

(clique na imagem, por obséquio e também para ver melhor)
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep.3- 2ª Série
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Krónikas Tugas
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
As músicas da minha vida 1 - Fim de 1973: Procol Harum - "Grand Hotel"
A história começa mais ou menos na primeira metade dos anos setenta porque, dos anos sessenta, só me lembro de ouvir “San Francisco” do Scott McKenzie na rádio. Portanto, muito pouco.
Claro que todos começamos por ouvir aquilo que nos impingem. E se hoje o impingem muito mais cedo (basta olhar para os tops para ver a catrefada de discos infantis que se vende), não sei com que consequências nefastas na formação do gosto futuro dos infantes*, por essa altura as coisas vinham mais naturalmente, através do festival da canção, de uma rádio controlada pelos gostos da ditadura e de outros nefandos programas de música da RTP, ao bel-prazer do que nos chegava ao ouvido.
Andava eu pelos enviesados caminhos das Vicky Leandros e dos Demis Roussos desta vida quando, por graça do senhor**, o meu primo mais velho começou a levar discos de outro estilo lá para casa. Por discos entenda-se aquelas rodelas de vinil preto que rodavam a 33 1/3 rotações por minuto no prato de uma coisa que muito a propósito se chamava gira-discos. Nunca é demais ser pedagógico para com os leitores de menos idade***.
Os ditos discos eram de cantores e grupos como Cat Stevens, Genesis, Jethro Tull, Deep Purple, Yes, etc., etc. Como vêem, um salto certamente maior do que os que dava o Evil Knievel, porque da Tonicha ao Ian Anderson a distância é tudo menos dispicienda…
Mas, “in the very beginning” (esta tinha de ir em inglês), houve um grupo que reuniu um estranho consenso lá em casa – meio dandies, meio hippies, com uma música entre o barroco e o mainstream da época. Estou a falar de uns senhores que davam pelo nome de Procol Harum e do álbum que na altura cimentou a sua fama, depois de alguns êxitos anteriores, como o single “A Whiter Shade of Pale” (embora com uma formação um pouco diferente da inicial). Falamos de “Grand Hotel”.
Convém salientar que na altura ainda não era muito usual comprar LP’s (Long Play’s, assim mais granditos que os outros discos) e quando nos referíamos a discos falávamos quase sempre dos Singles, rodelas mais curtas apenas com uma ou duas canções de cada lado (sim, os discos de vinil tinham dois lados com gravação – pensem nos DVD dual layer e façam a analogia, mas com a obrigação de os virar no gira-discos para ouvir o outro lado). Portanto, comprar um LP ainda não era um acto vulgaríssimo e a coisa ganhava foros de prenda de Natal desejada.
O que me apraz dizer hoje, tantos anos depois de ouvir pela primeira vez este disco no meu gira-discos mono? Que a idade lhe deu uma patine agradável – não se tornou datado e continuam a ouvir-se com prazer todas as canções do álbum – do embalo sinfónico do tema-título à leveza de "Fires (Which Burn Brightly)", do balanço charrónico de "A Souvenir of London" à simplicidade de "Toujours L’Amour"; e muitas bandas actuais não desdenhariam ter uma canção com o balanço de "Bringing Home the Bacon".
Nisto da música é difícil explicar o que são e como são as canções, porque cada um sente de uma forma diferente, e aquilo que cada uma nos traz tem inevitavelmente a ver com o momento em que as conhecemos e com o que a memória lhes ligou. Este há-de lembrar-me sempre Natais frios e aconchego, numa altura em que a vida se me começava a abrir. Portanto, mais do que eu me desfazer em explicações impossíveis, o melhor mesmo é tentarem ouvi-lo.
tuguinho, cínico musicado
Notas:
** por “senhor” entenda-se o meu primo, como é óbvio…
** “menos idade” e não “mais novos”, porque isso de ser novo ou velho tem pouco a ver com a idade biológica…
sábado, 26 de janeiro de 2008
Ainda a propósito do BCP...
"Quando a moralidade é demasiada, o cínico desconfia..."
blogoberto, chico-esperto
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Krónikas Tugas
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As músicas da minha vida - Prólogo
Isto não é um consultório sentimental. Ponto final.
Pois é, mas não o sendo, é bem verdade que são as emoções que nos vão controlando a vida.
