abancar à sombra, em transgressão em frente à entrada de uma garagem na Praia da Rocha para multar os incautos turistas que estacionaram os carros com duas rodas no passeio porque não têm outro sítio onde deixá-los para poder ir dar uns mergulhos na praia; fico ciente da inutilidade da polícia de trânsito cujo único objectivo de existência parece ser a caça à multa. Inúteis e parasitas.
Quando vejo um juiz decretar que a ponte de Entre-os-Rios caiu devido a causas naturais, como se fosse natural uma ponte cair, e quando vejo milhares de processos prescreverem por incúria, incapacidade ou incompetência, sei lá eu, dos senhores juízes e ninguém lhes pede responsabilidades pelas asneiras que cometem, fica claro que, para além de aplicarem (mal) a lei e sobretudo porem os criminosos cá fora, eles próprios estão acima da lei, na sua torre de marfim, e sentem-se intocáveis.
Quando sou multado pelas Finanças em mais de 200 euros por causa de um engano em 20 euros, ainda por cima com um auto levantado por um muito zeloso funcionário já depois de eu ter regularizado a situação, e ainda me ameaçam com uma penhora da casa; e quando depois de pagar a multa peço uma certidão de ausência de dívidas e me dizem que não ma podem passar porque ao pagar a multa o sistema se esqueceu de incluir o imposto de selo (!!!) dá-me vontade de lhes chamar gatunos e mandá-los todos à merda!
Estes são apenas alguns exemplos entre muitos que poderia citar acerca da função pública. “Pronto, aqui está mais um a atacar a função pública”, já deve estar alguém a dizer. Convém desde já esclarecer que sou casado com uma funcionária pública, que me conta casos de pessoas que não fazem nada durante todo o dia, anos a fio, que ela vai ter de avaliar e aos quais está com medo de dar menos de “bom”, porque pode acabar a responder em tribunal. Disse-me também que, pelo que vê à sua volta, já começa a perceber a razão das quotas na atribuição das classificações. Nada como saber das coisas contadas por quem as vive por dentro...
Tenho oportunidade de contactar frequentemente com técnicos superiores da função pública e francamente já me cansa a interminável ladainha dos coitadinhos dos funcionários públicos que estão a ser vítimas duma campanha do governo. Os médicos também se acham vítimas duma campanha do governo porque este quer que cumpram horários nos hospitais e tenham cartão de ponto, mas quando deixam os doentes horas intermináveis à espera das consultas ou deixam morrer doentes por incúria já não há problema, porque nunca lhes acontece nada. E depois o bastonário ainda tem o desplante de vir para a rádio dizer que há uma campanha contra os médicos! Os juízes acham-se vítimas duma campanha do governo porque este quer reduzir as férias judiciais, mas quando deixam prescrever dezenas de processos já não há problema, porque também nunca lhes acontece nada. E assim sucessivamente. Um verdadeiro país de Calimeros, este! Os Contemporâneos fizeram alguns sketches que retratam bem este estado do país, com uma frase do Chato: “coitadinho de mim”.
É o país onde ninguém quer ser responsável nem responsabilizado pelo que (não) faz, e se lhe pedem responsabilidades acha-se vítima duma campanha do governo. É o país onde há pessoas de 40 e poucos anos cuja maior ambição e objectivo de vida é reformarem-se e que fazem grave porque daqui a 20 anos vão ter que trabalhar mais 5 do que esperavam (grandes objectivos de vida de quem tem o ordenado garantido todos os meses e não tem falta de comida na mesa); que acham que, qualquer que seja o seu desempenho têm o direito, adquirido por decreto, de subir, subir, subir eternamente até ao topo da carreira sem terem de o justificar.
É o país onde os magníficos empresários que temos acham que as suas empresas só conseguem ser competitivas se pagarem salários de miséria aos funcionários e só conseguem sobreviver se fugirem ao fisco e não pagarem à segurança social, e onde o homem mais rico despede trabalhadores, apesar de ter lucro, só para prevenir uma crise que possa vir aí. É o país onde os agricultores só conseguem trabalhar à custa de subsídios do Estado e onde pedem subsídio de calamidade para as inundações quando chove e subsídio de calamidade para a seca quando não chove, como se a chuva e a seca não fizessem parte do risco do negócio; e onde em vez de cultivarem as terras para delas retirar o seu produto (longe vão os tempos da “terra a quem a trabalha”) preferem ficar a gozar os subsídios para não fazer nada ou vendê-las aos espanhóis para estes virem cá plantar olivais e comprar porcos pretos que levam para Espanha e depois vêm vender como produto seu.
E, “last but not least”, temos a interminável luta dos professores. Dois anos depois do post citado pelo tuguinho, cujo texto causou enorme irritação nas hostes (já se esperava, o contrário é que seria surpreendente) o que temos agora é mais do mesmo. Sabemos agora que as cedências do ministério foram apenas “cedências à força manifestada por uma classe”, “que está disposta a fazer greve por tempo indeterminado, e aí se verá o que dói”. De cedência em cedência até à cedência total, será esse o objectivo? E não será difícil saber o que dói: há-de doer, sobretudo, nos prejuízos causados à aprendizagem dos alunos e aos pais que não sabem se os filhos estão em aulas na escola, se estão na rua, em casa ou num ATL. E esses milhares também têm, seguramente, direito à sua opinião.
