“José Mourinho está há um ano e pouco em Inglaterra e ainda não aprendeu a ser um gentleman.
José Peseiro ainda não se esqueceu que é de Santarém e que os bois se pegam pelos cornos.”
(Dias Ferreira, comentador do programa “O dia seguinte”, Sic Notícias, a propósito da troca de comentários entre José Mourinho, treinador do Chelsea, e José Peseiro, treinador do Sporting)
blogoberto, chico-esperto
quarta-feira, 31 de agosto de 2005
Lapidar
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Krónikas Tugas
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23:41
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terça-feira, 30 de agosto de 2005
Desabafos, coño
No regresso de férias as Krónikas abrem um espaço à colaboração externa, para dar voz à indignação de um comparsa sem forum adequado para a manifestar. O título, a assinatura e as ideias são dele, e não vinculam necessariamente os autores deste blog à totalidade do conteúdo. No entanto a publicação do artigo que se segue é feita, naturalmente, por considerarmos válidas as ideias nele expressas.
Idálio Saroto, provedor do blog
Uma visita – misturada com algum acaso - a um velho amigo que mora perto de Tavira, resultou numa pequena viagem por terras espanholas. Recomendação dele, uns dias antes, quando planeávamos a jornada: “traz o depósito na reserva!”. Percebi imediatamente a razão. A gasolina – assim como o gasóleo – é mais barata por lá. Ok, segui as instruções dele e tentei calcular, pelas voltinhas que daria nos dias seguintes por Albufeira, Portimão, etc, qual o momento em que estaria a precisar de gasolina.
Nesse belo dia, lá fui eu. Assim que chegámos a Ayamonte, foi-nos impossível abastecer – em boa verdade, nem perto do posto chegámos! – pela quantidade inacreditável de carros que nos precediam. Em bicha que ia até uma rotunda a mais de 300m de distância! Elemento curioso: nem uma matrícula espanhola à vista. Mas como não pude ver todos os carros, achei que era apenas um acaso.
Entrámos um pouco mais dentro de Espanha e eis que surge outra bomba, esta da Galp (pois, essa mesmo, a companhia portuguesa). Rumámos a ela e, mesmo assim, tínhamos seis carros à nossa frente (em cada “ilha” de abastecimento). Coincidência: todos os carros – eram mesmo todos, verifiquei porque saí do meu para ver melhor – eram portugueses. Aliás, os únicos espanhóis por perto eram os funcionários do posto. Porquê? Por ser um posto nacional e os nossos compatriotas estarem com saudades de algo genuinamente luso ou porque as diferenças por litro, na gasolina, ascendiam aos 15 cêntimos? No gasóleo, a diferença era menor mas ainda assim importante: 8 cêntimos.
Bem, mas lá abastecemos e seguimos viagem. Mais tarde, ao jantar, abordámos o assunto. Puxei do meu espírito patriótico e disse: “ó Zé, não te parece que os 50 Km que fazes para vir encher o depósito a Espanha não compensam? Gastas vários litros no processo!”. E ele, depois de uma pausa, talvez com algum receio de ferir o meu revelado espírito, começou a sua justificação.
Resumindo uma conversa que se estendeu por várias horas, vou apenas focar os pontos essenciais: ele está a frequentar um mestrado numa universidade em Sevilha. E porquê? Porque lhe fica mais perto do que Lisboa; tem uma auto-estrada directa que cola com a via do Infante, em que não paga um cêntimo; enquanto lá está, poupa dinheiro em combustível, refeições e supermercado. Tudo substancialmente mais barato porque (mas não só por isso!) o IVA deles é de 16% e vai descer para 15%!!!!!!! Leram bem: vai DESCER! Passarão a ter apenas duas taxas: 15% e 7%.
Mesmo nos meses de férias do mestrado, como Agosto, ele vai uma vez por semana a Espanha abastecer o carro e aproveita para ir a uma grande superfície fazer as compras da semana. Em vez dos 100 € que gasta em Portugal, deixa lá 70 ou 80 €. Isto é, poupa 20 a 30 € e o Estado português, espertalhão, em vez de cobrar menos IVA, se a taxa fosse inferior, não cobra nenhum! ZERO! E como ele, há milhares de outros raianos, ao longo das centenas de quilómetros de “fronteira” que temos com Espanha, a fazer o mesmo! Quanto custa isso ao país, em impostos? Em postos de trabalho? Em movimento económico?
Mas ainda há mais, muito mais: é mais barato ir passar férias ao Sul de Espanha do que ao Algarve. O alojamento é melhor, os equipamentos de praia são superiores (passadiços nas praias, chuveiros, lojas e restauração de qualidade e acessíveis, arquitectura muito bem ordenada, de acordo com a geografia dos locais, locais de estacionamento…). Comprar um T1 em Isla Cristina, Isla Antilla, ou Matas las Cañas custa menos que fazer o mesmo em Albufeira!
E estes são os motivos objectivos. Agora, passemos aos outros: superior sensação de segurança; ausência – aparente, pelo menos - de pessoal de aspecto “duvidoso”; sensação de verdadeiras férias pelo ambiente reinante de pessoas diferentes, com língua e “look” bem diferentes do que se vê habitualmente no Algarve; e, posso estar a ser mauzinho, a gasolina deu para mais quilómetros do que quando abasteço em Portugal! Ok, foi por qualquer outro motivo que me escapa, mas aconteceu mesmo e tão cedo não esquecerei; têm um piloto de F1 no comando do campeonato e só por milagre o título lhe fugirá; têm um piloto (pelo menos!) de ponta no moto GP e outro (pelo menos!) nos 250cc, o que só contribui para lhes elevar o moral e o orgulho nacional, no presente e no futuro mais próximo; já depois de ter escrito este texto, o Oriol Servia ganhou a corrida de Champ Cars em Montreal (o que me obrigou a acrescentar esta linha); são uma potência futebolística mundial com clubes detentores de invejáveis palmarés; estão entre os principais utilizadores de energia eólica, a anos-luz de nós, reduzindo a sua dependência do petróleo e da conjuntura mundial; ouvi ontem no telejornal que anularão o deficit orçamental em 2006. É verdade. Lá não se discute se vão ser 6.83% ou 4 ou 2! Haverá um superavit!