Se não for o seu caso é porque está seco de alma – mais vale deixar de ocupar espaço neste nosso mundo porque não anda cá a fazer nada…
E das coisas que nos tocam mais fundo há uma que ultrapassa todas as outras: a música. Por isso pensei, porque não chatear os nossos leitores com as músicas que me marcaram a vidinha? Decerto se também pensar um bocadinho vai lembrar-se de músicas que lhe fazem lembrar certos períodos, ou vice-versa. É isso mesmo que vou tentar fazer, ano a ano, desde há alguns anitos.
Desiludam-se os fãs da música clássica ou de outra que não seja o bom rock e pop, porque só estas vão aparecer.
Acho que vai ser uma viagem gira. Venham comigo!
tuguinho, cínico musical
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
O que os outros disseram (XLI)
“Não se faz um aeroporto para que seja fácil aterrar, faz-se um aeroporto para que contribua para o desenvolvimento do país e para a felicidade e bem-estar das pessoas.”
(Henrique Neto, dirigente do movimento pró-OTA, “Prós e contras”, RTP 1, 14-1-2008)
Claro, o que é bom é construir um aeroporto onde haja perigo de colidir com uma montanha e não haja hipóteses de expansão para satisfazer a felicidade e o bem-estar de alguns que querem um aeroporto no seu quintal. Que se lixem os pilotos e a segurança dos passageiros.
blogoberto, chico-esperto
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
O que os outros disseram (XL)
“Eu tenho a impressão que tudo o que disse até agora não serviu para nada. (...) Houve ataques aqui que foram feitos à dignidade das pessoas que conduziram o estudo. O único interesse que nos move é o serviço do país. Não há interesse diferente deste.
(...) As palavras que ouvi da sua boca ofenderam a equipa, ofenderam a instituição a que eu neste momento presido, porque o sr. Presidente da Câmara [das Caldas da Rainha] acabou de referir que pede para fazer um parecer e as pessoas fazem-lhe um parecer. Pode ser que no ponto de vista jurídico isso seja verdade. Na engenharia quem faz isso não é digno da profissão que exerce.”
(Carlos Matias Ramos, presidente do LNEC, “Prós e contras”, RTP 1, 14-1-2008)
sábado, 12 de janeiro de 2008
Alcochete, 1 - OTArios, 0
As reacções indignadas dos indefectíveis pró-OTA, após o anúncio da opção pelo campo de tiro de Alcochete para o novo aeroporto de Lisboa, fazem lembrar aqueles meninos mimados a quem tiraram a bola e agora fazem birra.
Após um estudo minucioso por parte do Laboratório Nacional de Engenharia Civil cujas conclusões já desde o Verão pendiam claramente para Alcochete, os OTArios reagiram de forma desabrida e despropositada, com clamores de conluio entre o governo, a CIP e empresas com interesses na margem sul. No meio do ridículo, apareceu um indivíduo ligado à região centro a bradar contra a decisão do governo e, imaginem, até o presidente da Câmara Municipal de Coimbra veio botar faladura a propósito. Coimbra que, convém lembrar, fica situada a... 200 quilómetros de Lisboa e 100 do Porto! Desculpem a minha ingenuidade, mas por que raio é que alguém de Coimbra, ou de Leiria, tem que largar postas de pescada sobre a localização dum aeroporto em Lisboa? Até a igreja meteu o bedelho a dizer que queria a OTA para facilitar as viagens a Fátima! Só visto! Na escalada do disparate, um dos mais hilariantes foi o de que o aeroporto em Alcochete não serve da melhor forma os 7 milhões de habitantes que vivem entre Braga e Setúbal! Leram bem: entre Braga e Setúbal! Mas afinal o aeroporto é de Lisboa ou não? E já agora: a população de Bragança, ficará bem servida com este aeroporto? E será que ficava melhor se fosse na OTA?
Mas o cúmulo do ridículo foi ver alguém pertencente a um movimento pró-OTA a lançar suspeitas sobre a decisão. Segundo esse senhor, se houve conluio, então os engenheiros do LNEC que fizeram o estudo não são sérios, pois emitiram um parecer segundo o conluio. E se a decisão tivesse sido favorável à OTA, o estudo já seria sério e já não havia conluio? Até se chegou ao ponto de o presidente da Câmara do Cartaxo encomendar um estudo à Universidade de Coimbra a provar que a construção na OTA é mais barata! Deve ser o único. Quer dizer que o estudo do LNEC não presta? Parece aquelas sondagens que os partidos encomendam e que lhes dão sempre bons resultados...
