A notícia da noite foi o anúncio da candidatura de Manuel Alegre à presidência da República. Ainda ontem estive para escrever um post sobre a minha dificuldade em escolher em quem iria votar, perante os candidatos já anunciados.
A candidatura de Manuel Alegre parecia posta de lado, mas motivos vários levaram a que ele avançasse, nomeadamente as sondagens que davam um vitória a Cavaco Silva logo à primeira volta.
Terá feito bem ou mal? Sobre isso vou dissertar um dia destes. Mas para já o meu problema ficou resolvido: já tenho em quem votar.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
domingo, 25 de setembro de 2005
Já tenho candidato a Belém
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Krónikas Tugas
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01:09
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sábado, 24 de setembro de 2005
Estes jornalistas são uns chatos
Esta noite lá voltaram a massacrar o Cavaco Silva com a candidatura às presidenciais. Ora o homem já disse não sei quantas vezes que só fala depois das autárquicas, porque é que continuam a insistir com ele?
Sendo assim, a pergunta agora passou a ser outra: quantos dias depois das autárquicas? Uma semana? Duas semanas? Um mês?
Mas estes jornalistas não têm a noção de quão ridículas são as perguntas que às vezes fazem? Se o homem já disse que fala depois das autárquicas, deixem passar as autárquicas que ele depois há-de dizer quando é que fala. Parece simples, não?
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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Krónikas Tugas
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00:53
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quinta-feira, 22 de setembro de 2005
Frase da semana (a propósito de Felgueiras)
Cada povo tem os políticos que merece.
blogoberto, chico-esperto
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Krónikas Tugas
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10:25
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Yeeeeessssss!

Strokes: o novo single (foto gentilmente roubada ao Sound+Vision)
blogoberto, chico-esperto
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Krónikas Tugas
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00:40
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quarta-feira, 21 de setembro de 2005
Felgueiras - grunhos, estúpidos e atrasados mentais
Já não há paciência para a estupidez endémica de grande parte deste povo. O espectáculo indecoroso a que me foi dado assistir há pouco pela televisão a propósito da chegada da foragida Fátima Felgueiras (não, não me estava a referir à Sra. D. Lady nem à 1ª Companhia, porque com esses nem vale a pena perder tempo) foi mais um momento degradante que retrata cruamente o atraso no desenvolvimento mental deste país.
No meio dos aplausos e das palavras-de-ordem (“Fátima amiga, o povo está contigo”), para além das fotografias agitadas por crianças que não sabiam o que estariam ali a fazer ou por mulherzinhas com ar de vendedoras de peixe analfabetas, ouvi algumas declarações sacadas pelos repórteres à turba ululante das quais retive estas preciosidades:
- Faltei ao trabalho para vir vê-la (provavelmente algum “trabalhador” que passa o dia a roçar o cu pelas paredes…)
- É tudo mentira
- Esta mulher para mim é tudo
- Ela é Deus na terra (!!!)
Perante estas pérolas, o que é que se pode pensar dos habitantes deste pobre país? Aliás, o que se pode chamar a um país que tem tais habitantes, senão “pobre”? Pobre de espírito, pobre de discernimento, pobre de raciocínio, pobre de percepção sobre o que nos rodeia.
Uma sujeita é acusada de 23 crimes de peculato e corrupção, foge para o Brasil para escapar à justiça e depois de 2 anos a preparar um golpe legal para aparecer novamente como candidata, é recebida em triunfo pelos que é acusada de ter roubado! E os grunhos querem mais!
Com todo o desplante a “senhora” anunciou em conferência de imprensa as 17 razões que a fizeram regressar para voltar a devotar-se à sua querida Felgueiras! E os atrasados mentais que lá estavam a aplaudir e vão, certamente, elegê-la, acham a senhora o máximo!
É este o tipo de gente que, passadas 3 décadas sobre o derrube do regime opressor e obscurantista que sufocou o pais durante meio século, de vez em quando ainda repete aquela frase execrável, que me deixa com todos os pêlos eriçados, de que “isto precisava era de outro Salazar”. Grandes estúpidos! A burrice é tanta que nem são capazes de entender que com “outro Salazar” eles nem teriam direito de ir para a rua manifestar-se à porta dum tribunal!