Porque será? Porque eles – assim como os irlandeses, os gregos, etc. – aproveitaram os fundos de coesão para qualquer coisa palpável em vez de casas, quintas, carros, negociatas e sabe-se lá mais o quê, apenas para uma meia-dúzia de eleitos? Porque não têm altas individualidades que são apanhadas a 200 Km/h, a caminho de Lisboa e a apenas 20 Km desta, a pretexto de uma reunião importante, a decorrer 3 horas mais tarde? Eu também tenho muitas reuniões. Importantes. Será que posso usá-las como argumento para os meus excessos? Ficarei tão impune como esta individualidade vai ficar?
No final do jantar com o meu amigo Zé Pego, já com a ajuda de algumas bebidas que ditaram o nosso regresso na condição de passageiros, desabafávamos, no meio de gargalhadas: “mas porque raio não foi o D. Afonso Henriques afogado à nascença?...”
Maranello, artista convidado
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Krónikas Tugas
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00:49
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segunda-feira, 22 de agosto de 2005
Só vim aqui para dizer uma coisita
ou
Os nossos políticos são todos uns idênticos filhos da puta incompetentes
Era de esperar. Como o Kroniketas já aqui o disse, as moscas mudaram mas a merda continuou a ser a mesma.
É certo que este ano as condições de seca potenciavam a ocorrência de incêndios. Não choveu praticamente desde Outubro e tudo está seco e à espera do fogo.
É certo que as pessoas negligenciam a limpeza das matas e mesmo da envolvente das suas habitações. E com isso deixam acumular material combustível que serve de rastilho fácil para os incêndios.
É certo que muitos fogos são de origem criminosa. Mas como não se mudam cabeças de um dia para o outro, devia apostar-se na prevenção.
Mas precisamente por tudo isto o governo devia ter trabalhado na prevenção e na preparação dos meios de combate logo que tomou posse. Não foi assim… Os senhores ministros, secretários de estado, sub-secretários de estado, sub-sub-secretários de estado e demais tachistas precisavam primeiro de sentar bem o rabo no couro das cadeiras e no veludo dos sofás e refazer a decoração dos gabinetes, escolher umas secretárias boas ou parentela para os lugares sobrantes e descansar da azáfama das nomeações. Só foi em Fevereiro, eu sei. Seis meses não é nada para realizar estas tarefas tão importantes, só depois se podiam abalançar a coisas mais comezinhas, como não deixar o país arder.
É assim tão difícil planear e prever? Não temos técnicos competentes para o fazer? Vão buscá-los então ao estrangeiro – se fazemos isso no futebol, porque não aqui? Mas faça-se! Planeie-se! Adquira-se o que tem de ser adquirido e ponham-se os submarinos do Portas em banho-maria! Construa-se uma guarda florestal que vigie e previna, e dotem-se os bombeiros do equipamento de que necessitam!
Não podemos é continuar a alicerçar o combate em voluntários, por muito boa vontade que tenham (e têm, ninguém tenha dúvidas!).
Não podemos é continuar a alicerçar o combate em meios aéreos alugados todos os anos, delapidando o dinheiro de todos nós em negociatas pouco claras.
Não podemos é continuar indiferentes à inacção e à incompetência!
Os políticos de um país deviam ser constituídos por elementos de diferentes elites que, por diversos méritos, constituíssem bons governantes, activos ou potenciais, que servissem o país e fossem recompensados justamente por isso. Ao invés, não passam de uma escumalha onde poucos se destacam positivamente e a maior parte apenas quer encher os bolsos e beneficiar de mordomias escandalosas. E o pior é que a classe empresarial, na sua maioria, afina pelo mesmo diapasão – ou seja, dificilmente será daí que virá a iniciativa e a competência.
Estou farto de incompetentes! Estou farto de filhos da puta!
Pronto, já disse.
tuguinho, cínico chamuscado
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Krónikas Tugas
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20:48
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terça-feira, 16 de agosto de 2005
Asneiras em catadupa
Há quem chame a esta época “silly season”, porque normalmente não acontece nada de relevante em termos políticos e como tal vão surgindo por aí uns quantos disparates destinados a criar factos políticos (claro que o facto de o preço da gasolina subir quase todos os dias, ou de o país continuar a arder e de se registarem 57% dos incêndios da Europa mediterrânica não contam para este efeito...).
O curioso é a comunicação social também ser contagiada pela época dos disparates. Assim, nos últimos dias apanhei estas duas pérolas nos noticiários televisivos:
TVI – Grande surpresa: na Austrália nunca se tinha visto um verão assim! Imaginem que caiu um enorme nevão no país dos cangurus! Acontece é que, como cá é verão e a Austrália está situada no hemisfério sul, lá é Inverno!!! Oh animais, não tiveram lições de geografia? Bravo, Júlio Magalhães!
SIC – Esta é do inefável Nuno Luz: o Benfica treinou no Estádio Nacional... à porta fechada. Ah, pois foi: enquanto ele dizia isto via-se um casal sentado nas bancadas. Mas houve um pormenor que me deixou curioso: à porta fechada... mas que porta??? Onde estão as portas para fechar no Estádio Nacional? Será que o Nuno Luz nunca reparou que se pode aceder ao estádio através da mata circundante?
Moral da história: cada país tem as televisões que merece. Estes são os canais que inventaram o “Big Brother”, o “Levanta-te e ri”, a “Quinta da Celebridades” e agora essa coisa inenarrável e abjecta que dá pelo nome de “Fiel ou infiel”, e que preenchem toda a sua programação nocturna com novelas. Está tudo dito.
Kroniketas, virado para o sol
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02:23
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sexta-feira, 12 de agosto de 2005
A caminho do Portugal profundo

Pois também eu, tuguinho, vou abandonar durante alguns dias os prazeres digitais, rumo ao Portugal profundo.
Espero voltar.
tuguinho, cínico a caminho das Beiras
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01:17
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quinta-feira, 11 de agosto de 2005
Longe do mundo digital
Esta coisa de passar férias no Algarve sem ligação à Internet dá nisto: de vez em quando sentimos saudades do velho computador. Nem sequer música em formato digital, quanto mais Internet. Vamos é contando os cemitérios de beatas da Praia da Rocha...
O que vale é que sempre há uns amigos que nos dizem para ir lá a casa e podemos matar o vício um bocadinho. Mas amanhã volto à praia (que o tempo já melhorou) e vou tentar dar uma espreitadela ali no mundialito de futebol de praia... ao vivo!
