“Jogámos numa toada lenta...”
“O nosso último reduto...”
“Claudicámos na parte final...”
“Os índices de motivação baixaram...”
(José Mota, treinador do Paços de Ferreira, após o jogo no Estádio da Luz)
Gabriel Alves dos Santos, tanto comenta livres como cantos
segunda-feira, 31 de março de 2008
Pérolas do futebolês (1)
sábado, 29 de março de 2008
Pensamento da semana
Um dia destes, ao observar a indumentária acabada de entrar num café, enquanto tomava o pequeno-almoço, passou-me esta ideia pela cabeça: as mulheres vestem-se bem... para se despirem melhor.
Valter Rego, observador desassombrado
quarta-feira, 26 de março de 2008
Telemóvel (3) - E que tal pelas goelas abaixo?
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segunda-feira, 24 de março de 2008
Telemóvel (2) - E que tal um par de estalos?
A caricata cena do telemóvel entre a professora e a aluna, para além de levantar mais uma vez a já velha questão do esvaziamento da autoridade dos professores, fruto dumas mentes iluminadas responsáveis pela instauração do eduques e do facilitismo para os alunos, aos quais caixa de diálogo vez mais é permitido e menos é exigido, levanta outras questões pertinentes como saber que raio de pais são estes que estão a criar filhos selvagens (além de burros e preguiçosos), que se permitem estar a usar o telemóvel na aula e ficam histéricos quando o professor lho retira.
A jovenzinha histérica que só queria o telemóvel de volta merecia era um par de lambadas bem aplicadas na fuça para ver se se acalmava. E como isso certamente acarretaria um processo disciplinar contra a professora (quiçá até a perda do posto de trabalho), a melhor solução, ao contrário do que sugere o tuguinho, teria sido levá-la para a casa de banho e, longe dos olhares alheios, aplicar-lhe dois valentes tabefes nas trombas e enfiar-lhe a porcaria do telemóvel pelas goelas. Ou então atirá-lo contra a parede até ficar feito em migalhas.
Desde que uns amigos me contaram que a mãe duma colega duma das filhas disse que a sua filhota não queria falar com a outra porque ela não usava telemóvel, fiquei esclarecido sobre o bando de idiotas em que muitos pais (eles próprios uns idiotas chapados) estão a transformar os filhos. Perdeu-se todo o senso do ridículo, parece que só interessa ter telemóveis último modelo e vestir roupa de marca. E depois se calhar são estes mesmos imbecis que vêm reclamar do governo.
Com governados assim, que governo se pode esperar?
Kroniketas, sempre kontra as tretas
sábado, 22 de março de 2008
A Solução para a criminalidade
Se todos os criminosos, no acto da captura, tivessem de pagar uma multa como os condutores que prevaricam, era ver a PSP e a GNR a correrem atrás deles, esquecendo as barrigas de cerveja e o reduzido treino de tiro!
A criminalidade reduzir-se-ia a valores residuais, não pela acção dos tribunais, mas por os meliantes se fartarem da caça à multa…
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Uns versitos neste dia
Hoje é o Dia Mundial da Poesia. Assim, sem mais palavras, as palavras de Álvaro de Campos:
"No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho... )
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos ...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos. . .
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!..."
tuguinho, cínico em verso
Telemóvel (1) - E um pontapé na boca?
A já famosa cena da luta pelo telemóvel na sala merece-me uma rápida consideração: mais do que pedagogia, o que era mesmo bom era ter um especialista em artes marciais em cada sala!
Por exemplo, neste caso, um rápido pontapé na boca da aluna resolveria o caso e quaisquer reincidências nas semanas seguintes, por óbvia impossibilidade em falar…
P.S. – é claro que fizemos muita porcaria nos nossos tempos, a maioria brincadeiras de garotos que nunca magoaram ninguém, nunca a balda e o desrespeito dos dias de hoje!
tuguinho, cínico encartado
quarta-feira, 12 de março de 2008
As músicas da minha vida 3 - Setembro de 1975: Genesis - "Nursery Cryme"

Quem se queixa das dificuldades da actualidade, provavelmente não conheceu ou já não se lembra como era noutros tempos, quando o problema, mais do que não poder, era não haver. Vem isto mais uma vez a propósito da diferença com que se encarava o valor de uma coisa que hoje está banalizada, mas que na época era considerada de forma muito diversa. Ou seja, tudo isto para dizer que cada disco comprado ou oferecido era um pequeno tesouro que se ouvia vezes sem conta.