O problema deles é que davam a coisa por adquirida e revelaram um enorme mau perder, mostrando que, eles sim, não estavam neste processo de boa-fé e, eles sim, fizeram lóbi a favor, sabe-se lá, de que inconfessáveis interesses... Só o facto de haver um movimento pró-OTA já é sinal de que há interesses ocultos, pois não me parece muito normal que haja um movimento pró-aeroporto num sítio qualquer, quando o que está em causa é, antes de mais, servir a capital do país. Até parece que estamos a falar duma claque dum clube de futebol. E depois ainda vem mais um pateta dizer que os factores de decisão a favor de Alcochete foram “4-3 ganha o Benfica”. E dizem estas alarvidades sem se rir e sem receio de cair no ridículo!
Esta terá sido das poucas ocasiões em que a sociedade civil, com a CIP à cabeça e secundada pela Associação Comercial do Porto, mais alguns jornalistas e comentadores, conseguiu trazer para a praça pública a discussão duma decisão que parecia inalterável mas que os dados que foram vindo a público mostraram que poderia tornar-se um enorme embuste. Pois é, queriam comer-nos como OTArios, impingindo-nos um aeroporto com grandes condicionantes a nível aeronáutico e sem possibilidade de expansão, mas saiu-lhes o tiro pela culatra e agora amuaram como meninos birrentos. Tenham mas é vergonha na cara e não digam mais baboseiras. Só se cobrem mais de ridículo.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Um chá no LNEC
Após o contorcionismo da explicação da não realização do referendo ao Tratado de Lisboa (pensará Sócrates em boa verdade que alguém acredita naquela explicação?), havia sempre o perigo de se contorcerem também as conclusões do LNEC.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
O que os outros disseram (XXXIX)
“A doente que morreu em Aveiro já percebeu a política do ministro da Saúde.”
(José Manuel Silva, bastonário em exercício da Ordem dos Médicos, “Correio da Manhã”, 6-1-2008)
Pois eu ainda não percebi.
blogoberto, chico-esperto
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Krónikas Tugas
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A diferença
Vamos lá mais uma vez ao fumito.
Primeira coisa: não sou fundamentalista, mas também não me sinto bem no papel de aspirador.
Segunda coisa: isto é uma hipocrisia pegada, porque o estado que proíbe é o mesmo que controla o negócio e ganha dinheiro com os impostos sobre o tabaco.
Terceira coisa: se o gajo que estiver ao meu lado num bar emborcar duas garrafas de whisky eu vou continuar perfeitamente sóbrio, se ele fumar dois maços de tabaco eu também irei fumar uma boa parte. Sim, sim, eu sei que estarei a fumar de graça, mas o que é que querem, não acho piada nenhuma ao acto de inspirar e expirar fumo (já basta quando acendo a lareira...).
Quarta coisa: não quero obrigar ninguém a deixar de fumar, nem ser bufo ou pulha pidesco. Estejam à vontade para continuarem a ser livres e a acumular alcatrão no peito, mas deixem-me escolher também a mim. Pode ser?
Conclusão: portanto, quando compararem o tabaco à outra droga legal não se esqueçam disto - há uma pequena diferença...
tuguinho, cínico em fumeiro
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
A tua liberdade acaba onde a minha começa
Este é o princípio que os fumadores não parecem entender. A sua liberdade de fumar e de querer arranjar cancros do pulmão não se pode sobrepor à minha liberdade de querer estar a tomar o pequeno-almoço ou a jantar com a família sem levar com nuvens de fumo de quem só quer a sua liberdade acima de tudo... e da dos outros.
Estes fumadores furiosos não sabem nem querem saber o que é estar a levar com fumo em cima e ter de soprá-lo para o lado, chegar a casa a tresandar a tabaco e ter que estender a roupa ao ar livre para tirar o cheiro, dormir com o cheiro a tabaco no cabelo, ou ficar com dor de garganta depois duma noite passada num ambiente saturado de fumo. Não sabem, pois não?