Kroniketas, a banhos
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00:26
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domingo, 7 de agosto de 2005
Declaração e-motiva

Este blogue está assim... como é que hei-de dizer?... de férias ou coisa parecida.
Portanto, os posts aparecerão quando aparecerem - o que não é novidade nenhuma, porque já é assim que fazemos.
tuguinho, cínico em vacanças
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Krónikas Tugas
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00:37
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sexta-feira, 5 de agosto de 2005
quarta-feira, 3 de agosto de 2005
Admirável mundo digital

Rendi-me. Confesso que quando o CD apareceu larguei o vinil sem remorsos – o CD tinha todas as vantagens, excepto uma: perdiam-se as magníficas capas de LP, impossíveis de reproduzir na reduzida área que a caixa do CD proporciona.
O aparecimento da música em formato digital não me seduziu de forma tão rápida – a desmaterialização completa do suporte deixava-me desconfortável. E ainda deixa. Quem não gosta – apesar dos problemas de espaço – de admirar as lombadas da sua colecção e percorrê-las enquanto escolhe o que quer ouvir? Não ter nada para o que olhar torna as coisas estranhas.
Há duas semanas atrás acabei por comprar um aparelho de reprodução digital, daqueles de bolso, com capacidade de 5GB. E foi aqui que as coisas ficaram menos estranhas: embora já tivesse música dos meus CDs em formato digital no PC, só a podia ouvir ligando a máquina – com este aparelhómetro tenho sempre à mão centenas de canções acessíveis com 2 ou 3 toques nos botões. Com a vantagem de que tenho informação sobre os nomes dos temas, coisa que não me é proporcionada por um leitor de CDs normal.
Há duas semanas que ouço muito mais música. E nem incomodo os vizinhos.
Rendi-me.
tuguinho, cínico digital
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Krónikas Tugas
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23:48
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sábado, 30 de julho de 2005
Antes da partida...
Ainda tive tempo de ler uma notícia que dava conta de que o PS e o PSD (os irmãos siameses) chegaram a acordo para a limitação dos mandatos dos autarcas a 12 anos. Mas com esta nuance engraçadíssima: só a partir de 2013!!!!
Quer dizer: se bem percebi, os dinossauros que já lá estão há mais de 20 anos não só vão poder candidatar-se este ano (isso era pacífico) mas em 2009 ainda podem voltar outra vez!!!! Incrível! E de fora, por agora, ficaram as regiões autónomas, claro. Mais uma vez o PS cedeu em questões de princípio (é o habitual) e o PSD fez finca-pé em manter o anormal da Madeira (ainda) mais 8 aninhos. Como se não o tivéssemos já aturado o suficiente, ainda vamos ter que continuar a ouvir-lhes os dislates até à próxima década!
Haja pachorra! É mesmo boa altura para ir de férias.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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Krónikas Tugas
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01:31
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sexta-feira, 29 de julho de 2005
Sinal de partida
Amanhã este vosso kronista vai cumprir o ritual dos banhos algarvios. O resto do pessoal vai tomando conta do estabelecimento. Se puder (e arranjar um sítio para ligar o modem) irei dando conta dos incêndios na serra (se ainda houver algo para arder), da porcaria nas praias, da falta de água nas torneiras, das construções desenfreadas…
Pensando bem, se calhar é melhor não. Que raio de férias deprimentes seriam!!!
Kroniketas, quase quase a banhos
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Krónikas Tugas
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01:35
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Mário Soares porquê?
Isto é como tudo na vida. As coisas (e as pessoas) têm um prazo de validade para determinados fins. O súbito aparecimento de Mário Soares como presidenciável, a meia-dúzia de meses das eleições, cheira como que a comida requentada. Se bem que nem sempre a comida requentada seja má, mas voltar à presidência já como octogenário parece apenas um sintoma de crise de personalidades à esquerda.
Mário Soares é, certamente, uma das figuras portuguesas do século XX. Em termos políticos até é capaz de ser “a” figura. Foi certamente o presidente mais popular depois do 25 de Abril. Mas caramba, ele já fez muita coisa, já teve o seu tempo, e agora seria altura de pensar em ficar sossegadinho a brincar com os netos e bisnetos. Acho que Portugal precisaria de figuras novas, e não de ir buscar os esqueletos ao armário. Vejam bem que até já se fala na possibilidade de Jorge Sampaio se recandidatar… daqui a 5 anos (apesar de tudo sempre é bem mais novo que Soares)!
Todas as eleições presidenciais foram ganhas pelo candidato apoiado pelo PS e, mais em concreto, depois da primeira eleição de Ramalho Eanes todos os presidentes foram eleitos pela esquerda. Claro que a direita já entrou em pânico porque a hipótese-Soares poderá fazer com que a tradição se mantenha, mesmo que Cavaco Silva esteja do outro lado. Mas este recurso, quase em desespero, a uma figura histórica como Mário Soares acaba por revelar, quanto a mim, uma falta gritante de candidatos com perfil ganhador à esquerda e, mais especificamente, no PS. Já se falou em António Guterres, António Vitorino, Manuel Alegre (que era visto como uma espécie de cordeiro a ser sacrificado), mas o nome de Cavaco também deixou a esquerda (e o PS) em pânico. Só faltava mesmo aparecer Freitas do Amaral como candidato da esquerda.
O problema é que todos estes eram nomes que não garantiam a vitória à esquerda, partindo do princípio que Cavaco estaria na corrida. Daí a solução que, teoricamente, será potencialmente mais ganhadora. Pois não é Mário Soares um animal político, um eterno sobrevivente, sempre lembrado por ter iniciado a corrida às eleições de 1986 contra Freitas, Zenha e Pintassilgo com 8% nas sondagens? Mas… será mesmo? Será que a história se repete?
No meio disto tudo, a esquerda tem medo de Cavaco e a direita tem medo de Soares. Portanto, só resta uma solução: avançarem um contra o outro. Se assim for, assistiremos a um combate de pesos-pesados da política nacional: os homens que coabitaram na presidência e no governo durante 10 anos. Será uma espécie de tira-teimas?