Já aqui me referi à primeira peça da minha colecção. A que hoje é tema deste post foi a terceira. A que fica no meio das duas ainda será tema um dia destes, porque os primeiros ficam sempre na memória…
Mas falemos agora desta obra que, não sendo a primeira que conheci do grupo, foi das que mais me marcou. Trata-se de “Nursery Cryme” dos Genesis, terceiro álbum do grupo, depois da estreia com “From Genesis to Revelation” – um disco em que já se detectavam algumas pistas do som característico da banda, mas ainda demasiado ténues e mascaradas – e de “Trespass”, o primeiro com ideias já bem alinhadas e som definido.
“Nursery Cryme” é um conjunto de canções ligadas por um certo universo onírico, mais do que por uma história conceptual bem definida. Logo a abrir apresenta o maior hino do grupo, que é quase uma declaração de intenções do que fizeram nos álbuns posteriores, com a excepção de “The Lamb Lies Down on Broadway”. “The Musical Box” é assim um espelho do que se tornaria o tema-tipo do grupo, com andamentos rápidos conjugados com instantes mais suaves e lentos, com a tradicional união da guitarra eléctrica de Steve Hacket com as teclas de Tony Banks, e a voz de Peter Gabriel a criando ambientes por si só – e nesta canção a terminar com o grito “Why don’t you touch me?” repetido até à exaustão. Aliás, e apesar de todos os membros serem músicos de primeira água e comporem também, foi Peter Gabriel a verdadeira alma dos Genesis. Ao abandonar o grupo após o álbum “The Lamb Lies Down on Broadway”, foi apenas uma questão de tempo até seguirem por caminhos que nada tinham a ver com o tipo de rock progressivo que até aí tinham desenvolvido – e isto não obstante ser posterior à saída de Peter uma das melhores obras do grupo, “Trick of the Tail”, em que ainda se exploravam os ambientes sonoros e as letras surreais típicos dos Genesis.
Mas “Nursery Cryme” tem um lugar especial na minha memória, tanto pelo momento em que o recebi (trazido da Alemanha pelo meu primo mais velho), como pela força da música que contém. E o próprio objecto em si, pois o álbum tinha capa dupla e no interior uma série de desenhos alusivos às histórias contadas cercavam as letras das canções – pois, há coisas que se perderam com os CD’s…
Além do tema referido, mais seis canções compõem o disco: “For Absent Friends”, balada curta e quase acústica, mas deliciosa, acaba por servir como ligação entre os outros dois temas que compunham o lado um; “The Return of The Giant Hogweed” é outro dos hinos dos Genesis, com uma sonoridade que faz lembrar “The Knife”, do álbum “Trespass” – vê-se aqui um Gabriel nas suas sete quintas, soltando a voz sobre um ritmo muito marcado, ilustrando mais uma estranha história sobre exploradores e plantas maléficas trazidas dos confins do império (britânico, of course!).
O lado dois abria com uma canção que nos fala de marinheiros, “Seven Stones”, e que quase parece um prólogo a “Firth of Fifth”, que surgiria dois álbuns depois em “Selling England by the Pound”; segue-se uma espécie de brincadeira, tanto na letra como na melodia, fazendo lembrar um pouco o Vaudeville – “Harold the Barrel”; depois vem outra balada curta e deliciosa, “Harlequin”, cheia de harmonias vocais típicas de algumas das canções do grupo, e que cintila como as chamas de uma lareira nos nossos olhos; o álbum fecha com outro tema de fôlego, espécie de contraponto a “The Musical Box”, bastante teatral, centrada numa história da mitologia grega, grand finale de 7 minutos que nos leva ao encerrar do pano – “The Fountain of Salmacis”!
Convém aqui salientar que os Genesis foram sempre o meu grupo favorito até ao advento do punk e da new wave, no fim dos anos 70 – e que depois da poeira assentar e nos deixarmos de radicalismos estéticos, olhando com atenção o que tínhamos ouvido no passado (passe a confusão entre os dois sentidos), voltou a ser considerado no lugar que devia.
Este para mim será sempre das melhores músicas da minha vida…
domingo, 9 de março de 2008
Notícia de última hora! Camacho em Alvalade! Paulo Bento na Luz!
Instados a comentar esta troca, ambos os presidentes responderam:
"Esperamos que com esta acção o Benfica passe a ganhar em casa e o Sporting fora, o que resolveria uma parte dos nossos problemas..."
Não conseguimos saber qual seria a outra parte.
Mateus Bichoso, repórter horroroso
Uma questão de trombas
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A rua e o beco
Com a devida vénia, transcrevemos aqui o artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso deste sábado, 8 de Março de 2008. Sem mais comentários.