Pois agora, e com uns 30 anos de atraso, finalmente vou poder ver reconhecido o meu direito a não ter que respirar o fumo alheio. Em tempos, até no meu carro tive que discutir com fumadores que se achavam no direito de ali fumar. Era um bocado demais, não acham? Sentem-se constrangidos? Se não fosse assim, estavam-se borrifando para os outros.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
PS: Numa conversa com uma fumadora inveterada, esta sugeriu-me que experimentasse fumar porque melhora o raciocínio e ajuda a pensar. Tomando-a como exemplo do que o tabaco faz à cabeça dos fumadores, é mais um motivo para não fumar.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Frase de ano novo
“Prefiro ser infeliz no meu Audi que no banco do autocarro.”
(Soraia Chaves, como “Maria” no filme “Call girl”)
O que os outros disseram (XXXVIII)
“Eu se tivesse que fazer “Os Sopranos” em Portugal fazia-os no Porto.”
(Pacheco Pereira, “Quadratura do círculo”, Sic Notícias, 12-12-2007)
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Actualização do modelo
Não, não trocámos a Claudia Schiffer pela Gisele Bündchen, somente actualizámos o modelo do blog.
Ainda temos algumas coisinhas a acertar, mas isso vai lá com o tempo...
tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Notícia Fresca
Parece que vem aí um novo ano.
O Maratonista tentou confirmar o facto mas esbarrou no mutismo dos interlocutores.
Se calhar para a próxima não enviamos Mamede, o mimo mudo, para confirmar estas coisas...
Até para o ano, se a notícia se confirmar.
Mateus Bichoso, repórter horroroso
P.S. - este blog está mesmo, mesmo a ser ultrapassado pelo Krónikas Vinícolas no número de visitas e em metade do tempo! Se um de nós assinasse como "cínico encartado" até podia dizer que afinal isto era um país de bêbados sisudos, mas nem quero acreditar nisso. Os tugas não são sisudos!
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Descubra as diferenças
Noite de Natal. Filme agendado pela SIC: "A Guerra dos Mundos".
Independentemente da qualidade da película (já lá vamos), exibir um filme com esta temática na noite de Natal parece-me, vamos lá, descabido (vamos ficar por aqui porque a época é de boa vontade...). Além disso (já tinha dito que lá iríamos!), o filme não tem ponta por onde se lhe pegue e quem não conhecer a história nem sequer vai perceber nada. A "obra" é, de uma ponta à outra, uma mera exibição de efeitos especiais sem quaisquer laivos de linha narrativa, com personagens de catálogo e onde acho que o Tom Cruise (ao nível do resto) não diz 3 frases seguidas... Cá para mim, que não sou de intrigas, o Spielberg tinha o saldo da conta em baixo e esta encomenda caiu que nem ginjas!
Quarta-feira, dia 26. Filme agendado pela RTP-1: "Charlie e a Fábrica de Chocolate".
Independentemente da qualidade da película (já lá vamos), exibir um filme com esta temática seria o mais adequado para a noite de Natal mas pronto, exibi-lo hoje também não foi despropositado. Além disso (já tinha dito que lá iríamos!), o filme é mais uma pérola de Tim Burton (que também tem as suas nódoas...) que mostra bem como um filme para crianças (será?) pode sê-lo para todos. Um conto de fadas moderno que ilustra como se pode fazê-los sem terem necessariamente de incluir princesas e bruxas... Pois, o Johnny Depp também mete o Tom Cruise num sapato, é verdade!
Conclusão: a RTP, desde que se deixou de estúpidos mano-a-mano com as privadas, melhorou significativamente; a SIC, na sua guerra de audiências com os subprodutos da TVI, só se vai afundando cada vez mais...
Tenho dito!
tuguinho, cinéfilo amador
domingo, 23 de dezembro de 2007
Um singelo cartão de Natal...
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Gala de Aniversário das Krónikas - Episódios da Festa II
Na impossibilidade da presença de José Castelo Branco outras personalidades vieram abrilhantar a Gala.