Neste blog sempre demos aos leitores o direito ao contraditório. O mesmo não aconteceu com um comentário nosso que foi apagado noutro blog, curiosamente (ou talvez não...) por uma professora. Falar-se em direito ao contraditório quando não se dá esse direito a terceiros e se ataca o carácter daqueles que o exercem é, no mínimo, uma piada. Tal como é uma piada questionar-se o direito à opinião num blog sobre este ou outro assunto qualquer. Parece que o único direito dos 9.850.000 portugueses que não são professores é limitar-se a ouvir as queixas e não abrir a boca...
Ninguém aqui falou em educação, embora se pudesse questionar que qualidade de educador terá um professor que, nas aulas de TIC, mostra filmes pirateados antes de estes saírem para o mercado... Que excelente exemplo para os seus alunos!
Também ninguém defendeu o Emídio Rangel ou o Miguel Sousa Tavares, que certamente se sabem defender a si próprios se precisarem. Tanto quanto sabemos, o que temos em comum com o Emídio Rangel é o facto de sermos benfiquistas. Com o MST talvez tenhamos ainda menos. Sabemos que é um portista ferrenho e empedernido e um fumador inveterado. Mas, se entendêssemos defendê-los ou corroborar as suas opiniões, esse seria um direito que nos assiste. O direito à greve é tão legítimo em democracia como o direito à liberdade de opinião, nomeadamente dos que são afectados pelas greves por tempo indeterminado (sejam elas de professores, camionistas, enfermeiros, motoristas da CP, da Carris ou do Metro, ou funcionários de recolha do lixo), ou como o direito de concordar com outras opiniões discordantes, sem que isso se traduza automaticamente numa classificação de mau carácter. E menos se pode contestar o direito de opinião quando há um país inteiro que é constantemente bombardeado, na Internet e nos meios de comunicação social, com a luta duma classe.
Ninguém aqui defendeu o Miguel Sousa Tavares, mas vou eu agora fazê-lo. Nem sempre acho que ele tenha razão e sei que ele é um bocado convencido naquilo que diz. Mas também sei que sempre tem manifestado a sua opinião sem estar dependente ou ao serviço de lóbis ou interesses obscuros e tem dado a cara em defesa de causas que ele considera justas, nomeadamente em prol da cidade de Lisboa, ele que é portista e portuense de nascimento. Foi dos primeiros a falar contra o projecto megalómano de arranha-céus na “Manhattan de Alcântara”, contra as arbitrariedades e ânsia edificadora da Administração do Porto de Lisboa, contra o fecho do Terreiro do Paço aos domingos, contra as paredes à beira-Tejo com o hotel para paquetes em Santa Apolónia e o terminal de contentores de Alcântara (ao contrário do vereador José Sá Fernandes, que oportunistamente se colou ao poder), o que aliás lhe valeu ser ameaçado fisicamente por trabalhadores da zona (pois é, foi mexer com interesses instalados), contra o embuste que parecia ser o aeroporto da Ota, contra o desastre financeiro que parece vir a ser o TGV, contra a utilização completamente desvirtuada da barragem do Alqueva (que em vez do regadio vai servir para regar campos de golfe e hotéis de charme, como ele previu muito tempo antes da construção), contra os atentados urbanísticos que se preparam às zonas de paisagem protegida na ria de Alvor e na costa vicentina através de mais projectos de construção desenfreada. Que eu saiba, nenhum benefício pessoal lhe advém destas lutas que ele faz com a voz e a escrita. E é este o mesmo homem que agora é alvo, ele sim, de uma campanha, porque nos espaços de opinião ousou afrontar os professores.
Quando se ataca em termos de carácter quem opina em sentido contrário; quando se lançam campanhas na Internet contra a compra de livros do Miguel Sousa Tavares por causa duma frase que ele nega ter dito (e a técnica de usar frases retiradas do contexto para se fazer um aproveitamento oportunista a nosso favor é por demais conhecida), porque é fanfarrão, faz caçadas no Alentejo e raides todo-o-terreno; quando se mistura uma opinião de carácter político-social com o que os seus autores fazem na sua vida privada; quando se quer catalogar como pessoa mal formada quem possa concordar com a opinião de alguém que não nos agrada, perdeu-se a noção da realidade porque se ultrapassou a fronteira da discussão racional e se entrou numa espécie de delírio persecutório. Assanhamento, se existe, é de quem vê, ao contrário do que cantava o Zeca Afonso, em cada esquina um inimigo. Já não é discussão nem opinião, é doença colectiva.
E depois, passados dois anos o que temos é mais do mesmo. E mais do mesmo a certa altura cansa. Já ouvi um professor dizer que já não tem paciência, ele próprio, para ouvir as conversas de professores. Quando se entra no exagero o protesto começa a não ter impacto, antes começa a fartar, principalmente quando todos os dias as manchetes e as notícias de abertura dos telejornais são sobre mais empresas que vão fechar, lançando centenas ou milhares para o desemprego, criando às vezes situações dramáticas em famílias onde o marido e a mulher são despedidos ao mesmo tempo. Perante este tipo de problemas realmente graves, as lutas contra o controlo de assiduidade nos hospitais, a idade da reforma na função pública, as progressões nas carreiras, a redução das férias judiciais, o estatuto da carreira docente, os professores titulares ou a avaliação parecem-se mais com birras de crianças mimadas a quem tiraram o brinquedo... Estas e outras classes profissionais deviam, antes de mais, preocupar-se em cumprir bem a função para que são pagos com o dinheiro de todos os contribuintes antes de virem para a praça pública queixar-se de perseguição. E lembrar-se que há quem não tenha trabalho, quem tenha salários em atraso, quem trabalhe a recibo verde ou sem contrato anos a fio, que recebe quando calha, sem férias pagas nem sindicatos a defendê-los e a convocar greves todos os meses. Era bom que deixassem de olhar só para o seu umbigo, abrissem os olhos para o país que os rodeia e percebessem que há muita gente à sua volta com problemas muito maiores.