“Setenta mil professores, segundo a Fenprof, estarão hoje nas ruas de Lisboa a manifestar-se. Querem a morte de todas as reformas ensaiadas nos últimos dois anos por Maria de Lurdes Rodrigues e, obviamente, querem também a cabeça de Maria de Lurdes Rodrigues. Desde que há Ministério, desde que há Educação, desde que há democracia, que não me lembro de a Fenprof e os sindicatos da Educação terem deixado de exigir a cabeça do ministro ou ministra em funções. Começou há muitos anos, quando Sottomayor Cardia se lembrou de fazer uma lei de gestão das escolas e Universidades em que (vejam lá a ironia e o escândalo) os conselhos directivos eram maioritariamente compostos por professores e não por funcionários e alunos. Na altura, gritou-se que o fascismo estava de volta e hoje quase que se grita o mesmo, porque a ministra se lembrou de propor a figura de um director para as escolas.
Julgou-se, a certa altura, que o problema poderia estar em os ministros da Educação serem homens, ditando ordens e instruções a um universo essencialmente feminino. Seguindo à letra o discurso feminista oficial de que as mulheres são melhores para a governação porque têm maior capacidade de diálogo, entendimento, etc., e tal, entrou-se na moda dos ministros mulheres, a ver se a coisa acalmava. Não acalmou: o problema não estava aí. E, a menos que se siga a sugestão ditada há dias ironicamente por Maria de Lurdes Rodrigues - experimentar uma loira burra - há que procurar as origens do confronto em outras razões.
Durante muitos anos, e para garantir uma paz podre no sector, todos os governos, incluindo os socialistas, renunciaram a tentar mudar o que quer que fosse. A política de educação estava entregue aos professores e as escolas aos sindicatos. O grosso dos ministros foi do PSD e os sindicatos estavam nas mãos da facção do PSD dirigida por Manuela Teixeira, e a do PCP e companheiros dirigida pelo crónico Paulo Sucena. Como nada de essencial no «statu quo» estava em causa, o confronto centrou-se na ineficácia funcional do Ministério. Anos a fio fomos confrontados com o espectáculo confrangedor de ver os dirigentes sindicais deleitados com as dificuldades e problemas crónicos da colocação de professores e os dramas reais dos professores “não efectivos” que viviam com a casa e a vida às costas, um ano no Algarve outro no Minho. Sem nenhum pudor, tornou-se claro que, quanto pior funcionasse o Ministério e mais problemas viessem para os professores desse mau funcionamento mais felizes andavam os sindicatos. Hoje, são ambos problemas resolvidos e cuja resolução ninguém se lembrou de enaltecer: os professores são colocados a tempo e horas e têm contratos que lhes garantem três anos de permanência no mesmo local.
Essa frente de luta sindical acabou, mas os trinta anos que ela durou deixaram marca. Os sindicatos da Educação tiveram uma contribuição decisiva para sucessivas gerações de alunos prejudicados e para a derrota nacional na frente educativa. Nunca tivemos falta de professores, falta de escolas, falta de dinheiro para a Educação. Gastámos como em nenhum outro sector e, em percentagem do PIB, mais do que a maioria dos países europeus. E tudo isso serviu para nada, para formar gerações de ignorantes, sem préstimo no mercado de trabalho de hoje ou para acumular taxas terceiro-mundistas de abandono escolar. Eu, se fosse professor, estaria, no mínimo, incomodado com os resultados. Porque é preciso muita má fé para sustentar que a culpa foi apenas dos ministros da Educação que tivemos - todos, sem excepção, incompetentes.
Nesta altura do campeonato já toda a gente percebeu que o problema não está em Maria de Lurdes Rodrigues, como também não estava no sacrificado ministro da Saúde Correia de Campos. O problema é mais fundo, mais antigo e mais complicado de enfrentar: Portugal é, de há muito, um país mental e estruturalmente corporativo e qualquer reforma que qualquer governo intente esbarra sempre contra uma feroz resistência da corporação atingida. E para que serve uma corporação? Para proteger os medíocres, não os bons. Acontece com os professores, com os médicos, com os magistrados, com os agentes culturais, com os empresários encostados ao Estado.
Certo que aquele labiríntico organigrama da avaliação dos professores parece, à primeira vista, uma obra-prima de burocracia. Certo que a ministra parece demasiado precipitada e intransigente, adepta de uma atitude de fazer primeiro e avaliar depois. Certo que, como tantas vezes sucede, ela parece ter perdido já a paciência para discutir o pormenor, se não lhe concederem o essencial. Mas, no essencial, ela tem razão e todos nós, que não estaremos hoje a desfilar em Lisboa, já o percebemos. Ela quer mudar as coisas, recusa conformar-se com os resultados de trinta anos a nada fazer; a corporação quer que tudo o que é determinante continue na mesma.