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Gala de Aniversário das Krónikas - Episódios da Festa I
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terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Venham mais quatro!*

Foi há tão pouco tempo e parece que foi já há quatro anos!… Hmmm? Ah pois, foi mesmo há quatro anos que este antro abriu as portas e deixou que a parvoeira, a indignação, a raiva, a parvoeira outra vez, a elevação, o humor e outras coisas menos nomináveis saíssem assim de uma vez e todas misturadas, tipo “chama-o-gregório” após noite de excessos.
Ao longo destes “4x365+bissextos” dias muita coisa nos passou pelos teclados, mas há pessoas e animais a quem temos de agradecer: a Santana Lopes, pela produtividade que em nós induziu, ao Titta, pela diversão proporcionada pela aridez das suas ideias ao longo de uma polémica atroz, ao Politikos, por ter travado connosco a batalha mais engraçada desde Aljubarrota à volta da identidade de um cabrito, e a tantos outros que, levados pela insónia ou pelo azar, vieram parar a este blog e nos leram. Só um momento, para limparmos estas lágrimas teimosas… pronto, já está!
Ao fim destes quatro anos tivemos altos e baixos e até mesmo gordos e magros, decerto. Mas soubemos manter-nos à tona (temos muito medo das gralhas…) flutuando à custa das nossas ideias parvas, das indignações justas e das bóias de braço que nos ofereceram quando meninos. É pois cultivando sempre o humor que nos vamos manter, mesmo nos assuntos mais sérios, esperamos que pelo menos por mais quatro anos, se mantivermos a força na pena.
Vamos lutar sempre pelas coisas justas, tais como o direito a ter um clube de fãs em que todas elas sejam pelo menos tão boas como a Scarlet Johansson e tenham a abertura moral da Paris Hilton.
Digladiar-nos-emos (difícil de ler, esta, ahn?) com quem quer que seja quando soubermos que a razão está do nosso lado, e mais ainda quando não a tivermos.
Insultaremos quem pensar o mesmo que nós, porque assim o país nunca irá para a frente.
E, por último mas não esquecido (vêem – o português tem boas alternativas a “last but not the least”!), chacinaremos todos os agressores do bom português, o que esperamos irá reduzir a população portuguesa a um décimo da actual e deixará o Brasil despovoado.
Posto isto, continuaremos a toda a brida a postar sempre que a preguiça nos deixar (eu sempre disse que ela não ia ser um bom animal de estimação…), e a nunca falar de touros ou touradas ou toureiros, excepto para dizer que nunca falaremos de touros ou touradas ou toureiros.
Só mais este parágrafo para informar que depois de termos dito que era a última coisa já escrevemos mais dois!
E finalmente, neste dia de aniversário, um agradecimento muito especial a todos aqueles que não nos lêem, porque só mostram que têm bom gosto. Pessoas assim não podem ser más pessoas!
Bem hajam!
tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos
*portanto, menos um que na canção do Zeca Afonso...
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
O quarteto gay e lésbico
Volto a este tema, a propósito de um post anterior, por causa dum programa que ouvi há algum tempo no Rádio Clube Português. Na emissão da tarde apanhei o “Janela aberta” em que o painel de convidados era um tal “quarteto gay e lésbico”, e o tema era um estudo que dava conta de que a população portuguesa poderia baixar dos 10 milhões durante este século.
O sui generis neste painel era ter um “quarteto gay e lésbico” a pronunciar-se sobre o assunto. Pois se eles não são contribuintes para a demografia do país, por que raio é que têm de mandar bitaites sobre o assunto? Então um casal gay ou lésbico terá alguma forma de contribuir para o aumento da natalidade?
Claro que no meio disto lá vieram os lamentos do costume de um dos membros do casal lésbico acerca da impossibilidade de fazer inseminação artificial, acrescendo a injustiça de “ter de se relacionar com um homem de quem não gosta” para poder engravidar.
Hummm... Deixem-me ver se entendo: a menina ou senhora gostaria de engravidar. Para isso gostaria de recorrer à inseminação artifical, porque até agora, que se saiba, ainda não inventaram nenhum modo de engravidar sem ser com esperma... obviamente fornecido por um homem. Sendo assim, ela precisa do esperma de um homem, mas não quer contactos com o pénis do homem... Será assim? E sente-se injustiçada por isto? Olha que azar!