Kroniketas, últimas reflexões antes de férias
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Krónikas Tugas
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01:29
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quinta-feira, 28 de julho de 2005
Os OTÁrios

Pois é: tão poucos meses depois e a esperança – que, recorde-se, é sempre a última a morrer – jaz sepultada debaixo de escassos palmos de terra solta…
Pois é: a esperança é sempre a última a morrer e ressuscita sempre, para repetir pela enésima vez o acto de acreditar estupidamente que agora é que vai ser…
Pois é: são mesmo todos iguais; só a esperança, estupidamente, acreditava que não…
Prometerem-nos baixar os impostos e depois aumentarem-nos até era uma história a que já estávamos habituados e que, bem ou mal, tinha justificação na desastrosa situação financeira do país.
Isto andar tudo a arder no verão também já é história velha e, num ano de seca extrema, não constitui surpresa.
Agora querer construir um aeroporto em nenhures, que não pode ter mais de duas pistas, cuja operação vai ficar caríssima e que vai colocar Lisboa ainda mais longe de tudo, só para ficarem com a estátua na praça principal da santa terrinha é que já é demais!
E se juntarmos a isso um TGV que provavelmente irá ter tantos passageiros como o Estádio de Aveiro tem nos jogos do Beira-Mar, temos um desastre consumado – mas consumado em grande e à tuga, com dois elefantes brancos (espécie endémica cá do burgo) imensos a sugarem o nosso dinheirinho.
Ouvi dizer que do bolso de cada tuga sairiam cerca de 1500 euros para este comboio. Como eu não quero participar, podem retirar travessas e carris nesse valor e devolver-me o dinheiro.
E nós a vê-los passar…
Que sociedade civil mais passiva é a nossa, incapaz de agir coerentemente e pôr na ordem os meninos que brincam com o poder que têm na mão? Afirmo isto sem conotações partidárias porque, como já disse, eles são todos iguais. E o pior é que são a montra daquilo que nós nos deixamos ser!
Somos todos funcionários públicos, que fechamos o país às cinco para reabrir às nove no outro dia, se não chegarmos atrasados como de costume. E assim vamos repetindo os dias, a ver se ainda chegamos à reforma…
Merda para isto!
tuguinho, cínico verrinoso
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00:07
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segunda-feira, 25 de julho de 2005
Andaumamãeacriarumfilhopraistopartedois

I'm back ponto
Pronto para tudo ponto Especialmente para as férias ponto final
tuguinho vírgula cínico regressado
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Krónikas Tugas
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23:44
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Alberto João visto por Baptista-Bastos
Com a devida vénia, mais uma crónica que merece ser transcrita.
“Crónica de jornalista e cronista português
Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um matóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.
Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.
Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara.
Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».
A objurgatória contra chineses e indianos corresponde aos parâmetros ideológicos dos fascistas. E um fascista acondiciona o estofo de um canalha. Não há que sair das definições. Perante os factos, as tímidas rebatidas ao que ele disse pertencem aos domínios das amenidades. Jardim tem insultado Presidentes da República, primeiros-ministros, representantes da República na ilha, ministros e outros altos dignitários da nação. Ninguém lhe aplica o Código Penal e os processos decorrentes de, amiúde, ele tripudiar sobre a Constituição. Os barões do PSD babam-se, os do PS balbuciam frivolidades, os do CDS estremecem, o PCP não utiliza os meios legais, disponentes em assuntos deste jaez e estilo. Desculpam-no com a frioleira de que não está sóbrio.
Nunca está sóbrio?
O espantoso de isto tudo é que muitos daqueles pelo Jardim periodicamente insultados, injuriados e caluniados apertam-lhe a mão, por exemplo, nas reuniões do Conselho de Estado. Temem-no, esta é a verdade. De contrário, o que ele tem dito, feito e cometido não ficaria sem a punição que a natureza sórdida dos factos exige. Velada ou declaradamente, costuma ameaçar com a secessão da ilha. Vicente Jorge Silva já o escreveu: que se faça um referendo, ver-se-á quem perde.
A vergonha que nos atinge não o envolve porque o homenzinho é o que é: um despudorado, um sem-vergonha da pior espécie. A cobardia do silêncio cúmplice atingiu níveis inimagináveis. Não pertenço a esse grupo.”
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Krónikas Tugas
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13:35
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sábado, 23 de julho de 2005
Um crime na Ota
Nem de propósito. Na sequência do “post” anterior, aí está o artigo do Miguel Sousa Tavares a malhar forte e feio nos lobbys do betão. Com a devida vénia, e como não dá para pôr aqui o “link” porque agora a leitura destes artigos on-line é sujeita a assinatura, transcrevo na totalidade o referido artigo, saído no Público desta 6ª feira, 22 de Julho.
Um crime na Ota
Miguel Sousa Tavares
“Luís Campos e Cunha foi a primeira vítima a tombar em virtude desses crimes em preparação que se chamam aeroporto da Ota e TGV. Não se pode pedir a alguém que vem do mundo civil, sem nenhum passado político e com um currículo profissional e académico prestigiado que arrisque o seu nome e a sua credibilidade em defesa das políticas financeiras impopulares do Governo e que, depois, fique calado a ver os outros a anunciarem a festa e a deitarem os foguetes. Não se pode esperar que um ministro das Finanças dê a cara pela subida do IVA e do IRS, pelo aumento contínuo dos combustíveis e pelo congelamento de salários e reformas, que defenda em Bruxelas a seriedade da política de combate ao défice do Estado, e que, a seguir, assista em silêncio ao anúncio de uma desbragada política de despesas públicas à medida dos interesses dos caciques eleitorais do PS, da sua clientela e dos seus financiadores.
O afastamento do ministro das Finanças e a sua substituição por um homem do aparelho socialista é mais do que um momento de descredibilização deste Governo, de qualquer Governo. É pior e mais fundo: é um momento de descrença, quase definitiva, na simples viabilidade deste país. É o momento em que nos foi dito, para quem ainda alimentasse ilusões, que não há políticas nacionais nem patrióticas, não há respeito do Estado pelos contribuintes e pelos portugueses que querem trabalhar, criar riqueza e viver fora da mama dos dinheiros públicos; há, simplesmente, um conúbio indecoroso entre os dependentes do partido e os dependentes do Estado. Quando oiço o actual ministro das Obras Públicas - um dos vencedores deste sujo episódio - abrir a boca e anunciar em tom displicente os milhões que se prepara para gastar, como se o dinheiro fosse dele, dá-me vontade de me transformar em "off-shore", de desaparecer no cadastro fiscal que eles querem agora tornar devassado, de mudar de país, de regras e de gente.