Todos percebemos que a gestão das escolas não pode ser tarefa única dos professores, mas de grande parte da sociedade civil interessada e isto é o que mais atinge uma corporação cuja sobrevivência depende da auto-regulação desresponsabilizadora - vejam como os magistrados ficam logo abespinhados de cada vez que alguém sugere invadir o que chamam a sua sagrada “independência”, que é causa primeira da total falência da justiça. Todos percebemos que um professor que falta às aulas ou vê os seus alunos nada aprenderem e não se preocupa com isso não pode e não deve progredir na carreira e ganhar o mesmo que outro que se preocupa com os seus alunos e com as suas aulas. Todos percebemos que um professor que falta a uma aula pode e deve ser substituído por outro que está na escola, sem aula para dar e dentro do seu horário de trabalho - como sucede todos os dias e com a maior naturalidade cá fora, no mundo ‘civil’, em qualquer empresa ou qualquer local de trabalho. É isto o essencial.
Infelizmente, Maria de Lurdes Rodrigues não tentou ou não conseguiu cativar para o seu lado e para as suas reformas os bons professores, que seriam os maiores interessados e beneficiários delas. Deixou que ficassem isolados e que, pouco a pouco, fossem arrastados pela onda de ‘bota-abaixo’ da Fenprof. Talvez seja este o destino inevitável de qualquer tentativa que se faça de quebrar o poder paralisante das corporações. Talvez haja sempre uma maioria de acomodados que vejam em qualquer mudança um sinal de perigo para a paz podre em que se habituaram a viver. Estas coisas vêm de longe e estão entranhadas: no tempo de Salazar, o grande sonho do português era arranjar emprego para a vida no Estado - o ordenado era garantido assim como a progressão por antiguidade e a reforma ao fim de 36 anos; não lhe era exigido nem mérito nem resultados e jamais seria despedido, a menos que ousasse contestar o Governo. Com a democracia, se a fé no Estado e no emprego público se mantiveram, a única coisa que mudou é que as corporações do sector público já podem contestar os governos. Mais: fazem-no sempre que acham que os governos pretendem mudar o Estado, de que eles se julgam os guardiões.
E é por isso mesmo que a queda de Maria de Lurdes Rodrigues teria o efeito de um toque a finados por qualquer futura tentativa de reformar o Estado e mudar o país.”
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Cultura linguística (para sportinguistas)
Como é que se diz “merda” em sueco?
- Farnerud.
E em sérvio?
- Purovic.
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sábado, 23 de fevereiro de 2008
O que os outros disseram (XLII)
“Para acabar de vez com a sua linda obra só falta a este Governo e a este ministro [Nunes Correia, Ministro do Ambiente] darem a machadada final que têm em estudo: transferir para as autarquias a faculdade de decidir a delimitação das Áreas de Reserva Agrícola e Ecológica. Seria como confiar a um assaltante de bancos a guarda das reservas de ouro do Banco de Portugal.”
(Miguel Sousa Tavares, “Expresso”, 23-2-2008)
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
As músicas da minha vida 2 – Outubro de 1975: Van Der Graaf Generator – “Godbluff”
Mais uma declaraçãozita: Nestes idos dos setentas as coisas, como já disse, eram bastante diferentes no que toca à disponibilidade dos discos que ouvíamos no mercado nacional. Não, não havia Internet, portanto não dava para encomendar online… O mais próximo disso eram os catálogos de casas inglesas que enviavam discos à cobrança, mas era tudo feito pelo correio e demorava semanas. Mas valia a pena, porque as prensagens nacionais de vinil eram tudo menos perfeitas, com muito grão que causava ruído na leitura dos discos. Coisas do analógico…
O panorama da rádio nos anos 70 também era muito diferente. Desvantagem: a maioria das rádios fora nacionalizada e só existiam meia dúzia de emissoras. Vantagem: não existiam Play-lists nem tretas desse estilo, pelo que havia maior liberdade no que se ouvia e a rádio de autor não era apenas um mito. Talvez a implosão anunciada das editoras nos propicie de novo essa liberdade.
No Rádio Clube Português (o original, não a treta que existe agora) havia um programa chamado Dois Pontos, seguido avidamente sempre que as aulas o permitiam. Tinha duas horas de duração e transmitia álbuns completos, sem interrupções que não fossem as necessárias no início e no fim, para que soubéssemos o que íamos ouvir e porquê. Muita coisa nos foi dado a descobrir nesse espaço que hoje, com a ditadura dos tops e das audiências, será impossível recriar. É mais fácil alimentar a turba com DZRT’s e Just Girls… mas pronto, para quem sai da universidade sem saber interpretar um texto e muito menos escrevê-lo dar mais também seria um desperdício – é a tal questão das pérolas a porcos.