Kroniketas, sempre kontra as tretas e farto dos Calimeros
publicado por
Krónikas Tugas
@
01:46
|
Etiquetas: Burocracia, Ensino, Função publica, Governo, Justiça, MST, Policia
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
On the origin of species...

É claro que logo alarves sortidos tresleram o que a teoria afirmava e nos classificaram de descendentes dos macacos - o que só prova que alguns entre nós herdaram a parca inteligência do antepassado comum.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
O país circular
Sinceramente não percebo. A maioria são pessoas inteligentes, cordatas e realmente interessadas no objectivo primordial da sua profissão – ensinar. É certo que desde o 25 de Abril, e passados todos estes anos e ministros, nunca nenhum foi propriamente acarinhado – ora foram os alunos, ora foram os professores, mas ser ministro da educação nunca foi função sossegada ou duradoura. Ao que parece nunca agradaram a gregos ou a troianos, nem sequer a palhaços ou sindicalistas. E alguns eram mesmo maus…
Os professores são essenciais. Ao longo da minha vida tive muitos professores e alguns deles foram essenciais para aquilo que sou hoje. Ainda hoje tento fazer o que o meu professor de desenho do 1º ano do ciclo preparatório nos pediu: que não nos tornássemos em adultos cinzentos, daqueles que se esqueceram que foram crianças e que perderam a imaginação e a capacidade de se maravilharem com as coisas à sua volta. Por alguma razão este pedido nunca me saiu da mente.Nem a minha professora de Física e de Química do Secundário, a professora Edmeia, responsável por aulas em que ninguém se sentia burro ou excluído. Recordarei sempre as aulas de PROEM dadas pelo Prof. Dr. Abreu Faro, que foi a única pessoa que me conseguiu fazer compreender realmente o que traduziam as equações de Schroedinger. É extraordinário como certos professores conseguem tornar o mais complexo em algo simples e entendível! As pessoas contam. Os professores contam para muitas jovens pessoas. Portanto que ninguém diga que sou inimigo dos professores – a demagogia costuma voltar-se contra os demagogos.
Se não apanhei maus professores? Claro que apanhei! Digamos que os extraordinários devem ter sido uns 10%, os normais uns 70% e os maus uns 20% (não, não são quotas). Acreditem que alguns eram mesmo maus…
Na semana passada teve lugar mais uma greve de professores contra o modelo de avaliação proposto pelo Ministério da Educação. Sinceramente não conheço os pormenores do mesmo, e até admito, por algumas explicações que tenho ouvido, que tenham alguma razão no seu descontentamento. O que já não se compreende (e como eu muito mais gente) é que os sindicatos, e a classe no geral, rejeitem liminarmente toda e qualquer proposta do ministério. Pode haver recuos e cedências, que lá virá sempre Mário Nogueira dizer “não chega”. O que chega já toda a gente percebeu: os professores não querem “esta” avaliação. O que a opinião pública não sabe é se querem alguma, porque até agora não se conhece o que pretendem.
Pelo caminho entretanto percorrido foram coleccionando antipatias. Vários comentadores na comunicação social têm criticado veementemente as posições adoptadas, o que lhes valeu desde logo serem catalogados como “inimigos da classe”, com Miguel Sousa Tavares e Emídio Rangel à cabeça. Pode-se concordar ou não com alguns termos usados por este último, mas a resposta que circulou pela internet era em forma de insulto de ordem pessoal, usando parte de uma frase retirada do contexto para gritar “chamou-nos hooligans”! O mesmo se passa com Miguel Sousa Tavares, que tem sido sistematicamente acusado de ter chamado aos professores “os inúteis mais bem pagos deste país”, afirmação que ele já desmentiu ter feito. Tem feito, isso sim, diversas críticas fundadas: “Um professor que não é capaz de substituir um colega durante uma aula, a quem não ocorre nada de útil para ocupar os alunos nesse tempo, é definitivamente incompetente e não está na escola a fazer nada” (“Expresso”, 6-1-2007), “Eu se fosse Ministro da Educação remunerava os professores pela assiduidade” (“Jornal Nacional”, TVI, 6-6-2006), que curiosamente não vi rebatidas, mas a que continua a ser usada como arma de arremesso é a que ele afirma não ter feito... Também criticou uma suposta proposta de que os professores fizessem auto-avaliação em termos mais ou menos no género de “olha se a moda pega e os alunos também se lembrassem de se querer auto-avaliar?”
Claro que a reboque vieram os ataques pessoais a estes “inimigos da classe”, um porque batia na mulher ou usou um berbequim para entrar na TSF, outro porque faz caçadas no Alentejo ou raides todo-o-terreno, como se isso tivesse alguma coisa a ver com as críticas que fizeram. Não precisam de ser anjos ou santos para poderem criticar ou ter razão.