Eu já estou como o Miguel Sousa Tavares: o grande problema de Portugal são os portugueses. Porque com gente desta nunca se vai evoluir em direcção alguma.
Termino com uma dúvida inquietante: como é possível que alguém que vai ser julgado possa ser candidato seja a que for? A partir do momento em que está sob a alçada da justiça, não deveria automaticamente ficar impedida de exercer este tipo de cargos? O próprio tribunal não deveria rejeitar a candidatura? Esta justiça é uma piada!
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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Krónikas Tugas
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23:13
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Também quero!
Olhem, podem ler esta, que é exactamente o que eu penso da MTV actualmente.
tuguinho, cínico musicalizado
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Krónikas Tugas
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01:10
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Dolviran

Não sei o que se passa comigo, mas estou sem qualquer pachorra para escrever posts sérios. Havia tanto que desancar desde já em relação a certas acções do governo e a mim só me apetece escrever baboseiras... Se fossem baboseiras de amor ainda poderia estar apaixonado, mas nem isso! Será uma reacção retardada devida àqueles meses de frenética actividade "póstica" durante o consulado de Santana Lopes? Ou será apenas preguiça? Não sei, não sei, e esta dúvida lanceta-me as meninges sem que tenha antídoto para ela.
Poderia sem dúvida consultar um psicólogo, mas gosto mais de ser eu a inventar as minhas fantasias. O que me resta então? Talvez continuar a escrever baboseiras como esta e esperar que os nossos parcos leitores (eu disse "parcos", ó curtos de vista!) não nos abandonem de vez...
Tenho esperança!
tuguinho, cínico entalado
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Krónikas Tugas
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00:43
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segunda-feira, 19 de setembro de 2005
Funeral adiado
Comunicado do Sporting Clube de Portugal:
Comunicamos a todos os nossos apaniguados que o funeral que estava previsto realizar ali para os lados da Luz já não se vai realizar porque o moribundo, afinal, não morreu.
Por outro lado, como apanhámos uma indigestão de massas Nacional, não vamos estar em condições de preparar mais nenhuma cerimónia do género até ficarmos completamente restabelecidos.
O presidente do entreposto (com a colaboração de Titan, artista convidado)
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Krónikas Tugas
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23:58
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Os impropérios dos candidatos
Não segui em directo o debate televisivo Carmona-Carrilho, mas os comentários que li depois despertaram-me a curiosidade. Consegui saber quando iria ser repetido e este domingo tive oportunidade, em duas prestações (tarde e noite) de ver o dito debate.
De facto, o nível da discussão foi assim para o baixo. Esperava uma maior elevação daqueles candidatos porque, enfim, não se tratava do candidato de Gondomar (major Valentim), nem do de Amarante (Ferreira Torres) e muito menos da candidata fantasma de Felgueiras (Fátima). Mas perante aquilo que viram, os lisboetas devem estar com um grande problema de escolha. É que nenhum daqueles dois parece merecer um voto.
Sendo assim, e como já há por aí uns cartazes a dizer que o arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles (um dos poucos que parece ter ideias aceitáveis para a cidade) apoia José Sá Fernandes, eu por mim acho que a melhor escolha é mesmo capaz de ser o candidato do Bloco. O problema em Portugal é que o pessoal não é capaz de eleger quem está desalinhado com o sistema de poder dos irmãos siameses (PS-PSD). Sendo assim, lá iremos gramar com um dos protagonistas dum dos maiores momentos de peixeirada televisiva dos últimos tempos.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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Krónikas Tugas
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01:04
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quinta-feira, 15 de setembro de 2005
Perdulário
Eu tenho muito para dizer, mas tem-me faltado disposição para escrever. Tenho andado a reflectir sobre o país e as desgraças com que somos confrontados todos os dias, mas também sobre o Benfica e as asneiras do Koeman. Vá lá que o Miccoli parece ser mesmo bom jogador.