Há anos que vimos assistindo, num crescendo de expectativas e de perplexidade, ao anunciar desses projectos megalómanos que são o TGV e o aeroporto da Ota. O mesmo país que, paulatinamente e desprezando os avisos avulsos de quem se informou, foi desmantelando as linhas férreas e o futuro do transporte ferroviário, os mesmos socialistas que, anos atrás, gastaram 120 milhões de contos no projecto falhado dos comboios pendulares, dão-nos agora como solução mágica um mapa de Portugal rasgado de TGV de norte a sul. Mas a prova de que ninguém estudou seriamente o assunto, de que ninguém sabe ao certo que necessidades serão respondidas pelo TGV, é o facto de que, a cada Governo, a cada ministro que muda, muda igualmente o mapa, o número de linhas e as explicações fornecidas. E, enquanto o único percurso que é economicamente incontestável - Lisboa-Porto - continua pendente de uma solução global, propõe-nos que concordemos com a urgência de ligar Aveiro a Salamanca ou Faro a Huelva por TGV (quantos passageiros diários haverá em média para irem de Faro a Huelva - três, cinco, sete mais o maquinista?).
Quanto ao aeroporto da Ota, eufemisticamente baptizado de Novo Aeroporto Internacional de Lisboa, trata-se de um autêntico crime de delapidação de património público, um assalto e um insulto aos pagadores de impostos. Conforme já foi suficientemente explicado e suficientemente entendido por quem esteja de boa-fé, a Ota é inútil, desnecessário e prejudicial aos utentes do aeroporto de Lisboa. E, como o embuste já estava a ficar demasiadamente exposto e desmascarado, o Governo Sócrates tratou de o anunciar rapidamente e em definitivo, da forma lapidar explicada pelo ministro das Obras Públicas: está tomada a decisão política, agora vamos realizar os estudos.
Mas tudo aquilo que importa saber já se sabe e resulta de simples senso comum:
- basta olhar para o céu e comparar com outros aeroportos para perceber que a Portela não está saturada, nem se vê quando o venha a estar, tanto mais que o futuro passa não por mais aviões, mas por maiores aviões;
- em complemento à Portela, existe o Montijo e, ao lado dela, existe uma outra pista, já construída, perfeitamente operacional e que é uma extensão natural das pistas da Portela, que é o aeroporto militar de Alverca - para onde podem ser desviadas todas as "low cost", que não querem pagar as taxas da Portela e menos ainda quererão pagar as da Ota;
- porque a Portela não está saturada, aí têm sido gastos rios de dinheiro nos últimos anos e, mesmo agora, anuncia-se, com o maior dos desplantes, que serão investidos mais meio bilião de euros, a título de "assistência a um doente terminal", enquanto a Ota não é feita;
- os "prejuízos ambientais", decorrentes do ruído que, segundo o ministro Mário Lino, afectam a Portela são uma completa demagogia, já que pressupõem não prejuízos actuais, mas sim futuros e resultantes de se permitir a urbanização na zona de protecção do aeroporto;
- a deslocação do aeroporto de Lisboa para cerca de 40 quilómetros de distância retirará à cidade uma vantagem comercial decisiva e acrescentará despesas, consumo de combustíveis, problemas de trânsito na A1 e perda de tempo à esmagadora maioria dos utentes do aeroporto, com o correspondente enriquecimento dos especuladores de terrenos na zona da Ota, empreiteiros de obras públicas e a muito especial confraria dos taxistas do aeroporto.
O negócio do aeroporto é tão obviamente escandaloso que não se percebe que os candidatos à Câmara de Lisboa não façam disso a sua bandeira de combate eleitoral e que, à excepção de Carmona Rodrigues, ainda nem sequer se tenham manifestado contra. Carrilho já se sabe que não pode, sob pena de enfrentar o aparelho socialista e os interesses a ele associados, mas os outros têm obrigação de se manifestarem forte e feio contra esta coisa impensável de uma capital se ver roubada do seu aeroporto para facilitar negócios particulares outorgados pelo Estado.
A Ota e o TGV, que fizeram cair o ministro Campos e Cunha, são um exemplo eloquente daquilo que ele denunciou como os investimentos públicos sem os quais o país fica melhor. Como o Alqueva, à beira de se transformar, como eu sempre previ, num lago para regadio de campos de golfe e urbanizações turísticas, ou os pendulares do ex-ministro João Cravinho, ou os estádios do Euro, esse "desígnio nacional", como lhe chamou Jorge Sampaio, e tão entusiasticamente defendido pelo então ministro José Sócrates. Os piedosos ou os muito bem intencionados dirão que é lamentável que não se aprenda com os erros do passado. Eu, por mim, confesso que já não consigo acreditar nas boas intenções e nos erros de boa-fé. Foi dito, escrito e gritado, que, dos dez estádios do Euro, não mais de três ou quatro teriam ocupação ou justificação futura. Não quiseram ouvir, chamaram-nos "velhos do Restelo" em luta contra o "progresso". Agora, os mesmos que levaram avante tal "desígnio nacional", olham para os estádios de Braga, Bessa, Aveiro, Coimbra, Leiria e Faro, transformados em desertos de betão e num encargo camarário insustentável, e propõem-nos um TGV de Faro para Huelva e um inútil aeroporto para servir pior os seus utilizadores, e querem que acreditemos que é tudo a bem da nação?
Não, já não dá para acreditar. O pior que vocês imaginam é mesmo aquilo que vêem. Este país não tem saída. Tudo se faz e se repete impunemente, com cada um a tratar de si e dos seus interesses, a defender o seu lobby ou a sua corporação, o seu direito a 60 dias de férias, a reformar-se aos 50 anos ou a sacar do Estado consultorias de milhares de contos ou empreitadas de milhões. E os idiotas que paguem cada vez mais impostos para sustentar tudo isto. Chega, é demais!
Jornalista”
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Krónikas Tugas
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00:48
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sexta-feira, 22 de julho de 2005
Eu bem desconfiava...