O que os professores parecem ainda não ter percebido é que, independentemente de estarem todos unidos contra a ministra e convencidos de que isso lhes dá a razão, ainda não convenceram uma boa parte da população. Talvez fosse altura de abrirem os olhos para o país real e para a imagem que passam para a opinião pública. Por exemplo, saber o que acham os pais dos filhos que ficam pendurados na escola cada vez que há uma greve. Talvez aqueles que tão pressurosamente enviam emails a bater no MST e no Emídio Rangel devessem gastar algum tempo a ler os comentários dos leitores na Internet. Por exemplo, no Portugal Diário.
Esta cristalização de posições está a criar uma classe cada vez mais fechada sobre si, cada vez mais hermética e intolerante a opiniões divergentes, que faz de cada voz discordante um ataque à “classe”. O princípio do “quem não é por nós é contra nós” já era usado por Salazar.
Parece que há aqui alguns princípios da democracia que precisam de ser reaprendidos, porque não se pode pedir direito de greve e de manifestação contra “a vaca que está no ministério” para nós e o degredo e a expiação para os comentadores que escrevem na comunicação social apenas porque não nos dão razão.
Agora não nos digam que por ter a minha opinião passo a ser um inimigo da classe, um verme que é necessário esmagar para que os amanhãs possam cantar! Como já disse, uma parte muito importante do que sou hoje devo-o a alguns dos professores que me ensinaram. Mas não se meta tudo no mesmo saco, por favor. Hão-de existir sempre bons e maus professores, bons e maus engenheiros, bons e maus bloguistas. Não se queira é deixar tudo na mesma, para que não haja avaliação, para que não haja responsabilização, para que os bons, os maus e os medíocres continuem todos a ser tratados por igual!
É que este país me parece cada vez mais um círculo em vez de um rectângulo: voltamos sempre ao mesmo e não tem ponta por onde se lhe pegue…
tuguinho, antigo aluno
P.S. – se pretenderem lançar ovos, agradecia que o fizessem directamente na frigideira – adoro omeletes!
P.S. 2 – já há dois anos tínhamos abordado este tema; podem ler esse post aqui.
Adaptação aos novos tempos...
Têm andado muito na moda as listas de empresas que são as melhores ou para trabalhar no geral, ou para as mulheres, ou para os funcionários com cara de atrasados e que se chamam Arnaldo, etc., etc.
Proponho que na presente conjuntura se inove e se promovam as listas das empresas que melhor sabem despedir!
Que diabo, devemos reconhecer o saber fazer em todas as áreas, e esta parece ser a que vai estar mais activa nos próximos tempos...
blogoberto, com o cinismo pedido emprestado ao tuguinho
publicado por
Krónikas Tugas
@
00:07
|
Etiquetas: Blogoberto, Empresários, Humor
domingo, 25 de janeiro de 2009
Pseudo-jornalistas da RTP
Quem viu a transmissão do jogo Braga-Porto ontem à noite assistiu a um momento patético. Os comentadores Paulo Catarro e António Tadeia não foram capazes de dizer claramente que o jogador Hulk estava em posição de fora-de-jogo na jogada do 1º golo do FC Porto. António Tadeia, que é suposto ser jornalista e até escreve nos jornais e que vai à televisão comentar um jogo, recebendo certamente um pagamento pelos serviços prestados pago com o dinheiro dos contribuintes, não conhece a lei do fora-de-jogo e após uma, duas, três, quatro repetições, não percebeu que há fora-de-jogo porque Hulk está adiantado em relação ao penúltimo defesa do Braga e em relação à linha da bola no momento em que Fucile cruza a bola. Do alto da sua suposta “sapiência” de comentador especializado, António Tadeia resolveu inventar um novo pressuposto para a lei do fora-de-jogo, que é a trajectória da bola. Não importa se Hulk está adiantado no momento do passe, não, para António Tadeia o que agora importa saber é se a bola foi passada para a frente ou para trás.
Para quem anda há tantos anos nisto, é inconcebível tamanha ignorância. Se não sabe as regras, estude-as antes de ir para a televisão dizer asneiras, ou então mude de profissão. E se não sabia, fique a saber: o fora-de-jogo conta no momento em que a bola é passada, independentemente de o jogador que a recebe recuar ou não. Lembram-se do golo do David Luís? Estava adiantado no momento do passe e também recuou. Mas se calhar na lei-Tadeia (a grande inovação do século XXI nas leis do jogo) se calhar o David Luís estava fora-de-jogo... porque a bola foi passada para a frente. Ridículo! Onde é que foram inventar essa? E Paulo Catarro, estava lá a fazer o quê? De verbo de encher? Também não conhece a regra ou não foi capaz de contrariar o comentador convidado?
VERGONHA, SENHORES JORNALISTAS DA RTP!
Kroniketas, sempre kontra as tretas
PS: É claro que com um golo irregular sofrido e dois penalties por marcar a favor, o treinador do Braga já não vem dizer que foi o maior roubo dos últimos 20 anos e o presidente do Braga já não vai apresentar queixa-crime contra o árbitro. O respeitinho pelo Papa é muito bonito...
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Indignação ou realidade?
“Há uns senhores que quando dizem que querem destruir um país, e quando acham que se deve lapidar mulheres, e quando querem matar escritores, temos que lhes perdoar.”