Mas há qualquer coisa na forja. Um dia destes meto mãos à obra e vou tentar deixar de ser preguiçoso…
Ah, antes que me esqueça, hoje vi pelo retrovisor do carro mais um imbecil armando em Schumacher, ao volante dum Rover na radial de Monsanto, a ultrapassar outro carro que ia na faixa da esquerda, passando entre ele e o separador central. Se fosse malhar com a cornadura no próximo pilar não se perdia nada.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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Krónikas Tugas
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23:44
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terça-feira, 13 de setembro de 2005
Estróina!

Não tenho grande coisa para dizer, hoje. Nem me apetecia muito escrever. Por isso este post é curto e inconsequente, uma espécie de último estertor do Verão antes de entrarmos na estação "fria".
Vá, aproveitem enquanto há solinho!
tuguinho, cínico quase nostálgico
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Krónikas Tugas
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00:38
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quinta-feira, 8 de setembro de 2005
quarta-feira, 7 de setembro de 2005
Piada parva do dia
A campanha presidencial de Mário Soares vai ter a participação de duas figuras internacionais de peso: o Alzheimer e o Parkinson.
blogoberto, chico-esperto
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Krónikas Tugas
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15:19
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terça-feira, 6 de setembro de 2005
Mais um energúmeno ao volante
Domingo à tarde, via do Infante. Regresso da Praia da Rocha depois duma escapada de fim-de-semana para aproveitar os últimos dias dum verão maravilhoso no Algarve. Dirijo-me à A2 num Volkswagen Polo 1.0 a uma velocidade que varia entre os 120 e 140 km/h (o carro não dá para muito mais). Quando encontro veículos mais lentos passo para a faixa da esquerda e ultrapasso-os, voltando à faixa da direita para deixar passar os “bólides” e os “aceleras”.
Por alturas de Alcantarilha passo para a faixa da esquerda para fazer mais uma ultrapassagem, sem reparar sequer na marca do veículo que se deslocava à minha frente. Quando estou a par dele, eis que subitamente deixo de conseguir andar mais que ele e é ele que, agora, anda mais depressa que eu, aumentando bruscamente de velocidade enquanto eu tentava acelerar. Vi que o carro à minha direita era um Mercedes desportivo e rapidamente abrandei e me coloquei de novo atrás dele na faixa direita, protestando com o imbecil do condutor. O anormal do Mercedes faz-me um gesto como que a indicar que eu tenho que ir pela faixa da direita enquanto se afasta. Eu continuo a protestar com ele e o atrasado mental gesticula apontando com o dedo para a cabeça, gesto que eu repito para ele.
Subitamente, o energúmeno do Mercedes, que devia ir a dormir, deve ter acordado quando eu tinha o carro a par dele, e resolveu impedir que eu o ultrapassasse, contrariando uma das regras básicas do código da estrada, e não contente com isso o idiota ainda refilou comigo. Se calhar o mentecapto ainda achava que tinha razão.
Este tipo de comportamento, muitas vezes repetido nas nossas estradas, é mais um exemplo da escumalha que anda por aí. Os principais terroristas do asfalto são aqueles que, supostamente, têm mais dinheiro porque têm carros de grande cilindrada, o que confirma que o acesso ao dinheiro não os tornou mais civilizados, pelo contrário. A minoria de portugueses que têm um comportamento normal nas mais variadas situações do dia-a-dia, porque tiveram acesso a alguma educação e alguma cultura que lhes permitiram definir padrões de comportamento, não engloba os novos-ricos que tiveram acesso ao dinheiro… mas só. Julgam-se importantes, mas um analfabeto milionário não deixa de ser analfabeto. Tal como um labrego de fato e gravata continua a ser um labrego e um burro carregado de ouro continua a ser um burro.
Kroniketas, farto dos jumentos que andam por aí
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Krónikas Tugas
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00:49
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sexta-feira, 2 de setembro de 2005
O rectângulo infestado
Digamos que o Kroniketas está com uma atitude do estilo "já agora fiquem também com os ossos que eu vou-me embora antes que me suguem a alma". A minha é mais "dêem-lhe o tiro bem entre os olhos", aplicável a todos os sacanas que infestam este rectângulo mal amanhado!