Mas nesse longínquo Outubro de 1975 foi passado nesse programa um grupo com um nome bem estranho: Van Der Graaf Generator. O álbum divulgado já era o seu quarto, mas foi aquele que expandiu a sua fama e com o qual os conheci. O nome? Godbluff!
Com nítidas influências de jazz – que por mais que tente não consigo ouvir (pronto, no geral detesto mesmo), mas cuja influência no rock e na pop aprecio – e um line-up que incluía baterista, teclista, saxofonista e guitarrista-vocalista, a música dos VDGG movia-se por terrenos inovadores, cruzando o rock progressivo com uma liberdade de criação característica do melhor jazz, dando origem a algo tão específico que não mais se repetiu, por ser impossível replicá-lo. A forte personalidade dos executantes, principalmente do saxofonista David Jackson e do vocalista-guitarrista Peter Hammil , que era também o principal compositor, não era passível de reprodução.
Com apenas 4 canções, o disco faz-nos viajar por variadas paisagens sonoras, mas com traços de união evidentes. Desde o amanhecer distópico de The Undercover Man à desolação sem regresso de Scorched Earth. Do suspense de Arrows até à força contida de Sleepwalkers, que fecha a obra com chave de ouro. Um disco que nos marca a fogo, inesquecível e irrepetível…
Sendo estupendo, ainda assim não foi esta a obra-prima maior da carreira dos VDGG – o álbum seguinte, Still Life, conseguiu ir mais além, mas desse falaremos depois.
Portanto, quando me lembro de Outubros invulgarmente cálidos em que a noite já cai às cinco da tarde, é deles que me lembro, e da gravação feita da rádio para uma cassete num radiogravador Orion de boa memória. Lembrem-se de que não é preciso ter grandes aparelhagens e som 5.1 para se apreciar música – bastam dois ouvidos (ou um, mas não vamos chegar a esses extremos).
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
O sinal que eu gostaria de ver nos cinemas
Este fim-de-semana fui ao Colombo ver o novo filme do Rambo e, como sempre, apanhei com uma manada de ruminantes imbecis na sala que, além do habitual ruído de fundo ao filme que fazem com a sua furiosa mastigação às malfadadas pipocas, ainda deixaram uma lixeira na sala. Por mais voltas que dê à minha cabeça não consigo perceber qual é a necessidade (nem o gozo) de ter que estar a mastigar pipocas enquanto se vê um filme.
Somos mesmo um país de atrasados!
Kroniketas, sempre kontra as tretas
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Lei do tabaco
“A lei do tabaco está a alterar profundamente as relações sociais da população portuguesa. Agora, os melhores amigos dos fumadores são os arrumadores, pedintes, Testemunhas de Jeová, mendigos, toxicodependentes, dementes, vendedores de lotarias e prostitutas. É tudo malta que passa imenso tempo à porta dos prédios.”
Citado com a devida vénia do Biscoito interrompido.
blogoberto, chico-esperto
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
O estrebuchar histérico dos fumadores
Eu não perco um artigo do Miguel Sousa Tavares desde há muitos anos, no Público, no Expresso e na Bola, assim como não perco as suas opiniões às 3ªs na TVI. Mas a sua insistência na lei do tabaco, nos artigos que escreve no Expresso, já começa a cansar. Ao contrário do que afirma na edição do último sábado, os fumadores perderam a batalha e perderam-na em toda a linha. Ao contrário do que se apregoa por aí, os restaurantes, bares e cafés continuam cheios, os centros comerciais idem. Ainda na passada semana estive em Portalegre em 3 bares diferentes e o único que era de não fumadores estava tão cheio que não se podia lá entrar, havendo mais do dobro das pessoas na rua, enquanto os dois de fumadores estavam menos de meios. E a diferença do que se respira agora é abismal: finalmente pode-se entrar em qualquer sítio sem ficar a tresandar a tabaco em dois minutos.
Também as reacções quase histéricas nos debates da rádio e da televisão (onde uma professora fez uma triste e lamentável figura, cobrindo-se de ridículo) têm deixado clara a fraqueza dos argumentos dos fumadores inveterados e empedernidos, que apenas reclamam o seu direito continuado a poluir os seus pulmões e incomodar o próximo. A sua fúria pseudo-libertária resume-se sempre a um “eu hei-de fumar enquanto quiser e vou fumar até morrer e ninguém me pode obrigar a ser saudável”, porque não conseguem ir mais longe, tão fraca é a argumentação. Para além da própria imbecilidade do acto em si, maior estupidez é defender furiosamente a vontade de fumar “até à morte”. Claro que o direito dos não fumadores a não fumarem o fumo alheio continua a passar-lhes completamente ao lado, pois é um assunto para o qual se estão completamente nas tintas.