Esta semana apareceu uma notícia a dar conta de que a Câmara da Amadora está sob investigação por suspeita de negócios obscuros: construção fora das áreas permitidas pelo PDM, por exemplo…
Olha que novidade! Quem vê os atentados que se cometem neste país, enxameando qualquer buraquinho livre com monstros de betão só pode concluir que tudo isto não passa dum gigantesco mundo de fraudes e corrupção. Eu bem vejo os 6 prédios (afinal não são 4, tinha-os contado mal) que nasceram em frente à minha sala em menos de 3 anos! Onde antes havia um bocado de relva, agora vejo os operários a pôr tábuas e betão no último canto de terreno livre!
O Miguel Sousa Tavares, nas suas crónicas do Público, tem-se referido exaustivamente aos crimes urbanísticos e ambientais que se têm cometido à conta dos malditos “direitos adquiridos”, apontando-os como exemplo do pior da nossa democracia, que canalizou para o poder local os medíocres, os interesseiros, os corruptos, mais do que para qualquer outro sector da sociedade. E é esta gente que tudo tem feito (sabe-se lá a troco de quantos jipes, BMW’s e vivendas com piscina…) para destruir o bem-estar e a beleza natural do nosso país. Porque ninguém tem coragem de lhes pôr travão.
Espero que se apure a verdade no município da Amadora e ainda gostava, um dia destes, de ver uns quantos irem parar com os costados à cadeia, como há uns anos um autarca da Nazaré de nome Luís Monterroso. Mas enquanto os milhões circularem por baixo da mesa e a construção for a grande fonte de rendimento das autarquias, nada a fazer. Como se explica que em Vila Nova de Milfontes, área de paisagem protegida da Costa Vicentina, se tenha permitido construir um motel em cima das dunas, zona onde “era” proibido construir? A bem do interesse público, como o abate de sobreiros?
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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terça-feira, 19 de julho de 2005
O imbecil e o vigarista
O advogadozeco de nome Dias Ferreira, além de ser um anti-benfiquista furioso, revelou agora perante toda a gente aquilo que já se adivinhava: que não passa de um aldrabão, um vigarista que manipula as leis da forma que mais lhe convém. Parece que o dito advogadozeco alegou, na rescisão de contrato do jogador Miguel que esta estava “em período experimental”!!! Isto depois de estar a receber há dois anos pelo novo contrato.
É mesmo o truque dum pulha. Só espero que tenha a decência de não voltar a aparecer como comentador na Sic Notícias. Mas isso se calhar é esperar muito de um sujeitinho indecente…
Quanto ao jogador, confirmou também aquilo que eu já achava dele: não passa de um imbecil. Espero que tenha a mesma sorte que tiveram o Edgar, o Hugo Leal, o Pacheco e outros que tais que se armaram em carapaus de corrida e acharam que o Benfica não era clube para eles. Daqui a pouco tempo vamos assistir ao desaparecimento deste palhaço para parte incerta.
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sábado, 16 de julho de 2005
Andaumamãeacriarumfilhopraisto

Essencialmentetenhoandadonomundodaluaenãotenhodescidocáabaixoparaescreverposts
Queronoentantofazersaberqueapesardoverãosercapadeorfãoscontinuareiaescreverhoje
esemprenesteblogqueénossoNapróximasemanavoupartirparaooutroladodooceanoeporisso
nãodevoescrevergrandecoisamascomodiziaooutroàvoltacáteespero
tuguinhocínicoencadeado
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sexta-feira, 15 de julho de 2005
Os chatos das inspecções
Os tipos das inspecções automóveis são umas melgas de todo o tamanho. Ainda hoje vi um carro que parecia uma chaminé, tal o fumo que deitava, e quando os vejo pergunto sempre a mim próprio como é que estes carros andam aí, porque devem ter ido à inspecção!
Mas as melgas, à falta de melhor, têm sempre que implicar com uma porcaria qualquer. Numa inspecção anterior foi por causa dos autocolantes do vidro traseiro, que normalmente vêm já colados quando se compra o carro. A referência no célebre “papel esverdeado” era que os autocolantes prejudicam a visibilidade. Depois de me voltar a sentar ao volante olhei pelo retrovisor para me certificar do prejuízo causado pelos autocolantes. O que vi foi que os encostos de cabeça dos bancos traseiros tapavam os autocolantes quase na totalidade, portanto se algo tirava a visão eram precisamente os encostos. Vá lá que não me mandaram tirá-los dos bancos!
Há dias fui a outra inspecção e, não havendo nada por onde pegar (até o malfadado colete eu mostrei), o papelinho vinha lá com uma referência engraçadíssima: as chapas de matrícula estão descoloridas no local do ano e mês da matrícula, pelo que deverei substitui-las quando puder!!!
Ora que culpa tenho eu que as putas das placas não valham a ponta dum corno e estejam descoloridas? Não se lê à mesma? Então e aquelas que não têm lá o ano e o mês? Será que os gajos têm comissão na venda das matrículas? E como é que os chassos que deitam fumo passam nas inspecções?
Acho que da próxima vez me vou esquecer do papel verde, ou perdê-lo, para não me chatearem com a merda das matrículas. Puta que pariu estes gajos!
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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terça-feira, 12 de julho de 2005
O jogador, o advogado e a fraude
Um desses jornais de escândalo tem hoje como manchete “Miguel a caminho do FC Porto”. Há dias eu escrevia que ainda o vamos ver de azul e branco. Não é preciso ser bruxo para palpitar isto.
Entretanto, o jogador do Benfica diz que em Portugal não joga em mais nenhum clube. É esperar para ver.
No passado domingo o jogador disse que está de consciência tranquila, que não deve nada a ninguém e que vai manter-se nesta situação até que as pessoas do Benfica decidam falar com ele para resolver o problema.
Qual problema? O problema que ele criou? Tem contrato válido com o clube, recebe o ordenado pelos valores desse contrato, e quer resolver o quê? Só tem que se apresentar no clube ou, se quiser ir embora, rescindir unilateralmente o contrato e indemnizar o Benfica. Ponto final, parágrafo.
Entretanto, um certo advogado mostrou-se muito incomodado por o presidente do Benfica ter dito que não fala mais com nenhum advogado. Diz ele que estão a querer coarctar o direito do jogador de se fazer representar por um advogado. A questão não é essa: ele pode até fazer-se representar por quatro ou cinco. Mas também ninguém pode obrigar o Benfica a falar com advogado nenhum, pois o advogado não é jogador do clube. Afinal, se o contrato é válido, como até agora parece estar demonstrado, o que é que há para falar com um advogado?