É bem certo que todos nós tugas temos no nosso cerne uma certa mesquinhez atávica, que não sei bem de onde veio num povo que abriu horizontes para o mundo, mas parece que se esqueceu de si. Há que combatê-la! É próprio do homem (e dos povos) evoluir. A Suécia era um país muito pobre no início do século XX e vejam no que se tornaram! E como este existem outros exemplos de pequenos países que deram a volta por cima. Basta querer! O nosso problema não é não querermos - é que quando alguém quer, logo se vê submergido pelos imobilistas, tachistas e incompetentes, que tratam de abafar qualquer evolução, com medo de que as suas mordomias ou simplesmente a sua inactividade sejam beliscadas! É contra estes que se tem de lutar! Este tipo de bicho funciona por simpatia: se uns quantos forem lixados, os restantes começam a transformar-se em algo menos amorfo, mesmo que sem convicção profunda. É como uma reacção em cadeia.
Portanto não se denigra o Paulo Morais para minimizar as suas declarações, como já se começou a fazer. Ele até pode ser o maior sacana do mundo - mas isso não interessa nada se as suas declarações forem verdadeiras. E todos nós sabemos, no fundo, no fundo, que o são, embora existam excepções por esse país fora.
Metendo na cadeia uns quantos figurões como o Torres, a Felgueiras ou o Jardim, dar-se-ia uma mensagem muito forte aos calaceiros e corruptos. Premiando o mérito e não a antiguidade eliminar-se-iam uns quantos furúnculos da nossa função pública. Dando exemplos concretos de honestidade, também o governo poderia ajudar, mas isso já seria esperar demais - vejam-se as nomeações escandalosas que o aparelho do PS já impôs!
É o que eu disse: quando alguém quer fazer algo de construtivo, vem logo uma manada de parasitas que o subjugam.
Este país não precisa de um furacão.
Este país precisa de uma desinfecção!
Eu por mim já comprei umas latas de insecticida para contribuir para este verdadeiro objectivo nacional.
tuguinho, farto dos sacanas mas não de ser tuga
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Krónikas Tugas
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12:38
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O problema de D. Afonso Henriques
Aqui o Tuguinho e eu tivemos uma troca de impressões acerca do epílogo da Krónika do Maranello, artista convidado. Ele não gostou da insinuação acerca do D. Afonso Henriques, tomando-a como um desejo de sermos espanhóis, e pôs algumas reticências em relação à publicação desse parágrafo tal como foi escrito pelo autor.
Não é que eu seja pró-castelhano, mas tudo aquilo que vi a Espanha evoluir e o que não vi evoluir Portugal começa a deixar-me cada vez mais farto de ser português. Francamente, para além das praias e do clima (e do Benfica, mas até esse já não é o que era…) o que é que existe cá que nos faça gostar de ser quem somos? E de cá estar? Não viveríamos muito melhor agora se tivéssemos perdido a batalha de Aljubarrota? Seja como for, os espanhóis já estão a comprar tudo isto aos pedacinhos!... Que diferença fazia? Nem aos países de expressão portuguesa conseguimos “vender” a nossa cultura, o que é que nos faz, afinal, estar cá?
Temos das casas mais caras da Europa, dos carros mais caros da Europa, dos telefones, água, gás, electricidade, combustíveis mais caros da Europa, temos dos salários mais baixos da Europa, temos das piores estradas da Europa, temos dos maiores níveis de iliteracia e de analfabetismo da Europa, temos dos maiores níveis de corrupção da Europa, temos dos piores ordenamentos territoriais da Europa, temos o maior número de incêndios da Europa, afinal do que é que nos podemos orgulhar por sermos portugueses? O clima e as praias não fomos nós que fizemos, já cá estavam, e quanto às praias estamos a tentar tudo para as destruir.
Que tal fechar a porta e deitar fora a chave? O último a sair que apague a luz.
Kroniketas, farto de ser tuga
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Krónikas Tugas
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02:14
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O espelho do país
“Nas mais diversas câmaras do país há projectos imobiliários que só podem ter sido aprovados por corruptos ou atrasados mentais”
(Paulo Morais, ex-vereador de Urbanismo do Porto, em entrevista à Visão)
É isto que nós somos: um país de corruptos e atrasados mentais. Nada retrataria melhor a podridão em que temos vindo a cair do que esta frase. Todas as trapalhadas, vigarices, compadrios e falcatruas a que assistimos diariamente por parte dos que mandam ou têm poder só confirmam esta tese: Portugal está dominado por um enorme bando de escumalha. Do que isto estava a precisar era de uma enorme barrela. Que viesse um furacão e atirasse tudo ao mar para depois se repovoar. Não, não pensem que estou a fazer uma piada de mau gosto com o furacão que provocou a inundação de New Orleans: para Portugal aquilo não chegava, tinha que ser muito mais devastador!