(Pedro Marques Lopes, “O eixo do mal”, Sic Notícias, 18-1-2009)
Pois é, veja-se a capa da Sábado desta semana. É mentira o que disse o D. José Policarpo?
Kroniketas, sempre kontra as tretas
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Abençoado Cardeal
Não sou religioso mas diverti-me à brava com as afirmações do Cardeal Patriarca acerca dos casamentos das “jovens portuguesas” com muçulmanos. Num país onde cada vez mais parece que se tem de ser politicamente correcto, tais afirmações caíram como uma bomba nas comunidades religiosas e nos comentadores que não hesitaram em vincar a sua indignação. Mas a verdade é que ele tem carradas de razão naquilo que diz. Nem sabem o que as esperaria.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
domingo, 18 de janeiro de 2009
O carniceiro
Como até agora ninguém foi parar ao hospital vale tudo não é? Pisadela entre as pernas do João Moutinho, patada no pescoço do jogador do Jorge Gonçalves do Leixões, golpe de karaté num jogador do Estrela, pisadela na cabeça do Reguila do Trofense... Se ficar só uma marcazinha no corpo não faz mal, não é senhores comentadores? Mas se fosse o Katsouranis, o Petit ou o Binya era violência e entradas assassinas. Haja vergonha, senhores!
Para verem melhor a "impetuosidade" do Bruno Alves aqui ficam algumas imagens que mostram a inocência do jogador. Espero que se divirtam a vê-las.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Parabéns, Ronaldo
O que me faz confusão é que eles só ganharam o prémio porque saíram de lá, porque se lá tivessem ficado provavelmente seriam apenas uns entre muitos…
Kroniketas, sempre kontra as tretas
publicado por
Krónikas Tugas
@
01:12
|
Etiquetas: Cristiano Ronaldo, Futebol
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Vox Populi
O prometido é de vidro...
...por isso é que se quebram tantas promessas.
blogoberto, chico-esperto
publicado por
Krónikas Tugas
@
00:25
|
Etiquetas: Blogoberto, Humor
domingo, 4 de janeiro de 2009
Os postes definitivos
Qualquer bloguista que se preze tem surtos de grandiloquência e “certezismo”. São doenças que se transmitem a partir do teclado enquanto se bloga e que se manifestam através dos chamados “postes definitivos”, que são aqueles que transmitem ideias ou conclusões que não admitem discussão e sobre as quais o bloguista está mais do que 100% seguro da sua veracidade.
Seja sobre a utilização de um determinado avançado a defesa, seja sobre a qualidade do treinador ou sobre a validade das teses de um qualquer escriba obscuro (muitas vezes o próprio), são postes que estabelecem o dogma sobre o tema e o fazem cristalizar, estabelecendo doutrina sobre o assunto.
Bom, talvez seja mesmo este “upgrade” de ego que faz com que existam bloguistas, esses escritores com denodo que nada pedem em troca (a maior parte, e apenas pela simples razão de não conseguirem mesmo extrair qualquer provento do post de cada dia – porque se pudessem…) e que contribuem humildemente para encher ainda mais as já escassas horas de cada dia. Uns heróis!
Este é um post definitivo.
tuguinho, cínico a quem deu para filosofar
sábado, 3 de janeiro de 2009
Lá vêm eles com o mesmo sermão!...
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Louvada seja a ERC!
A ERC decidiu, por unanimidade, não dar razão aos 122 cidadãos vigilantes da boa moral, dos bons costumes e da heresia abjecta que fizeram queixa por se sentirem melindrados pela exibição do sketch “Louvado sejas ó Magalhães” no programa “Zé Carlos”.
Fico agora à espera das 122 queixas contra o sketch do “Chato e o Padre” (aqui e aqui), do programa “Contemporâneos”, bem mais engraçado e acutilante que o dos Gatos.
Isto se, entretanto, não falecer nenhum dos 122...
tuguinho, cínico encartado (regressado à pregação nesta freguesia)
publicado por
Krónikas Tugas
@
01:05
|
Etiquetas: Gato fedorento, Humor, Religião
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Mais do mesmo
Esta noite a “grande equipa” do Benfica deu mais uma “alegria” aos benfiquistas. Isto mostra bem o declínio dum clube. Antes as nossas derrotas europeias em casa antes eram com o Liverpool, o Manchester, o Ajax, o Bayern, o Roma, a Fiorentina. Agora são com esses colossos como o Dínamo de Bucareste, o Paok, o Shaktar, o Metalist, o Galatasaray, o Villareal, o Getafe. Já não há cão nem gato da 3ª divisão europeia que não nos venha cá ganhar com a maior limpeza. Este ano foram 2 derrotas em casa em 3 jogos, na época passada mais 2 derrotas em casa.
Agora querem fazer um empréstimo obrigacionista, mas antes diziam que a não ida à Champions não era problema para as finanças e até deram prémios de resultados aos administradores. É brilhante, não é? E depois a culpa é da Lusa porque deu a notícia nesses termos: que deram prémios aos administradores apesar do 4º lugar. Este Benfica não tem remédio com este tipo de política.
Agora a única coisa que nos pode salvar a época é ganhar os 5 jogos antes da ida ao dragão, para chegar lá à frente deles e, eventualmente, aproveitar alguma escorregadela para aumentar o avanço, senão chegamos lá e levamos uma ripada e adeus campeonato.