Pois é, só que agora vão fazê-lo sem incomodar o próximo, porque quem não é fumador tem muito mais direito a não levar com o fumo alheio, e isso é que eles nunca conseguirão entender.
Desistam, porque não há volta para trás. Esta lei só peca por tardia. E já agora, um conselho: aproveitem para deixar de fumar.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep.3- 2ª Série
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
As músicas da minha vida 1 - Fim de 1973: Procol Harum - "Grand Hotel"
A história começa mais ou menos na primeira metade dos anos setenta porque, dos anos sessenta, só me lembro de ouvir “San Francisco” do Scott McKenzie na rádio. Portanto, muito pouco.
Claro que todos começamos por ouvir aquilo que nos impingem. E se hoje o impingem muito mais cedo (basta olhar para os tops para ver a catrefada de discos infantis que se vende), não sei com que consequências nefastas na formação do gosto futuro dos infantes*, por essa altura as coisas vinham mais naturalmente, através do festival da canção, de uma rádio controlada pelos gostos da ditadura e de outros nefandos programas de música da RTP, ao bel-prazer do que nos chegava ao ouvido.
Andava eu pelos enviesados caminhos das Vicky Leandros e dos Demis Roussos desta vida quando, por graça do senhor**, o meu primo mais velho começou a levar discos de outro estilo lá para casa. Por discos entenda-se aquelas rodelas de vinil preto que rodavam a 33 1/3 rotações por minuto no prato de uma coisa que muito a propósito se chamava gira-discos. Nunca é demais ser pedagógico para com os leitores de menos idade***.
Os ditos discos eram de cantores e grupos como Cat Stevens, Genesis, Jethro Tull, Deep Purple, Yes, etc., etc. Como vêem, um salto certamente maior do que os que dava o Evil Knievel, porque da Tonicha ao Ian Anderson a distância é tudo menos dispicienda…
Mas, “in the very beginning” (esta tinha de ir em inglês), houve um grupo que reuniu um estranho consenso lá em casa – meio dandies, meio hippies, com uma música entre o barroco e o mainstream da época. Estou a falar de uns senhores que davam pelo nome de Procol Harum e do álbum que na altura cimentou a sua fama, depois de alguns êxitos anteriores, como o single “A Whiter Shade of Pale” (embora com uma formação um pouco diferente da inicial). Falamos de “Grand Hotel”.
Convém salientar que na altura ainda não era muito usual comprar LP’s (Long Play’s, assim mais granditos que os outros discos) e quando nos referíamos a discos falávamos quase sempre dos Singles, rodelas mais curtas apenas com uma ou duas canções de cada lado (sim, os discos de vinil tinham dois lados com gravação – pensem nos DVD dual layer e façam a analogia, mas com a obrigação de os virar no gira-discos para ouvir o outro lado). Portanto, comprar um LP ainda não era um acto vulgaríssimo e a coisa ganhava foros de prenda de Natal desejada.
O que me apraz dizer hoje, tantos anos depois de ouvir pela primeira vez este disco no meu gira-discos mono? Que a idade lhe deu uma patine agradável – não se tornou datado e continuam a ouvir-se com prazer todas as canções do álbum – do embalo sinfónico do tema-título à leveza de "Fires (Which Burn Brightly)", do balanço charrónico de "A Souvenir of London" à simplicidade de "Toujours L’Amour"; e muitas bandas actuais não desdenhariam ter uma canção com o balanço de "Bringing Home the Bacon".
Nisto da música é difícil explicar o que são e como são as canções, porque cada um sente de uma forma diferente, e aquilo que cada uma nos traz tem inevitavelmente a ver com o momento em que as conhecemos e com o que a memória lhes ligou. Este há-de lembrar-me sempre Natais frios e aconchego, numa altura em que a vida se me começava a abrir. Portanto, mais do que eu me desfazer em explicações impossíveis, o melhor mesmo é tentarem ouvi-lo.
tuguinho, cínico musicado
Notas:
** por “senhor” entenda-se o meu primo, como é óbvio…
** “menos idade” e não “mais novos”, porque isso de ser novo ou velho tem pouco a ver com a idade biológica…
sábado, 26 de janeiro de 2008
Ainda a propósito do BCP...
"Quando a moralidade é demasiada, o cínico desconfia..."
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As músicas da minha vida - Prólogo
Isto não é um consultório sentimental. Ponto final.
Pois é, mas não o sendo, é bem verdade que são as emoções que nos vão controlando a vida.