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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Krónikas Tugas
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01:50
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quinta-feira, 1 de setembro de 2005
É só desgraças!
20:00 h, Telejornal.
New Orleans está 80% inundada. No Algarve morreram 7 pessoas em acidentes de viação (2 eram bebés com menos de um ano). 40 mil professores ficaram fora das colocações e muitos outros vão trabalhar a centenas de quilómetros de casa: há quem gaste 450 € por mês em portagens e gasolina. 240 mil hectares de floresta, o dobro do ano passado nesta altura, já se foram nos incêndios. Na SIC Notícias ontem houve debate sobre as autárquicas em Amarante, com Avelino Ferreira Torres, e hoje vai haver debate sobre Gondomar, com Valentim Loureiro.
Com notícias destas, fico a pensar se não seria melhor ter continuado de férias no Algarve. Ao menos lá a água estava morna, a Praia da Rocha maravilhosa (quanto mais vou a outras mais gosto daquela, pelo menos no barlavento algarvio) e não me chateava. Ao regressar para mais 11 meses de rotina, só vejo desgraças e o país continua na mesma.
Kroniketas, cansado da Tugalândia
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Krónikas Tugas
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23:53
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Lapidar II

"Diamond is the name of the precious gemstone, in its primitive state or lapidated. Its composition is very simple, since it is a common carbon. The brilliant, in turn, is one of the various types of possible lapidation techniques for the diamond.
The brilliant cut conceived in 1919 by Marcel Tolkowsky is round shaped, with 57 or 58 facets. It is one of the lapidation techniques that give most radiance and beauty to the diamond. It is so well known that its name became a popular synonym for the diamond." - H. Stern Service Center
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Krónikas Tugas
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23:33
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quarta-feira, 31 de agosto de 2005
Lapidar
“José Mourinho está há um ano e pouco em Inglaterra e ainda não aprendeu a ser um gentleman.
José Peseiro ainda não se esqueceu que é de Santarém e que os bois se pegam pelos cornos.”
(Dias Ferreira, comentador do programa “O dia seguinte”, Sic Notícias, a propósito da troca de comentários entre José Mourinho, treinador do Chelsea, e José Peseiro, treinador do Sporting)
blogoberto, chico-esperto
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23:41
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terça-feira, 30 de agosto de 2005
Desabafos, coño
No regresso de férias as Krónikas abrem um espaço à colaboração externa, para dar voz à indignação de um comparsa sem forum adequado para a manifestar. O título, a assinatura e as ideias são dele, e não vinculam necessariamente os autores deste blog à totalidade do conteúdo. No entanto a publicação do artigo que se segue é feita, naturalmente, por considerarmos válidas as ideias nele expressas.
Idálio Saroto, provedor do blog
Uma visita – misturada com algum acaso - a um velho amigo que mora perto de Tavira, resultou numa pequena viagem por terras espanholas. Recomendação dele, uns dias antes, quando planeávamos a jornada: “traz o depósito na reserva!”. Percebi imediatamente a razão. A gasolina – assim como o gasóleo – é mais barata por lá. Ok, segui as instruções dele e tentei calcular, pelas voltinhas que daria nos dias seguintes por Albufeira, Portimão, etc, qual o momento em que estaria a precisar de gasolina.
Nesse belo dia, lá fui eu. Assim que chegámos a Ayamonte, foi-nos impossível abastecer – em boa verdade, nem perto do posto chegámos! – pela quantidade inacreditável de carros que nos precediam. Em bicha que ia até uma rotunda a mais de 300m de distância! Elemento curioso: nem uma matrícula espanhola à vista. Mas como não pude ver todos os carros, achei que era apenas um acaso.