Kroniketas, benfiquista cansado de tretas
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Uma mão cheia

Foi há 5 anos que nos lançámos nesta aventura de escrever num blog. Como em todos os novos amores, começámos cheios de força e entusiasmo, e os textos proliferavam a um ritmo frenético. Por vezes publicávamos vários posts por dia, e o dia-a-dia deste rectângulo tuga, principalmente nas suas vertentes mais… tugas, era alvo frequente de crítica.
O frenesim e a inspiração eram tantos que, para além dos dois escribas que começaram, outros se foram juntando ao leque à medida que começavam a surgir temas com alguma especificidade que passaram a ser objecto de tratamento por escribas... especializados!
O leque de assuntos foi sendo alargado até chegar à vertente gastronómica e vínica. Começámos a escrever algumas sugestões sobre vinhos, a falar sobre aqueles que íamos bebendo e gostando e a certa altura surgiu a ideia (quiçá peregrina, quiçá oportuna) de abrir uma nova secção no blog que se dedicasse especificamente a essa vertente, pois já começavam a aparecer posts em número suficiente para serem publicados autonomamente.
E foi assim que no dia do segundo aniversário das Krónikas Tugas abrimos um blog temático chamado Krónikas Vinícolas. Inicialmente com pouco destaque, quando começou a ser visitado por outros bloguistas dedicados ao mesmo tema (e depois de ter sido referenciado na Revista de Vinhos de Junho de 2006) e quando começámos a interagir com esses mesmos blogs, as visitas dispararam a tal ponto que a certa altura as KV passaram a ter o dobro da audiência diária das KT, não tardando que o blog-filho ultrapassasse o blog-pai em número total de visitas.
Como resultado desta maior atenção dada às Krónikas Vinícolas, as Krónikas Tugas foram ficando um pouco à parte e enquanto aquele crescia este definhava. Os posts foram rareando a partir de certa altura e quando o tuguinho resolveu virar a sua atenção para outras actividades mais artísticas fiquei praticamente sozinho com os dois blogs a meu exclusivo cargo. Se manter um com regularidade já é difícil, manter dois ainda é pior. Neste momento faço o que posso por manter este blog vivo mas só conto comigo: os últimos posts do tuguinho em ambos os blogs datam de Maio deste ano! (Olá! Eu sou o tuguinho! Apesar de tudo ainda ando por aqui.)
No dia do 5º aniversário, a continuidade das Krónikas Tugas é uma incógnita. Já pensei em fechar (fecharmos!) para balanço. Um blog não se pode manter vivo apenas com um post por mês. A verdade é que tudo tem a sua época e a inspiração e o entusiasmo para escrever já não são as mesmas. Quando a escrita deixa de ser um prazer e passa a ser uma obrigação, então é porque o projecto chegou ao fim.
Não quero decretar (ainda) (decretarmos!) o fim das Krónikas Tugas, mas não garanto a sua continuidade por tempo indefinido, nem sei em que moldes. Cinco anos já fazem uma boa história e durante este tempo vimos aparecer e desaparecer outros blogs que não se aguentaram, tivemos algumas polémicas e alguns desafios interessantes que ajudaram a dinamizar este blog. Chegámos a ter 51 posts num mês e 350 num ano; neste momento vamos em 67 em 2008, e só em Janeiro e Março tivemos mais de 10 posts. Em consequência, no último ano a curva de visitas tem sido sempre em descida. Em contrapartida, as Krónikas Vinícolas estão bem e recomendam-se, atingindo novos máximos de visitas com alguma frequência: o mês de Novembro de 2008 teve o máximo do último ano.
Como disse o outro (ou quase), vou (vamos!) estar por aqui e vou (vamos!) andar por aí... até ver.
Kroniketas, ainda e sempre kontra as tretas (e tuguinho, escondidito mas vivinho!)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Um Benfica em grande
Costuma-se dizer que em futebol as verdades duram uma semana, ou o tempo que medeia entre um jogo e o jogo seguinte.
Em semana e meia, o Benfica passou de uma derrota por 5-1 em Atenas a uma vitória por 6-0 no Funchal. A dúvida que me fica é sempre a mesma: porque é que eles não jogam sempre assim? A resposta entronca no post abaixo: por falta de cultura de exigência. Tanto podem fazer uma grande exibição como logo a seguir andar a arrastar-se pelo campo.
Agora que, ao fim de 3 anos, voltámos ao primeiro lugar do campeonato, mantém-se a dúvida sobre o que irão eles fazer no próximo jogo. Como benfiquista, “só” peço que se mantenham assim durante mais 19 jogos…
Kroniketas, sempre kontra as tretas
domingo, 7 de dezembro de 2008
O que os outros disseram (XLV)
(A propósito da avaliação dos professores): “E pergunto eu: quando é que há avaliação para os políticos? Porque as eleições são uma avaliação viciada à partida – só nos dão a escolher entre «maus» e «piores»!...”
(José Pedro Gomes, actor, jornal “Sexta”, 21-11-2008)
publicado por
Krónikas Tugas
@
20:53
|
Etiquetas: Citações, Jose Pedro Gomes
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Um Benfica da treta
Um dos problemas do Benfica é o nível de exigência, próximo do zero. Pagam-se ordenados milionários a pseudo-craques que nada produzem, a não ser espectáculos deprimentes e frustrações para os adeptos. Continuamos com a mania que somos os maiores do mundo e arredores, mas quando é preciso prová-lo no local próprio (dentro do campo) o que se vê é nada. Basta-nos continuar embalados na lenga-lenga das "equipas-maravilha" e do "maior clube do mundo" e de mais uma série de tretas que só servem para enganar os incautos.