Se não for o seu caso é porque está seco de alma – mais vale deixar de ocupar espaço neste nosso mundo porque não anda cá a fazer nada…
E das coisas que nos tocam mais fundo há uma que ultrapassa todas as outras: a música. Por isso pensei, porque não chatear os nossos leitores com as músicas que me marcaram a vidinha? Decerto se também pensar um bocadinho vai lembrar-se de músicas que lhe fazem lembrar certos períodos, ou vice-versa. É isso mesmo que vou tentar fazer, ano a ano, desde há alguns anitos.
Desiludam-se os fãs da música clássica ou de outra que não seja o bom rock e pop, porque só estas vão aparecer.
Acho que vai ser uma viagem gira. Venham comigo!
tuguinho, cínico musical
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
O que os outros disseram (XLI)
“Não se faz um aeroporto para que seja fácil aterrar, faz-se um aeroporto para que contribua para o desenvolvimento do país e para a felicidade e bem-estar das pessoas.”
(Henrique Neto, dirigente do movimento pró-OTA, “Prós e contras”, RTP 1, 14-1-2008)
Claro, o que é bom é construir um aeroporto onde haja perigo de colidir com uma montanha e não haja hipóteses de expansão para satisfazer a felicidade e o bem-estar de alguns que querem um aeroporto no seu quintal. Que se lixem os pilotos e a segurança dos passageiros.
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Krónikas Tugas
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
O que os outros disseram (XL)
“Eu tenho a impressão que tudo o que disse até agora não serviu para nada. (...) Houve ataques aqui que foram feitos à dignidade das pessoas que conduziram o estudo. O único interesse que nos move é o serviço do país. Não há interesse diferente deste.
(...) As palavras que ouvi da sua boca ofenderam a equipa, ofenderam a instituição a que eu neste momento presido, porque o sr. Presidente da Câmara [das Caldas da Rainha] acabou de referir que pede para fazer um parecer e as pessoas fazem-lhe um parecer. Pode ser que no ponto de vista jurídico isso seja verdade. Na engenharia quem faz isso não é digno da profissão que exerce.”
(Carlos Matias Ramos, presidente do LNEC, “Prós e contras”, RTP 1, 14-1-2008)
sábado, 12 de janeiro de 2008
Alcochete, 1 - OTArios, 0
As reacções indignadas dos indefectíveis pró-OTA, após o anúncio da opção pelo campo de tiro de Alcochete para o novo aeroporto de Lisboa, fazem lembrar aqueles meninos mimados a quem tiraram a bola e agora fazem birra.
Após um estudo minucioso por parte do Laboratório Nacional de Engenharia Civil cujas conclusões já desde o Verão pendiam claramente para Alcochete, os OTArios reagiram de forma desabrida e despropositada, com clamores de conluio entre o governo, a CIP e empresas com interesses na margem sul. No meio do ridículo, apareceu um indivíduo ligado à região centro a bradar contra a decisão do governo e, imaginem, até o presidente da Câmara Municipal de Coimbra veio botar faladura a propósito. Coimbra que, convém lembrar, fica situada a... 200 quilómetros de Lisboa e 100 do Porto! Desculpem a minha ingenuidade, mas por que raio é que alguém de Coimbra, ou de Leiria, tem que largar postas de pescada sobre a localização dum aeroporto em Lisboa? Até a igreja meteu o bedelho a dizer que queria a OTA para facilitar as viagens a Fátima! Só visto! Na escalada do disparate, um dos mais hilariantes foi o de que o aeroporto em Alcochete não serve da melhor forma os 7 milhões de habitantes que vivem entre Braga e Setúbal! Leram bem: entre Braga e Setúbal! Mas afinal o aeroporto é de Lisboa ou não? E já agora: a população de Bragança, ficará bem servida com este aeroporto? E será que ficava melhor se fosse na OTA?
Mas o cúmulo do ridículo foi ver alguém pertencente a um movimento pró-OTA a lançar suspeitas sobre a decisão. Segundo esse senhor, se houve conluio, então os engenheiros do LNEC que fizeram o estudo não são sérios, pois emitiram um parecer segundo o conluio. E se a decisão tivesse sido favorável à OTA, o estudo já seria sério e já não havia conluio? Até se chegou ao ponto de o presidente da Câmara do Cartaxo encomendar um estudo à Universidade de Coimbra a provar que a construção na OTA é mais barata! Deve ser o único. Quer dizer que o estudo do LNEC não presta? Parece aquelas sondagens que os partidos encomendam e que lhes dão sempre bons resultados...