Entrámos um pouco mais dentro de Espanha e eis que surge outra bomba, esta da Galp (pois, essa mesmo, a companhia portuguesa). Rumámos a ela e, mesmo assim, tínhamos seis carros à nossa frente (em cada “ilha” de abastecimento). Coincidência: todos os carros – eram mesmo todos, verifiquei porque saí do meu para ver melhor – eram portugueses. Aliás, os únicos espanhóis por perto eram os funcionários do posto. Porquê? Por ser um posto nacional e os nossos compatriotas estarem com saudades de algo genuinamente luso ou porque as diferenças por litro, na gasolina, ascendiam aos 15 cêntimos? No gasóleo, a diferença era menor mas ainda assim importante: 8 cêntimos.
Bem, mas lá abastecemos e seguimos viagem. Mais tarde, ao jantar, abordámos o assunto. Puxei do meu espírito patriótico e disse: “ó Zé, não te parece que os 50 Km que fazes para vir encher o depósito a Espanha não compensam? Gastas vários litros no processo!”. E ele, depois de uma pausa, talvez com algum receio de ferir o meu revelado espírito, começou a sua justificação.
Resumindo uma conversa que se estendeu por várias horas, vou apenas focar os pontos essenciais: ele está a frequentar um mestrado numa universidade em Sevilha. E porquê? Porque lhe fica mais perto do que Lisboa; tem uma auto-estrada directa que cola com a via do Infante, em que não paga um cêntimo; enquanto lá está, poupa dinheiro em combustível, refeições e supermercado. Tudo substancialmente mais barato porque (mas não só por isso!) o IVA deles é de 16% e vai descer para 15%!!!!!!! Leram bem: vai DESCER! Passarão a ter apenas duas taxas: 15% e 7%.
Mesmo nos meses de férias do mestrado, como Agosto, ele vai uma vez por semana a Espanha abastecer o carro e aproveita para ir a uma grande superfície fazer as compras da semana. Em vez dos 100 € que gasta em Portugal, deixa lá 70 ou 80 €. Isto é, poupa 20 a 30 € e o Estado português, espertalhão, em vez de cobrar menos IVA, se a taxa fosse inferior, não cobra nenhum! ZERO! E como ele, há milhares de outros raianos, ao longo das centenas de quilómetros de “fronteira” que temos com Espanha, a fazer o mesmo! Quanto custa isso ao país, em impostos? Em postos de trabalho? Em movimento económico?
Mas ainda há mais, muito mais: é mais barato ir passar férias ao Sul de Espanha do que ao Algarve. O alojamento é melhor, os equipamentos de praia são superiores (passadiços nas praias, chuveiros, lojas e restauração de qualidade e acessíveis, arquitectura muito bem ordenada, de acordo com a geografia dos locais, locais de estacionamento…). Comprar um T1 em Isla Cristina, Isla Antilla, ou Matas las Cañas custa menos que fazer o mesmo em Albufeira!
E estes são os motivos objectivos. Agora, passemos aos outros: superior sensação de segurança; ausência – aparente, pelo menos - de pessoal de aspecto “duvidoso”; sensação de verdadeiras férias pelo ambiente reinante de pessoas diferentes, com língua e “look” bem diferentes do que se vê habitualmente no Algarve; e, posso estar a ser mauzinho, a gasolina deu para mais quilómetros do que quando abasteço em Portugal! Ok, foi por qualquer outro motivo que me escapa, mas aconteceu mesmo e tão cedo não esquecerei; têm um piloto de F1 no comando do campeonato e só por milagre o título lhe fugirá; têm um piloto (pelo menos!) de ponta no moto GP e outro (pelo menos!) nos 250cc, o que só contribui para lhes elevar o moral e o orgulho nacional, no presente e no futuro mais próximo; já depois de ter escrito este texto, o Oriol Servia ganhou a corrida de Champ Cars em Montreal (o que me obrigou a acrescentar esta linha); são uma potência futebolística mundial com clubes detentores de invejáveis palmarés; estão entre os principais utilizadores de energia eólica, a anos-luz de nós, reduzindo a sua dependência do petróleo e da conjuntura mundial; ouvi ontem no telejornal que anularão o deficit orçamental em 2006. É verdade. Lá não se discute se vão ser 6.83% ou 4 ou 2! Haverá um superavit!