Tendo em conta que o dito advogado já mostrou à saciedade, pelas mais diversas formas, o seu ódio de morte ao Benfica, não surpreende que agora o jogador tome esta posição, assim como não surpreende que o jogador possa estar a caminho do Porto. Não sei o que é que o dito advogado pretende, nem que razões ele acha que lhe assistem neste processo, mas como advogado deveria preocupar-se em fazer cumprir a lei e não estar a colaborar numa fraude. Só gostaria de saber era se ele teria a mesma atitude se o jogador em causa fosse do Sporting. Será que ele também o defenderia contra o seu clube? E por que carga de água está ele a colaborar numa possível transferência para… o Porto? Bom, aí compreende-se: desde que seja para prejudicar o Benfica, vindo de onde vem não surpreende.
Quanto aos outros dois intervenientes no processo, nada de espantar. O jogador é um pobre de espírito (apetecia-me chamar-lhe imbecil), não se pode esperar que pense pela sua cabeça, porque não deve ter nada para pensar. Quanto ao empresário, já são sobejamente conhecidas as manobras obscuras que ele fez com os jogadores russos, portanto nada de bom pode vir dali.
Era bom que a ordem dos advogados pusesse os olhos nisto, para ver quem são os seus membros que dão mau nome à classe. Talvez este senhor advogado merecesse um processo por tentativa de fraude. Uma vergonha.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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segunda-feira, 11 de julho de 2005
Vidinha chata
Este Verão anda meio sensaborão. Não há nada de novo: o país está a arder, como de costume; o governo aumentou os impostos, como de costume; a Elsa Raposo anda com um gajo diferente, como de costume; o Dias da Cunha continua gágá, como de costume; continuamos a bater recordes para entrar no Guiness (para quê?), como de costume; e eu estou a escrever posts sem nexo, como de costume...
Nada de novo no cu da Europa...
tuguinho, cínico, como de costume
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sábado, 9 de julho de 2005
Não concordo!
Meu caro Kroniketas, não concordo em absoluto com a análise simplista que fizeste em relação ao negócio da construção. Então tu estás a denegrir um dos poucos sectores com iniciativa e visão de futuro que a nossa economia tem? O facto de se estarem a construir casas para 40 milhões de pessoas só mostra a grandiosa visão de futuro que os nossos dignos construtores civis possuem! É a confiança no futuro e na taxa de fertilidade dos portugueses que os faz construir assim. Não seria pior daqui a 20 anos chegarmos à conclusão de que faltavam casas para os portugueses jovens morarem?
É que, se fizermos as contas, as conclusões são óbvias: podemos desprezar a taxa de mortalidade, porque certamente os governos irão aumentar a idade de reforma para os 100 anos e os tugas, teimosos como são, vão querer receber a sua reforma, logo não vai morrer ninguém nos próximos anos; se considerarmos também que alguém deitará um composto afrodisíaco poderoso na água da rede durante os próximos 5 anos e que os portugueses vão fornicar como coelhos, tendo similar e extensa prole; se considerarmos que a Cova da Moura ainda vai crescer muito e que ainda há muita gente nos países de leste que ainda não emigrou para Portugal; se tivermos portanto em conta estas hipóteses mais do que prováveis, a nossa população será no mínimo de 40 milhões daqui a uns poucos de anos.
É assim evidente que aquilo que o meu caro Kroniketas classifica como desvario não é mais do que previsão, quiçá mesmo serviço público de inenarrável valor! Continuem, meus bravos, que ainda vejo umas manchas arborizadas e alguns sítios ermos onde a vossa boa vontade (e uns bons baldes de cimento) ainda não chegou.
A bem da nação
tuguinho, cínico cimentado
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sexta-feira, 8 de julho de 2005
40 milhões de habitantes?
Foram divulgados há dias pela Visão dados que revelam a existência de 640.000 casas vazias em Portugal, enquanto os planos de urbanização existentes nas câmaras municipais apontam para a criação de casas suficientes para… 40 MILHÕES DE PESSOAS. Leram bem: 40 milhões, num país com 10 milhões de habitantes e uma população envelhecida.
Onde é que isto vai parar? Não há ninguém que ponha cobro a esta pouca-vergonha em que se tornou a construção neste país? Os patos bravos tomaram de assalto todo e qualquer buraquinho vazio que exista nas localidades e nada os faz travar. O Algarve, em certas zonas, já está quase insuportável no verão. Os fins de tarde em Portimão e Albufeira, só para citar dois dos casos mais gritantes, assemelham-se às piores horas de ponta de Lisboa. E mesmo assim, dum ano para o outro, lá surgem mais umas dezenas de prédios em qualquer barranco que esteja vazio.
Em três anos que habito na casa que comprei em 2002, em frente a uma das janelas surgiram… 4 prédios!!! Nenhum deles existia quando vim para aqui morar. Aproveitaram até um canto de rua, onde antes havia relva e às vezes passeavam gatos, para fazer mais um prédio a um metro do passeio.
É a pouca-vergonha total. Os corruptos e os incompetentes das autarquias têm destruído a paisagem deste país com estes mamarrachos intermináveis. Só num país de doidos é que seria possível projectar casas para um número 4 vezes superior à população residente.
Como outro dia perguntava José Pedro Gomes na sua crónica Cromos TSF (15 de Junho), será que estão à espera de receber 30 milhões de turistas? Não há ninguém com coragem para travar todos estes anormais, que nos estão a roubar o pouco que tínhamos de qualidade de vida?
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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Etiquetas: Betao, Jose Pedro Gomes, Tuguices
quarta-feira, 6 de julho de 2005
Por falar em mentecaptos...
...Alberto João Jardim voltou a dar acordo de si. E sempre que isso acontece sai merda daquela boca! Agora foram os imigrantes cheneses (como ele diz) e indianos...
Eu não sei se lhe hei-de chamar provocador (e aí teria de o considerar inteligente), mentecapto (o que reforçaria a tese do arrivista chico-esperto) ou simplesmente Alberto João (já que não imagino pior insulto!).