O problema deles é que davam a coisa por adquirida e revelaram um enorme mau perder, mostrando que, eles sim, não estavam neste processo de boa-fé e, eles sim, fizeram lóbi a favor, sabe-se lá, de que inconfessáveis interesses... Só o facto de haver um movimento pró-OTA já é sinal de que há interesses ocultos, pois não me parece muito normal que haja um movimento pró-aeroporto num sítio qualquer, quando o que está em causa é, antes de mais, servir a capital do país. Até parece que estamos a falar duma claque dum clube de futebol. E depois ainda vem mais um pateta dizer que os factores de decisão a favor de Alcochete foram “4-3 ganha o Benfica”. E dizem estas alarvidades sem se rir e sem receio de cair no ridículo!
Esta terá sido das poucas ocasiões em que a sociedade civil, com a CIP à cabeça e secundada pela Associação Comercial do Porto, mais alguns jornalistas e comentadores, conseguiu trazer para a praça pública a discussão duma decisão que parecia inalterável mas que os dados que foram vindo a público mostraram que poderia tornar-se um enorme embuste. Pois é, queriam comer-nos como OTArios, impingindo-nos um aeroporto com grandes condicionantes a nível aeronáutico e sem possibilidade de expansão, mas saiu-lhes o tiro pela culatra e agora amuaram como meninos birrentos. Tenham mas é vergonha na cara e não digam mais baboseiras. Só se cobrem mais de ridículo.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Um chá no LNEC
Após o contorcionismo da explicação da não realização do referendo ao Tratado de Lisboa (pensará Sócrates em boa verdade que alguém acredita naquela explicação?), havia sempre o perigo de se contorcerem também as conclusões do LNEC.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
O que os outros disseram (XXXIX)
“A doente que morreu em Aveiro já percebeu a política do ministro da Saúde.”
(José Manuel Silva, bastonário em exercício da Ordem dos Médicos, “Correio da Manhã”, 6-1-2008)
Pois eu ainda não percebi.
blogoberto, chico-esperto
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A diferença
Vamos lá mais uma vez ao fumito.
Primeira coisa: não sou fundamentalista, mas também não me sinto bem no papel de aspirador.
Segunda coisa: isto é uma hipocrisia pegada, porque o estado que proíbe é o mesmo que controla o negócio e ganha dinheiro com os impostos sobre o tabaco.
Terceira coisa: se o gajo que estiver ao meu lado num bar emborcar duas garrafas de whisky eu vou continuar perfeitamente sóbrio, se ele fumar dois maços de tabaco eu também irei fumar uma boa parte. Sim, sim, eu sei que estarei a fumar de graça, mas o que é que querem, não acho piada nenhuma ao acto de inspirar e expirar fumo (já basta quando acendo a lareira...).
Quarta coisa: não quero obrigar ninguém a deixar de fumar, nem ser bufo ou pulha pidesco. Estejam à vontade para continuarem a ser livres e a acumular alcatrão no peito, mas deixem-me escolher também a mim. Pode ser?
Conclusão: portanto, quando compararem o tabaco à outra droga legal não se esqueçam disto - há uma pequena diferença...
tuguinho, cínico em fumeiro
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
A tua liberdade acaba onde a minha começa
Este é o princípio que os fumadores não parecem entender. A sua liberdade de fumar e de querer arranjar cancros do pulmão não se pode sobrepor à minha liberdade de querer estar a tomar o pequeno-almoço ou a jantar com a família sem levar com nuvens de fumo de quem só quer a sua liberdade acima de tudo... e da dos outros.
Estes fumadores furiosos não sabem nem querem saber o que é estar a levar com fumo em cima e ter de soprá-lo para o lado, chegar a casa a tresandar a tabaco e ter que estender a roupa ao ar livre para tirar o cheiro, dormir com o cheiro a tabaco no cabelo, ou ficar com dor de garganta depois duma noite passada num ambiente saturado de fumo. Não sabem, pois não?
Pois agora, e com uns 30 anos de atraso, finalmente vou poder ver reconhecido o meu direito a não ter que respirar o fumo alheio. Em tempos, até no meu carro tive que discutir com fumadores que se achavam no direito de ali fumar. Era um bocado demais, não acham? Sentem-se constrangidos? Se não fosse assim, estavam-se borrifando para os outros.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
PS: Numa conversa com uma fumadora inveterada, esta sugeriu-me que experimentasse fumar porque melhora o raciocínio e ajuda a pensar. Tomando-a como exemplo do que o tabaco faz à cabeça dos fumadores, é mais um motivo para não fumar.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Frase de ano novo
“Prefiro ser infeliz no meu Audi que no banco do autocarro.”
(Soraia Chaves, como “Maria” no filme “Call girl”)
O que os outros disseram (XXXVIII)
“Eu se tivesse que fazer “Os Sopranos” em Portugal fazia-os no Porto.”
(Pacheco Pereira, “Quadratura do círculo”, Sic Notícias, 12-12-2007)
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Krónikas Tugas
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