Mas a mim já deixaram de me enganar há muito tempo, por isso é que este ano deixei o meu lugar cativo no estádio e não ponho lá os pés. Para ver isto e chatear-me a 6 graus de temperatura, chateio-me em casa, no quentinho. E francamente, já estou com a paciência tão esgotada que nem sei se valerá a pena continuar a ver os jogos do Benfica mesmo pela televisão. ESTOU FARTO!!!
Kroniketas, sempre kontra as tretas
sábado, 29 de novembro de 2008
No Portal do caçador podem ver mais detalhes e consultar a lista de restaurantes participantes e respectivas ementas. É de fazer crescer água na boca.
Kroniketas, caçador só no prato
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Um bando de facínoras no meu clube

11,5 quilos de haxixe, 115 gramas de cocaína, 70 gramas de ecstasy e 187 gramas de liamba, três armas, munições de vários calibres, quatro soqueiras, cinco embalagens de gás de defesa (spray), três bestas, três armas eléctricas, quatro bastões extensíveis, seis tacos de basebol, nove tochas, cinco potes de fumo e um very-light.
Foram também apreendidas seis viaturas e cerca de 15.300 euros em dinheiro. Segundo a polícia, «os suspeitos dedicavam-se ao tráfico de produto estupefaciente como forma de financiamento da claque».
17 de Fevereiro de 2008 - roubo, dano e ofensas corporais no Montijo.
25 de Fevereiro de 2008 - ofensas corporais qualificadas a adepto de outra claque.
7 de Abril de 2008 - incêndio em instalações da claque «Juve Leo» de apoio ao Sporting Clube de Portugal, no complexo desportivo deste Clube.
12 de Abril de 2008 - agressão a um jornalista nas imediações do Centro de Estágios do Benfica, no Seixal.
21 de Junho de 2008 - incêndio provocado num autocarro usado por adeptos da claque Super Dragões, afecta ao Futebol Clube do Porto.
21 de Junho de 2008 - agressão e injúrias a Agentes de Autoridade junto ao Estádio da Luz, com utilização de material pirotécnico.
21 de Junho de 2008 - roubo e agressões a adeptos do Futebol Clube do Porto, na estação de serviço de Alcochete, na Ponte Vasco da Gama.
30 de Agosto de 2008 - tentativa de agressão a Agentes de Autoridade com utilização de garrafas e pedras.
31 de Agosto de 2008 - ofensas à integridade física qualificadas e danos praticados contra adeptos do Futebol Clube do Porto e respectivas viaturas, com recurso a uma tocha incendiária que foi lançada para o interior da viatura de uma vítima, tendo esta sido impedida de sair da mesma por acção dos suspeitos.
É este o curriculum da claque No Name Boys, suposta apoiante do Benfica. Os dados indicados acima respeitam às apreensões feitas pela PSP e aos actos imputados a elementos daquela claque. Perante isto, dizer-se que estamos perante um grupo de apoiantes dum clube é um eufemismo, porque na realidade eles são um bando de facínoras e malfeitores.
Este panorama é extensível a outras claques de outros clubes, o que só reforça a ideia que tenho acerca desta gente: são os marginais da sociedade que deviam ser definitivamente banidos dos campos de futebol. São autênticos selvagens à solta, cujo lugar não é num estádio de futebol mas numa jaula para feras.
Entretanto, o fala-barato do presidente do meu clube, sempre tão pronto a dizer baboseiras quando lhe põem um microfone à frente, está calado que nem um rato. Não tem nada a dizer desta vez, sr. Presidente Vieira?
Kroniketas, sempre kontra as tretas
domingo, 16 de novembro de 2008
A morte de James Bond
E ao 22º filme da série, os produtores “mataram” o agente secreto 007. A morte já tinha estado iminente (não confundir com eminente) no filme anterior, Casino Royale, que marcou a estreia de Daniel Craig na pele do agente do MI6 com ordem para matar, bem como no último filme protagonizado por Pierce Brosnan.
Para mim, que me ufano de ter visto todos os filmes da série por mais de uma vez (e alguns mais de 10 vezes) e que tenho todos em DVD, os dois filmes anteriores já prenunciavam uma viragem significativa no perfil da personagem e não foram inteiramente do meu agrado, mas agora, depois de ter visto “Quantum of solace” (já o raio do título não lembra a ninguém), posso dizer que pela primeira vez saí do cinema e não gostei do filme.
Não sei o que é que os produtores pretendem, mas contaram-me que passou na Sic uma entrevista de Mário Augusto ao realizador deste filme e ele referiu que tentaram dar uma volta completa à personalidade de James Bond: torná-lo mais humano, sensível, sofredor, com as mesmas dúvidas e os mesmos sentimentos de qualquer outro mortal. Pois se o querem tornar um comum mortal, estão a matá-lo.