Pois é: estes não-contribuintes líquidos para a natalidade mais valia estarem calados e não abrir a boca sobre o assunto, porque não é com o seu contributo que a população vai aumentar. Aliás, se toda a gente seguisse o mesmo princípio a espécie acabava. Por isso, se não querem fazer filhos como toda a gente aguentem-se com a escolha que fizeram.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Já chega
Não há ninguém neste país com “eles” no sítio que ponha esta insuportável criatura na linha? O homenzinho é um déspota saloio com a mania de que é engraçadinho e que está acima da lei, bradando constantemente contra os “cubanos” do continente que mandam para lá os rios de dinheiro do orçamento que lhe sustentam as manias que lhe permitem estar há três décadas na cadeira do poder.
E se lhe fechassem a torneira de vez? E se fizessem aplicar na Madeira a lei geral da República? Afinal ele pode fazer o que quer e lhe apetece, como um pequeno ditadorzeco de quintal que põe e dispõe a seu bel-prazer enquanto goza com a nossa cara todos os dias? Por que carga de água é que teremos de aturar os seus dislates constantemente e mesmo assim ainda pagar para ele se exibir ridiculamente nos desfiles de Carnaval?
Kroniketas, sempre kontra as tretas
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
O fala-barato
“Esta vitória é dedicada, em exclusivo, a todos aqueles que vivem à custa de dizer mal do Benfica. Demos mais uma prova de grande carácter e de grande humildade deste grupo e do trabalho que fazemos diariamente. Não dêem lições de organização ao Benfica quando não sabem organizar as suas próprias vidas”.
Claro. O homem é infalível. Já há uns meses, depois da barraca que foi a colocação das claques do FC Porto no estádio da Luz no jogo da época passada, ele disse que a sub-comissária da PSP não lhe dava lições de segurança. Faz sentido, afinal a PSP não percebe nada de segurança nos estádios, quem percebe é o omnisciente Luís Filipe Vieira.
O homem não se enxerga. Cada vez que abre a boca diz uma asneira, e não resiste a debitar alarvidades sempre que lhe põem um microfone à frente. Se ao menos aprendesse a falar português correctamente não dizia tantas asneiras. Mas como ninguém lhe dá lições de coisa nenhuma, essas certamente também não quer. E enquanto vai cagando sentenças contra “os incompetentes e os invejosos”, a equipa de futebol vai-se afundando. Fica à vista a sua competência na construção do “melhor plantel dos últimos 10 anos”, assim como há uns anos da “equipa-maravilha”.
Acho que é tempo de os benfiquistas deixarem de andar atrás de vendedores de ilusões e de banha da cobra.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Torcato & Marcelino, o Trio Maravilha - Ep.2- 2ª Série
A greve geral
Ó a contradição de regressar ao trabalho com uma greve…
por Eládio Cardíaco, bd-maníaco
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Krónikas Tugas
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O que os outros disseram (XXXVII)
“Parece que com a saída de Fernando Santos, Rui Costa reencontrou-se consigo próprio, reencontrou-se com a equipa e reencontrou-se com o Benfica.”
(Rui Santos, “Tempo extra”, Sic Notícias, 25-11-2007)
Foi o Rui Costa e mais 6 milhões...
blogoberto, chico-esperto
sábado, 1 de dezembro de 2007
Um século de “derbies”
A não perder por todos os aficionados dos dois clubes.
Gabriel Alves dos Santos, tanto comenta livres como cantos
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Outra vez a Pantera Rosa
Agora é por causa duma campanha da cerveja Tagus. Os rosas sentiram-se atingidos por uma campanha que dizem ser sexista, discriminatória e homofóbica, e fizeram uma contra-campanha num blog a ridicularizar a outra.
Ridículos são eles. Eles podem publicitar o seu “orgulho gay” mas sentem-se ofendidos por uma campanha que apela ao orgulho hetero. E os outros têm de lhes aturar as manias...
Kroniketas, sempre kontra as tretas
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Pontapé na atmosfera
Um novo blog de análise do futebol, de autoria dum habitual leitor das Krónikas Tugas. À parte ser sportinguista (não se pode ter tudo...), faz uma boa abordagem dos aspectos técnicos e tácticos do jogo, com bom recorte técnico. Tomara muitos treinadores encartados terem a leitura de jogo que ele tem...
Vale a pena visitar.
Kroniketas





