Porque será? Porque eles – assim como os irlandeses, os gregos, etc. – aproveitaram os fundos de coesão para qualquer coisa palpável em vez de casas, quintas, carros, negociatas e sabe-se lá mais o quê, apenas para uma meia-dúzia de eleitos? Porque não têm altas individualidades que são apanhadas a 200 Km/h, a caminho de Lisboa e a apenas 20 Km desta, a pretexto de uma reunião importante, a decorrer 3 horas mais tarde? Eu também tenho muitas reuniões. Importantes. Será que posso usá-las como argumento para os meus excessos? Ficarei tão impune como esta individualidade vai ficar?
No final do jantar com o meu amigo Zé Pego, já com a ajuda de algumas bebidas que ditaram o nosso regresso na condição de passageiros, desabafávamos, no meio de gargalhadas: “mas porque raio não foi o D. Afonso Henriques afogado à nascença?...”
Maranello, artista convidado
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Krónikas Tugas
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00:49
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segunda-feira, 22 de agosto de 2005
Só vim aqui para dizer uma coisita
ou
Os nossos políticos são todos uns idênticos filhos da puta incompetentes
Era de esperar. Como o Kroniketas já aqui o disse, as moscas mudaram mas a merda continuou a ser a mesma.
É certo que este ano as condições de seca potenciavam a ocorrência de incêndios. Não choveu praticamente desde Outubro e tudo está seco e à espera do fogo.
É certo que as pessoas negligenciam a limpeza das matas e mesmo da envolvente das suas habitações. E com isso deixam acumular material combustível que serve de rastilho fácil para os incêndios.
É certo que muitos fogos são de origem criminosa. Mas como não se mudam cabeças de um dia para o outro, devia apostar-se na prevenção.
Mas precisamente por tudo isto o governo devia ter trabalhado na prevenção e na preparação dos meios de combate logo que tomou posse. Não foi assim… Os senhores ministros, secretários de estado, sub-secretários de estado, sub-sub-secretários de estado e demais tachistas precisavam primeiro de sentar bem o rabo no couro das cadeiras e no veludo dos sofás e refazer a decoração dos gabinetes, escolher umas secretárias boas ou parentela para os lugares sobrantes e descansar da azáfama das nomeações. Só foi em Fevereiro, eu sei. Seis meses não é nada para realizar estas tarefas tão importantes, só depois se podiam abalançar a coisas mais comezinhas, como não deixar o país arder.
É assim tão difícil planear e prever? Não temos técnicos competentes para o fazer? Vão buscá-los então ao estrangeiro – se fazemos isso no futebol, porque não aqui? Mas faça-se! Planeie-se! Adquira-se o que tem de ser adquirido e ponham-se os submarinos do Portas em banho-maria! Construa-se uma guarda florestal que vigie e previna, e dotem-se os bombeiros do equipamento de que necessitam!
Não podemos é continuar a alicerçar o combate em voluntários, por muito boa vontade que tenham (e têm, ninguém tenha dúvidas!).
Não podemos é continuar a alicerçar o combate em meios aéreos alugados todos os anos, delapidando o dinheiro de todos nós em negociatas pouco claras.
Não podemos é continuar indiferentes à inacção e à incompetência!
Os políticos de um país deviam ser constituídos por elementos de diferentes elites que, por diversos méritos, constituíssem bons governantes, activos ou potenciais, que servissem o país e fossem recompensados justamente por isso. Ao invés, não passam de uma escumalha onde poucos se destacam positivamente e a maior parte apenas quer encher os bolsos e beneficiar de mordomias escandalosas. E o pior é que a classe empresarial, na sua maioria, afina pelo mesmo diapasão – ou seja, dificilmente será daí que virá a iniciativa e a competência.
Estou farto de incompetentes! Estou farto de filhos da puta!
Pronto, já disse.
tuguinho, cínico chamuscado
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20:48
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terça-feira, 16 de agosto de 2005
Asneiras em catadupa
Há quem chame a esta época “silly season”, porque normalmente não acontece nada de relevante em termos políticos e como tal vão surgindo por aí uns quantos disparates destinados a criar factos políticos (claro que o facto de o preço da gasolina subir quase todos os dias, ou de o país continuar a arder e de se registarem 57% dos incêndios da Europa mediterrânica não contam para este efeito...).