Ao “humanizar” Bond estão a tirar toda a essência que construiu a personagem ao longo de mais de 40 anos e a torná-lo igual a qualquer outro herói de qualquer outro filme de acção e aventuras. Podia lá estar o Tom Cruise, o Mel Gibson, o Harrison Ford a fazer de Indiana Jones ou Jack Ryan, que não se notaria grande diferença. Se querem tornar Bond um comum mortal, então chamem-lhe outra coisa qualquer que ninguém notará. Tudo aquilo que foi construído por Sean Connery e Roger Moore na interpretação deste papel está a ser completamente deitado ao lixo. Para mim, Bond é o herói que nunca se despenteia mesmo quando luta, que tem sempre uma tirada irónica mesmo nos momentos de mais aperto e que sai sempre ileso das situações mais complicadas, quase sempre com a ajuda dos indispensáveis “gadgets” do insubstituível Q. Pois neste filme até o Q desapareceu.
Segundo Daniel Craig, neste filme os “gadgets” não apareceram porque queriam principalmente contar uma história. Pois é, mas o que é que a história tem a ver com um filme de James Bond? Praticamente nada.
Quanto a mim, se continuam por este caminho vão acabar rapidamente com o sucesso dos filmes. O que estão a fazer de 007 é a antítese daquilo que lhe deu o sucesso, porque se todos os filmes tivessem sido como este certamente a série não teria o sucesso que teve até hoje. Tal como na “Guerra das estrelas” ninguém espera que os cavaleiros Jedi lutem com metralhadoras, não é suposto que o agente secreto ao serviço de Sua Majestade seja torturado, sangre abundantemente ou seja trocado por um bandido. Pois foi um pouco de tudo isto que aconteceu nos últimos três filmes. Se continuam por este caminho, o herói invencível vai morrer, não no ecrã, mas fora dele.
E depois... este inexplicável título! Olhando para trás, todos faziam algum sentido e podiam ser traduzidos. Senão vejamos:
Dr. No (Agente Secreto 007)
From Russia with love (007 Ordem para matar)
Goldfinger (007 contra Goldfinger)
Thunderball (007 Operação relâmpago)
You only live twice (007 Só se vive duas vezes)
On her Majesty’s secret service (007 Ao serviço de Sua Majestade)
Diamonds are forever (007 Os diamantes são eternos)
Live and let die (007 Vive e deixa morrer)
The man with the golden gun (007 E o homem da pistola dourada)
The spy who loved me (007 O agente irresistível)
Moonraker (007 Uma aventura no espaço)
For your eyes only (007 Missão ultra-secreta)
Octopussy (007 Operação tentáculo)
A view to a kill (007 Alvo em movimento)
The living daylights (007 Risco imediato)
Licence to kill (007 Licença para matar)
Goldeneye (007 Goldeneye)
Tomorrow never dies (007 O amanhã nunca morre)
The world is not enough (007 O mundo não chega)
Die another day (007 Morre noutro dia)
Casino Royale (007 Casino Royale)
Quantum of solace - ????
O que raio é o “quantum of solace”?
Kroniketas, bondmaníaco desiludido
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Richard Wright
Richard Wright terá sido, porventura, o menos valorizado dos músicos do grupo. Com o brilhantismo de David Gilmour nas guitarras e o protagonismo de Roger Waters na composição a partir de certa altura, com ambos a repartirem a parte vocal, sabendo-se que a figura do baterista (Nick Mason) nunca é posta em causa, sobrava o teclista de que ninguém falava. O seu papel sempre foi mais discreto e na sombra, dedicado sobretudo à composição e aos arranjos. Wright teve uma acção preponderante nos arranjos de “Dark side of the moon” e marcou indelevelmente a sonoridade de “Wish you were here” e “Animals”. Um dos temas míticos dos Pink Floyd, “Shine on you crazy diamond”, que abre e fecha “Wish you were here”, tem a suportá-lo, por trás duma das melhores peças de guitarra do grupo, os teclados de Wright a dar ao tema o enchimento que lhe confere uma atmosfera quase cósmica. Em “Dark side of the moon” é da sua autoria um dos temas mais badalados do grupo, “The Great gig in the sky” onde a fabulosa voz de Clare Torry acompanha o piano de Wright.
Quando Roger Waters começou a assumir um protagonismo crescente e a querer dirigir o grupo segundo a sua vontade, Richard Wright foi uma das vítimas. Nas gravações de “The wall” e na digressão que se lhe seguiu, Wright participou não como membro do grupo mas como… empregado, porque Waters o tinha despedido. A sua saída foi inevitável e já no sucessor “The final cut”, o ponto máximo das paranóias de Waters que foi uma espécie de refugo do “The wall”, Richard Wright não participou e nota-se a sua falta na sonoridade do disco. Há ali um vazio que só Wright parecia saber preencher. Foi o fim dos Pink Floyd como os conhecíamos, e acabou por ser o fim de Waters no grupo em conflito com os restantes, tentando inclusive impedir que estes continuassem a usar o nome do grupo, o que resultou num processo judicial. Felizmente Roger Waters perdeu, porque o grupo não era ele.
O ano passado foi editado um DVD de David Gilmour em concerto onde contava com a presença de Richard Wright nos teclados. Era, portanto, uma espécie de metade dos Pink Floyd, o que sempre é melhor que nada. Mas não chega. Cerca de um quarto de século depois da saída de Roger Waters ainda havia quem esperasse que os quatro se voltassem a juntar em concerto para matar saudades aos fãs. Com a morte de Richard Wright ficaram sepultadas, também, todas as possibilidades de isso acontecer. Por culpa, essencialmente, de Waters.
Shame on you, Roger.
Kroniketas, floydista militante