Devia fazer-se já uma alteração às leis que o obrigasse a emigrar - para a Índia ou para a China (ou será Chêna?), de preferência. Matávamos dois coelhos de uma cajadada, ou lá o que os chineses e os indianos usam para se livrarem destas coisas.
tuguinho, cínico encartado
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terça-feira, 5 de julho de 2005
O Salto
Ontem recebi um mail onde se apelava a que todos os habitantes do planeta se associassem a um movimento que pretende juntar 600 milhões de pessoas para, no dia 20 de Julho, darem um salto numa superfície dura, como cimento ou alcatrão, cujo impacto fará desviar a Terra da sua órbita normal, afastando-a do Sol e assim resolvendo o problema do aquecimento global.
Dizia o mesmo mail que isto está cientificamente provado. Só não dizia uma coisa: é que se vão saltar 600 milhões de pessoas em todo o mundo, como é que se conjuga o impacto dos saltos dados em Portugal com o dos saltos dados no lado oposto do globo, como a Nova Zelândia ou a Austrália. Não sei se estão a ver a coisa: é que nos antípodas o efeito será exactamente o inverso!
Acresce que toda a acção exercida sobre a Terra provocará uma reacção da mesma. Para que a órbita da Terra se desviasse seria preciso que a acção fosse provocada do exterior do sistema.
Isto é tão engraçado que, sendo coincidente com a reunião do G8, leva-me a perguntar o que é que os cientistas têm andado a fazer e para que servem os protocolos de Kyoto se, afinal, a solução está ali tão ao alcance das mãos… ou dos pés!
Perante a consistência desta paródia (não encontro nome mais adequado para a classificar), fico a pensar se os seus autores terão fugido do hospício. E já agora, quem embarca em tal anedota, enviando o respectivo mail com o ar de coisa séria, talvez devesse ligar o cérebro outra vez, para não fazer estas figuras.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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segunda-feira, 4 de julho de 2005
Os pulhas e os mentecaptos
O grande mal do futebol são os PULHAS que andam por aí a fazer lavagens ao cérebro destes tristes que só sabem pensar com os pés. E neste caso do Miguel vs. Benfica olha que dupla que se juntou: Paulo Barbosa e Dias Ferreira, o maior anti-benfiquista à face da terra. São advogados assim que dão má fama à classe.
Eu já achava que o Miguel era burro todos os dias a jogar à bola. Afinal não é só a jogar à bola: ele é mesmo burro. Vê-se pelas companhias que escolheu. Por isso vá para um clube de acordo com o seu carácter. Ou muito me engano ou vamos vê-lo de azul e branco...
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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domingo, 3 de julho de 2005
Frase da semana
“Os energúmenos que se manifestaram no Martim Moniz têm tanto cérebro como cabelo”.
(Ugly Kid Tony, “Cromos TSF”)
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sexta-feira, 1 de julho de 2005
E não é que ele tem razão?
Ainda sobre o mesmo tema, remeto os prezados leitores (se é que os temos…) para dois artigos do Ferreira Fernandes no “Correio da manhã”: um sobre o famigerado arrastão dos “pretos” e o papel da polícia no mesmo, o outro sobre a manifestação dos “brancos” na sequência do dito arrastão.
Pois é, o homem até tem razão naquilo que diz. E, sobretudo, não tem medo das palavras e de chamar as coisas pelos nomes.
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quinta-feira, 30 de junho de 2005
E que tal fazer-lhes uma espera?
10 de Junho – Arrastão na praia de Carcavelos. Pessoas assaltadas e agredidas por vários grupos de dezenas ou centenas de indivíduos.
20 de Junho – Assalto aos passageiros no comboio da linha de Sintra entre as estações de Amadora e Queluz. Um dos três assaltantes exibiu uma faca.
25 de Junho – Um grupo de 20 indivíduos residentes na Costa de Caparica, acampados na praia do Carvalhal, perto de Grândola, agrediu com pontapés e pauladas na cabeça um jovem de 19 anos que acusavam de lhes ter roubado artigos de pesca. O agredido ficou em estado de coma. Os agressores ameaçaram voltar. A GNR de Tróia e da Comporta não compareceram ao local por falta de meios!!!
No espaço de duas semanas fomos confrontados com estas sucessivas notícias de ataques à população por parte de grupos organizados. Em Carcavelos, os turistas deixaram de ir à praia porque têm medo. Nos comboios da linha de Sintra há quem não circule a partir do fim da tarde porque tem medo. Na aldeia do Carvalhal os moradores têm medo que os agressores voltem.
Afinal, em que país estamos nós? Estamos a ficar permanentemente cheios de medo porque há por aí uns facínoras que atacam tudo e todos impunemente? Teremos que começar a ter medo só de sair à rua, porque as autoridades competentes não põem fim a este estado de coisas?
Então se as autoridades não fazem nada, terão de ser os próprios cidadãos a tomar a seu cargo a resolução dos problemas e fazer justiça pelas próprias mãos?
Quando acontecem estas situações lembro-me logo daqueles filmes americanos em que aparecem os “vigilantes”, que tratam da saúde aos criminosos (o Charles Bronson protagonizou vários filmes nesse papel). Lembram-se, aqui há uns anos, de terem aparecido umas milícias populares lá para os lados de Braga por causa duma comunidade de ciganos?
Depois aparecem sempre os defensores dos bons costumes a alertar para o perigo e para a ilegalidade destas situações. Mas se as autoridades não protegem o cidadão contra os meliantes, não terá o cidadão legitimidade para se defender?
E se, um dia destes, os passageiros da linha de Sintra, em vez de ficarem tolhidos pelo medo ao verem entrar no comboio uns bandidos para os assaltar, fizessem valer a superioridade numérica e se atirassem a eles, lhes dessem uma valente sova e a seguir os mandassem borda fora pela janela do comboio? Perdia-se alguma coisa?
E se os habitantes da aldeia do Carvalhal, em vez de estarem acagaçados com medo que os 20 da Caparica voltem para agredir mais pessoas (que valentões que eles são, 20 a baterem num!), se organizassem e lhes fizessem uma espera e lhes dessem o mesmo tratamento? Se toda a população se juntasse contra eles o que aconteceria?
Palavra de honra, do que isto está mesmo a precisar é que as populações deixem de ter medo e reajam contra aqueles que lhes querem fazer mal. Se um grupo de “populares”, um dia destes, limpasse o sebo a uns quantos bandidos, podia ser que estes começassem a baixar a bolinha. Depois venham as autoridades pedir responsabilidades aos autores: ora, não foi ninguém.
Kroniketas, sempre kontra as tretas
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