O curioso é a comunicação social também ser contagiada pela época dos disparates. Assim, nos últimos dias apanhei estas duas pérolas nos noticiários televisivos:
TVI – Grande surpresa: na Austrália nunca se tinha visto um verão assim! Imaginem que caiu um enorme nevão no país dos cangurus! Acontece é que, como cá é verão e a Austrália está situada no hemisfério sul, lá é Inverno!!! Oh animais, não tiveram lições de geografia? Bravo, Júlio Magalhães!
SIC – Esta é do inefável Nuno Luz: o Benfica treinou no Estádio Nacional... à porta fechada. Ah, pois foi: enquanto ele dizia isto via-se um casal sentado nas bancadas. Mas houve um pormenor que me deixou curioso: à porta fechada... mas que porta??? Onde estão as portas para fechar no Estádio Nacional? Será que o Nuno Luz nunca reparou que se pode aceder ao estádio através da mata circundante?
Moral da história: cada país tem as televisões que merece. Estes são os canais que inventaram o “Big Brother”, o “Levanta-te e ri”, a “Quinta da Celebridades” e agora essa coisa inenarrável e abjecta que dá pelo nome de “Fiel ou infiel”, e que preenchem toda a sua programação nocturna com novelas. Está tudo dito.
Kroniketas, virado para o sol
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Krónikas Tugas
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02:23
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sexta-feira, 12 de agosto de 2005
A caminho do Portugal profundo

Pois também eu, tuguinho, vou abandonar durante alguns dias os prazeres digitais, rumo ao Portugal profundo.
Espero voltar.
tuguinho, cínico a caminho das Beiras
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01:17
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quinta-feira, 11 de agosto de 2005
Longe do mundo digital
Esta coisa de passar férias no Algarve sem ligação à Internet dá nisto: de vez em quando sentimos saudades do velho computador. Nem sequer música em formato digital, quanto mais Internet. Vamos é contando os cemitérios de beatas da Praia da Rocha...
O que vale é que sempre há uns amigos que nos dizem para ir lá a casa e podemos matar o vício um bocadinho. Mas amanhã volto à praia (que o tempo já melhorou) e vou tentar dar uma espreitadela ali no mundialito de futebol de praia... ao vivo!
Kroniketas, a banhos
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Krónikas Tugas
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00:26
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domingo, 7 de agosto de 2005
Declaração e-motiva

Este blogue está assim... como é que hei-de dizer?... de férias ou coisa parecida.
Portanto, os posts aparecerão quando aparecerem - o que não é novidade nenhuma, porque já é assim que fazemos.
tuguinho, cínico em vacanças
publicado por
Krónikas Tugas
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00:37
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sexta-feira, 5 de agosto de 2005
quarta-feira, 3 de agosto de 2005
Admirável mundo digital

Rendi-me. Confesso que quando o CD apareceu larguei o vinil sem remorsos – o CD tinha todas as vantagens, excepto uma: perdiam-se as magníficas capas de LP, impossíveis de reproduzir na reduzida área que a caixa do CD proporciona.
O aparecimento da música em formato digital não me seduziu de forma tão rápida – a desmaterialização completa do suporte deixava-me desconfortável. E ainda deixa. Quem não gosta – apesar dos problemas de espaço – de admirar as lombadas da sua colecção e percorrê-las enquanto escolhe o que quer ouvir? Não ter nada para o que olhar torna as coisas estranhas.
Há duas semanas atrás acabei por comprar um aparelho de reprodução digital, daqueles de bolso, com capacidade de 5GB. E foi aqui que as coisas ficaram menos estranhas: embora já tivesse música dos meus CDs em formato digital no PC, só a podia ouvir ligando a máquina – com este aparelhómetro tenho sempre à mão centenas de canções acessíveis com 2 ou 3 toques nos botões. Com a vantagem de que tenho informação sobre os nomes dos temas, coisa que não me é proporcionada por um leitor de CDs normal.
Há duas semanas que ouço muito mais música. E nem incomodo os vizinhos.
Rendi-me.
tuguinho, cínico digital
publicado por
Krónikas Tugas
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23:48
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